Olhando pra Lisboa, ali tão perto ............... lá no alto, de cabelos ao vento................................ o Cristo-Rei foi pregar para o deserto ..................... e deixou os camelos em... «Belém»!

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FRASES INTEMPORAIS APLICADAS À POLÍTICA

1 - O cigarro adverte:

"o governo faz mal à saúde!"

2 - Não roube,

“o governo detesta concorrência.”

3 - Errar é humano.

“Culpar outra pessoa é política.”
4 - Autarcas portugueses
"São os mais católicos do mundo. Não assinam nada sem levar um terço.

5 - Se bem que…

"o salário mínimo deveria chamar-se gorjeta máxima".

6 - Feliz foi Ali-Babá que:
"não viveu em Portugal e só conheceu 40 ladrões!!!..."

7 - Não deixe de assistir

"ao horário político na TV:

Talvez seja a única oportunidade de ver políticos portugueses em "cadeia nacional".

8 – O maior castigo

"para quem não se interessa por política é que será governado pelos que se interessam."

9 - Os políticos
"são como as fraldas... Devem ser trocados com frequência, e sempre pelo mesmo motivo...

10 - Os líderes

"das últimas três décadas ou sucedem a si próprios ou então criam clones dos seus tiques."

11 - Os partidos
"
tomaram conta do Estado e puseram o Estado ao seu serviço."

12 - A frase do dia é de Alberto João Jardim:
- O que penso sobre o aborto?!...

- Considero-o um péssimo Primeiro-ministro e está a governar muito mal o País.

13 - Notícia de última hora!!!

- “Fiscais da ASAE, (brigada de inspecção da higiene alimentar), acabam de encerrar a Assembleia da República.“
Motivo: Comiam todos no mesmo tacho!

14 – Bom para Portugal!!!!!

"Sou totalmente a favor do casamento gay entre os políticos.

Tudo que possa contribuir para que eles não se reproduzam é bom para o país..."

15 - Candidatos:

"Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas;
hoje em dia, pedem votos".

16 - País desenvolvido:

"não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos usam transporte público".

17 - Austeridade é quando

"o Estado nos tira dinheiro para pagar as suas contas até deixarmos de ter dinheiro para pagar as nossas".

18 - O governo esclare:

"Os cortes aos reformados só se aplicam a quem tiver 2 pensões. Quem tiver 2 hotéis ou 2 residenciais está safo".

19 - A força do Fisco:

"O estado arranca-me tudo à força e depois diz que sou contribuinte".

20 - País desenvolvido

não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos, usam transporte público.

21 - Austeridade é quando

o Estado nos tira dinheiro para pagar as suas contas até nós deixarmos de ter dinheiro para pagar as nossas.

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05
Set 15

politica-gentedogoverno.jpg

 

publicado por LauraBM às 22:53

18
Abr 15

NicolauSantos-Expresso.jpg

Sem dúvida uma análise realista da desgraça que nos aconteceu ao eleger-se um Presidente falhado e incompetente e um 1º ministro que aposta em acabar c/os portugueses.

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Laura Martins

(Nicolau Santos, in "Expresso", 11/04/2015)

Fez no dia 6 de abril quatro anos que Portugal pediu ajuda internacional. É mais do que tempo de fazer o balanço dos erros, mentiras e traições deste período e desconstruir o discurso que os vencedores têm produzido sobre o que se passou.

1- A 4 de abril, Angela Merkel elogia os esforços do Governo português para combater a crise, através de um novo plano de austeridade, o PEC 4. Com o apoio da chanceler alemã e do presidente da Comissão Europeia havia a real possibilidade de Portugal conseguir um resgate mais suave, idêntico ao que Espanha depois veio a ter. O primeiro-ministro, José Sócrates, dá conta ao líder da oposição, Pedro Passos Coelho, do que se passa. Este, pressionado pelo seu mentor e principal apoio partidário, Miguel Relvas, recusa-se a deixar passar o PEC 4, dizendo que não sabia de nada e que não apoiava novos sacrifícios. O seu objetivo é a queda do Governo e eleições antecipadas (ver o livro "Resgatados", dos insuspeitos jornalistas David Dinis e Hugo Filipe Coelho). O Presidente da República, Cavaco Silva, faz um violento ataque ao Governo no seu discurso de posse, a 4 de abril, afirmando não haver espaço para mais austeridade. Os banqueiros em concertação pressionavam o ministro das Finanças. Teixeira dos Santos cede e coloca o primeiro-ministro perante o facto consumado, ao anunciar ao "Jornal de Negócios" que Portugal precisa de recorrer aos mecanismos de ajuda disponíveis. Sócrates é forçado a pedir a intervenção da troika. Merkel recebe a notícia com estupefação e irritação.

2- O memorando de entendimento (MoU) é saudado por políticos alinhados com a futura maioria, por economistas de águas doces, por banqueiros cúpidos e por comentadores fundamentalistas e bastas vezes ignorantes, pois, segundo eles, por cá nunca ninguém

conseguiria elaborar tal maravilha. Hoje, pegando nas projeções para a economia portuguesa contidas no MoU, é espantoso constatar a disparidade com o que aconteceu. Em vez de um ano de austeridade tivemos três. Em vez de uma recessão não superior a 4%, tivemos quase 8%. Em vez de um ajustamento em 2/3 pelo lado da despesa e 1/3 pelo lado da receita, tivemos exatamente o contrário: uma austeridade de 23 mil milhões reduziu o défice orçamental em apenas 9 mil milhões. Em vez de um desemprego na casa dos 13%, ultrapassámos os 17%. Em vez de uma emigração que não estava prevista, vimos sair do país mais de 300 mil pessoas. E em vez da recuperação ser forte e assente nas exportações e no investimento, ela está a ser lenta e anémica, assentando nas exportações e no consumo interno. A única coisa que não falhou foi o regresso da República aos mercados. Mas tal seria possível sem as palavras do governador do BCE, Mario Draghi, no verão de 2013, ou sem o programa de compra de dívida pública dos países da zona euro? Alguém acredita que teríamos as atuais taxas de juro se não fosse isso, quando as agências de rating mantêm em lixo a nossa dívida pública? Só mesmo quem crê em contos de crianças.

3- Durante o período de ajustamento, Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, sublinhou sempre que o nosso sistema financeiro estava sólido. Afinal, não só não estava sólido como tinha mais buracos do que um queijo gruyère. BCP, BPI e Banif tiveram de recorrer à linha pública de capitalização incluída no memorando da troika, o BES implodiu, a CGD foi obrigada a fazer dois aumentos de capital subscritos pelo Estado, o Montepio está em sérias dificuldades — e só o Santander escapou.

4- O ex-ministro das Finanças, Vítor Gaspar, e o primeiro responsável da troika, Poul Thomsen, negaram durante dois anos que houvesse um problema de esmagamento de crédito às empresas. Pelos vistos desconheciam que a esmagadora maioria das PME sempre teve falta de capital, funcionando com base no crédito bancário. Como os bancos foram obrigados a cortar drástica e rapidamente os seus rácios de crédito, milhares de empresas colapsaram, fazendo disparar o desemprego. Gaspar e a troika diriam depois terem sido surpreendidos com esta evolução. A sobranceria dos que se baseiam na infalibilidade do Excel, aliada à ignorância dos que pensam que a mesma receita funciona em qualquer lugar, tem estes resultados.

 

Alguém acredita que teríamos as atuais taxas de juro se não fosse o BCE e Draghi, com a nossa dívida pública a continuar a ser considerada lixo? Só mesmo quem crê em contos de crianças.

5- Passos Coelho disse e redisse que as privatizações tornariam a economia portuguesa muito mais competitiva, levando os preços praticados a descer. Pois bem, a EDP foi vendida a muito bom preço porque as autoridades garantiram aos chineses da Three Gorges que os consumidores portugueses continuariam a pagar uma elevada fatura energética. E assim tem sido. Os franceses da Vinci pagaram muito pela concessão da ANA porque lhes foi garantido que poderiam subir as taxas sempre que o movimento aeroportuário aumentasse. Já o fizeram por cinco vezes. O Governo acabou com a golden share na PT e não obstou à saída da CGD do capital da telefónica. Depois assistiu, impávido e sereno, ao desmoronamento da operadora. A CGD foi obrigada pelo Governo a vender por um mau preço a sua participação na Cimpor. Hoje, a cimenteira é uma sombra do que foi: deixou de ser um centro de decisão, de competência e de emprego da engenharia nacional. Os CTT foram privatizados e aumentaram exponencialmente os resultados, à custa da redução do número de balcões e da frequência na entrega do correio.

6- A famosa reforma do Estado resumiu-se na prática a aumentar impostos, cortar salários, pensões e apoios sociais, bem como a fragilizar as relações laborais, flexibilizando o despedimento individual, diminuindo o valor das indemnizações, reduzindo o valor do subsídio de desemprego e o seu tempo de duração. O modelo económico passou a assentar numa mão de obra qualificada mas mal paga, em empregos precários e não inovadores, em trabalhadores temerosos e nada motivados.

7- O programa de ajustamento fez Portugal recuar quase 15 anos. Perdemos centro de decisão e de competência e não apareceram outros. A classe média proletariza-se sob o peso dos impostos. Nos hospitais reaparecem doenças e epidemias há muito erradicadas. O investimento estrangeiro estruturante não veio, o perfil da economia e das exportações não se alterou, a aposta na investigação eclipsou-se. E tudo para se chegar a um ponto em que a troika nos continua a dizer que já fizemos muito mas que é preciso fazer mais — e os credores internacionais nos vão manter sob vigilância até 2035. Sob o manto diáfano da fantasia, a nudez forte da verdade mostra que este ajustamento não teve apenas algumas coisas que correram mal — foi um colossal falhanço. E, desgraçadamente, os próximos anos vão confirmá-lo.

 

publicado por LauraBM às 23:47

23
Fev 15

O governo português envergonhou os portugueses quando se pôs ao lado da Alemanha, contra a Grécia.

Mas todos nós entendemos o porquê dessas manifestações de desagrado quando deveria simplesmente aliar-se às pretensões gregas; justíssimas, diga-se de passagem.

O governo português receia que a Grécia possa mudar a opinião da Europa sobre a incoerência desta tola austeridade e, com isso, pôr em causa os líderes alemães que tanto bajula.

De tanto prestar vassalagem à Alemanha, de modo algum pretende que as suas políticas falhem.

São mesmo um bando de incompetentes pretensiosos com receio de se verem confrontados com a própria aceitação de tais medidas que nunca questionaram, mesmo que os portugueses morram à fome.

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Laura Martins

oinfluenciavel.jpg 

"Vêm reforços a caminho"

Pode ler-se esta notícia no jornal público, no link abaixo:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/os-paises-com-maiores-dificuldades-nao-deviam-porse-uns-contra-os-outros-1686721

"Vêm reforços a caminho" Num dia agitado pelas reacções ao pedido de Atenas para o prolongamento do empréstimo, e no rescaldo das críticas do Presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, à troika, também um dos mais novos movimentos políticos portugueses decidiu distanciar-se da posição oficial do Governo português.

O Livre/Tempo de Avançar decidiu expressar o seu apoio às posições anti-austeridade do Governo grego. Numa carta, dirigida aos “concidadãos gregos”, entregue esta sexta-feira, de manhã, na embaixada helénica em Lisboa, e publicada no diário Efsyn e citada no jornal I Avgi, próximo do Syriza, o novo movimento político português assegura que “vêm reforços a caminho”.

“Envergonham-nos e revoltam-nos as notícias de que o Governo de Portugal tem sido um obstáculo”, lê-se na carta, que foi traduzida para grego. As críticas à posição portuguesa não se ficam por aqui. “Se a Grécia for bem sucedida, todos ficarão a saber que era possível fazer as coisas de forma diferente, ao contrário do que nos diziam. Os políticos deste Governo português forçam a intransigência dentro do Eurogrupo por razões que se prendem com o futuro político deles, mas que são contra o interesse nacional ou europeu.” Para a candidatura que nasceu da convergência entre o Livre, a Manifesto e a Renovação Comunista, o Executivo de Passos Coelho “não nos representa”. “ Faremos pressão, dentro e fora de Portugal, para que o Governo de Portugal mude de posição — ou para que Portugal mude de governo.”

Classificando a equipa de Alexis Tsipras como o “primeiro governo anti-austeridade da União Europeia”, a carta deseja que as negociações em curso na União Europeia possam conduzir “a um novo contrato”, que permita “um futuro melhor para toda a zona euro”, lê-se. “No que depender de nós, a Grécia nunca mais estará sozinha numa reunião do Eurogrupo. E vamos consegui-lo já no futuro próximo.

Caros concidadãos gregos: «aguentem firmes, que vêm reforços a caminho.”

publicado por LauraBM às 22:59

21
Fev 15

Por José António Pinto

25/08/2014 - 01:13
Por que razão este Governo é tão forte com os fracos e tão fraco com os fortes?


Que interferência terá a actual crise do Banco Espírito Santo na vida das pessoas mais pobres que vivem em Portugal? Esta catástrofe financeira, obscura, escondida, cheia de mentiras e truques, caracterizada por fraudes, favorecimento de credores, falsificação de contas, gestão danosa, entre outros expedientes, vai agravar ainda mais as miseráveis condições de vida dos meus utentes.

As pessoas que vivem com insuficiência de recursos económicos e com grande dependência dos serviços sociais do Estado e das instituições particulares de solidariedade social não costumam ter conta no banco, não têm dinheiro para encher o frigorífico de alimentos, não têm dinheiro para comprar acções, não têm emprego. Não são accionistas, não são depositantes, não são clientes, não são funcionários do BES. São apenas beneficiários de Rendimento Social de Inserção, recebem 178 euros por mês. Se forem casados e tiverem três filhos, o valor do cheque pode chegar aos 350 euros. Uma fortuna, uma pipa de massa, expressão recentemente utilizada por Durão Barroso.

Para evitar que estas pessoas prejudiquem o Estado e desequilibrem as contas da nação, para evitar que os contribuintes através dos seus impostos não estejam a apoiar com esmolas quem não merece, quem não precisa, quem não quer trabalhar, quem não está em situação de emergência e aflição social, o Governo de Passos Coelho e Paulo Portas fez uma lei de perseguição ideológica a estes pobres. A fraude existente na atribuição do rendimento mínimo é um escândalo, uma vergonha nacional, motivo de indignação por todos os que reclamam justiça e transparência na gestão de dinheiros públicos, segundo estes governantes perdem-se muitos euros que fazem falta a quem realmente está a precisar da ajuda do Estado.

Sobre isto sempre defendi, como técnico do terreno, que é necessário combater todas as fraudes e irregularidades, no acompanhamento diário destas famílias sempre colaborei com os serviços de fiscalização da Segurança Social para evitar ilegalidades e desincentivar os utentes a adaptarem comportamentos desviantes de sobrevivência. Mesmo assim, a experiência profissional e alguns estudos académicos já publicados têm-me ajudado a perceber que, afinal, a fraude na atribuição do RSI é uma migalha insignificante, invisível, sem expressão no bolo que o Estado gasta no conjunto das prestações sociais. Também tenho percebido nesta ligação técnica às famílias que mais importante do que a fiscalização repressiva, estas pessoas desqualificadas, desmunidas dos principais recursos económicos, escolares, sociais e culturais, precisam é de oportunidades para saírem da medida. Precisam que a dívida à troika seja rapidamente renegociada e de emprego com direitos. Muitas recebem RSI e fazem biscates, porque só assim conseguem dar de comer aos seus filhos. Mesmo a trabalhar e com salário mínimo declarado, muitas famílias recebem RSI e não conseguem romper com o seu ciclo de pobreza.

Para domesticar e humilhar estas famílias existe legislação, existe tutela, supervisão, fiscalização, vigilância, repressão. E castigo para quem mente, para quem engana o Estado, para quem se quer apropriar indevidamente do pouco dinheiro dos contribuintes que afinal é de todos?

Sendo assim, tenho agora de perguntar o seguinte: por que razão este Governo é tão forte com os fracos e tão fraco com os fortes?

Afinal quem mente, os pobres do RSI ou o governador do Banco de Portugal? Que mentiras provocam mais estragos ao país, as mentiras dos pobres ou as mentiras dos poderosos respeitáveis da alta finança? Afinal não existia no BES nenhuma almofada financeira para tapar os buracos do crédito malparado; afinal a crise no grupo sempre afectou o funcionamento do banco; foi necessário afastar da gestão do banco Ricardo Salgado; os testes de stress ao banco, afinal não provaram solidez financeira nenhuma.

A maioria dos desempregados em Portugal não tem acesso a qualquer apoio económico no período de desemprego. As escolas públicas continuam a funcionar com menos professores e técnicos para dar apoio a crianças com necessidades educativas especiais, os centros educativos não têm vagas para acolher mais jovens condenados, um grupo de organizações não governamentais, entre as quais a Amnistia Internacional e a Caritas Portuguesa, considera que não existe estratégia nem políticas sociais consistentes para combater a pobreza em Portugal. Em 2014, segundo dados do Instituto da Segurança Social, 20,8% dos beneficiários de RSI foram excluídos desta medida de apoio. Mais de 38 mil idosos perderam no mesmo ano o complemento solidário para idosos. Não há dinheiro para proteger as pessoas da pobreza e da exclusão social, mas há dinheiro para pagar as dívidas da família Espírito Santo. Há dinheiro para em 2014 gastar 511 milhões de euros nas rendas das parcerias público-privadas com derrapagem de 84 milhões de euros só nas parcerias rodoviárias.

Há dinheiro para, sem qualquer tipo de garantia ou segurança, o Estado emprestar ao Fundo de Resolução 4400 milhões de euros para recapitalizar o BES.

Os banqueiros continuam a ter na mão o poder politico e, quando não têm o dinheiro dos depositantes nos seus cofres, têm o dinheiro dos contribuintes para os salvar de todas as irresponsabilidades e manobras gananciosas do capitalismo financeiro. Os pobres já pagaram a crise do BPN e vão pagar agora a crise do BES. Enquanto não chega a informação, o esclarecimento, a consciencialização, a politização organizada e a qualificação deste grupo social, os pobres, para melhorar a sua situação social, têm rapidamente de se tornar donos de um banco falido, especializar-se em gerar produtos financeiros tóxicos, obrigar o Estado a recapitalizar os seus prejuízos, meter medo aos accionistas, surpreender os mercados e aterrorizar o funcionamento da bolsa de valores.

Assistente social

publicado por LauraBM às 00:14

porcosdeguarda.jpg

 

publicado por LauraBM às 00:00

18
Fev 15
Este sujeito passa a vida a ameaçar e a meter medo a toda a gente, mas só fala do estado social e, por vontade dele acabava com tudo isso.
Depois, já o país era rico e estava tudo bem. PARA QUEM?????? 

politica-Med.Carr.EstadoSocial.jpg

 

publicado por LauraBM às 22:29

17
Fev 15

"A Verdade sobre a DESPESA do ESTADO" de Miguel Matos Chaves (Economista do CDS/PP) e auditor de Defesa Nacional  

Em lugar de colar aqui o artigo, decidi colar apenas o link. Assim, aproveitam e lêem o artigo por inteiro para saberem como andamos todos enganados, espoliados e como os deputados de Bruxelas se divertem às n/custas.

http://quintalusitana.blogspot.pt/2014/05/v-behaviorurldefaultvmlo_26.html  

Meus Prezados Amigos,

Um pouco farto de ver e ouvir certas histórias, que pressentia, mal contadas, decidi-me a fazer as minhas contas a partir das Fontes Oficiais (INE e EUROSTAT). Tem sido dito que os Pensionistas e os Reformados, junto com as Despesas de Pessoal do Estado, significariam, em conjunto, cerca de 75% a 78% das Receitas Públicas. Fui então verificar.

Ora sendo eu um cidadão preocupado com o desenvolvimento do meu País e com o Bem-Estar dos portugueses, achei que este número, a ser verdade, seria muito elevado e traria restrições severas a uma Política de Desenvolvimento e de Crescimento a Portugal. Mas depois de tanto ouvir, comecei a achar estranho que estes números fossem repetidos até à exaustão. E decidi investigar eu próprio da veracidade de tais números. Eis os Resultados: (1º) QUADRO nº 1 - Pensões e Reformas (Unidade: mil milhões de euros)

PENSÕES e Reformas

2011

2012

2013

P.I.B.

237,52 €

212,50 €

165,67 €

PENSÕES

13,20 €

13,60 €

14,40 €

Peso % - s/ PIB

5,56%

6,40%

8,69%

Total de Receitas

77,04 €

67,57 €

72,41 €

Peso % - s/ T. Receitas

17,13%

20,13%

19,89%

Meu comentário: Qual não foi o meu espanto quando face a “doutas” opiniões de Economistas do Regime, de Jornalistas (ditos de economia) e de Políticos em que todos coincidiam em que esta Rubrica rondaria os 30% a 35% das Receitas do Estado e cerca de 15% a 17% do PIB, vim a verificar os resultados do Quadro nº 1 que acima publico. Isto é: as Reformas e as Pensões, mesmo numa Economia em Recessão, significaram entre os 20,13% e os 19,89%, sobre as receitas totais do Estado. Muito longe, portanto, dos anunciados 30% a 35%. Mas se a análise for feita sobre o PIB então o seu significado variou, repito num quadro de uma Economia em Recessão, entre os 8,69% e os 5,56%. Portanto muito longe do anunciado pelos “especialistas”. A coberto dessas pretensas “realidades” foram cometidos os mais soezes ataques a esta parte da população portuguesa. Parafraseando o Prof. Doutor Adriano Moreira – “estamos em presença de um esbulho”.

NOTA: Por uma questão de educação não quero adjectivar mais as declarações sobre a matéria da Srª Ministra das Finanças e seu antecessor, nem do Sr. 1º Ministro, já que os restantes declarantes deixaram de me merecer qualquer respeito. (2º) QUADRO nº 2 - Despesas com Pessoal do Estado (Unidade: mil milhões de euros)

PESSOAL

2011

2012

2013

P.I.B.

237,52 €

212,50 €

165,67 €

Despesas c/ Pessoal

11,30 €

10,00 €

10,70 €

Peso % - s/ PIB

4,76%

4,71%

6,46%

Total de Receitas

77,04 €

67,57 €

72,41 €

Peso % - s/ T. Receitas

14,67%

14,80%

14,78%

Meu comentário: Devo confessar que aqui, nesta rubrica, o meu espanto ainda foi maior, dada a prolixa comunicação sobre este tema proferida pelos actores acima referidos. E feitas as contas, (quadro nº 2 acima), e juntando então os dois, os resultados são na verdade os seguintes:  (Quadro nº 3 – Pensões e Reformas + Custos c/ Pessoal) (Unidade: mil milhões de euros)

PENSÕES + Desp. PESSOAL

2011

2012

2013

P.I.B.

237,52 €

212,50 €

165,67 €

PENSÕES + Desp. PESSOAL

24,50 €

23,60 €

25,10 €

Peso % - s/ PIB

10,31%

11,11%

15,15%

Total de Receitas

77,04 €

67,57 €

72,41 €

Peso % - s/ T. Receitas

31,80%

34,92%

34,66%

Ou seja: a SOMA das Pensões e Reformas com as dos Custos de Pessoal do Estado, somam (numa Economia em Recessão) entre os 34,92% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 31,80% sobre as Receitas Totais do Estado; e entre 15,15% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 10,31% sobre o Produto Interno Bruto.

OU SEJA: Menos de Metade dos números anunciados pelo Sr. 1º Ministro e seus Ministros das Finanças, para falar de actores políticos relevantes, deixando de lado as personalidades menores que pululam nas Televisões, Rádios e Imprensa escrita que passei assim a tratar dada a sua falta de seriedade intelectual. E a coberto disto se construiu uma Política do agrado do Sistema Financeiro, por razões e números que aqui não vou referir, e dos Credores (por razões que aqui também me dispenso de enumerar).

CONCLUSÃO: Estamos a ser enganados deliberadamente por pessoas que têm e prosseguem uma filosofia política bem identificada e proveniente dos teóricos da Escola de Chicago (a Escola Ultra Liberal), apesar de um dos seus maiores expoentes, o Sr. Alan Greenspan – ex- Governador do FED (Reserva Federal Norte-americana) ter pedido desculpa por ter acreditado nela e ter permitido os desmandos do sector financeiro que nos trouxeram até às crises das Dívidas Soberanas, embora ajudados pela subserviência, incúria e incompetência de boa parte das classes políticas ocidentais. Espero ter sido útil neste meu escrito.

Na verdade sendo um homem da Direita Conservadora o meu primeiro Partido é Portugal. Os Partidos Políticos são, para mim, apenas Instrumentos para o engrandecimento de Portugal. Se não cumprirem esta missão então, para mim, não servem para nada. E vejo, com extremo desgosto, o meu próprio Partido – o CDS-PP, metido nesta situação degradante para Portugal e para os Portugueses sabendo que há alternativas. E acima de tudo odeio a mentira.

Está na hora, na minha opinião, de reformar e modificar o sistema político vigente, sob pena de irmos definhando enquanto Nação Independente.

Com os meus melhores cumprimentos Miguel Mattos Chaves Gestor Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia) Auditor de Defesa Nacional

publicado por LauraBM às 22:41

05
Fev 15

Que extraordinário artigo, esse aí. Deixou-me a pensar na verdade de tudo quanto diz.

Laura B. Martins 

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Declarações do escritor e dissidente soviéticoVLADIMIR BUKOVSKY, sobre o Tratado de Lisboa.
É surpreendente que, após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.
 
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal.
Não é a URSS escarrada?
 
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE, ao
que parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
 
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE.
Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou.
Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto».. Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados.
É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade.
 
Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição.
Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
 
Eu já vivi o vosso «futuro»…"
publicado por LauraBM às 20:25

04
Fev 15

politica-arruinador.jpg

 

publicado por LauraBM às 23:42

13
Jan 15

 

“Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu,

privatize-se a água e o ar,

privatize-se a justiça e a lei,

privatize-se a nuvem que passa,

privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos.

E, finalmente, para florão e remate de tanto privatizar,

privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo…

e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.” 

José Saramago – Cadernos de Lanzarote – Diário III – pag. 148

 

 

 

publicado por LauraBM às 01:22

12
Jan 15

Desde que este governo foi eleito, Portugal só se afundou. Jerónimo de sousa diz alto e bom som o que vai nas nossas cabeças e corações. Não é preciso saber política, basta abrir os olhos.

Infelizmente, os portugueses abrem os olhos mas ficam de braços caídos, cobardemente calados e cabisbaixos. Os votos que deram a este governo entristecem-nos e paralisam-nos.

 

O (des)governo, favoritismo e corrupção, soma e segue no seu caminho sem entraves.

Não há justiça, nem Deus que valha aos nossos filhos e netos! É um Portugal falido e sem condições para se erguer que lhes legamos, junto com a injustiça de sabermos que os corruptos se irão embora para melhores condições financeiras, pagas com o dinheiro daqueles que favoreceram enquanto governo.  

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Laura Martins

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O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje o Governo de estar a vender ao desbarato tudo o que é estratégico, deixando o país sem alavancas de desenvolvimento e crescimento futuro.

 

Viseu, 20 set (Lusa) - O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou hoje o Governo de estar a vender ao desbarato tudo o que é estratégico, deixando o país sem alavancas de desenvolvimento e crescimento futuro.

 

"Querem privatizar tudo o que dá lucro, desarmando o nosso país de alavancas estratégicas fundamentais para o nosso desenvolvimento. Este Governo está a vender ao desbarato tudo o que é estratégico e fundamental para o nosso país", disse.

 

Na sua intervenção, num almoço convívio de comunistas que decorreu em Viseu, o líder do partido sublinhou que a privatização dos CTT vai ter consequências, especialmente no interior do país, onde irão encerrar postos de correio.

"Se aquilo dava lucro, então privatizaram para quê? Para encher os bolsos ao capital, designadamente ao capital estrangeiro", apontou, aludindo ainda à empresa de resíduos sólidos e da água que também pretendem privatizar.

Na sua opinião, ao privatizarem as empresas nacionais que dão lucro, futuramente o país fica sem qualquer tipo de "alavanca estratégica".

"Este é um problema sério com que os portugueses vão ser confrontados no futuro, porque depois sem alavancas fundamentais só há uma solução: carregar mais nos impostos, carregar mais nos direitos dos trabalhadores, nos salários, pensões e reformas", acrescentou.

 

Aos longo dos 25 minutos de discurso, o secretário-geral do PCP frisou que não é por acaso que "está previsto que até 2020 sejam sacados aos trabalhadores e reformados mais 7 mil milhões de euros de aplicação de austeridade".

"Pode não se perceber nada de politica, mas há uma coisa que todos os portugueses percebem: assim não vamos lá". 

publicado por LauraBM às 23:04

05
Jan 15
Um interessante repasse que recebi...
 
Li, incrédulo, como a maioria das pessoas decentes em Portugal, que a Autoridade Tributária não tem registo de qualquer bem colectável em nome de Ricardo Espírito Santo Salgado, até à semana passada o Dono Disto Tudo.
 
O pipi da foto é o Secretário de Estado das Finanças que tutela uma entidade de mau agoiro chamada Autoridade Tributária (AT para os inimigos e gente comum).
 
Ora a AT, sob a superior direcção política deste vendedor de imóveis de seu nome Núncio, mas podia ser Pôncio, ou Alfredo, que faz rifas a quem declara a compra de umas peúgas e quer saber quanto quartos alugou uma senhora Cármen Coração de Banana da Nazaré, ou quantos dióspiros foram transportados na furgoneta do senhor Manuel de Vila Real, nunca se incomodou em saber se o senhor Ricardo Espírito Santo tem uma casinha no Estoril, ou um carrinho ou um barquinho... ou um Bentley, ou um helicóptero Augusta, ou um jacto privado... para este papalvo (um tratamento simpático para um cúmplice de ratonices) nunca a vida do Senhor Ricardo Espírito Santo e, presumo a do senhor Amorim, ou do senhor do Pingo Doce, e de tantos outros mereceu uma simples dúvida...
 
Isto é, os Donos de Tudo Isto, afinal não têm nada em seu nome... nem uma casinha para morar... e não pagam renda... a tudo o Núncio, mais o bando a que pertence, fechou os olhos...
O ano passado, lembro-me, o Correio da Manhã perguntou se Passos Coelho, um pateta com um Clio, tinha passado recibo do apartemant (rooms e chambres) que tinha alugado na Manta Rota.
 
Ainda há dias o mesmo Correio da Manhã perguntava para gáudio dos justiceiros se Sócrates tinha pago a renda da casa em Paris...
 
Que diabo, ninguém se lembrou de perguntar se o Dono Disto Tudo tinha uma casita alugada na Comporta, um carrito em leasing ou ao dia na Avis... se come fiado na mercearia... Nada....
 
É que, tendo eu um carrito com 12 anos (de 2002), um apartamento com 40 (comprado em 1975) corro o risco da AT com o dito Núncio me candidatar a um lugar na Forbes... .
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Carlos Matos Gomes 
  
AUTORIDADE TRIBUTÁRIA ( AT )
 
É ESTE O GAJO ... fdp
 

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publicado por LauraBM às 22:53

27
Dez 14

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(também vou ser criminosa quando for grande…)

'Maria Isabel tem 83 anos e é uma criminosa. O local do crime é o fogão, e assim foi durante muitos anos: vende bol...o de laranja no café da zona. Sem recibo. E ainda consegue ir mais longe: usa os ovos das suas próprias galinhas. Juntamente com a filha, formam uma organização criminal. Eusébia, com 58 anos, produz uma pequena quantidade de queijo de cabra na sua própria cozinha que vende aos vizinhos a 1 euro a unidade. Um dos vizinhos, José Manuel, utiliza o antigo forno de barro que tem no quintal para cozer pão, faz uma quantidade a mais do que a que ele e a sua mulher necessitam para vender aos amigos, tentando assim complementar a pensão da reforma que recebe. Alguns dos habitantes mais idosos da aldeia apanham cogumelos e vendem-nos ao comprador intermediário. Novamente, sem passar recibo. Por sua vez, este intermediário distribui-os em restaurantes, passa recibo mas fá-lo pelo dobro do preço que pagou por eles. Marta, proprietária do café da zona, encomendou alface ao fornecedor mas acrescentou umas ervas e folhas de alface do seu próprio quintal. E se pedíssemos uma aguardente de medronho, típica da zona, quando a garrafa oficial, selada com o imposto fiscal, estiver vazia, o seu marido iria calmamente até à garagem e voltava a encher a garrafa com o medronho caseiro do velho Tomás. Podemos chamar a isto tradição, qualidade de vida ou colorido local – o certo é que em tempos de crise, a auto-suficiência entre vizinhos, simplesmente ajuda a sobreviver.

O Alentejo é das regiões mais afetadas pela crise que de qualquer forma afectou todo o país. A agricultura tradicional está em baixo, a indústria é quase inexistente e os turistas raramente se deixam levar pela espectacular paisagem costeira da província. Os montes alentejanos perdem-se em ruínas. Quem pode vai embora, ficando apenas a população idosa a viver nas aldeias, e para a maior parte, o baixo valor que recebem de reforma é gasto em medicamentos, logo na primeira semana do mês. Inicialmente, as pessoas fazem o que sempre fizeram para tentar sobreviver de algum modo. Vendem, a pessoas que conhecem, o que eles próprios conseguem produzir. Não conseguem suportar os custos de recibos ou facturas. Para conseguir iniciar um negócio com licença, teriam de cumprir os requisitos e fazer grandes investimentos que só compensariam num negócio de maior produção.

Ao contrário de Espanha, Portugal não negociou acordos especiais para quem tem pequenos negócios. As consequências: toda a produção em pequena escala - cafés, restaurantes , lojas e padarias que tornam este país atractivo - é de facto ilegal. Só existem duas hipóteses, ou legalizam o seu comércio tornando-se grandes produtores ou continuam como fugitivos ao fisco. Até agora e de certa forma, isto era aceitável em Portugal mas neste momento, parece que o governo descobriu os verdadeiros culpados da crise: o homem modesto e a mulher modesta como pecadores em matéria de impostos. Como resultado, as autoridades fecharam uma série de casas comerciais e mercados onde dantes eram escoadas os excedentes das parcas produções dos pequenos produtores e transformadores, que ganhavam algum dinheiro com isso, equilibrando a economia local.

Há uns meses atrás, a administração fiscal decidiu finalmente fazer algo em relação ao nível de desemprego: empregou 1.000 novos fiscais. Como um duro golpe para a fraude fiscal organizada, a autoridade autuou recentemente uma prática comum na pequena Aldeia das Amoreiras: alguns homens tinham - como o fizeram durante décadas - produzido e vendido carvão. Os criminosos têm em média 70 anos, e os modestos rendimentos do carvão mal lhes permitia ir mais do que poucas vezes beber um medronho ou pedir uma bica.

Não é benéfico acabar com os produtos locais e substituí-los por produtos industriais. Não para o Estado que, com uma população empobrecida, não tem capacidade para pagar impostos. E não é para a saúde: não são os produtos caseiros que levam a escândalos alimentares nestes últimos anos, mas a contaminação química e microbiana da produção industrial. Apenas grandes indústrias beneficiam desta política, uma política que chega mesmo a apoiar a crise. Sendo este um país que se submete cada vez mais a depender de importações, um dia não terá como se aguentar economicamente. É a realidade, até parece que a globalização venceu: os terrenos abandonados do Alentejo foram maioritariamente arrendados a indústrias agrícolas internacionais, que usam estes terrenos para o cultivo de olival intensivo e para a produção de hortícolas em estufas. Após alguns anos, os solos ficam demasiado contaminados. Em geral, os novos trabalhadores rurais temporários vêm da Tailândia, Bulgária ou Ucrânia, trabalham por pouco tempo e voltam para as suas casas antes das doenças se tornarem visíveis.

Com a pressão da Troika, o governo está a actuar contra os interesses do próprio povo. Apenas há umas semanas atrás, o Município de Lisboa mandou destruir mais uma horta comunitária num bairro carismático da cidade, a "Horta do Monte" na Graça, onde residentes produziam legumes com sucesso, contando com a ajuda da vizinhança. Enquanto os moradores do bairro protestavam, funcionários municipais arrancaram árvores pela raiz e canteiros de flores, simplesmente para que os terrenos possam ser alugados em vez de cedidos. Mais uma vez, uma parte da auto-organização foi destruída pela crise. A maioria dos portugueses não aceita isto. No último ano e por várias vezes, cerca de 1 milhão de pessoas - o equivalente a 10% da população - protestou contra a Troika. Muitos demonstram a sua criatividade e determinação durante a desobediência civil: quando saiu a lei que os clientes eram obrigados a solicitar factura nos restaurantes e cafés, em vez de darem o seu número de contribuinte, 10 mil pessoas deram o número do Primeiro Ministro. Rapidamente isto deixou de ser obrigatório. Também há alguns presidentes de freguesias que não aceitam o que foi feito aos seus mercados. E assim os pequenos mercados locais de aldeia continuam mas com um nome diferente “Mostra de produtos locais”, “Mercado de Trocas”. Se alguém quer dar alguma coisa e de seguida alguém põe dinheiro na caixa dos donativos, bem... quem irá impedi-lo?!

Existe um ditado fascinante: “quando a lei é injusta, a resistência é um dever”. É este o caso. Não são os pequenos produtores que estão errados mas sim as autoridades e quem toma as decisões - tanto moral como estrategicamente. É moralmente injustificável negar a sobrevivência diária dos idosos nas aldeias. E estrategicamente é estúpido. Um tesouro raro é destruído: uma região que ainda tem conhecimentos e métodos tradicionais, e comunidades com coesão social suficiente para partilhar e para se ajudarem entre si.

Uma economia difundida globalmente e à prova da crise é o que aqui acaba por ser criminalizado: subsistência rural e regional - o poder de auto-organização de pessoas que se ajudam mutuamente, que tentam sustentar-se com o que cresce à sua volta. Ao enfrentar a crise, não existem razões para não avançarmos juntos e nos reunirmos novamente. Existem sim, todos os motivos para nos ajudarmos mutuamente, para escolhermos a auto-suficiência e o espírito comunitário rural. Podemos ajudar a suavizar a crise, pelo menos por agora – se não, no mínimo oferecemos um elemento chave para a resolver. Quanto mais incertos são os sistemas de abastecimento da economia global, mais necessária é a subsistência regional.

Assim sendo, pedimos a todos os viajantes e conhecedores: peçam pratos caseiros e regionais nos restaurantes. Deixem que as omeletes sejam feitas por ovos que não foram carimbados nem selados. Peçam saladas das suas hortas. Mesmo em festas ou cerimónias, escolham os produtos de fabrico próprio, caseiros. Ao entrar numa loja ou café, anunciem de imediato que não vão pedir recibos ou facturas. Talvez em breve, os proprietários dos restaurantes se juntem a uma mudança local. Talvez em breve, um funcionário de uma loja será o primeiro a aperceber-se que a caixa de donativos na entrada traz mais lucro do que o registo obrigatório das vendas recentemente imposto. Talvez em breve, apareçam as primeiras moedas regionais como um método de contornar as leis fiscais.'

fonte desconhecida

publicado por LauraBM às 23:23

25
Dez 14

Quem me dera que este pedido se tivesse realizado e o Pai Natal o tivesse ouvido.

Infelizmente há muitos meninos que ficaram sem a prenda desejada.

Socrates-Natal_acompanhado.jpg

 

publicado por LauraBM às 00:27

04
Dez 14

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 O "animal feroz" agora encontra-se  no seu devido lugar ,atrás das grades  ! SÓCRATES! 

MAGISTRAL , NÃO DEIXE DE LER ! ! !  (nl)

Que maravilha de texto.....É MESMO ISTO....foi das coisas mais bem escritas que li sobre o sócrates nos últimos dias...

Antonio Manuel Santos Franco

 

Referir que acredito na culpabilidade de Duarte Lima no caso do assassinato no Brasil, que acredito que Lee Harvey Oswald matou Kennedy, que João Paulo I foi assassinado e que não gosto particularmente de Cavaco Silva. Serve isto para dizer que não me deixo levar por "teorias de conspiração", que normalmente apenas existem na cabeça de alguns "iluminados" e que felizmente raramente correspondem á realidade.

A minha opinião sobre Sócrates é muito simples... Sócrates é doente...

E como não consegue distinguir a verdade da mentira, tem um discurso coerente e credivel, quer seja verdade o que diz, quer seja completamente falso... Sócrates tem um ego gigantesco... Acha-se um génio, e no seu desvario achou que o País lhe devia eterno reconhecimento... Fez de Portugal o seu quintal... E trouxe para a brincadeira os seus amigos...

Se hoje não duvido da honestidade de homens como Luis Amado, ou Teixeira dos Santos, sempre achei que só num governo comandado por um lunático, se poderiam encontrar personagens como Paulo Campos ou Maria de Lurdes Rodrigues...

Sócrates trouxe para a politica um modo agressivo e de falta de educação, que segundo os seus seguidores o definiam como o "Animal Feroz"... Para mim, e já o referi anteriormente, José Sócrates é apenas um homem que não aceita o contraditório, e é extremamente mal educado... Que faz do insulto a sua arma... Que faz do medo o seu "modus operandi"... Que não hesitou em quebrar a espinha ao ministério público através de magistrados cobardes, como Cândida Almeida, Pinto Monteiro ou Noronha do Nascimento, os quais pura e simplesmente evitaram que qualquer processo que envolvesse o primeiro ministro, chegasse sequer a inquérito... Que criou na banca uma rede de influências, através das quais manteve uma divida pública artificial, assente na compra de titulos dessa mesma divida por parte da Banca e que levou á sua total descapitalização... Que tentou silenciar a imprensa que lhe era incómoda, nomeadamente o Sol, o Correio da Manhã e a Sábado, chegando a tentar que a PT comprasse a TVI para afastar Manuela Moura Guedes e o marido...

A partir de determinada altura Sócrates confundiu tudo... Achou-se um predestinado... Os outros eram todos "bota baixistas"... A Europa não o entendia...

Começou a privar com exemplos de Democracia... De Kadhafi a Hugo Chavéz, não houve ditador que não visitasse o "messias"... Ficou completamente alheado da realidade... Agarrou-se a mitos tipo PEC 4... Que ainda hoje defende, mesmo depois de Jean Claude Trichet ter dito que em Maio de 2011, Portugal pura e simplesmente não tinha dinheiro...

Na RTP tinha um comentário semanal que parecia um comicio, tendo José Rodrigues dos Santos sido afastado por razões nunca explicadas em detrimento de Cristina Esteves a qual, se comportava com uma docilidade por vezes a roçar o ridiculo...

Hoje ouvi Pinto Monteiro dizer uma barbaridade... Que almoçou com Sócrates e que apenas falaram de livros... Alguém acredita nisto? Era neste estado de mentira que Sócrates se movia... Era num Portugal esquizofrénico que o primeiro ministro vivia, e cuja esquizofrenia é hoje paga por nós a peso de ouro...

Alguns jornalistas e comentadores parecem estar mais interessados em saber sobre a violação do segredo de justiça, do que sobre crime em si... É tão absurdo como eu dar um tiro em alguém, e a preocupação da justiça ser se a pistola estava legal ou não... Surreal...

Não conheço José Sócrates... Não o quero conhecer... Não quero conhecer o homem que levou o meu país, a aparecer nos jornais de todo o mundo pelas piores razões...

E se um dia o "animal feroz" me atacar, dir-lhe-ei apenas uma frase... Não tenho medo de si...

publicado por LauraBM às 23:43

20
Ago 14

 

 

Boa comparação...

Navegavam há meses e os marujos não tomavam banho nem trocavam de roupa. O que não era novidade na Marinha Mercante britânica, mas o navio fedia! O Capitão chama o Imediato: - Mr. Simpson, o navio fede, mande os homens trocarem de roupa! Responde o Imediato: - Aye, Aye, Sir! Parte para reunir os seus homens e diz: - Sailors, o Capitão está se queixando do fedor a bordo e manda todos trocarem de roupa. David troque a camisa com John, John troque a sua com Peter, Peter troque a sua com Alfred, Alfred troque a sua com Jonathan ... e assim prosseguiu. Quando todos tinham feito as devidas trocas, volta ao Capitão e diz: - Sir, todos já trocaram de roupa. O Capitão, visivelmente aliviado, manda prosseguir a viagem.

E É MAIS OU MENOS ISSO QUE VAI ACONTECER EM PORTUGAL NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES...

publicado por LauraBM às 00:04

19
Ago 14

Será possível, Santo Deus, um retrocesso destes em pleno século XXI?
Como pudemos deixar que tal acontecesse?
Novamente o povo português passa fome e pede auxílio?
Mas o povo não precisa de esmolas, precisa de emprego.
Portugal precisa de políticos com vergonha na cara que não roubem para seu proveito mas, sim, saibam governar o país.
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Laura B. Martins
publicado por LauraBM às 23:48

10
Ago 14

publicado por LauraBM às 23:23

09
Ago 14

... É realmente difícil definir um Povo que de tal forma se comporta e, neste caso, nem me refiro à camada Inculta desse Povo mas sim aos mais Evoluídos que arrastam os outros.

Tal como há 2000 anos na Palestina, os Portugueses escolheram os Ladrões.

A Salazar que NUNCA Roubou e Deixou Obra Feita só o Conhecem por "ABAIXO O DITADOR".

Aos actuais Políticos (desde 1974) quer dessem Informações Radiofónicas aos Inimigos de Portugal que custaram muitas Vidas a Soldados Portugueses, venda Ilícita de Armas e Munições ao PAIGC (Partido Africano «Armado» para Independência da Guiné e Cabo Verde) que também mataram Soldados Portugueses, Cuspir e Espezinhar a Bandeira Nacional, Descolonização "Exemplar", Usar e Abusar do Erário Público, atitude que ainda se mantém, Gastar para Coisa Nenhuma Grande Parte do Ouro deixado pelo Ditador, Empobrecer o País e o Povo sem deixar de se Protegerem a Si e aos seus Eleitos Aumentando e Defendendo as suas Fortunas, Obras Feitas só as que não foram necessárias mas que nos Endividaram por várias Décadas como PPPs, SWAPs, Corrupção, Enriquecimentos Ilícitos, Crimes Impunes de Colarinho Branco, Fabricação de Ricos em vez de Riqueza, Excepções, Isenções, Perdões, Benefícios para os Amigalhaços não Participarem dos Sacrifícios Exigidos aos outros Portugueses, esses é que merecem os Aplausos e que lhes chamem DEMOCRATAS. Não sendo de certeza o que eu lhes chamo, deixo para reflexão uma lista de Algumas Obras das quais se pode acusar o Ditador, ao mesmo tempo que desafio a Quadrilha que Assaltou e Assalta Portugal a apresentar alguma Obra Feita de Igual Importância.

 

ISTO SÃO FACTOS E NÃO CONVERSA FIADA!

 

 Noutros tempos, houve Portugueses competentes e respeitadores dos interesses do bem público que garantindo a Lei e a Ordem, trabalharam afincadamente e, em apenas 40 anos, deixaram OBRA, PAGA COM DINHEIRO PORTUGUÊS mas, em muitos casos, foram "pérolas a porcos".

Segue-se uma "pequena" Lista de Obras de Grande Interesse Nacional que ficaram desse período memorável.

Na Região de Lisboa:

1) Bairro Social do Arco do Cego
2) Bairro Social da Madre de Deus
3) Bairro Social da Encarnação
4) Bairro Social de Caselas
5) Bairros para Polícias
6) Bairro de Alvalade
7) Aeroporto Internacional da Portela
8) Instituto Superior Técnico
9) Cidade Universitária de Lisboa
10) Biblioteca Nacional
11) Instituto Nacional de Estatística
12) Laboratório Nacional de Engenharia Civil
13) Metropolitano de Lisboa
14) Ponte Salazar
15) Captação e encanamento das águas do Alviela (comemorada com a construção da Fonte Luminosa na Alameda Afonso Henriques)
16) Plantação do Parque florestal de Monsanto
17) Estádio Nacional do Jamor
18) Estádio 28 de Maio
19) Auto estrada da Costa do Estoril
20) Hospital Escolar de Santa Maria
21) Instituto Ricardo Jorge
22) Instituto de Oncologia
23) Hospital Egas Moniz
24) Assistência Nacional aos Tuberculosos o que permitiu a obrigatoriedade do rastreio anual às populações estudantil, do Comércio e da Função Pública
25) Eletrificação da linha do Estoril
26) Exposição do Mundo Português que permitiu a criação da Praça do Império, hoje Sala de visitas de Lisboa.
27) Monumento aos Descobrimentos
28) Regularização da Estrada Marginal Lisboa-Cascais.
29) Criação da Emissora Nacional de Radiodifusão
30) Criação da Radiotelevisão Portuguesa incluindo a instalação das respectivas antenas retransmissoras necessárias para cobrir todo o território continental
31) Criação da Companhia Aérea de bandeira (TAP)
32) Nova Casa da Moeda (no Arco do Cego)

Espalhadas pelo País e Ilhas Adjacentes:

33) Várias Escolas do Magistério Primário.
34) Escolas primárias do Plano dos Centenários em quase todas as Freguesias do País.
35) Liceus Normais em todas as capitais de Distrito.
36) Escolas Comerciais e Industriais espalhadas de Norte a Sul do País
37) Cidade Universitária de Coimbra (Faculdade de Medicina, Faculdade de Letras, Faculdade de Ciências, Biblioteca Geral e o reordenamento urbano envolvente)
38) Hospital de S. João no Porto
39) Laboratório de Física e Engenharia Nuclear (na Bobadela – Sacavém) para onde se adquiriu e instalou um reactor atómico de investigação, tornando Portugal no 35º país do Mundo (à época) a dispor de tão moderno equipamento científico.
40) Ponte da Arrábida
41) Ponte Marechal Carmona
42) Construção dos grandes aproveitamentos hidroeléctricos com dezenas de grandes Barragens (por exemplo Rabagão, Cávado, Douro, Mondego, Zêzere e Tejo).
43) Construção de várias barragens para regadio e recreio, nomeadamente nas Beiras (como, por exemplo, na Vila de Soure)e por todo o Alentejo.
44) Melhoria geral de toda a rede Rodoviária Nacional.
45) Melhoria geral da Rede Ferroviária e modernização geral das viaturas do Caminho de Ferro.
46) Melhoria, ampliação e renovação, em todo o território, da Rede Telefónica Nacional, Estações de Correios e Telecomunicações em geral.
47) Bases aéreas (Ota, Montijo, Monte Real, Beja, etc.)
48) Base naval da Marinha (Alfeite)
49) Navio hospital “Gil Eanes” de apoio à Frota Bacalhoeira
50) Criação das Casas do Povo
51) Criação das Casas dos Pescadores
52) Construção e beneficiação de muitos e diversos Hospitais, (damos como ex. o Hospital Rovisco Pais (Leprosaria) na Tocha (com dezenas de edificações espalhadas por uma área total de 110 ha) aproveitando integralmente uma doação do grande benemérito e o Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid (próximo de Coimbra) com 15 edifícios espalhados por uma área de 10 ha, só para citar dois).
53) Plano de colonização interna que permitiu grandes desenvolvimentos agrários em vários pontos quase desabitados do País como, por exemplo, Pegões.
54) Construção de dezenas de Palácios da Justiça e remodelação de muitos Tribunais
55) Construção e remodelação de diversos Edifícios Prisionais e Prisões-escola
56) Construção da Central Termoelétrica do Carregado
57) Criação dos “Livros únicos” para o Ensino Primário e Secundário, o que proporcionou grandes economias às Famílias portuguesas da época
58) Criação das Pousadas de Portugal espalhadas por todo o Território
59) Criação da FNAT
60) Instituição do ABONO DE FAMÍLIA
61) Instituição da ADSE
62) Acolhimento fraterno e seguro a inúmeros refugiados de guerra dos quais se destaca o Sr. Caloust Gulbenkian que, em agradecimento desse bom acolhimento, doou a Fundação com o seu nome, que tanto tem ajudado e cultivado sucessivas gerações de Portugueses nos mais diversos ramos do Saber e da Arte.

 

Quando me dizem que tudo isto foi feito à custa da exploração ultramarina, eu respondo:

E o que lá ficou edificado e a seguir destruíram ou não souberam conservar?
Não ficaram inúmeros autóctones com cursos escolares primários, cursos médios e cursos universitários ministrados e pagos pelo Erário Público Português?

Não ficaram todas as Províncias Ultramarinas e nomeadamente Angola e Moçambique dotados de dezenas de CIDADES COMPLETAS onde se incluíam toda a espécie de edifícios habitacionais, Mercados, Redes de abastecimento de águas, Redes de efluentes, Escolas primárias, Liceus, Universidades, Hospitais, Quarteis e toda a espécie de instalações militares e até unidades completas de Radiodifusão?

Não ficaram disseminadas pelos territórios inúmeras Pontes e Viadutos, Barragens grandiosas (como Cambambe e Cabora Bassa, só para citar duas), inúmeras Estradas, diversas Linhas de Caminhos de Ferro, Portos de mar e modernos (à época) Aeroportos e Aeródromos, etc. ?

Para quem recebeu um País na Bancarrota, que atravessou as épocas difíceis da Guerra Civil de Espanha e da 2ª Guerra Mundial e teve ainda de enfrentar a Guerra do Ultramar, em três frentes, tendo deixado o País A CRESCER A 6% AO ANO, durante a sua última década de governação e muito mais de 600 toneladas de ouro nas reservas do Estado, é Obra!

Comparem com os dias de hoje, depois de quase 40 anos de LIBERDADE!

 

 Já no tempo de Jesus foi perguntado ao povo quem deviam salvar: o ladrão Barrabás ou Jesus Cristo e o povo escolheu o ladrão……………..como podiam hoje salvar Salazar e reconhecerem a sua obra? O povo aplaude e vota em ladrões, agora chamados CORRUPTOS.

Cada um tem o que merece mas que é triste, lá isso é!

 IN: http://pt.wikipedia.org/wiki/Barrab%C3%A1s

 

Segundo o texto bíblico, quando Jesus foi acusado pelos sacerdotes judeus perante Pôncio Pilatos, o governador da Judeia, depois de interrogá-lo, não encontrou motivos para sua condenação. Mas como o populacho, presente ao julgamento, vociferava contra o prisioneiro exigindo sua crucificação, Pilatos mandou flagelá-lo e depois exibi-lo, ensanguentado, acreditando que a multidão se comoveria (um episódio conhecido como Ecce homo). Mas tal não aconteceu.

Pressionado, o governador tentou um último recurso: mandou trazer um condenado à morte, tido como ladrão e assassino, chamado Barrabás, e, valendo-se de uma (suposta) tradição judaica, concedeu ao povo o direito de escolher qual dos dois acusados deveria ser solto e o outro crucificado. Então, o povo manifestou-se pela libertação de Barrabás.

 

PARA SUA INFORMAÇÃO..... ......e reflexão profunda. 

publicado por LauraBM às 23:31

08
Jul 14

Nem rei nem Lei, nem paz nem guerra,

Define como perfil e ser

Este fulgor baço da terra –

Brilho sem luz e sem arder,

Como o que o fogo-fátuo encerra.

 

Ninguém sabe que coisa quer.

Ninguém conhece que alma tem,

Nem o que é mal nem o que é bem.

(Que ânsia distante perto chora?)

Tudo é incerto e derradeiro.

Tudo é disperso, nada é inteiro.

ó Portugal, hoje és nevoeiro…

 

É a hora!

--------------------------------------------

Fernando Pessoa (in Mensagem)

publicado por LauraBM às 23:31

23
Mai 14

Hoje, só queria deixar esta mensagem:

1 - Não adianta não ir votar porque só traz vantagens aos que já estão no poder.

2 - Não adianta entregar o boletim em branco porque apenas diminui a abstenção.

3 - Não adianta entregar o boletim riscado porque não conta.


ANOTAR: - Os nºs anteriores apenas servem os interesses dos que têm destruído Portugal e os portugueses.

ASSINALAR: - Eles não vêm a sua cara indignada, os boletins riscados vão para o lixo e nem sabem que você existe.

REGISTAR: - Se quer servir Portugal e os seus direitos, vote noutros partidos. Pelo menos penaliza-os.


SABER: A campanha foi má, os candidatos pouco tinham para oferecer e a TV foi uma desilusão. Se está mal informado, consulte a INTERNET E PESQUISE tudo o que possa. A Revista Visão nº 1106 de Maio trouxe alguma luz aos programas dos 8 principais candidatos, já que os restantes poucas hipóteses terão de eleger deputados.


Informe-se, politize-se! A vida é sua, A Europa pode mudar e o destino de Portugal também.


O VOTO É A SUA ARMA, UTILIZE-A!

publicado por LauraBM às 14:18

07
Mai 14

  

https://www.youtube.com/watch?v=_4NMY_9m8hA

 

Neste vídeo, que já foi banido de alguns canais do youtube, explica-se a forma fácil e os passos premeditados para chegar à crise.
Resumo... 
1º - Cria-se uma divida privada. Os bancos investem o dinheiro que não é deles, em mercados financeiros e arriscam.
2º - Os bancos endividam-se sem controlo, usando o dinheiro dos cidadãos.
3º - Cedo se apercebem que a sua divida privada é impossível de pagar.
4º - Assim os estados são obrigados a pedir dinheiro aos mercados financeiros.
5º - E com ele, ajudam os bancos responsáveis pelo desastre, a tapar buracos.
6º - Cresce a divida pública, com pedidos de empréstimos, que será paga pelos contribuintes e seus descendentes.
7º -  Para pagar os buracos desta festa vai-se buscar;
        - algum dinheiro aos ricos, pois não queremos uma minoria dominante zangada
        - muito dinheiro aos pobre e médios pois nem notarão dado que são uma maioria mas sem poder, e divide-se por todos
        - ás empresas também pouco se pede 
        - aos bancos não se pede nada... pois são eles que dão crédito e precisam de os manter aliados
8º - Depois de tudo isto sobra pouco dinheiro para os serviços sociais, já que a maioria dos impostos vai para os juros das dividas.
9º - Finalmente conseguirão convencer os contribuintes que os serviços públicos são muito dispendiosos e medíocres... e os cidadão acreditam que é melhor privatizá-los.
10º - E esta será a desculpa perfeita para os entregar ás grandes empresas privadas. Vende-se o estado e a soberania.
11º - Et voilá ... o objectivo final foi alcançado "Tudo para uns poucos... e nada para o resto"

ARTIGO COMPLETO: http://goo.gl/LDOumr

publicado por LauraBM às 23:50

28
Abr 14
publicado por LauraBM às 23:36

27
Abr 14

Ricardo Artur de Araújo Pereira

(Nascido em Lisboa, S. Sebastião da Pedreira, em 28 de Abril de 1974)

é um humorista português, que declarou em Potugal, directo para o mundo: 

publicado por LauraBM às 23:22

19
Abr 14

publicado por LauraBM às 21:47

18
Abr 14
publicado por LauraBM às 00:47

15
Abr 14

 

https://www.youtube.com/watch?v=_4NMY_9m8hA

Neste vídeo, que já foi banido de alguns canais do youtube, explica-se a forma fácil e os passos premeditados para chegar à crise.
Resumo... 
1º - Cria-se uma divida privada. Os bancos investem o dinheiro que não é deles, em mercados financeiros e arriscam.
2º - Os bancos endividam-se sem controlo, usando o dinheiro dos cidadãos.
3º - Cedo se apercebem que a sua divida privada é impossível de pagar.
4º - Assim os estados são obrigados a pedir dinheiro aos mercados financeiros.
5º - E com ele, ajudam os bancos responsáveis pelo desastre, a tapar buracos.
6º - Cresce a divida pública, com pedidos de empréstimos, que será paga pelos contribuintes e seus descendentes.
7º -  Para pagar os buracos desta festa vai-se buscar;
        - algum dinheiro aos ricos, pois não queremos uma minoria dominante zangada
        - muito dinheiro aos pobre e médios pois nem notarão dado que são uma maioria mas sem poder, e divide-se por todos.
        - ás empresas também pouco se pede 
        - aos bancos não se pede nada... pois são eles que dão crédito e precisam de os manter aliados.
8º - Depois de tudo isto sobra pouco dinheiro para os serviços sociais, já que a maioria dos impostos vai para os juros das dividas.
9º - Finalmente conseguirão convencer os contribuintes que os serviços públicos são muito dispendiosos e medíocres... e os cidadão acreditam que é melhor privatiza-los.
10º - E esta será a desculpa perfeita para os entregar ás grandes empresas privadas. Vende-se o estado e a soberania.
11º - Et voilá ... o objectivo final foi alcançado "Tudo para uns poucos... e nada para o resto"

ARTIGO COMPLETO: http://goo.gl/LDOumr

 

publicado por LauraBM às 00:32

07
Abr 14

https://www.youtube.com/watch?v=UP1T49HVFPY

 

publicado por LauraBM às 22:55

publicado por LauraBM às 22:48

01
Abr 14

 

Passos Coelho esconde-se para não dar explicações sobre o caso das prescrições dos banqueiros.

 

Abençoado país onde, graças aos corruptos políticos da treta que possuímos, estes saíram impunes de todas as trafulhices bancárias que o povo ficou a pagar.

publicado por LauraBM às 21:40

Tomada de posse da ministra da solidariedade social, juventude,  belas artes,  saúde e assistência,lazer e tempos livres, cultura e desportos e da alegria no trabalho.

 

Bota alegria no trabalho nisso, gente!   kkkkkkkkk

publicado por LauraBM às 21:05

29
Mar 14

publicado por LauraBM às 00:18

publicado por LauraBM às 00:16

28
Mar 14

… Este manifesto limita-se a olhar a realidade de frente: o País caminha para o suicídio, e é preciso mudar o rumo …

Os homens não são todos iguais

 

Por:VIRIATO SOROMENHO MARQUES - DIÁRIO DE NOTÍCIAS 13/03/14 ...
O manifesto propondo a reestruturação da dívida foi conhecido no mesmo dia em que o INE revelava os resultados da política levada a cabo pela troika com a cumplicidade entusiástica deste governo.
Como se fosse uma lista de baixas numa guerra, ficámos a saber que o PIB do país recuou ao nível do ano 2000 e o emprego tombou até ao ano de 1996. Em dois anos e meio foram destruídos 328 mil empregos.
Tudo isto para combater uma dívida pública bruta excessiva, que, no mesmo período, subiu de 94% para quase 130% (ultrapassando em 15% as previsões da troika)!
Este manifesto limita-se a olhar a realidade de frente: o País caminha para o suicídio, e é preciso mudar o rumo. No quadro europeu. Pesando o interesse de Portugal, mas também o interesse comum do projecto europeu, de que muita gente, em Bruxelas e Berlim, parece ter-se esquecido. Perante isso, o primeiro-ministro, e uma escassa legião de escribas auxiliares, acusam os subscritores do manifesto de "pôr em causa o financiamento do país", de "inoportunidade", e, até, de falta de patriotismo.
No século XIX, dois grandes europeus, Antero de Quental e Nietzsche escreveram, ao mesmo tempo, quase a mesma coisa: o que separa os homens é a maior ou menor capacidade que têm de "suportar" a verdade de que depende a dignidade da vida. A verdade dói, mas a mentira mata.
Tenho muito orgulho em ter assinado este manifesto ao lado de Manuela Ferreira Leite, ou Bagão Félix, pois a diferença crucial não é entre esquerda e direita, mas entre a verdade e a mentira.
O que une este governo, e o atual diretório europeu, é a ligação umbilical entre o seu poder e a mentira organizada.
O país e a Europa só poderão sobreviver se forem resgatados de líderes medíocres, com fobia da verdade.
publicado por LauraBM às 00:03

27
Mar 14

 

Afinal foi muito fácil e barato. Até aproveitei para desabafar, ora pois!!!!!!!!!

publicado por LauraBM às 23:46

26
Mar 14

https://www.youtube.com/watch?v=a9n8Fvi_6Hs

 

 

 

 

 

 

 

publicado por LauraBM às 23:55

16
Mar 14

publicado por LauraBM às 22:18

15
Mar 14

publicado por LauraBM às 22:26

14
Mar 14

Ora bem:

Se virmos esta notícia pelo lado do Brasil, diremos que lá se governa exactamente ao contrário disto. Muitas bolsas de tudo e mais alguma coisa para  ganhar votos da população mais carenciada e despolitizada.

 

Se virmos isto pelo lado de Portugal, diremos... diremos o quê?

Em Portugal o governo não precisa de votos do povo iletrado, despolitizado e mansarrão porque nem sequer lhes dá importância; portanto, ainda retirou as poucas bolsas que havia. Quer isto dizer: que tudo que era ajudas, seja de que espécie for, já era. Para crianças, jovens, idosos, etc., foi-se tudo.

Estranhamente, em Portugal isso ajudou a criar mais vagabundos e aumentou a pobreza. (veja-se o aumento assustador dos sem-abrigo, dos idosos votados ao abandono e outros retirados dos lares, e das crianças que chegam à escola mal alimentadas ou mesmo em jejum).

 

Também em Portugal o governo que retira subsídios q quem deles necessita mas subsidia escolas particulares, aumenta impostos e baixa salários e pensões, é o mesmo que também em 3 anos destruiu milhares de postos de trabalho e também retira subsídios de desemprego.

 

Enfim, cada povo tem o governo que merece e ajudou a eleger quando não dispõe de força para o destituir.

publicado por LauraBM às 22:46

13
Mar 14

Cada vez mais fundo... Revoltante e triste...

Ontem à noite fomos fazer uma visita aos nossos amigos, mais uma vez a revolta e indignação é enorme.

...

 

Encontramos um senhor que estava internado e recebeu alta ontem do hospital, como não tinha para onde ir, seu destino certo foi uma calçada em uma das ruas no Porto. Sem Agasalho, cobertor ou coisa alguma…

O que lhe valeu foi um outro Sem-Abrigo, que na semana passada recebeu de nós um saco cama e ofereceu ao novo amigo que chegava.

 

Onde esta a assistência social deste país que permite que um doente que recebe alta do Hospital vá direto se deitar em um passeio????

 

Quando grito por Justiça social e por mais respeito e dignidade humana e posto uma foto para comprovar o que digo, vem certos falsos moralistas a dizer que estou a faltar com respeito a estas pessoas…

Aí me pergunto, ONDE ESTA O RESPEITO DESTE PAÍS PELOS SEUS CIDADÃOS?

Será que não há assistência social nos hospitais para encaminhar estas situações para que um doente possa se recuperar com o mínimo de conforto e cuidado…

Ou já pensam que é normal que um ser humano faça das ruas a sua casa?

Quando é “SENHORES RESPONSÁVEIS POR ESTE PAÍS” que vão compreender que pobre também é gente e como gente também sente.

 

"Um Governo que não olha pelo seu povo devia ser expulso pelo próprio povo do cargo que exerce."

 

Mais não digo, porque caso contrário vou de facto ofender muita gente.

 

https://www.facebook.com/MovimentoDosIndignadosDePortugal?ref=stream

 


publicado por LauraBM às 22:38

04
Mar 14
publicado por LauraBM às 18:17

03
Mar 14

Sociólogo Boaventura de Sousa Santos da Universidade de Coimbra

 

Já assisti a diversos programas do dr. Medina Carreira e é raro o programa em que ele não fala destas mesmas reduções, especialmente nos luxos do estado.
Uma boa parte das ditas «gorduras que deveriam ser eliminadas» situa-se precisamente aí.
Costuma dizer que se não fosse pela poupança seria, ao menos, por uma questão moral perante o povo e os sacrifícios que lhe estão a ser exigidos.
Será que o primeiro ministro não sabe disto ou não lhe convém saber?
Afinal, ainda há gente séria e com  cabeça, neste país. Que pena não se poder trocar esta cambada de corruptos por um punhado de gente séria.
Seria preciso correr com todo o governo e começar tudo de novo com outra equipa. Só assim as pessoas sérias se candidatariam; caso contrário, perder-se-iam no meio dos burlões. E eles sabem disso!
Resultado: continuaremos a afundar-nos por conta dos mesmos e a servir o capital com mais do mesmo.
---------------------
Laura B. Martins
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Alternativa à Austeridade
Querem melhor receita para sobrevivermos a 2013?!...
Proposta DE ALTERNATIVA à austeridade, que tudo está a mirrar, isto no que toca a CORTE DE DESPESA nas ditas gorduras.
Por isso:
- Reduzam 50% do Orçamento da Assembleia da República e vão poupar +- 43.000.000,00€
- Reduzam 50% do Orçamento da Presidência da República e vão poupar +- 7.600.000,00€
- Cortem as Subvenções Vitalícias aos Políticos deputados e vão poupar +- 8.000.000,00€
- Cortem 30% nos vencimentos e outras mordomias dos políticos, seus assessores, secretários e companhia e vão poupar +- 2.000.000.00€
- Cortem 50% das subvenções estatais aos partidos políticos e pouparão +- 40.000.000,00€.
- Cortem, com rigor, os apoios às Fundações e bem assim os benefícios fiscais às mesmas e irão poupar +- 500.000.000,00€.
- Reduzam, em média, 1,5 Vereador por cada Câmara e irão poupar +- 13.000.000,00€
- Negoceiem, a sério, as famosas Parcerias Público Privadas e as Rendas Energéticas e pouparão + 1.500.000.000,00€.
 
Só aqui nestas “coisitas”, o país reduz a despesa em mais de 2 MIL e CEM MILHÕES de Euros.
Mas nas receitas também se pode melhorar e muito a sua cobrança.
- Combatam eficazmente a tão desenvolvida ECONOMIA PARALELA e as Receitas aumentarão mais de 10.000.000.000,00€
- Procurem e realizem o dinheiro que foi metido no BPN e encontrarão mais de 9.000.000.000,00€
- Vendam 200 das tais 238 viaturas de luxo do parque do Estado e as receitas aumentarão +- 5.000.000,00€
- Façam o mesmo a 308 automóveis das Câmaras, 1 por cada uma, e as receitas aumentarão +- 3.000.000,00€.
- Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e ainda com a Soflusa e pouparão em Administrações +- 7.000.000,00€
 
Nestas “coisitas” as receitas aumentarão cerca de VINTE MIL MILHÕES DE EUROS, sendo certo que não se fazem contas à redução das despesas com combustíveis, telemóveis e outras mordomias, por força da venda das viaturas, valores esses que não são desprezíveis.
 
Sendo assim, é ou não possível, reduzir o défice, reduzir a dívida pública, injetar liquidez na economia, para que o país volte a funcionar?
 
Há, ou não HÁ, alternativas?
 
Se concordarem, façam circular!!!!!!!!!
publicado por LauraBM às 17:42

02
Mar 14

O Nobel da Economia, Prof. Dr. Wass Catar, explica bem como se deve pensar a economia actual.
 
1. Se em Janeiro de 2010 tivessem investido 1.000 euros em acções do Royal Bank of Scotland, um dos maiores bancos do Reino Unido, teriam hoje 29 euros!!
2. Se em Janeiro de 2010 tivessem investido 1.000 euros em acções da Lemon & Brothers, teriam hoje 0 euros !!!
3. Mas, se em Janeiro de 2010 tivessem gasto 1.000 euros em bom vinho tinto ( e não em acções ) e tivessem já bebido tudo, teriam, em garrafas vazias, 46 euros.
 
Conclusão: No cenário económico atual é preferível esperar sentado e ir bebendo um bom vinho.
Não se esqueçam que quem sabe beber vive :
-Menos triste;
-Menos tenso;
-Mais contente com a vida.
Pensem nisto e invistam na alegria de viver.
publicado por LauraBM às 22:27

01
Mar 14

E assim temos andado, completamente à rasca,

de pandilha em pandilha,

até acabarmos no discurso do f.d.p. que é sempre o mesmo!

 

 

 

publicado por LauraBM às 22:00

27
Fev 14

De Carlos Garcia

A UE E O FMI FOGEM DO 2º RESGATE POR QUE ESTE OS OBRIGARIA A ANULAR PARTE DA DÍVIDA!

Está tudo preparado, o FMI já não tem pachorra para nos aturar, e a UE não tem outro remédio senão aturar-nos.Vamos por isso candidatar-nos ao "Plano Cautelar Pós-Troika" !

O caso não é para m...enos: a UE e o FMI com o apoio tresloucado do PSD e do CDS subiram-nos impostos, cortaram-nos os rendimentos, mandaram para o galheiro dezenas de milhares de PME, criaram 450 000 novos desempregados, e como se isso não fosse suficiente, aumentaram a nossa dívida soberana dos 90% para os 130% do nosso Produto Interno Bruto (PIB). E tudo isso em apenas dois anos!

Chegados aqui, nada mais há a fazer pois, senão ter cautela (já imaginaram o prejuízo económico que a UE/FMI e o PSd/CDS causaram ao nosso país, para além do prejuízo financeiro direto de cerca de 60 mil milhões de euros relativos ao diferencial das taxas de juro do BCE cobrados pela Banca aos contribuintes?). É que se o povo português acordar irá exigir a anulação da dívida soberana por contrapartida dos incalculáveis prejuízos que a UE/FMI PSD/CDS nos causaram (pensem só nos 120 mil jovens qualificados que saem por ano de Portugal!).

O governo também já esgotou o único caminho que conhecia: impostos e cortes de rendimentos:

- os impostos já têm uma produtividade marginal negativa, ou seja se sobe mais o IRS, a recessão económica induzida, gera mais falências e mais desemprego, de tal forma que a subida das despesas socias supera o acréscimo da receita fiscal esperada, mas nem sequer conseguida;

- mas não faltava mais nada, reduzir o IRS para parâmetros adequados é que não: quem quiser que feche as suas empresas, quem quiser que emigre, mas o IRS é mesmo para continuar a doer, até que não reste a mínima dúvida de que casa própria, e filhos a estudar na universidade, é só para os donos de empresas;

- por isso o Governo resolveu baixar o IRC, não para reduzir os impostos às PME (as quais sempre conseguiram não pagar qualquer IRC), mas para reduzir os impostos às Grandes Empresas!

- descer o IVA da restauração, não se percebe bem porquê, já que quem frequenta os restaurantes são os empresários, à custa da própria empresa, que depois deduz essas despesas no IRC (não há IRC, há sim ISL - imposto sobre os lucros, já que todos os custos de laboração das empresas são deduzidos às suas vendas, o que não acontece no IRS em que os cidadãos pagam imposto sobre a totalidade do seu rendimento, sem direito a deduzir um "pintelho" que seja).

Por isso chegou a vez de os funcionários públicos e os reformados pagarem a fava: o parafuso sobre os seus vencimentos e reformas vai apertar, até que amaldiçoem o dia em que resolveram servir o país como funcionários públicos. Vão amargar e amargar cada vez mais, até por que as centrais sindicais também são cúmplices do governo (se não fossem faziam imediatamente uma greve geral ilimitada, okay?).

Fazer pagar os barões fraudulentos do BPN (com os seus milhões nos off shores), ou considerar nulas as PPP consideradas fraudulentas pelo TContas, ou acabar com a mama das rendas da EDP e quejandos, ou considerar nulos os SWAP, ... isso está fora de causa pois é essa gente que manda no governo PSD/CDS.

Entretanto o que resta das empresas públicas será privatizado: CTT, Águas, CGD, Escolas, Hospitais, Segurança Social, ... A excepção vai para os submarinos que tal como o BPN foram nacionalizados e pagos pelo Zé Povinho Parvinho! Como a dívida soberana e o défice teimam em não descer, o melhor é preparar-nos para vendermos também a nossa Zona Marítima Exclusiva à China , ou à Rússia (a quem der mais claro).

É a reforma do Estado no seu melhor, e que quer o Cavaco, quer Durão Barroso, querem a todo o custo obrigar o PS a aceitar e a consensualisar, não vá o Tribunal Constitucional continuar com a sua mania de defender os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, bem como a soberania nacional!

Mas não deixa de ser engraçado que, agora que estamos tecnicamente falidos (dívida soberana maior que o PIB), com desempregados a fugirem do país para sobreviverem, sem empresas públicas (já vendadas) , com a economia no fundo, ..., nos venham oferecer um plano cautelar!

São uns manhosos, pois a UE e o FMI sabem muito bem que o plano cautelar é um 2º resgate em substância sem formalmente o ser, e preferem o plano cautelar, por que um 2º resgate implicaria a renegociação da dívida com anulação de parte da mesma (de que se souberam aproveitar os gregos) , e isso é o que eles UE e FMI não querem de forma alguma!

publicado por LauraBM às 22:32

26
Fev 14

Então isto é que é um Miró? Pfffff... podem vender!

 

 

 

 

 

publicado por LauraBM às 01:08

25
Fev 14

  

Já que estamos no Carnaval, quero informar os n/políticos que os portugueses este ano não vão gastar dinheiro em máscaras porque já a usam diáriamente nos empregos (aqueles que ainda têm emprego, claro).

Ah, os que não têm emprego também não querem comprar uma destas - não gostam.

 

 

Se essa caraça aí em baixo é uma máscara?

Não, é a nossa ministra da Justiça com o seu sorriso de todos os dias.

Quem faz o seu trabalho bem feito, fica satisfeito!

 

 

publicado por LauraBM às 00:15

20
Fev 14

Vai ser mais ou menos assim:
.
- “Bom dia. E o que e que eu tenho a ver com isso?”
- “É que eu queria fiscalizá-lo.”
Fi....
- “Tomou café?”
- “Ah, muito obrigado pelo convite mas eu não estou autorizado a tomar café com estranhos.”
- “Não, não é isso, pretendo saber se o senhor cumpriu as suas obrigações fiscais ao tomar café. Se exigiu factura.”
- “Então não lhe respondo.”
- “Não me responde?”
- “Não!”
- “Mas porquê?”
- “Porque não sou obrigado. Se me faz a pergunta a título particular não sou obrigado pela própria natureza das coisas. Se a faz como inspector, no âmbito de uma acção de fiscalização, então invoco o direito ao silêncio, uma vez que não sou obrigado a incriminar-me.”
- “Mas eu exijo que o senhor me informe se bebeu café e que me mostre a factura.”
- “Pode exigir à vontade, que eu recuso confessar que não cumpri as minhas obrigações fiscais para o senhor me autuar. Se quiser investigar, investigue à vontade, que é essa a sua função, mas não conte com a minha ajuda”.
- “Então o senhor não sai daqui até me exibir a factura!”
- “Está enganado. Exibir não exibo porque não quero. Revistar-me à procura dela não vai fazer porque não tem mandado para isso e eu não deixo. Deter-me não pode porque eu não sou suspeito de crime nenhum. Por isso…”
- “Então vou perguntar ao empregado se o senhor tomou café e se pediu factura.”
- “Faça favor, mas quando voltar já cá não estou. Passe bem e já agora aproveite para ir tomar no…”
- “O quê? O que é que o senhor disse?”
- “Para o senhor ir tomar no… balcão um cafezinho, porque consta que são muito bons. Eu é que não confirmo nem desminto se já tomei”
publicado por LauraBM às 23:03

Meus amigos, esta é bem divertida mas esconde a dura realidade portuguesa.
As Finanças portuguesas vão sortear o que expropriaram aos incautos e ao povo em geral.
Basta pedir facturas de tudo e esperar que a sorte lhe bata à porta.
Quem sabe se lhe sái o que lhe expropriaram? Às vezes há coisas.

Peço desculpa, mas as notícias vêm a conta-gotas:

Afinal são mesmo carros novos e de gama alta, não são as expropriações.  (porquê?????) Porque o governo prefere gastar em carros novos.

Pois... o governo é despesista e comprador compulsivo. É uma doença, não é?

E dá um gozo comprar uma quantidade de automóveis duma vez...

Eu também a teria se o dinheiro a gastar não fosse meu, fosse dos contribuintes que afinal somos todos nós - POVO!

 

Mas voltando à FACTURA DA SORTE, FISCO-MILHÕES, TOTO-FISCO,( inventem mais nomes que até é giro), tivemos um secretário de Estado, Finanças ou sei lá o quê, em plena TV a anunciar esta beleza de prémios com que vamos ser agraciados.

Quem for sortudo, já se vê.

Nem sei como é que os outros países nãos e lembraram duma destas. São burros, coitados. Não são criativos como este nosso governo.

 

Enfim, acho que ainda ficou alguma coisa por dizer (fica sempre para dar tempo à marosca). Fala-se em juntarem as facturas do contribuinte e depois atribuem um nº por cada x delas. Se calhar queriam que todas tivessem um nº, não? Não queriam mais nada. Isso era um maná! 

Bem, até Abril teremos o que mais adiante se verá porque eles são pródigos em ideias (tristes).

 

Entretanto, é preparar para ter à porta um automóvel fantástico (pronto para ser roubado) mas na mesa continuam sem ter dinheiro para dar comida à família.

Então, não se pode ter tudo...

 

Será que eles também oferecem a gasolina?

 

E vamos todos pedir facturas, sim?

publicado por LauraBM às 13:25

19
Fev 14

Ministro!!! E é bom que o façam e se espalhe bem por todos os vossos contactos pois tanto falavam do CV
do outro, etc., etc... e este nem um curso conseguiu tirar até aos 37 anos! e teve de o fazer numa PRIVADA... ahahahahaha !  

 

Curriculum do nosso primeiro-ministro....
Meus Amigos, algum de vós dava emprego (não estou a falar de trabalho...)  a alguém com esta "Carreira de Vida" (Curriculum Vitae[CV])!?...

Nome: Pedro Passos Coelho
Morada: Rua da Milharada - Massamá
Data de nascimento: 24 de Julho de 1964
Formação Académica: Universidade Lusíada (concluída em 2001, com 37 anos de idade)
Percurso profissional: Até 2004, apenas actividade partidária na JSD e PSD;
a partir de 2004 (com 40 anos de idade) passou a desempenhar vários cargos Ângelo Correia e do Horácio Luis de Carvalho (também arguido no BPN/SLN) de quem foi diligente e fretes',

tais como:
(2007-2009)
Administrador Executivo da Fomentinvest, SGPS, SA;
(2007-2009) Presidente da HLC Tejo,SA;
(2007-2009) Administrador Executivo da Fomentinvest;
2009) Administrador Não Executivo da Ecoambiente,SA;
(2005-2009) Presidente da Ribtejo, SA;
(2005-2007)
Administrador Não Executivo da Tecnidata SGPS;
2007) Administrador Não Executivo da Adtech, SA;
(2004-2006) Director Financeiro da Fomentinvest,SGPS,SA;
(2004-2009) Administrador Delegado da Tejo Ambiente, SA;
(2004-2006) Administrador Financeiro da HLC Tejo,SA.
Este é o
"magnífico" CV do homem que 'teoricamente' governa este País!
Um homem que nunca soube o que era trabalhar até aos 37 anos de idade!
Um homem que, mesmo sem ocupação profissional, só conseguiu terminar a Licenciatura (numa Universidade privada...) com 37 anos de idade!

Mais: um homem que, mesmo sem experiência de vida e de trabalho, conseguiu logo obter emprego como ADMINISTRADOR... em empresas de Ângelo Correia, "barão" do PSD e seu tutor e patrão político!... E que nesse universo continua a exercer funções!.
O dono/patrão da HLC é o Horácio Luis de Carvalho, o tal fulano arguido no do Aterro Sanitário da Covilhã (Cova da Beira), cujo Julgamento
recomeçou a semana passada, passados 19 anos do "esquema" montado na Adjudicação da Obra.
António Morais (Prof. do Sócrates) que "tratou" dessa Adjudicação, sendo nessa altura o Secretário de Estado Ambiente o Sócrates!
Como veem, está tudo ligado, tudo boa rapaziada!!!

 

Quer as empresas do Ângelo Correia, quer as do Horácio L. de Carvalho têm feito muitos milhões com a Câmara Municipal de Cascais!

 

É ESTE O HOMEM QUE FALA DE "ESFORÇO" NA VIDA E DE "MÉRITO"!
É ESTE O HOMEM QUE PRETENDE DAR LIÇÕES DE VIDA A MILHARES DE TRABALHADORES DESTE PAÍS QUE NUNCA CHEGARÃO A ADMINISTRADORES DE EMPRESA ALGUMA, MAS QUE LABUTAM ARDUAMENTE HÁ MUITOS E MUITOS ANOS... POIS É...

publicado por LauraBM às 22:44

 

CUIDADO-CUIDADO-CUIDADO-CUIDADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 

 

Se receberes um mail a dizer "Vamos vencer a Crise" ou "Isto está a correr bem" no assunto, não abras.

É um vírus muito destrutivo.

Clicas e sai um ministro que te come a reforma ou o ordenado, o posto de trabalho, a casa, os subsídios, as comparticipações nos medicamentos, as escolas dos teus filhos e o que ainda tiveres no frigorífico. 

Para te livrares dele tens de reinstalar o país e esperar que o Cavaco termine o mandato. 

Este aviso é real. Alerta os teus amigos. Partilha!!!

publicado por LauraBM às 21:59

15
Fev 14

http://visao.sapo.pt/corrupcao-nao-entra-aqui=f771235#ixzz2uYMuo500

 

O corrupto português é o inverso do Pai Natal: uma entidade imaginária que, em lugar de oferecer presentes, recebe-os. Segundo a lenda, em vez de um saco vermelho, dizem que transporta um saco azul. Há quem acredite que existe, mas ninguém tem provas. É uma questão de fé pueril.

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Ricardo Araújo Pereira

10:57 Quinta feira, 27 de Fevereiro de 2014



Era uma vez uma empresa alemã que vendeu dois submarinos a Portugal. Uso esta formulação porque, tendo em conta que os factos ocorreram há sete anos, tudo parece pertencer já ao domínio da fábula.

Na Alemanha, houve um julgamento no qual certos intervenientes no processo foram condenados pelo crime de corrupção. Em Portugal, houve um julgamento no qual certos intervenientes no processo foram ilibados do crime de corrupção. Mais uma vez, a superioridade alemã ficou clara: os alemães conseguem ser corruptos mesmo quando não há ninguém para corromper. É a celebrada eficácia germânica.

Neste aspecto, Portugal ficou atrás da própria Grécia, que também comprou submarinos alemães. Um ex-ministro grego envolvido no processo está preso desde o ano passado. Quando os corrompem, os gregos colaboram deixando-se corromper.

Só em Portugal as pessoas não têm a decência de participar na dança da corrupção quando são convidadas para isso.

 

Na verdade, não é uma questão de má vontade, mas de feitio. Os mesmos administradores da empresa que corrompeu o ministro grego confessaram, no tribunal alemão, ter corrompido responsáveis políticos portugueses. Ingenuamente, terão pensado que bastava corromper um português para que se pudesse falar em corrupção. Desconhecem a fibra de que são feitos os lusitanos, cujo material genético é à prova de falcatruas. A História demonstra que não há um único corrupto em Portugal.

A corrupção, no nosso país, é como o Pai Natal: só os ingénuos acreditam na sua existência. Para ser mais rigoroso, o corrupto português é o inverso do Pai Natal: uma entidade imaginária que, em lugar de oferecer presentes, recebe-os. Segundo a lenda, em vez de um saco vermelho, dizem que transporta um saco azul. Há quem acredite que existe, mas ninguém tem provas. É uma questão de fé pueril.

 

Os tribunais continuarão a perder tempo e dinheiro a julgar portugueses suspeitos de corrupção perante a passividade de todos. Ninguém toleraria que a polícia gastasse recursos a perseguir e a prender todos os velhos gordos de barba branca em busca do Pai Natal.

E, no entanto, todos se calam perante o escândalo que ocorre nos tribunais, que teimam em tentar encontrar um português corrupto quando é mais do que evidente que não existe nenhum.


http://visao.sapo.pt/corrupcao-nao-entra-aqui=f771235#ixzz2uYLHqJsZ  

publicado por LauraBM às 22:36

10
Fev 14

O governo e a maioria PSD/CDS insistem em viver num buraco negro.

O desfasamento entre o discurso político e a realidade dos cidadãos, dos territórios e do país assume por vezes dimensões preocupantes.

 Uma retrospectiva dos últimos dois anos e meio permite concluir que há um conjunto de protagonistas políticos a viver numa espécie de buraco negro, razão pela qual o que dizem e o que fazem não cola com a realidade.

 

O governo e a maioria PSD/CDS insistem em viver num buraco negro, em que o presente não existe, o passado é desculpa para todos os fracassos do dia-a-dia e as melhorias reais são projectadas para um futuro mais ou menos distante.

Uma filosofia que faz lembrar o quadro em que o cavaleiro ergue um pau com cenouras na ponta para que o burro continue a andar.

E recordar que Pedro Passos Coelho afirmava em Julho de 2011: "Não usaremos nunca a situação que herdámos como desculpa."

No fundo, a fuga ao presente serve para se eximirem das responsabilidades e das consequências das suas opções políticas.

 

O problema é que no buraco negro cabe o quotidiano de 81 mil licenciados sem emprego há mais de um ano, o desespero dos 443 943 portugueses no desemprego sem qualquer tipo de apoio social ou os mais de 240 mil portugueses que já abandonaram o país desde 2011.

 

O problema é que nesse buraco negro também cabe a incompetência de quem, em cada quatro euros de austeridade sacados aos portugueses, apenas utilizou um na consolidação orçamental, desperdiçando os restantes três.

 

O problema é que, depois de tantos sacrifícios e cortes, de um aumento de 30% do IRS, a dívida pública tenha disparado para os 129,4% do PIB (o Memorando inicial previa 105%) e o défice pode ter ficado em 5,2%, depois das receitas extraordinárias (o Memorando inicial previa 3%).

 

O problema é que a lógica do buraco negro é a da suspensão do tempo, da ocupação do espaço e da disposição desse território a seu bel-prazer. E mais uma vez a realidade é bem diferente do discurso político. Portugal não é uma quinta e nenhuma maioria pode dispor da vida dos portugueses de forma arbitrária.

http://www.ionline.pt/iopiniao/buraco-negro

Por António Galamba
publicado em 6 Fev 2014 - 05:00

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Não é um buraco negro, não, é um buraco bem dourado onde vivem, longe da realidade triste do povo português.

Tal como a caverna dourada que os espera quando terminarem de desgraçar esta país - um belo emprego em qualquer lugar demasiado bem pago para os que cumpriram o trabalho encomendado pelos corruptos mundiais.

Já todos sabemos que isto tudo corresponde a uma cabala mundial!

Esse é um dos motivos porque os povos não deveriam permitir isto, mas continuam mansos e sem capitães.

O motivo porque um governo consegue sobreviver à revolta do povo é exactamente esse: o governo é unido e tudo parte do mesmo lado enquanto que o povo está disperso e leva muito tempo a organizar-se, quando consegue fazê-lo.

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Laura Martins

publicado por LauraBM às 19:04

09
Fev 14

E a saga continua…

Não minto, veio no jornal.

http://expresso.sapo.pt/nao-e-piada-roubou-o-bpn-para-gastar-em-meninas=f775958

 

José Mário Pereira era gerente da agência do BPN das Amoreiras e prometia juros de 30% a quem investisse nas suas aplicações financeiras. Como era impossível pagar aqueles juros de forma legal, o Dr. Pereira sacava dinheiro de outras contas, daquelas contas de gente rica que nunca são mexidas.

O esquema durou 10 anos, deu um rombo de 10 milhões ao banco e 1 milhão de lucro ao Dr. Pereira.

O jornal (JN) diz que grande parte desta soma "terá sido gasta na prostituição e em casas de alterne".

Não, o Dr. Pereira não entrou no empreendedorismo da alcova.

Não, o Dr. Pereira não quis ser empresário do sexo.

O sujeito em apreço limitou-se a gastar um milhão em serviços sexuais. Um milhão em servicinhos: se não é record do Guiness, deve andar lá perto.

Entretanto, o Dr. Pereira andou fugido durante dois anos e lá acabou por ser preso pela PJ no ano passado. Já foi julgado? Não.

Aquando da revisão das medidas de coação, o Dr. Pereira foi libertado.

Pelo que percebo, o Dr. Pereira está livre. E nós continuamos a pagar o BPN e, já agora, aos magistrados que já deviam ter julgado o Dr. Pereira.

 

Juntos, BPN e justiça portuguesa, só podiam dar esta comédia. Tivesse Portugal uma indústria de cinema e estava aqui um argumento pronto para entrar no forno.

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Henrique Raposo (www.expresso.pt )

8:00   Quinta feira, 27 de dezembro de 2012

 
publicado por LauraBM às 00:34

08
Fev 14

http://www.publico.pt/politica/noticia/carta-aberta-ao-presidente-da-jsd-e-seus-compagnons-de-route-1620073

 

Hesitei em decidir a quem me dirigir: não sei quem hoje é o mandante da JSD, nem a quem prestam vassalagem. Assim, terei de me dirigir ao presidente formal da JSD – e a quem deu publicamente a cara por uma das maiores indignidades que se registaram na história parlamentar da República.

Para vocês, que certamente não me conhecem, permitam-me que me apresente: sou militante do PSD, com o n.º 10757. Na JSD onde me filiei aos 16 anos, fui quase tudo: vice-presidente, director do gabinete de estudos, encabecei o conselho nacional, fui quem exerceu funções por mais tempo como presidente da distrital de Lisboa, fui dirigente académico na Faculdade de Direito de Lisboa, eleito com a bandeira da JSD, fui membro da comissão política nacional presidida por Pedro Passos Coelho, de quem, de resto, fui um leal colaborador. Quando saí da JSD, elegeram-me em congresso como vosso militante honorário.

Por isso julgo dever dirigir-me a vocês, para vos dizer que a vossa actuação me cobre de vergonha. E que deslustra tudo o que eu, e tantos outros, fizemos no passado, para a emancipação cívica, económica, cultural e política, da juventude e da sociedade.

Com a vossa proposta de um referendo sobre a co-adopção e a adopção de crianças por casais de pessoas do mesmo sexo, vocês desceram a um nível inimaginável, ao sujeitarem a plebiscito o exercício de direitos humanos. A democracia não deve referendar direitos humanos de minorias, porque esta não se pode confundir com o absolutismo das maiorias. Porque a linha que separa a democracia do totalitarismo é ténue – é por isso que a democracia não dispensa a mediação dos seus representantes – e é por isso que historicamente as leis que garantem direitos, liberdade e garantias andam à frente da sociedade. Foi assim com a abolição da escravatura, com o direito de voto das mulheres, com a instituição do casamento civil, com a autorização dos casamentos inter-raciais, com o instituto jurídico do divórcio, com o alargamento de celebração de contratos de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Estes direitos talvez ainda hoje não existissem se sobre eles tivessem sido feitos plebiscitos.

Abstenho-me de fundamentar aqui a ilegalidade do procedimento que se propõem levar avante: a violação da lei orgânica do referendo é grosseira e evidente – misturaram numa mesma proposta de referendo duas matérias diferentes e nem sequer conexas. Porque adopção e co-adopção são matérias que vocês pretendem imoralmente enfiar no mesmo saco.

Em matéria de co-adopção vocês ignoram ostensivamente o superior interesse das crianças já criadas em famílias já existentes e a quem hoje falta a devida segurança jurídica e protecção legal. Ao invés, vocês querem que os seus direitos sejam referendáveis. Confesso que me sinto embaraçado e transido de vergonha pela vossa atitude: dispostos a atropelarem o direito de umas poucas crianças e dos seus pais e mães, desprotegidos, e em minoria, em nome de uma manobra política. E isto é uma vergonha.

Mas é também com estupefacção que vejo a actual JSD tornar-se numa coisa que nunca foi – uma organização conservadora, reaccionária e atávica. Vocês empurram, com enorme desgosto meu, a JSD para uma fronteira ideológica em contradição com a nossa História e ao arrepio do nosso património de ideias e valores: o humanismo em matéria de liberdades individuais sempre foi nossa trave mestra. O que vocês propõem é uma inversão de rumo: conservadores na vida familiar mas liberais na economia. Eu e alguns preferimos o contrário. Porque o PSD, em que nos revimos, sempre foi o partido mais liberal em matéria de costumes e em matérias de consciência.

Registo, indignado, o vosso silêncio cúmplice perante questões sacrificiais para a juventude portuguesa. Não vos vejo lutar contra o corporativismo crescente das ordens profissionais e a sua denegação do direito dos jovens a aceder às profissões que escolheram. Não vos vejo falar sobre a emigração maciça que nos assola. Não vos vejo preocupados com muitas outras questões.

Mas vejo-vos a querer que eu decida o destino dos filhos dos outros.

Na JSD em que eu militei sempre fomos generosos: queríamos mais direitos para todos. Propusemos, entre tantas coisas, a legalização do nudismo em Portugal, o fim do SMO, a despenalização do consumo das drogas leves, a emancipação dos jovens menores e o seu direito ao associativismo. Nunca nos passaria pela cabeça querer limitar direitos.

Hoje vocês não se distinguem do CDS e alguns de vocês nem sequer se distinguem da Mocidade Portuguesa, ou melhor, distinguem-se, mas para pior.

A juventude já vos não liga nenhuma. E eu também deixei de vos ligar.

Jurista, militante do PSD n.º 10757 e militante honorário da JSD

Por Carlos Reis dos Santos

18/01/2014 - 01:10

publicado por LauraBM às 21:50

07
Fev 14

Também assassinam países europeus que julgam não ser do 3º mundo mas são, apesar de pertencerem à Europa dos ricos.

Há 3 anos que eu já conhecia este processo escabroso. E também sabia da cumplicidade dos políticos e governantes nisto tudo. É daí que circulam de empregos em empregos cada vez melhores. É daí que vem a luta para chegar ao poder e se estabilizarem lá no cimo.
Burros são os povos que não vêm isso e deixam acontecer.

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Laura Martins

http://www.ionline.pt/

Esta é uma entrevista publicada no Jornal I, a 3 Março 2012, foi-nos sugerida e pensamos também ser relevante darem uma vista de olhos.
* * *
Chamou-se a si próprio assassino económico no livro “Confessions of an Economic Hit Man”, que se tornou bestseller do “New York Times”

Em tempos consultor na empresa Chas. T. Main, John Perkins andou dez anos a fazer o que não devia, convencendo países do terceiro mundo a embarcar em projectos megalómanos, financiados com empréstimos gigantescos de bancos do primeiro mundo.

Um dia, estava nas Caraíbas, percebeu que estava farto de negócios sujos e mudou de vida. Regressou a Boston e, para compensar os estragos que tinha feito, decidiu usar os seus conhecimentos para revelar ao mundo o jogo que se joga nos bastidores financeiros.

- Como se passa de assassino económico a activista?

Em primeiro lugar é preciso passar-se por uma forte mudança de consciência e entender o papel que se andou a desempenhar. Levei algum tempo a compreender tudo isto. Fui um assassino económico durante dez anos e durante esse período achava que estava a agir bem. Foi o que me ensinaram e o que ainda ensinam nas faculdades de Gestão: planear grandes empréstimos para os países em desenvolvimento para estimular as suas economias.

Mas o que vi foi que os projectos que estávamos a desenvolver, centrais hidroeléctricas, parques industriais, e outras coisas idênticas, estavam apenas a ajudar um grupo muito restrito de pessoas ricas nesses países, bem como as nossas próprias empresas, que estavam a ser pagas para os coordenar.

Não estávamos a ajudar a maioria das pessoas desses países porque não tinham dinheiro para ter acesso à energia eléctrica, nem podiam trabalhar em parques industriais, porque estes não contratavam muitas pessoas. Ao mesmo tempo, essas pessoas estavam a tornar--se escravos, porque o seu país estava cada mais afundado em dívidas. E a economia, em vez de investir na educação, na saúde ou noutras áreas sociais, tinha de pagar a dívida. E a dívida nunca chega a ser paga na totalidade.

No fim, o assassino económico regressa ao país e diz-lhes “Uma vez que não conseguem pagar o que nos devem, os vossos recursos, petróleo, ou o que quer que tenham, vão ser vendidos a um preço muito baixo às nossas empresas, sem quaisquer restrições sociais ou ambientais”.

Ou então, “Vamos construir uma base militar na vossa terra”. E à medida que me fui apercebendo disto a minha consciência começou a mudar. Assim que tomei a decisão de que tinha de largar este emprego tudo foi mais fácil. E para diminuir o meu sentimento de culpa senti que precisava de me tornar um activista para transformar este mundo num local melhor, mais justo e sustentável através do conhecimento que adquiri.

Nessa altura a minha mulher e eu tivemos um bebé. A minha filha nasceu em 1982 e costumava pensar como seria o mundo quando ela fosse adulta, caso continuássemos neste caminho. Hoje já tenho um neto de quatro anos, que é uma grande inspiração para mim e me permite compreender a necessidade de viver num sítio pacífico e sustentável.

- Houve algum momento em particular em que tenha dito para si mesmo “não posso fazer mais isto”?

Sim, houve. Fui de férias num pequeno veleiro e estive nas Ilhas Virgens e nas Caraíbas. Numa dessas noites atraquei o barco e subi às ruínas de uma antiga plantação de cana-de-açúcar.

O sítio era lindo, estava completamente sozinho, rodeado de buganvílias, a olhar para um maravilhoso pôr do Sol sobre as Caraíbas e sentia-me muito feliz. Mas de repente cheguei à conclusão que esta antiga plantação tinha sido construída sobre os ossos de milhares de escravos. E depois pensei como todo o hemisfério onde vivo foi erguido sobre os ossos de milhões de escravos. E tive também de admitir para mim mesmo que também eu era um esclavagista, porque o mundo que estava a construir, como assassino económico, consistia, basicamente, em escravizar pessoas em todo o mundo. E foi nesse preciso momento que me decidi a nunca mais voltar a fazê-lo. Regressei à sede da empresa onde trabalhava em Boston e demiti-me.

- E qual foi a reacção deles?

De início ninguém acreditou em mim. Mas quando se aperceberam de que estava determinado tentaram demover-me. Fizeram-me propostas muito interessantes. Mas fui-me embora à mesma e deixei por completo de me envolver naquele tipo de negócios.

- Diz que os assassinos económicos são profissionais altamente bem pagos que enganam os países subdesenvolvidos, recorrendo a armas como subornos, relatórios falsificados, extorsões, sexo e assassinatos. Pode explicar às pessoas que não leram o seu livro como tudo isto funciona?

Basicamente, aquilo que fazíamos era escolher um país, por exemplo a Indonésia, que na década de 70 achávamos que tinha muito petróleo do bom. Não tínhamos a certeza, mas pensávamos que sim. E também sabíamos que estávamos a perder a guerra no Vietname e acreditávamos no efeito dominó, ou seja, se o Vietname caísse nas mãos dos comunistas, a Indonésia e outros países iriam a seguir.

Também sabíamos que a Indonésia tinha a maior população muçulmana do mundo e que estava prestes a aliar-se à União Soviética, e por isso queríamos trazer o país para o nosso lado.

Fui à Indonésia no meu primeiro serviço e convenci o governo do país a pedir um enorme empréstimo ao Banco Mundial e a outros bancos, para construir o seu sistema eléctrico, centrais de energia e de transmissão e distribuição. Projectos gigantescos de produção de energia que de forma alguma ajudaram as pessoas pobres, porque estas não tinham dinheiro para pagar a electricidade, mas favoreceram muito os donos das empresas e os bancos e trouxeram a Indonésia para o nosso lado.

Ao mesmo tempo, deixaram o país profundamente endividado, com uma dívida que, para ser refinanciada pelo Fundo Monetário Internacional, obrigou o governo a deixar as nossas empresas comprarem as empresas de serviços básicos de utilidade pública, as empresas de electricidade e de água, construir bases militares no seu território, entre outras coisas. Também acordámos algumas condicionantes, que garantiam que a Indonésia se mantinha do nosso lado, em vez de se virar para a União Soviética ou para outro país que hoje em dia seria provavelmente a China.

- Trabalhou de muito perto com o Banco Mundial?

Muito, muito perto. Muito do dinheiro que tínhamos vinha do Banco Mundial ou de uma coligação de bancos que era, geralmente, liderada pelo Banco Mundial.

- Sugere no seu livro que os líderes do Equador e do Panamá foram assassinados pelos Estados Unidos. No entanto, existem vários historiadores que defendem que isso não é verdade. O que acha que aconteceu com Jaime Roldós e Omar Torrijos?

Não existem provas sólidas quer do que aconteceu no Equador, com Roldós, quer do que se passou no Panamá, com Torrijos.

Porém, existem muitas provas circunstanciais. Por exemplo, Roldós foi o primeiro a morrer, num desastre de avião em Maio de 1981, e a área do acidente foi vedada, ninguém podia ir ao local onde o avião se despenhou, excepto militares norte-americanos ou membros do governo local por eles designados. Nem a polícia podia lá entrar.

Algumas testemunhas-chave do desastre morreram em acidentes estranhos antes de serem chamadas a depor. Um dos motores do avião foi enviado para a Suíça e os exames mostram que parou de funcionar quando estava ainda no ar e não ao chocar contra a montanha. Isto é, existem provas circunstanciais tremendas em torno desta morte, e além disso todos estavam à espera que Jaime Roldós fosse derrubado ou assassinado porque não estava a jogar o nosso jogo. Logo depois de o seu avião se ter despenhado, Omar Torrijos juntou a família toda e disse: “O meu amigo Jaime foi assassinado e eu vou ser o próximo, mas não se preocupem, alcancei os objectivos que queria alcançar, negociei com sucesso os tratados do canal com Jimmy Carter e esse canal pertence agora ao povo do Panamá, tal como deve ser. Por isso, depois de eu ser assassinado, devem sentir-se bem por tudo aquilo que conquistei.”

A verdade é que os EUA, a CIA e pessoas como o Henry Kissinger admitiram que o nosso país tinha derrubado Salvador Allende, no Chile; Jacobo Arbenz, na Guatemala; Mohammed Mossadegh, no Irão; participámos no afastamento de Patrice Lumumba, no Congo; de Ngô Dinh Diem, no Vietname. Existem inúmeros documentos sobre a história dos EUA que provam que fizemos estas coisas e continuamos a fazê-las.

Sabe-se que estivemos profundamente envolvidos, em 2009, no derrube no presidente Manuel Zelaya, nas Honduras, e na tentativa de afastar Rafael Correa, no Equador, também há não muito tempo. Os EUA admitiram muitas destas coisas e pensar que eles não estiveram envolvidos nos homicídios de Roldós e Torrijos... Estes dois homens foram assassinados quase da mesma forma, num espaço de três meses. Ambos tinham posições contrárias aos EUA e às suas empresas e estavam a assumir posições fortes para defender os seus povos – é pouco razoável pensar o contrário.

- Algumas pessoas acusam-no de ser um teórico da conspiração. O que tem a dizer sobre isso?

Bem, não sou, de modo nenhum, um teórico da conspiração. Não acredito que exista uma pessoa ou um grupo de pessoas sentadas no topo a tomar todas as decisões. Mas torno muito claro no meu último livro, “Hoodwinked” (2009), e também em “Confessions of an Economic Hit Man” (2004) – editado em Portugal pela Pergaminho em 2007 com o título “Confissões de Um Mercenário Económico: a Face Oculta do Imperialismo Americano” –, que as multinacionais são movidas por um único objectivo que é maximizar os lucros, independentemente das consequências sociais e ambientais.

Estes últimos são novos objectivos que não eram ensinados quando estudei Gestão, no final dos anos 60. Ensinaram-me que havia apenas este objectivo entre muitos outros, por exemplo tratar bem os funcionários, dar-lhes uma boa assistência na saúde e na reforma, ter boas relações com os clientes e os fornecedores, e também ser um bom cidadão, pagar impostos e fazer mais que isso, ajudar a construir escolas e bibliotecas.

Tudo se agravou nos anos 70, quando Milton Friedman, da escola de economia de Chicago, veio dizer que a única responsabilidade no mundo dos negócios era maximizar os lucros, independentemente dos custos sociais e ambientais.

E Ronald Reagan, Margaret Thatcher e muitos outros líderes mundiais convenceram-se disso desde então. Todas estas empresas são orientadas segundo este objectivo e quando alguma coisa o ameaça, seja um acordo de comércio multilateral seja outra coisa qualquer, juntam--se para garantir que o mesmo é protegido. Isto não é uma conspiração, uma conspiração é ilegal, isto que fazem não é. No entanto, é extremamente prejudicial para a economia mundial.

- Também escreveu que o objectivo último dos EUA é construir um império global. Como vê a recente estratégia norte-americana contra a China e o Irão?

Actualmente, podemos dizer que o novo império não é tanto americano como formado por multinacionais. Penso que a ditadura das grandes empresas e dos seus líderes forma hoje a versão moderna desse império. Repito, isto não é uma conspiração, mas todos eles são movidos por esse objectivo de que falámos anteriormente.

- Mas vários especialistas defendem que estamos num cenário de terceira guerra mundial, com a China, a Rússia e o Irão de um lado e os EUA, a União Europeia (UE) e Israel do outro. E que toda a conversa de Washington em torno do programa nuclear iraniano não passa de uma grande mentira.

Não acredito que todo este conflito seja motivado por armas nucleares. Na verdade, vários estudos recentes, alguns deles das mais respeitadas agências de informações norte-americanas, mostram que não existem armas nucleares no Irão. E acredito que tudo isto não se deve apenas aos recursos iranianos mas também à ameaça de Teerão de vender petróleo no mercado internacional numa moeda que não o dólar, uma ameaça também feita por Muammar Kadhafi, na Líbia, e Saddam Hussein, no Iraque.

Os norte-americanos não gostam que ameacem o dólar e não gostam que ameacem o seu sistema bancário, algo que todos esses líderes fizeram – o líder do Irão, o líder do Iraque, o líder da Líbia. Derrubaram dois deles e o terceiro ainda lá está. Penso que é disto que se trata. Não tenho dúvidas de que a Rússia está a gostar de ver a agitação entre a UE e o Irão, porque Moscovo tem muito petróleo e, se os fornecedores iranianos deixarem de vender, o preço do petróleo vai subir, o que será uma grande ajuda para a Rússia. É difícil acreditar que qualquer destes países queira mesmo entrar numa terceira guerra mundial. No fundo, o que querem é estar constantemente a confundir as pessoas, parecendo que querem entrar em conflito e ajudar a alimentar as máquinas de guerra, porque isso ajuda uma série de grandes empresas.

- Como durante a Guerra Fria?

Sim, como durante a Guerra Fria, porque isso é bom para os negócios. No fundo, estes países estão todos a servir os interesses das grandes empresas. Há algumas centenas de anos, a geopolítica era maioritariamente liderada por organizações religiosas; depois os governos assumiram esse poder. Agora chegámos à fase em que a geopolítica é conduzida em primeiro lugar pelas grandes multinacionais. E elas controlam mesmo os governos de todos os países importantes, incluindo a Rússia, a China e os EUA.

A economia da China nunca poderia ter crescido da forma que cresceu se não tivesse estabelecido fortes parcerias com grandes multinacionais. E todos estes países são muito dependentes destas empresas, dos presidentes destas empresas, que gostam de baralhar as pessoas, porque constroem muitos mísseis e todo o tipo de armas de guerra. É uma economia gigante. A economia norte-americana está mais baseada nas forças armadas que noutra coisa qualquer. Representa a maior fatia do nosso orçamento oficial e uma parte maior ainda do nosso orçamento não oficial. Por isso tanto a guerra como a ameaça de guerra são muito boas para as grandes multinacionais. Mas não acredito que haja alguém que nos queira ver de facto entrar em guerra, dada a natureza das armas. Penso que todas as pessoas sabem que seria extremamente destrutivo.

- Como avalia o trabalho de Barack Obama enquanto presidente dos EUA?

Penso que se esforçou muito por agir bem, mas está numa posição extremamente vulnerável. Assim que alguém entra na Casa Branca, sejam quais forem as suas ideias políticas, os seus motivos ou a sua consciência, sabe que é muito vulnerável e que o presidente dos EUA, ou de outro país importante, pode ser facilmente afastado.

Nalgumas partes do mundo, como a Líbia ou o Irão, talvez só com balas o seu poder possa ser derrubado, mas em países como os EUA um líder pode ser afastado por um rumor ou uma acusação.

O presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, ver a sua carreira destruída por uma empregada de quarto de um hotel, que o acusou de violação, foi um aviso muito forte a Obama e a outros líderes mundiais. Não estou a defender Strauss-Kahn – não faço a mínima ideia de qual é a verdade por trás do que aconteceu, mas o que sei é que bastou uma acusação de uma empregada de quarto para destruir a sua carreira, não só como director do FMI mas também como potencial presidente francês. Bill Clinton também foi afastado por um escândalo sexual, mas no tempo de John Kennedy estas coisas não derrubavam presidentes. Só as balas. Porém, descobrimos com Bill Clinton que um escândalo sexual – e não é preciso ser uma coisa muito excitante, porque aparentemente ele nem sequer teve sexo com a Monica Lewinsky, fizeram uma coisa qualquer com um charuto que já não me lembro – foi o suficiente para o descredibilizar. Por isso Obama está numa posição muito vulnerável e tem de jogar o jogo e fazer o melhor que pode dentro dessas limitações. Caso contrário, será destruído.

- No fim do ano passado escreveu um artigo onde afirmava que a Grécia estava a ser atacada por assassinos económicos. Acha que Portugal está na mesma situação?

Sim, absolutamente, tal como aconteceu com a Islândia, a Irlanda, a Itália ou a Grécia. Estas técnicas já se revelaram eficazes no terceiro mundo, em países da América Latina, de África e zonas da Ásia, e agora estão a ser usadas com êxito contra países como Portugal.

E também estão a ser usadas fortemente nos EUA contra os cidadãos e é por isso que temos o movimento Occupy. Mas a boa notícia é que as pessoas em todo o mundo estão a começar a compreender como tudo isto funciona. Estamos a ficar mais conscientes.

As pessoas na Grécia reagiram, na Rússia manifestam-se contra Putin, os latino-americanos mudaram o seu subcontinente na última década ao escolher presidentes que lutam contra a ditadura das grandes empresas. Dez países, todos eles liderados por ditadores brutais durante grande parte da minha vida, têm agora líderes democraticamente eleitos com uma forte atitude contra a exploração. Por isso encorajo as pessoas de Portugal a lutar pela sua paz, a participar no seu futuro e a compreender que estão a ser enganadas. O vosso país está a ser saqueado por barões ladrões, tal como os EUA e grande parte do mundo foi roubado. E nós, as pessoas de todo o mundo, temos de nos revoltar contra os seus interesses. E esta revolução não exige violência armada, como as revoluções anteriores, porque não estamos a lutar contra os governos mas contra as empresas. E precisamos de entender que são muito dependentes de nós, são vulneráveis, e apenas existem e prosperam porque nós lhes compramos os seus produtos e serviços.

Assim, quando nos manifestamos contra elas, quando as boicotamos, quando nos recusamos a comprar os seus produtos e enviamos emails a exigir-lhes que mudem e se tornem mais responsáveis em termos sociais e ambientais, isso tem um enorme impacto. E podemos mudar o mundo com estas atitudes e de uma forma relativamente pacífica.

- Mas as próprias empresas deviam ver que a ditadura das multinacionais é um beco sem saída.

Bem, penso que está absolutamente certa. Há alguns meses estive a falar numa conferência para 4 mil CEO da indústria das telecomunicações em Istambul e vou regressar lá, dentro de um mês, para uma outra conferência de CEO e CFO de grandes empresas comerciais, e digo-lhes a mesma coisa. Falo muitas vezes com directores-executivos de empresas e sou muitas vezes chamado a dar palestras em universidades de Gestão ou para empresários e também lhes digo o mesmo. Aquilo que fizemos com esta economia mundial foi um fracasso. Não há dúvida. Um exemplo disso: 5% da população mundial vive nos EUA e, no entanto, consumimos cerca de 30% dos recursos mundiais, enquanto metade do mundo morre à fome ou está perto disso.

Isto é um fracasso. Não é um modelo que possa ser replicado em Portugal, ou na China ou em qualquer lado. Seriam precisos mais cinco planetas sem pessoas para o podermos copiar. Estes países podem até querer reproduzi-lo, mas não conseguiriam. Por isso é um modelo falhado e você tem razão, porque vai acabar por se desmoronar. Por isso o desafio é como mudamos isto e como apelar às grandes empresas para fazerem estas mudanças. Obrigando-as e convencendo-as a ser mais sustentáveis em termos sociais e ambientais. Porque estas empresas somos basicamente nós, a maioria de nós trabalha para elas e todos compramos os seus produtos e serviços. Temos um enorme poder sobre elas. Por definição, uma espécie que não é sustentável extingue-se. Vivemos num sistema falhado e temos de criar um novo. O problema é que a maior parte dos executivos só pensa a curto prazo, não estão preocupados com o tipo de planeta que os seus filhos e os seus netos vão herdar.

- Podemos afirmar que esta crise mundial foi provocada por assassinos económicos e rotular os líderes da troika como serial killers?

Penso que é justo dizer que os assassinos económicos são os homens de mão, nós, os soldados, e os presidentes das grandes multinacionais e de organizações como o Banco Mundial, o FMI ou Wall Street, os generais.

- Ainda há dias o “Financial Times” divulgou que os gestores financeiros de Wall Street andavam a tomar testosterona para se tornarem ainda mais competitivos. Isto faz parte do beco sem saída de que está a falar?

A sério?! Ainda não tinha ouvido isso, mas não me surpreende nada. No entanto, aquilo que precisamos hoje em dia é de um lado feminino, temos de caminhar na direcção oposta e livrar-nos dessa testosterona. Precisamos de mais líderes mulheres, mulheres reais – não homens vestidos com roupas de mulher, por assim dizer – para trazerem com elas os valores de receptividade e do apoio e encorajarem os homens a cultivar isso neles próprios. Nós, homens, temos de estar muito mais ligados ao nosso lado feminino.

- Se fôssemos apresentar esta crise económica à polícia, quem seriam os criminosos a acusar?

Pense em qualquer grande multinacional e à frente dessa multinacional estará alguém responsável pela ditadura empresarial, seja a Goldman Sachs, em Wall Street, seja a Shell, a Monsanto ou a Nike. Todos os líderes dessas empresas estão profundamente envolvidos em tudo isto e, da mesma forma, estão os líderes do FMI, do Banco Mundial e de outras grandes instituições bancárias. Detesto estar a dar nomes, estas pessoas estão sempre a mudar de emprego, por isso prefiro apontar os cargos. Eles estão sempre em rotação, por exemplo, o nosso antigo presidente, George W. Bush, veio da indústria petrolífera. A sua secretária de Estado, Condoleezza Rice, também veio da indústria petrolífera. Já Obama tem a sua política financeira concebida por Wall Street, maioritariamente pela Goldman Sachs. Mudaram-se da empresa para a actual administração norte-americana. A sua política de agricultura é feita por pessoas da Monsanto e de outras grandes empresas do sector. E a parte triste é que assim que o seu tempo expirar em Washington voltam para essas empresas.

Vivemos num sistema incrivelmente corrupto. Aquilo a que chamamos política das portas giratórias é só uma outra designação de corrupção extrema.

publicado por LauraBM às 23:31

06
Fev 14

 

Tudo isto é dum tal ridículo que passa a surrealista e depois a pouca vergonha.

 

Só me pergunto como é possível que tanta gente não veja isto.

 

É difícil acreditar que neste governo não exista uma única pessoa de bem ou com algum pingo de vergonha na cara.

publicado por LauraBM às 22:51

05
Fev 14
publicado por LauraBM às 23:54

http://www.youtube.com/watch?v=_jGh8bDgy9E

 

 

publicado por LauraBM às 00:25

https://www.youtube.com/watch?v=BXSNgfYQgk4

 

 

 

publicado por LauraBM às 00:09

04
Fev 14

https://www.youtube.com/watch?v=Xqv27WCp_z8

Publicado em 26/04/2013

 

Depois de ter um reforma politica a Islândia foi o primeiro pais da Europa a sair da crise econômica.
Apesar de a Islândia ser um país pequeno, os outros países poderiam se basear na politica da Islândia como exemplo.

Vladimir Safatle, comentarista do Jornal da Cultura e colunista da Folha:
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/...
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/...

publicado por LauraBM às 23:43

03
Fev 14
publicado por LauraBM às 00:59

02
Fev 14

publicado por LauraBM às 00:46

01
Fev 14

publicado por LauraBM às 00:17

26
Jan 14

A revelação de Manuela Ferreira Leite, em programa televisivo na 5ª feira à noite, foi seguida por um silêncio quase sepulcral. Nenhum dos jornais que se auto-proclamam como "referência" mencionou o assunto. A excepção honrosa foi o jornal i .

 

Pela boca da ex-ministra das Finanças e antiga dirigente do PSD ficou-se a saber que: 

  1. o governo P.Coelho-P.Portas fez uma reserva oculta de 533 milhões no Orçamento de Estado de 2014; 
  2. que tal reserva daria para cobrir folgadamente as consequências do chumbo no Tribunal Constitucional ? "ainda sobrariam 200 milhões", disse ela;
  3.  que portanto a sanha persecutória do governo contra os reformados, com cortes drásticos nas pensões, não tem qualquer razão de ser; 
  4.  que desconhece a que se destina o enorme "fundo de maneio" de 533 milhões à disposição da actual ministra das Finanças ? "no meu tempo este fundo era apenas de 150 milhões", disse Ferreira Leite.

Verifica-se assim que a infâmia do governo Coelho-Portas é ainda maior do que se pensava.

Há recursos orçamentais vultosos que são sonegados, reservados a finalidades desconhecidas do público.

E, apesar disso, o governo pratica uma nova e brutal punção sobre os magros rendimentos dos pensionistas.

http://resistir.info

http://www.ionline.pt/artigos/portugal/ferreira-leite-pede-explicacoes-sobre-533-milhoes-oe-davam-cobrir-chumbo-tc

publicado por LauraBM às 01:21

25
Jan 14

 

Pode ser que o totoloto das Finanças leve todos os portugueses a exigirem facturas.

E se virmos bem a coisa... onde é que eles hão-de meter tudo aquilo que andam a expropriar ao povo?

E se você tiver sorte, até pode acontecer que lhe saia como prémio, numa factura de 2 euros, exactamente aquele carro ou o apartamento que lhe expropriaram o mês passado.

Quem sabe? Há pessoas com muita sorte!?!?!?

publicado por LauraBM às 23:41

20
Jan 14

publicado por LauraBM às 23:55

Trata-se de um artigo escrito e publicado por Concha Caballero, em meados de 2013, mas que mantém toda a sua actualidade, perspicácia e objectividade. Não deixem de ler.

 

 Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários.

 

Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a atitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas.

Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de verdade dominam o mundo terão posto um ponto final a esta crise fraudulenta (metade realidade, metade ficção), cuja origem é difícil de decifrar mas cujos objetivos foram claros e contundentes

 

- Fazer-nos retroceder 30 anos em direitos e em salários - 

 

Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o fator determinante do produto; quando tiverem feito ajoelhar todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maleáveis para fugir ao inferno do desespero, então a crise terá terminado.

 

Um dia do ano 2014, quando os alunos chegarem às aulas e se tenha conseguido expulsar do sistema educativo 30% dos estudantes sem deixar rastro visível da façanha; quando a saúde se compre e não se ofereça; quando o estado da nossa saúde se pareça com o da nossa conta bancária; quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, por cada benefício; quando as pensões forem tardias e raquíticas; quando nos convençam que necessitamos de seguros privados para garantir as nossas vidas, então terá acabado a crise.

 

Um dia do ano 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo todos e toda a estrutura social (exceto a cúpula posta cuidadosamente a salvo em cada sector), pisemos os charcos da escassez ou sintamos o respirar do medo nas nossas costas; quando nos tivermos cansado de nos confrontarmos uns aos outros e se tenham destruído todas as pontes de solidariedade. Então anunciarão que a crise terminou.

Nunca em tão pouco tempo se conseguiu tanto. Somente cinco anos bastaram para reduzir a cinzas direitos que demoraram séculos a ser conquistados e a estenderem-se. Uma devastação tão brutal da paisagem social só se tinha conseguido na Europa através da guerra.

Ainda que, pensando bem, também neste caso foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício.

Por isso, não só me preocupa quando sairemos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só fazer-nos mais pobres e desiguais, mas também mais cobardes e resignados já que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam entraria novamente em disputa.

Neste momento puseram o relógio da história a andar para trás e ganharam 30 anos para os seus interesses. Agora faltam os últimos retoques ao novo marco social: Um pouco mais de privatizações por aqui, um pouco menos de gasto público por ali e“voila”: A sua obra estará concluída.

Quando o calendário marcar um qualquer dia do ano 2014, mas as nossas vidas tiverem retrocedido até finais dos anos setenta, decretarão o fim da crise e escutaremos na rádio as condições da nossa rendição.

---------------------------------------------------------------------------------------------------

(***) -Concha Caballero é licenciada em Filologia Espanhola e professora de literatura num instituto público.

 Abandonou a politica decepcionada com a coligação eleitoral do seu partido.

 Há anos que passou do exercício da politica activa para analista e articulista, social e politica, de vários meios de comunicação, com destaque para o EL PAÍS.

 É uma amante da literatura e firmemente humana com as questões sociais.

 

Clique no link abaixo e leia o artigo Original em Castelhano

http://teatrevesadespertar.wordpress.com/2013/06/20/el-dia-que-acabo-la-crisis-por-concha-caballero/

publicado por LauraBM às 00:22

publicado por LauraBM às 00:14

15
Jan 14

 

 Acho uma moral ruim
 trazer o vulgo enganado:
 mandarem fazer assim
 e eles fazerem assado.

 

Sou um dos membros malditos
dessa falsa sociedade
que, baseada nos mitos,
pode roubar à vontade.

 

Esses por quem não te interessas
produzem quanto consomes:
vivem das tuas promessas
ganhando o pão que tu comes.
  
Não me dêem mais desgostos
porque sei raciocinar...
Só os burros estão dispostos
a sofrer sem protestar!

Esta mascarada enorme
com que o mundo nos aldraba,
dura enquanto o povo dorme,
quando ele acordar, acaba.

--------------------
 António Aleixo

publicado por LauraBM às 15:04

13
Jan 14

"E quando o leitor pensava que já tinha ouvido tudo acerca da crise, de repente fica a saber que, gramaticalmente, é muito difícil que Portugal vá à falência. E, enquanto for gramaticalmente impossível, eu acredito.

Justifico esta ideia com a seguinte teoria fascinante: normalmente, considera-se que o verbo falir é defectivo. Significa isto que lhe faltam algumas pessoas, designadamente a primeira, a segunda e a terceira do singular, e a terceira do plural do presente do indicativo, e todas as do presente do conjuntivo. Não se diz "eu falo", "tu fales", nem "ele fale". Não se diz "eles falem". Todos os modos e tempos verbais do verbo falir se admitem, com excepção de quatro pessoas do presente do indicativo e todo o presente do conjuntivo.

Em que medida é que isto são boas notícias?

O facto de o verbo falir ser defectivo faz com que, no presente, nenhum português possa falir. Não é possível falir, presentemente, em Portugal.

"Eu falo" é uma declaração ilegítima.

Podemos aventar a hipótese de vir a falir, porque "eu falirei" é uma forma aceitável do verbo falir. E quem já tiver falido não tem salvação, porque também é perfeitamente legítimo afirmar: "eu fali".

Mas ninguém pode dizer que, neste momento, "fale".

Acaba por ser justo que o verbo falir registe estas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de crise.

Basta que os portugueses vivam no presente - que, além do mais, é dos melhores tempos para se viver - para que não "falam"

(outra conjugação impossível).

Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se possa ter falido, e até que se possa vir a falir, no futuro, ao mesmo tempo que inviabiliza que se "fala", no presente.

Se eu nunca "falo", como posso ter falido?

Se ninguém "fale", porquê antever que alguém falirá?

Talvez a explicação esteja nos negócios de import/export. Nas outras línguas, é possível falir no presente, pelo que os portugueses que têm negócios com estrangeiros podem ver-se na iminência de falir.

Mas basta que os portugueses não falem (do verbo falar, não do verbo falir) acerca de negócios com estrangeiros para que não "falam" (do verbo falir, não do verbo falar).

Eu tenho esse cuidado, e por isso não falo (do verbo falir e do verbo falar).

Bem sei que o prof. Rodrigo Sá Nogueira, assim como outros linguistas, se opõe a que o verbo falir seja considerado defectivo. Mas essa é uma posição que tem de se considerar antipatriótica.

É altura de a gramática se submeter à economia.

Tudo o resto já se submeteu. "

publicado por LauraBM às 16:37

12
Jan 14

Bote a boca no trombone, pois então!

 

O BCE (Banco Central Europeu), explicado de FORMA INFANTIL.

 

- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.

 

E donde veio o dinheiro do BCE? - O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total.

Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.

E é muito, esse dinheiro? - O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

 

Então, se o BCE é o banco destes Estados pode emprestar dinheiro a Portugal, ou não? Como qualquer banco pode emprestar dinheiro a um ou outro dos seus accionistas. - Não, não pode. Porquê?! - Porquê?

Porque... porque, bem... são as regras.

Então, a quem pode o BCE emprestar dinheiro?

- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

 

Ah percebo, então Portugal, ou a Alemanha, quando precisa de dinheiro emprestado não vai ao BCE, vai aos outros bancos que por sua vez vão ao BCE. - Pois.

 

Mas para quê complicar? Não era melhor Portugal ou a Grécia ou a Alemanha irem directamente ao BCE? - Bom... sim.... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio! Agora não percebi!!.. - Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

Mas isso assim é um "negócio da China"! Só para irem a Bruxelas buscar o dinheiro! - Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de

euros.

Isso é um verdadeiro roubo... com esse dinheiro escusava-se até de cortar nas pensões, no subsídio de desemprego ou de nos tirarem parte do 13º mês. As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

Mas quem é que manda no BCE e permite um escândalo destes?

- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países. Então, os Governos dão o nosso dinheiro ao BCE para eles emprestarem aos bancos a 1%, para depois estes emprestarem a 5 e a 7% aos Governos que são donos do BCE? - Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6%, a 7 ou mais.

Então nós somos os donos do dinheiro e não podemos pedir ao nosso próprio banco!...

- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar. Mas, e os nossos Governos aceitam uma coisa dessas? - Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.

Mas então eles não estão lá eleitos por nós?

- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois.... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.

E onde o foram buscar?

- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...

Mas meteram os responsáveis na cadeia?

- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

E então como é? Comemos e calamos?

- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar... 

publicado por LauraBM às 16:14

11
Jan 14

 

Há muito que era esperado este desfecho, enquanto os povos adormecem e se deixam levar pelos políticos corruptos que sempre executam o que lhes é exigido.
Em troca de grandes oportunidades futuras pagas principescamente, os povos vão sendo espoliados dos bens naturais dos seus países.
Agora é a água.
Em seguida será o ar que respiramos? 
Vejam o filme e pensem um pouco sobre o assunto. Diz respeito a todos nós! 
publicado por LauraBM às 11:19

10
Jan 14
Pois é, o caso podia ser passado em Portugal mas chega-nos do Brasil; era só mudar umas letrinhas das siglas JPT para, PSD, CDS e por aí fora.
Que é que acham? Igualzinho, não? A cambada só troca as letras das siglas e vamos nisto de enganar o Zé Povinho que é parvo e só quer futebol!
E também gosto dessa da «cinturada no lombo» deles. E deixarem de ter boa vida, então nem se fala – ah como eu gostaria que vivessem com as pensões de sobrevivência!
------------------
Laura B. Martins  
 
PAPAI VIROU PETISTA!'
O pai chega em casa vestido numa novíssima camisa do PT.
Entra no quarto do filho e beija o retrato de Che Guevara na parede.
O rapaz espantado pergunta: ...
- Que é isso paí? Ficou maluco? Logo você que é o maior "coxinha", "reaça" de primeira vestindo a camisa do PT?

- Que nada filho! Agora sou petista! Conversamos tanto sobre o Partido que você me convenceu! PT! PT! VIVA O PT! - grita o velho.
O rapaz, membro do DCE da universidade onde já faz um curso de quatro anos há oito anos e fiel colaborador da JPT não se aguenta de tanta alegria!
- Senta aí companheiro! Vamos conversar! O que foi que te levou a essa decisão?
O pai senta-se ao lado do filho e explica:
- Pois é... cansei de discutir contigo e passei a achar que você tem razão. Por falar nisso, lembra do Luís, aquele que te pediu dois mil reais da tua poupança emprestado para dar entrada numa moto?
- O que tem ele? Pergunta o filho...
- Pois é.. Liguei pra casa dele e perdoei a dívida. E fiz mais! Falei que ele não precisa se preocupar com as prestações, pois vou usar oitenta por cento da sua mesada para pagar o financiamento!
- Pai!!!!! Você ficou louco? Pirou?
- Filho, lembre-se que agora nós somos petistas" Perdoar dívidas e financiar o que não é nosso com o que não é nosso é a nossa especialidade! Temos que dar o exemplo! E tem mais! Agora 49% do seu carro eu passei para sua irmã. Vendi pra ela quase a metade do seu carro! Dessa forma você continua majoritário mas só podendo usá-lo em 51% do tempo!
- Mas o carro é meu, papai! Não podia fazer isso! Não pode vender o que é seu!
- Podia sim! Nossa Presidenta fez isso com a Petrobrás e você foi o primeiro a apoiar! Só estamos seguindo o caminho dela!
O garoto, incrédulo e desolado entra em desespero, mas o pai continua:
- Outra coisa! Doei seu computador, seu notebook e seu tablet para os carentes lá do morro. Agora eles vão poder se conectar!
- Pai! Que sacanagem é essa?
- Não é sacanagem não, filho! Nós petistas defendemos a doação do que não é nosso, lembra? Doamos aviões, helicópteros, tanques... O que é um computador, um tablet e um note diante disso?
Prestes a entrar em colapso, o garoto recebe a última notícia:
- Filho, lembra daquele assaltante que te ameaçou de morte, te espancou e roubou teu celular? Vou agora mesmo retirar a queixa e depois para a porta da penitenciária exigir a soltura dele, dizendo que ele é inocente!
- Pai... pelo amor de Deus... Você não pode fazer isso... O cara é perigoso!
- Perigoso nada! É direitos Humanos que nós pregamos, filho! Somos petistas com muito orgulho!
- Mas o cara me espancou! Me roubou, pai!
- Alto lá! Não há provas disso! Isso é estado de exceção! O rapaz é inocente! Nós fizemos a mesma coisa com os companheiros acusados no mensalão!
- Mas ele estava armado quando a polícia chegou!
- E daí????? Ele estava armado mas quem prova que a arma era dele? A revista Veja? Isso é coisa de reaça, filho!
- Papai, você ficou doido!
E o pai finaliza:
- Fiquei doido, ô seu filho da puta? Na hora de defender bandido que roubou uma nação você é petista, mas se roubarem você, deixa de ser. Na hora de doar, perdoar dívidas e fazer financiamentos com o que é dos outros, você é petista. Mas se fizer o mesmo com você, deixa de ser. Na hora de dilapidar o patrimônio nacional, vendendo o que é mais precioso e não pertence ao PT e sim ao povo, você é petista, mas se vender metade do que é seu, você deixa de ser!
Dito isso, tirou o cinto de couro grosso e mandou a cinturada no moleque!
- TO-MA IS-SO SEU FI-LHO DA PU-TA CRE-TI-NO PRA APRENDER A SER HOMEM E ASSUMIR SUAS IDEIAS! VAGABUNDO ORDINÁRIO! SALAFRÁRIO! PEGA AS SUAS COISAS E SUMA DAQUI!
- Vou pra onde, papai? Perguntou chorando...
- POSSA! Agora você é um dos sem-teto que você defende, seu moleque cagão! E vai se consultar com médico cubano, porque eu cancelei teu plano de saúde!
Dois dias depois o moleque bateu na porta curado. Não era mais petista e não havia mais DCE ou JPT. E nem chamava o pai de "reaça".
O milagre da educação aconteceu. O mal do petista é falta de cinturada no lombo! --------------------------------------- (por Marcelo Rates Quaranta)
publicado por LauraBM às 09:46

publicado por LauraBM às 00:29

09
Jan 14

Telefonar para números começados por 707 custa uma fortuna, principalmente se for de um telemóvel.

 

Recuse ligar para números 707

Estes números (chamados únicos pela PT) não são considerados números pertencentes à rede fixa (!) pelo que são sempre pagos. Mesmo aqueles que estão a pagar uma mensalidade com a promessa de terem chamadas grátis, terão sempre que pagar (e muito!) estas chamadas.

 

A Autoridade Nacional de Comunicações tem recebido um volume considerável de denúncias e reclamações de consumidores relativas ao uso indevido destes números.

Como se não bastasse o já de si elevado custo dos 707, em algumas das situações fiscalizadas pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) foi detectada a utilização dos prefixos 707 para a prestação de serviços de audiotexto – aumentando assim exponencialmente o custo das chamadas - tendo por isso sido instaurados processos contra-ordenacionais.

Por outro lado, muitas vezes surgem os 707 acompanhados de designação de “chamada local” ou “número azul” - o que é falso, pois estas chamadas são as de prefixo 808 – confundindo assim quem faz a chamada e levando a pensar tratar-se de números de baixo custo.

 

Burla já detectada pela Anacom

Os números de telefone começados por 707, para além de apresentarem um elevadíssimo custo para quem faz a chamada, raramente são acompanhados do seu custo por minuto (por que será?).

Quanto custa ligar para estes números?

Só quando se recebe a factura ou o saldo do telemóvel termina se poderá ter a percepção do

roubo de que fomos alvo.

(Veja alguns exemplos em rodapé)

 

TELEFONES - PREFIXOS 707

Telefonar do telemóvel para um 707 custa, pelo menos, três vezes mais que do fixo

Recuse ligar para números 707

Como se pode verificar, estes números pelo seu elevadíssimo custo são uma fantástica invenção da PT (e outros operadores) por forma a obrigar o consumidor a pagar verdadeiras fortunas por um simples telefonema. Agora quando ligar para um 707 e lhe derem música do lado de lá, já sabe que a musiquinha lhe ficará bastante cara.

Informe os seus amigos/colegas/familiares

 

Mais grave ainda é muitos números de telefone oficiais estarem a mudar para 707.

Porque será que nos querem obrigar a gastar fortunas com os telefones?

É o caso do telefone da DGCI,   das «novas oportunidades» do MTSS (o tal programa do Governo que transforma semi-analfabetos em proprietários do 12.º ano de escolaridade), da EPUL,

do número de apoio da Secretaria de Estado das Comunidades

Linha de Atendimento Telefónico Permanente (24 horas) 707202000, etc. etc.

 

É um escândalo! Será que ninguém proíbe este atentado aos nossos bolsos?

 

Quem encomenda roupa, bilhetes para o cinema, etc. etc, ligando para um 707 acaba por pagar mais pelo telefonema que pelo bem que pretende comprar. Curioso não??

La Redoute - ligue p/uma assistente - 707201010

 

Governo obriga cidadãos a gastar fortunas em telefonemas.

707206707 – CAT DGCI – Centro de Atendimento telefónico

 

Companhias de seguros também aderem à triste “moda”.

Quando se circula de automóvel e se tem um acidente, o natural será ligar para a seguradora através do telemóvel. E qual o prefixo da maior parte dos números de assistência disponibilizados pelas seguradoras? 707 é claro!

ZAP 24 horas – Assistência permanente – 707200160

 

Por que nos obrigam a gastar fortunas em telefonemas?

Será que recebem uma percentagem dos elevados custos pagos pelos desafortunados que necessitam de apoio?

 

Para saber mais - Consultar site da Anacom: www.anacom.pt

Informe os seus amigos/colegas/familiares.

Risque estes números malditos!!!!!!!

publicado por LauraBM às 16:50

08
Jan 14

Sócrates vai a uma igreja e se ajoelha na frente de Jesus crucificado, rezando:
Sócrates: Jesus, estou totalmente arrependido e gostaria de redimir meus pecados.
Jesus: Esta bem. Que tens feito?
Sócrates: Depois de estes meus anos de governo estou deixando o povo arruinado e na miséria...
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Traí o povo que me deu os seus votos!
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Economizei verbas da Saúde, da Educação, da Segurança, etc. etc., as quais foram encher os bolsos de alguns.
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Comprei carros topo de gama para a Assembleia, para os magistrados e tantos outros.
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Protegi as roubalheiras do Vara, do Godinho, do Rendeiro, do Jardim, do Oliveira Costa e tantos outros.
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Permiti que alarves como o Mexia, Pedro Soares, Zeinal, Coelho, e mais uma mão cheia deles fossem agraciados com chorudos prémios com verbas tiradas do bolso do contribuinte.
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Pus à cabeça dos Ministérios autênticos alarves que só fizeram burricadas na Educação, na Saúde, na Segurança, etc..
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Mancomunei-me com Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, com o Procurador Geral da República e outros tantos biltres da sua igualha, para que dessem cobertura às minhas manigâncias.
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Meti-me naquela alhada dos exames feitos ao Domingo, nas casas lá na Parvónia, no Freeport, na Maddie, nas sucatas, no TGV, na nova ponte, e em outras tantas que não vale a pena enumerar...
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Dei apoio ao Hugo Chavez, o maior bandido da América Latina.
Jesus: Dê graças ao Pai!
Sócrates: Mas, Jesus, estou realmente arrependido e a única coisa que Vós tendes para me dizer é: "Dê graças ao Pai"?
Jesus: Sim, agradece ao Pai por eu estar aqui pregado na cruz, porque senão desceria dela para te encher de porrada, seu ignorante, analfabeto, deslumbrado, traidor, ladrão sem vergonha, mentiroso, golpista, corrupto, aproveitador.... Vai trabalhar, vagabundo!!!!!

 

 

 

Enganei-me no título? Era o Sócrates?

 

Mas faz realmente muita diferença ou é só substituir alguns nomes????

 

publicado por LauraBM às 13:55

07
Jan 14

 

Desculpem apresentar apenas a foto destes actores porque ainda há muitos mais.

 

publicado por LauraBM às 14:50

 

 

publicado por LauraBM às 14:24

06
Jan 14

O último brinquedo que chegou às lojas, no ocidente, é a boneca Muçulmana que fala!
... mas não se sabe o que essa porra diz, pois ninguém é maluco de puxar a cordinha!...
publicado por LauraBM às 15:06

05
Jan 14

publicado por LauraBM às 10:30

03
Jan 14

 

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Dez 13

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10
Nov 13

publicado por LauraBM às 10:08

22
Out 13

publicado por LauraBM às 22:35

30
Set 13

É para ser lido apenas por quem se interessa pela política e quer familiarizar-se com os desmandos das grandes potências mundiais, desta vez – ALIMENTOS E FOME!

LEMBRE-SE: se vc não tratar da política, a política trata de si. (e de que maneira!)

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Laura B. Martins

 

Um achado de 2008...será que, em relação à fome mundial e nacional,  alterou alguma coisa??? o versejo indignado comentava o fim do Projeto Multimistura da cidadã brasileira, médica, cientista Clara Brandão, utilizado com  êxito pela Pastoral da Criança coordenada pela saudosa Zilda Arns para acabar com  a subnutrição infantil, e com a proposta de se tornar nacional pelo governo federal jogada no lixo pelo Ministro da Saúde da época.

Repasso abaixo o texto enviado com o título  O QUE É A FOME? e acrescento a minha contribuição,  rsrs! só rindo para não chorar amigos (as), porque é certo termos a visão da situação mundial, mas é triste viver com a realidade nossa, com crianças que ainda passam fome. E onde estão os governantes???? em encontros, saindo em páginas de jornais nacionais, rindo, em festas de comemoração, em viagens. E onde está o povo que não reage?

 

O  QUE É A FOME ?

A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afeta uma ampla extensão de um território e um grande número de pessoas. A fome nos tempos atuais tem relação direta com a "estabilização macroeconômica" e os programas de "ajustamento estrutural" impostos  pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento, portanto, tem relação direta com as várias formas de capitalismo que são fomentados nesses países.   

A fome no mundo   1.. Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;   2.. 1 bilhão de analfabetos;   3.. 1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capta anual bem menor que 275 dólares;   4.. 1,5 bilhão de pessoas sem água potável;   5.. 1 bilhão de pessoas passando fome;   6.. 150 milhões de crianças subnutridas com menos de 5 anos (uma para cada três no mundo);   7.. 12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida;   8.. No Brasil, os 10% mais ricos detêm quase toda a renda nacional.

 

Com a existência de grandes setores da população mundial já muito abaixo do limiar da pobreza, esta subida a curto-prazo dos preços dos produtos alimentares é devastadora. Há milhões de pessoas em todo o mundo que se encontram impossibilitadas de adquirir alimentos para a sua sobrevivência. Estes aumentos brutais estão a contribuir verdadeiramente para a "eliminação dos pobres" através da "morte pela fome". Nas palavras de Henry Kissinger: "Quem controla o petróleo, controla as nações; quem controla os alimentos, controla as pessoas". A "estabilização macroeconômica" e os programas de ajustamento estrutural impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para a renegociação da sua dívida externa) conduziram ao empobrecimento de centenas de milhões de pessoas. As cruéis realidades econômicas e sociais subjacentes à intervenção do FMI são a subida dos preços dos alimentos, as fomes a nível local, os despedi mentos maciços de trabalhadores urbanos e domésticos e a destruição de programas sociais. O poder de compra interna caiu, foram fechadas escolas e clínicas de cuidados de saúde contra a fome, há centenas de milhões de crianças a quem tem sido negada o direito à educação básica. Esta é de longe a crise econômica mais grave da história moderna. (Michel Chossudovsky, The Globalization of Poverty, First Edition, 1997)

Fome global

Michel Chossudovsky* 15/05/2008

 

INTRODUÇÃO

A fome é a conseqüência do processo de reestruturação do "mercado livre" da economia global que tem as suas raízes na crise de endividamento do início dos anos 80. Não é um fenômeno recente como é sugerido em vários artigos dos meios de comunicação ocidentais. Estes se concentram apenas na oferta e procura em curto prazo dos produtos agrícolas, e ignoram as causas estruturais muito mais amplas da fome global.

A pobreza e a subnutrição crônica são condições preexistentes. As recentes subidas dos preços alimentares contribuíram para exacerbar e agravar a crise alimentar. A subida dos preços tem flagelado uma população empobrecida, que quase não tem meios para sobreviver.

Têm ocorrido motins por causa do pão quase simultaneamente em todas as principais regiões do mundo:

"Os preços dos alimentos no Haiti subiram em média 40 por cento em menos de um ano, em que o custo de produtos como o arroz duplicou? No Bangladesh, [nos finais de Abril de 2008], cerca de 20 mil trabalhadores têxteis saíram para a rua a protestar contra a terrível subida dos preços dos alimentos e a exigir salários mais altos. O preço do arroz neste país duplicou em relação ao ano passado, ameaçando com a fome os trabalhadores, que ganham um salário mensal de apenas 25 dólares? No Egipto, os protestos dos trabalhadores contra os preços dos alimentos abalaram o centro têxtil de Mahalla al-Kobra, a norte do Cairo, durante dois dias na semana passada, em que duas pessoas foram mortas a tiro pelas forças de segurança. Foram presas centenas de pessoas e o governo enviou polícias à paisana para as fábricas para obrigar os trabalhadores a retomar o trabalho. Os preços dos alimentos no Egipto subiram 40 por cento desde o ano passado? No princípio deste mês, na Costa do Marfim, centenas de pessoas manifestaram-se em frente da casa do presidente Laurent Gbagbo, cantando "temos fome" e "a vida está cara demais, vocês estão a matar-nos.

Manifestações, greves e confrontos semelhantes ocorreram na Bolívia, no Peru, no México, na Indonésia, nas Filipinas, no Paquistão, no Uzbequistão, na Tailândia, no Iémen, na Etiópia, e em quase toda a Africa subsaariana". (Bill Van Auken, Amid mounting food crisis, governments fear revolution of the hungry, Global Research, April 2008)

 

A ELIMINAÇÃO DOS POBRES"

Com a existência de grandes setores da população mundial já muito abaixo do limiar da pobreza, esta subida a curto-prazo dos preços dos produtos alimentares é devastadora. Há milhões de pessoas em todo o mundo que se encontram impossibilitadas de adquirir alimentos para a sua sobrevivência.

Estes aumentos brutais estão a contribuir verdadeiramente para a "eliminação dos pobres" através da "morte pela fome". Nas palavras de Henry Kissinger: "Quem controla o petróleo, controla as nações; quem controla os alimentos, controla as pessoas".

Quanto a isto, Kissinger já tinha dado a entender no contexto do Memorando 200 do Estudo de Segurança Nacional de 1974; "Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests" (Consequências do Crescimento Mundial da População para a Segurança dos EUA e seus Interesses Ultramarinos), que a ocorrência repetida de fomes podia constituir de facto um instrumento de controlo da população.

Segundo a FAO, o preço dos cereais aumentou 88 % desde Março de 2008. O preço do trigo aumentou 181 % num período de três anos. O preço do arroz aumentou 50% nos últimos três meses (ver Ian Angus, Food Crisis: " The greatest demonstration of the historical failure of the capitalist model", Global Research, April 2008):

"A qualidade mais popular do arroz da Tailândia vendia-se a 198 dólares por tonelada há cinco anos e a 323 dólares por tonelada o ano passado. Em Abril de 2008, o preço chegou aos 1 000 dólares. Os aumentos ainda são maiores nos mercados locais ? no Haiti, o preço de mercado dum saco de arroz de 50 quilos duplicou numa só semana em finais de Março de 2008. Estes aumentos são catastróficos para os 2,6 mil milhões de pessoas em todo o mundo que vivem com menos de 2 dólares por dia e gastam 60 a 80% dos seus rendimentos na alimentação. Há centenas de milhões que não têm posses para comer". (Ibid).

 

DUAS DIMENSÕES INTERRELACIONADAS

Há duas dimensões interrelacionadas para a atual crise alimentar global, que estão a lançar milhões de pessoas em todo o mundo na fome e na privação crônica, uma situação em que grupos inteiros de populações deixaram de ter meios para adquirir alimentos.

Em primeiro lugar, é o processo histórico a longo prazo de reforma política macroeconômica e de reestruturação econômica global que tem contribuído para baixar os padrões de vida mundiais, tanto nos países em desenvolvimento como nos países desenvolvidos.

Em segundo lugar, estas condições históricas preexistentes de pobreza de massas têm sido exacerbadas e agravadas pela recente subida nos preços dos cereais que, nalguns casos, chegaram à duplicação do preço de retalho dos produtos alimentares. Estas brutais subidas de preços resultam sobretudo do comércio especulativo nos produtos alimentares.

 

A EXPLOSÃO ESPECULATIVA DOS PREÇOS DOS CEREAIS

Os meios de comunicação têm enganado levianamente a opinião pública quanto às causas destas subidas brutais de preços, concentrando-se quase exclusivamente nas questões dos custos de produção, do clima e de outros factores que resultam numa oferta reduzida e que podem contribuir para aumentar o preço dos produtos alimentares. Se bem que esses factores possam contribuir para tal, têm uma relevância limitada para explicar os aumentos brutais e dramáticos nos preços destes produtos.

Os preços em espiral dos alimentos são sobretudo conseqüência da manipulação do mercado. São atribuíveis sobretudo ao comércio especulativo no mercado. Os preços dos cereais são inflacionados artificialmente por operações especulativas em grande escala nas bolsas mercantis de Nova Iorque e Chicago. Vale a pena assinalar que, em 2007, assistimos à fusão do Chicago Board of Trade (CBOT) com o Chicago Mercantile Exchange (CME), de que resultou a maior entidade mundial de comércio de produtos de consumo, incluindo uma ampla gama de instrumentos especulativos (opções, opções a prazo, fundos indexados, etc.)

O comércio especulativo sobre o trigo, o arroz ou o milho, pode fazer-se na ausência de transações reais de bens. As instituições que especulam no mercado dos cereais não têm que estar obrigatoriamente envolvidas na venda ou na entrega dos cereais.

As transações podem utilizar fundos indexados das mercadorias, ou seja, apostas sobre os movimentos gerais de subida ou descida dos preços das mercadorias. Uma "opção de venda" é uma aposta de que o preço vai descer, uma "opção de compra" é uma aposta de que o preço vai subir. Através duma manipulação concertada, os comerciantes institucionais e as instituições financeiras fazem o preço subir e depois fazem as suas apostas num movimento de subida do preço duma determinada mercadoria.

A especulação gera a volatilidade do mercado. Por seu turno, a instabilidade que daí resulta encoraja uma maior atividade especulativa.

Geram-se lucros quando os preços sobem. Em contrapartida, se o especulador está a descoberto no mercado, ganha dinheiro quando os preços entram em queda.

Esta recente explosão especulativa nos preços dos alimentos tem vindo a provocar um processo mundial de formação de fome a uma escala sem precedentes.

 

A FALTA DE MEDIDAS REGULADORAS DESENCADEIA A FOME

Estas operações especulativas não provocam a fome deliberadamente.

O que provoca a fome é a ausência de procedimentos reguladores em relação ao comércio especulativo (opções, opções a prazo, fundos indexados). No atual contexto, o congelamento do comércio especulativo sobre produtos alimentares, decidido politicamente, contribuiria imediatamente para a baixa dos preços dos alimentos.,

Nada impede que estas transações sejam neutralizadas e impedidas através de um conjunto de medidas reguladoras cuidadosamente concebidas.

Mas, é visível que não é isso o que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional estão a propor.

O papel do FMI e do Banco Mundial

O Banco Mundial e o FMI apareceram com um plano de emergência, para incentivo à agricultura em resposta à "crise alimentar". No entanto, não querem saber das causas desta crise.

O presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick, descreve esta iniciativa como um "novo contrato", um plano de ação "para o desenvolvimento a longo prazo da produção agrícola", que consiste, entre outras coisas, na duplicação dos empréstimos para a agricultura aos agricultores africanos.

"Temos que colocar o nosso dinheiro onde está hoje a nossa boca para que possamos levar comida às bocas famintas". (Robert Zoellick, diretor do Banco Mundial, citado pela BBC, 2.Maio.2008)

A "medicina econômica" do FMI/Banco Mundial não é uma "solução" mas é sobretudo a "causa" da fome nos países em desenvolvimento. Mais empréstimos do FMI-Banco Mundial para "incentivos à agricultura" só servirão para aumentar os níveis de endividamento e exacerbar a pobreza em vez de a diminuir.

Os "empréstimos baseados nesta política" do Banco Mundial são concedidos na condição de que os países obedeçam à agenda política neoliberal que, desde o início dos anos 80, tem vindo a conduzir ao colapso da agricultura alimentar a nível local.

A "estabilização macroeconômica" e os programas de ajustamento estrutural impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para a renegociação da sua dívida externa) conduziram ao empobrecimento de centenas de milhões de pessoas.

As cruéis realidades econômicas e sociais subjacentes à intervenção do FMI são a subida dos preços dos alimentos, as fomes a nível local, os despedimentos maciços de trabalhadores urbanos e domésticos e a destruição de programas sociais. O poder de compra interno caiu, foram fechadas escolas e clínicas de cuidados de saúde contra a fome, há centenas de milhões de crianças a quem tem sido negado o direito à educação básica.

 

TRATAMENTO DE CHOQUE DO FMI

Historicamente, os preços em espiral dos alimentos a nível retalhista foram sempre provocados pelas desvalorizações da moeda, que resultaram invariavelmente numa situação hiper inflacionária. No Peru em Agosto de 1990, por exemplo, por ordem do FMI, os preços dos combustíveis aumentaram 30 vezes de um dia para o outro. O preço do pão aumentou 12 vezes de um dia para o outro:

"Em todo o Terceiro Mundo, a situação é de desespero social e de desânimo social numa população empobrecida pelos jogos das leis do mercado. Em 1989, os motins anti-SAP [Programa de Ajustamento Estrutural] e os levantamentos populares são reprimidos brutalmente: em Caracas, o presidente Carlos Andres Perez, depois de ter denunciado retoricamente o FMI por praticar 'um totalitarismo econômico que mata não apenas com balas mas pela fome', declara o estado de emergência e envia unidades regulares de infantaria e de fuzileiros para as áreas pobres ( barrios de ranchos) nas colinas circundantes da capital. Os motins em Caracas anti-FMI foram ateados por um aumento de 200 por cento no preço do pão. Foram alvejados indiscriminadamente homens, mulheres e crianças: 'Noticiou-se que a morgue de Caracas tinha mais de 200 corpos de pessoas mortas nos três primeiros dias? e esta avisou que estava a ficar sem caixões'. Não oficialmente foram mortas mais de mil pessoas. Tunis, Janeiro de 1984, os motins pelo pão foram instigados sobretudo pela juventude desempregada protestando contra o aumento dos produtos alimentares; Nigéria, 1989: os motins estudantis anti-SAP levaram ao encerramento de seis universidades do país pelo Conselho Governamental das Forças Armadas; Marrocos, 1990: uma greve geral e um levantamento popular contra as reformas do governo, patrocinadas pelo FMI". (Michel Chossudovsky, op cit.)

 

A DESREGULAMENTAÇÃO DOS MERCADOS DE CEREAIS

A partir dos anos 80, os mercados de cereais foram isentos de regulamentação sob a supervisão do Banco Mundial, e os excedentes de cereais dos Estados Unidos e da União Europeia (EUA/UE) são utilizados sistematicamente para destruir os agricultores e desestabilizar a agricultura alimentar nacional. Os empréstimos do Banco Mundial exigem o levantamento das barreiras comerciais sobre os produtos agrícolas importados, levando ao abaixamento de preços dos excedentes de cereais dos EUA/UE nos mercados locais. Estas e outras medidas atiraram os produtores agrícolas locais para a falência.

O "mercado livre" dos cereais ? imposto pelo FMI e pelo Banco Mundial ? destrói a economia dos agricultores e põe em risco a "segurança alimentar". O Malawi e o Zimbabué já foram países prósperos com excedentes de cereais. O Ruanda era praticamente auto-suficiente quanto a alimentos até 1990, quando o FMI ordenou a introdução dos excedentes de cereais dos EUA e da UE a preços baixos no mercado interno, provocando a falência dos pequenos agricultores. Em 1991- 92, a fome atingiu o Quénia, a economia do pão com maior êxito da Africa oriental. O governo de Nairobi fora colocado na lista negra por não obedecer às prescrições do FMI. A ausência de regulamentação do mercado dos cereais tinha sido exigida como uma das condições para a reforma da dívida externa de Nairobi com o Clube de Paris de credores autorizados. (Michel Chossudovsky, The Globalization of Poverty and the New World Order, Second Edition, Montreal 2003)

Por toda a Africa, assim como no sudeste asiático e na América Latina, o padrão do "ajustamento sectorial" na agricultura sob a custódia das instituições do Bretton Woods tem sido inequivocamente no sentido da destruição da segurança alimentar. Tem-se reforçado a dependência vis-à-vis o mercado mundial, o que conduz a uma explosão nas importações comerciais de cereais assim como à subida no influxo da "ajuda alimentar".

Os produtores agrícolas foram encorajados a abandonar as culturas alimentares e a virarem-se para culturas de exportação de "alto valor", quase sempre em detrimento da auto-suficiência alimentar. Os produtos de alto valor assim como as culturas para ganhar dinheiro com a exportação foram apoiados por empréstimos do Banco Mundial.

As fomes na era da globalização são o resultado desta política. A fome não é conseqüência da falta de alimentos, muito pelo contrário: os excedentes globais de alimentos são utilizados para desestabilizar a produção agrícola nos países em desenvolvimento.

Fortemente regulamentada e controlada pelas indústrias agrícolas internacionais, esta sobre-produção acaba por conduzir à estagnação tanto da produção como do consumo dos produtos alimentares essenciais e ao empobrecimento dos agricultores em todo o mundo. Além disso, na era da globalização, o programa de ajustamento estrutural do FMI-Banco Mundial tem uma relação direta com a formação do processo da fome porque corrói sistematicamente todas as áreas da atividade econômica, quer urbana quer rural, que não sirvam diretamente os interesses do sistema do mercado global.

Os rendimentos dos agricultores, tanto nos países ricos como nos países pobres, são espremidos por um punhado de empresas globais agro-industriais que controlam simultaneamente os mercados de cereais, os abastecimentos agrícolas, as sementes e os alimentos processados. É uma firma gigantesca, a Cargill Inc., com mais de 140 filiais e subsidiárias em todo o mundo, que controla grande parte do comércio internacional de cereais. A partir dos anos 50, a Cargill tornou-se o principal fornecedor da "ajuda alimentar" americana financiada pela Lei Pública 480 (1954).

A agricultura mundial tem, pela primeira vez na história, a capacidade de satisfazer as necessidades alimentares de todo o planeta; no entanto, a própria natureza do sistema de mercado global impede que isso aconteça. A capacidade de produzir alimentos é enorme, mas os níveis do consumo de alimentos mantêm-se extraordinariamente baixos porque uma enorme porção da população mundial vive em condições de pobreza e de privação extremas. Além disso, o processo de "modernização" da agricultura levou à espoliação dos agricultores, aumentou a falta de terras disponíveis e a degradação ambiental. Por outras palavras, as próprias forças que encorajam a expansão da produção global de alimentos estão também a provocar contraditoriamente uma contração nos padrões de vida e o declínio na procura de alimentos.

 

SEMENTES GENETICAMENTE MODIFICADAS

Coincidindo com a instituição da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 1995, ocorreu outra importante mudança histórica na estrutura da agricultura global.

Ao abrigo dos artigos do acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC), os gigantes alimentares têm uma liberdade sem restrições para entrar nos mercados de sementes dos países em desenvolvimento. A aquisição de "direitos de propriedade intelectual" exclusivos sobre variedades de plantas pelos interesses agro-industriais internacionais, também favorece a destruição da biodiversidade.

Agindo em benefício de um punhado de conglomerados da biotecnologia, as sementes geneticamente modificadas (GMO) têm vindo a ser impostas aos agricultores, frequentemente no contexto de "programas de ajuda alimentar". Na Etiópia, por exemplo, na seqüência de uma grande seca, foram entregues conjuntos de sementes GMO a agricultores empobrecidos, com vista à reabilitação da produção agrícola. As sementes GMO foram plantadas, permitindo uma boa colheita. Mas depois os agricultores vieram a saber que as sementes não podiam voltar a ser plantadas, sem o pagamento de royalties à Monsanto, ao Arch Daniel Midland e a outros. A seguir, os agricultores descobriram que as sementes só dariam uma boa colheita se usassem os produtos adequados, incluindo o fertilizante, o insecticida e o herbicida, produzidos e distribuídos pelas companhias agro-industriais de biotecnologia. Economias rurais inteiras ficaram presas nas garras dos conglomerados agro-industriais.

 

A QUEBRA DO CICLO AGRÍCOLA

Com o alastramento da adopção de sementes GMO, ocorreu uma importante mudança na estrutura e na história da agricultura tradicional desde a sua origem há 10 000 anos.

A reprodução de sementes a nível da aldeia em viveiros locais foi interrompida pelo uso de sementes geneticamente modificadas. O ciclo agrícola, que possibilita aos agricultores armazenar as suas sementes orgânicas e a plantá-las para conseguir as suas colheitas seguintes, foi interrompido. Este padrão destrutivo ? que resulta invariavelmente na fome ? é repetido país atrás de país levando à morte mundial da economia rural.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/fome-global

*Michel Chossudovsky, canadense, é Professor de Economia na Universidade de Otava e Diretor do Centro para Investigação sobre a Globalização. É colaborador da Enciclopédia Britânica. Os seus escritos estão traduzidos em mais de 20 línguas.

 

Esse link acima, não seu em nada, mas o texto faz muito sentido e o teor é o mesmo que já se começa a ouvir falar mundialmente.

Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 00:05

12
Set 13
Mas como um país tão pequeno consegue ser tão gastador?
É, certamente, porque temos grandes homens e mulheres que precisam de grandes notas para gastarem à grande, acho eu, sei lá!!!!!!!
E sabem que mais? Se eu tivesse aonde ir buscar, e quem me pagasse tudo que eu quisesse (embora forçado), talvez eu aproveitasse bem melhor a vida!!!!!
Laura B. Martins
45 000?, por dia. É obra, sr. Presidente Cavaco Silva!
Com tanto dinheirinho (nosso, é claro) qualquer dia até deixa de ser cavaco, mete-se num spa e vira um rapazola todo catita. O dinheiro faz milagres!
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Laura B. Martins
 
Só faltava este "moralista de trazer por casa"!!!!!!!!!! E quem o ouve falar não o leva preso!  
Ó meus amigos, O ‘Mário Branco cantava, faz uns anitos já, assim – “Qual é a tua ó meu?...”  
E já agora… qual é a ‘vossa’?...
Então fiquem-se lá com adele (a do senhor Silva…!
 
45 mil euros por dia para a Presidência da República.

As contas do Palácio de Belém

O DN descobriu que a Presidência da República custa 16 milhões de euros por ano(163 vezes mais do que custava Ramalho Eanes),ou seja, 1,5 euros a cada português.

Dinheiro que, para além de pagar o salário de Cavaco, sustenta ainda os seus 12 assessores e 24 consultores,

bem como o restante pessoal que garante o funcionamento da Presidência da República.

A juntar a estas despesas, há ainda cerca de um milhão de euros de dinheiro dos contribuintes que todos os anos serve para pagar pensões e benefícios aos antigos presidentes.

Os 16 milhões de euros que são gastos anualmente pela Presidência da República colocam Cavaco Silva entre os chefes de Estado que mais gastam em toda a Europa, gastando o dobro do Rei Juan Carlos de Espanha (oito milhões de euros) sendo apenas ultrapassado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy (112 milhões de euros) e pela Rainha de Inglaterra, Isabel II, que custa 46,6 milhões de euros anuais.

publicado por LauraBM às 23:39

11
Jun 13

(coisas de políticos bem mandados - vistas em Portugal - será que algum dia veremos um ministro a esfregar casas? 

 Se o chefe mandar, quem sabe?)

 

publicado por LauraBM às 23:23

10
Jun 13

Corta, corta para servir os seus Senhores até não haver mais nada!

publicado por LauraBM às 21:28

09
Jun 13
Vale a pena ouvir o que diz este comentador porque ele não tem papas na língua. E há tanta coisa que a gente não sabe...

 

http://sicnoticias.sapo.pt/economia/2013/03/25/sistema-esta-montado-para-dar-lucro-ao-setor-financeiro-diz-jose-gomes-ferreira

 
José Gomes Ferreira esteve na edição de hoje do Primeiro Jornal e explicou que ''o último'' beneficiário dos preços praticados pelas empresas de distribuição de energia e considerados elevados pela Troika, é o setor financeiro e enquanto o governo não disser que quem "manda" no país não são os banqueiros e as empresas que estão na bolsa - nada muda. 

 

 

publicado por LauraBM às 22:31

08
Jun 13

Porque será que o governo não desmente estas afirmações publicamente? É um caso para ser repensado, não? 

publicado por LauraBM às 00:19

06
Jun 13

O pagamento do estado social é feito pelos trabalhadores e chega se não for roubado!

(Raquel Varela no programa «Inferno»)

 
publicado por LauraBM às 22:56

05
Jun 13

POR FAVOR, LER E DIVULGAR.

A INSUSTENTABILIDADE DA SEGURANÇA SOCIAL
A Segurança Social nasceu da Fusão (Nacionalização) de praticamente todas as Caixas de Previdência existentes, feita pelos Governos Comunistas e Socialistas, depois do 25 de Abril de 1974.
As Contribuições que entravam nessas Caixas eram das Empresas Privadas (23,75%) e dos seus Empregados (11%).
O Estado nunca lá pôs 1 centavo.
Nacionalizando aquilo que aos Privados pertencia, o Estado apropriou-se do que não era seu.
Com o muito, mas muito dinheiro que lá existia, o Estado passou a ser "mãos largas"!
Começou por atribuir Pensões a todos os Não Contributivos(Domésticas, Agrícolas e Pescadores).
Ao longo do tempo foi distribuindo Subsídios para tudo e para todos.
Como se tal não bastasse, o 1º Governo de Guterres (1995/99) criou ainda outro subsídio (Rendimento Mínimo Garantido) em 1997, hoje chamado RSI.
E tudo isto, apenas e só, à custa dos Fundos existentes nas ex-Caixas de Previdência dos Privados.
Os Governos não criaram Rubricas específicas nos Orçamentos de Estado, para contemplar estas necessidades.
Optaram isso sim, pelo "assalto" àqueles Fundos.
Cabe aqui recordar que os Governos do Prof. Salazar, também a esses Fundos várias vezes recorreram.
Só que de outra forma: pedia emprestado e sempre pagou. É a diferença entre o ditador e os democratas?
Em 1996/97 o 1º Governo Guterres nomeou uma Comissão, com vários especialistas, entre os quais os Profs. Correia de Campos e Boaventura de Sousa Santos, que em 1998, publicam o "Livro Branco da Segurança Social".
Uma das conclusões, que para este efeito importa salientar, diz respeito ao Montante que o Estado já devia à Segurança Social, ex-Caixas de Previdência, dos Privados, pelos "saques" que foi fazendo desde 1975.
Pois, esse montante apurado até 31 de Dezembro de 1996 era já de 7.300 Milhões de Contos, na moeda de hoje, cerca de 36.500 Milhões ?.
De 1996 até hoje, os Governos continuaram a "sacar" e a dar benesses, a quem nunca para lá tinha contribuído, e tudo à custa dos Privados.
Faltará criar agora outra Comissão para elaborar o "Livro NEGRO da Segurança Social", para, de entre outras rubricas, se apurar também o montante actualizado, depois dos "saques" que continuaram de 1997 até hoje.
Mais, desde 2005 o próprio Estado admite Funcionários que descontam 11% para a Segurança Social e não para a CGA e ADSE.
Então e o Estado desconta, como qualquer Empresa Privada 23,75% para a SS?
Claro que não!...
Outra questão se pode colocar ainda.
Se desde 2005, os Funcionários que o Estado admite, descontam para a Segurança Social, como e até quando irá sobreviver a CGA e a ADSE?
Há poucos meses, um conhecido Economista, estimou que tal valor, incluindo juros nunca pagos pelo Estado, rondaria os 70.000 Milhões?!
Ou seja, pouco menos, do que o Empréstimo da Troika!...
Ainda há dias falando com um Advogado amigo, em Lisboa, ele me dizia que isto vai parar ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.
Há já um grupo de Juristas a movimentar-se nesse sentido.
A síntese que fiz, é para que os mais Jovens, que estão já a ser os mais penalizados com o desemprego, fiquem a saber o que se fez e faz também dos seus descontos e o quanto irão ser também prejudicados, quando chegar a altura de se reformarem!...
Falta falar da CGA dos funcionários públicos, assaltada por políticos sem escrúpulos que dela mamam reformas chorudas sem terem descontado e sem que o estado tenha reposto os fundos do saque dos últimos 20 anos.
Quem pretender fazer um estudo mais técnico e completo, poderá recorrer ao Google e ao INE.

SEM COMENTÁRIOS...mas com muita revolta....

Sabem que, na bancarrota do final do Século XIX que se seguiu ao ultimato Inglês de 1890, foram tomadas algumas medidas de redução das despesas que ainda não vi, nesta conjuntura, e que passo a citar:
A Casa Real reduziu as suas despesas em 20%; não vi a Presidência da República fazer algo de semelhante.
Os Deputados ficaram sem vencimentos e tinham apenas direito a utilizar gratuitamente os transportes públicos do Estado (na época comboios e navios); também não vi ainda nada de semelhante na actual conjuntura nem nas anteriores do Século XX.

SEM COMENTÁRIOS.
Aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.
Governo Português:
3 Governos (continente e ilhas), 333 deputados (continente e ilhas), 308 câmaras, 4259 freguesias, 1770 vereadores, 30.000 carros, 40.000(?) fundações e associações, 500 assessores em Belém, 1284 serviços e institutos públicos

Para a Assembleia da República Portuguesa ter um número de deputados "per capita" equivalentes à Alemanha, teria de reduzir o seu número em mais de 50%
O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM CAPACIDADE PARA CRIAR RIQUEZA SUFICIENTE, PARA ALIMENTAR ESTA CORJA DE GATUNOS!
É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE PORTUGAL É O PAÍS DA EUROPA EM QUE SIMULTÂNEAMENTE SE VERIFICAM OS SALÁRIOS MAIS ALTOS A NÍVEL DE GESTORES/ADMINISTRADORES E O SALÁRIO MÍNIMO MAIS BAIXO PARA OS HABITUAIS ESCRAVIZADOS. ISTO É ABOMINÁVEL!
ACORDA, POVO! ESTAS, SIM, É QUE SÃO AS GORDURAS QUE TÊM DE SER ELIMINADAS.

 
Faz o que te compete: divulga porque é o que nos resta fazer!
Talvez o estado do país nos ensine a votar!
publicado por LauraBM às 22:20

publicado por LauraBM às 00:22

04
Jun 13
A n/sociedade está condenada. É preciso abrir os olhos e arrepiar caminho 

publicado por LauraBM às 23:59

publicado por LauraBM às 23:56

Mais um link, basta clicar em cima: 

publicado por LauraBM às 23:50

Em Rajasthan, na Índia, uma escola extraordinária ensina mulheres e homens do meio rural - muitos deles analfabetos - a tornarem-se engenheiros solares, artesãos, dentistas e médicos nas suas próprias aldeias. Chama-se Universidade dos Pés-Descalços, e o seu fundador, Bunker Roy, explica como funciona.

 
publicado por LauraBM às 23:46

publicado por LauraBM às 23:42

publicado por LauraBM às 23:32

"O Congresso Nacional é um local que:
se gradear vira zoológico,
se murar vira presídio,
se colocar uma lona em cima vira circo,
se colocar lanternas vermelhas vira prostíbulo
e se der descarga não sobra ninguém."

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Frase do Dia, do Mês, do Ano e do Século

“Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenados aos iluminados que bolçam certas leis.”


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"Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo.
Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista.
E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".

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General Olímpio Mourão Filho
(in A Verdade de um Revolucionário de 1978)



ESSA FRASE DEVE CONTINUAR CIRCULANDO....

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:


“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada”.


Qualquer semelhança com o Brasil e o Portugal de hoje, não é mera coincidência...


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...”

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Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

O problema de Portugal é que quem elege os governantes
não é o pessoal que lê o jornal, mas quem limpa o traseiro com ele!


Para que serve a política?

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