Olhando pra Lisboa, ali tão perto ............... lá no alto, de cabelos ao vento................................ o Cristo-Rei foi pregar para o deserto ..................... e deixou os camelos em... «Belém»!

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FRASES INTEMPORAIS APLICADAS À POLÍTICA

1 - O cigarro adverte:

"o governo faz mal à saúde!"

2 - Não roube,

“o governo detesta concorrência.”

3 - Errar é humano.

“Culpar outra pessoa é política.”
4 - Autarcas portugueses
"São os mais católicos do mundo. Não assinam nada sem levar um terço.

5 - Se bem que…

"o salário mínimo deveria chamar-se gorjeta máxima".

6 - Feliz foi Ali-Babá que:
"não viveu em Portugal e só conheceu 40 ladrões!!!..."

7 - Não deixe de assistir

"ao horário político na TV:

Talvez seja a única oportunidade de ver políticos portugueses em "cadeia nacional".

8 – O maior castigo

"para quem não se interessa por política é que será governado pelos que se interessam."

9 - Os políticos
"são como as fraldas... Devem ser trocados com frequência, e sempre pelo mesmo motivo...

10 - Os líderes

"das últimas três décadas ou sucedem a si próprios ou então criam clones dos seus tiques."

11 - Os partidos
"
tomaram conta do Estado e puseram o Estado ao seu serviço."

12 - A frase do dia é de Alberto João Jardim:
- O que penso sobre o aborto?!...

- Considero-o um péssimo Primeiro-ministro e está a governar muito mal o País.

13 - Notícia de última hora!!!

- “Fiscais da ASAE, (brigada de inspecção da higiene alimentar), acabam de encerrar a Assembleia da República.“
Motivo: Comiam todos no mesmo tacho!

14 – Bom para Portugal!!!!!

"Sou totalmente a favor do casamento gay entre os políticos.

Tudo que possa contribuir para que eles não se reproduzam é bom para o país..."

15 - Candidatos:

"Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas;
hoje em dia, pedem votos".

16 - País desenvolvido:

"não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos usam transporte público".

17 - Austeridade é quando

"o Estado nos tira dinheiro para pagar as suas contas até deixarmos de ter dinheiro para pagar as nossas".

18 - O governo esclare:

"Os cortes aos reformados só se aplicam a quem tiver 2 pensões. Quem tiver 2 hotéis ou 2 residenciais está safo".

19 - A força do Fisco:

"O estado arranca-me tudo à força e depois diz que sou contribuinte".

20 - País desenvolvido

não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos, usam transporte público.

21 - Austeridade é quando

o Estado nos tira dinheiro para pagar as suas contas até nós deixarmos de ter dinheiro para pagar as nossas.

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14
Mar 14

Ora bem:

Se virmos esta notícia pelo lado do Brasil, diremos que lá se governa exactamente ao contrário disto. Muitas bolsas de tudo e mais alguma coisa para  ganhar votos da população mais carenciada e despolitizada.

 

Se virmos isto pelo lado de Portugal, diremos... diremos o quê?

Em Portugal o governo não precisa de votos do povo iletrado, despolitizado e mansarrão porque nem sequer lhes dá importância; portanto, ainda retirou as poucas bolsas que havia. Quer isto dizer: que tudo que era ajudas, seja de que espécie for, já era. Para crianças, jovens, idosos, etc., foi-se tudo.

Estranhamente, em Portugal isso ajudou a criar mais vagabundos e aumentou a pobreza. (veja-se o aumento assustador dos sem-abrigo, dos idosos votados ao abandono e outros retirados dos lares, e das crianças que chegam à escola mal alimentadas ou mesmo em jejum).

 

Também em Portugal o governo que retira subsídios q quem deles necessita mas subsidia escolas particulares, aumenta impostos e baixa salários e pensões, é o mesmo que também em 3 anos destruiu milhares de postos de trabalho e também retira subsídios de desemprego.

 

Enfim, cada povo tem o governo que merece e ajudou a eleger quando não dispõe de força para o destituir.

publicado por LauraBM às 22:46

20
Fev 14

Vai ser mais ou menos assim:
.
- “Bom dia. E o que e que eu tenho a ver com isso?”
- “É que eu queria fiscalizá-lo.”
Fi....
- “Tomou café?”
- “Ah, muito obrigado pelo convite mas eu não estou autorizado a tomar café com estranhos.”
- “Não, não é isso, pretendo saber se o senhor cumpriu as suas obrigações fiscais ao tomar café. Se exigiu factura.”
- “Então não lhe respondo.”
- “Não me responde?”
- “Não!”
- “Mas porquê?”
- “Porque não sou obrigado. Se me faz a pergunta a título particular não sou obrigado pela própria natureza das coisas. Se a faz como inspector, no âmbito de uma acção de fiscalização, então invoco o direito ao silêncio, uma vez que não sou obrigado a incriminar-me.”
- “Mas eu exijo que o senhor me informe se bebeu café e que me mostre a factura.”
- “Pode exigir à vontade, que eu recuso confessar que não cumpri as minhas obrigações fiscais para o senhor me autuar. Se quiser investigar, investigue à vontade, que é essa a sua função, mas não conte com a minha ajuda”.
- “Então o senhor não sai daqui até me exibir a factura!”
- “Está enganado. Exibir não exibo porque não quero. Revistar-me à procura dela não vai fazer porque não tem mandado para isso e eu não deixo. Deter-me não pode porque eu não sou suspeito de crime nenhum. Por isso…”
- “Então vou perguntar ao empregado se o senhor tomou café e se pediu factura.”
- “Faça favor, mas quando voltar já cá não estou. Passe bem e já agora aproveite para ir tomar no…”
- “O quê? O que é que o senhor disse?”
- “Para o senhor ir tomar no… balcão um cafezinho, porque consta que são muito bons. Eu é que não confirmo nem desminto se já tomei”
publicado por LauraBM às 23:03

Meus amigos, esta é bem divertida mas esconde a dura realidade portuguesa.
As Finanças portuguesas vão sortear o que expropriaram aos incautos e ao povo em geral.
Basta pedir facturas de tudo e esperar que a sorte lhe bata à porta.
Quem sabe se lhe sái o que lhe expropriaram? Às vezes há coisas.

Peço desculpa, mas as notícias vêm a conta-gotas:

Afinal são mesmo carros novos e de gama alta, não são as expropriações.  (porquê?????) Porque o governo prefere gastar em carros novos.

Pois... o governo é despesista e comprador compulsivo. É uma doença, não é?

E dá um gozo comprar uma quantidade de automóveis duma vez...

Eu também a teria se o dinheiro a gastar não fosse meu, fosse dos contribuintes que afinal somos todos nós - POVO!

 

Mas voltando à FACTURA DA SORTE, FISCO-MILHÕES, TOTO-FISCO,( inventem mais nomes que até é giro), tivemos um secretário de Estado, Finanças ou sei lá o quê, em plena TV a anunciar esta beleza de prémios com que vamos ser agraciados.

Quem for sortudo, já se vê.

Nem sei como é que os outros países nãos e lembraram duma destas. São burros, coitados. Não são criativos como este nosso governo.

 

Enfim, acho que ainda ficou alguma coisa por dizer (fica sempre para dar tempo à marosca). Fala-se em juntarem as facturas do contribuinte e depois atribuem um nº por cada x delas. Se calhar queriam que todas tivessem um nº, não? Não queriam mais nada. Isso era um maná! 

Bem, até Abril teremos o que mais adiante se verá porque eles são pródigos em ideias (tristes).

 

Entretanto, é preparar para ter à porta um automóvel fantástico (pronto para ser roubado) mas na mesa continuam sem ter dinheiro para dar comida à família.

Então, não se pode ter tudo...

 

Será que eles também oferecem a gasolina?

 

E vamos todos pedir facturas, sim?

publicado por LauraBM às 13:25

10
Fev 14

O governo e a maioria PSD/CDS insistem em viver num buraco negro.

O desfasamento entre o discurso político e a realidade dos cidadãos, dos territórios e do país assume por vezes dimensões preocupantes.

 Uma retrospectiva dos últimos dois anos e meio permite concluir que há um conjunto de protagonistas políticos a viver numa espécie de buraco negro, razão pela qual o que dizem e o que fazem não cola com a realidade.

 

O governo e a maioria PSD/CDS insistem em viver num buraco negro, em que o presente não existe, o passado é desculpa para todos os fracassos do dia-a-dia e as melhorias reais são projectadas para um futuro mais ou menos distante.

Uma filosofia que faz lembrar o quadro em que o cavaleiro ergue um pau com cenouras na ponta para que o burro continue a andar.

E recordar que Pedro Passos Coelho afirmava em Julho de 2011: "Não usaremos nunca a situação que herdámos como desculpa."

No fundo, a fuga ao presente serve para se eximirem das responsabilidades e das consequências das suas opções políticas.

 

O problema é que no buraco negro cabe o quotidiano de 81 mil licenciados sem emprego há mais de um ano, o desespero dos 443 943 portugueses no desemprego sem qualquer tipo de apoio social ou os mais de 240 mil portugueses que já abandonaram o país desde 2011.

 

O problema é que nesse buraco negro também cabe a incompetência de quem, em cada quatro euros de austeridade sacados aos portugueses, apenas utilizou um na consolidação orçamental, desperdiçando os restantes três.

 

O problema é que, depois de tantos sacrifícios e cortes, de um aumento de 30% do IRS, a dívida pública tenha disparado para os 129,4% do PIB (o Memorando inicial previa 105%) e o défice pode ter ficado em 5,2%, depois das receitas extraordinárias (o Memorando inicial previa 3%).

 

O problema é que a lógica do buraco negro é a da suspensão do tempo, da ocupação do espaço e da disposição desse território a seu bel-prazer. E mais uma vez a realidade é bem diferente do discurso político. Portugal não é uma quinta e nenhuma maioria pode dispor da vida dos portugueses de forma arbitrária.

http://www.ionline.pt/iopiniao/buraco-negro

Por António Galamba
publicado em 6 Fev 2014 - 05:00

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Não é um buraco negro, não, é um buraco bem dourado onde vivem, longe da realidade triste do povo português.

Tal como a caverna dourada que os espera quando terminarem de desgraçar esta país - um belo emprego em qualquer lugar demasiado bem pago para os que cumpriram o trabalho encomendado pelos corruptos mundiais.

Já todos sabemos que isto tudo corresponde a uma cabala mundial!

Esse é um dos motivos porque os povos não deveriam permitir isto, mas continuam mansos e sem capitães.

O motivo porque um governo consegue sobreviver à revolta do povo é exactamente esse: o governo é unido e tudo parte do mesmo lado enquanto que o povo está disperso e leva muito tempo a organizar-se, quando consegue fazê-lo.

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Laura Martins

publicado por LauraBM às 19:04

07
Fev 14

Também assassinam países europeus que julgam não ser do 3º mundo mas são, apesar de pertencerem à Europa dos ricos.

Há 3 anos que eu já conhecia este processo escabroso. E também sabia da cumplicidade dos políticos e governantes nisto tudo. É daí que circulam de empregos em empregos cada vez melhores. É daí que vem a luta para chegar ao poder e se estabilizarem lá no cimo.
Burros são os povos que não vêm isso e deixam acontecer.

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Laura Martins

http://www.ionline.pt/

Esta é uma entrevista publicada no Jornal I, a 3 Março 2012, foi-nos sugerida e pensamos também ser relevante darem uma vista de olhos.
* * *
Chamou-se a si próprio assassino económico no livro “Confessions of an Economic Hit Man”, que se tornou bestseller do “New York Times”

Em tempos consultor na empresa Chas. T. Main, John Perkins andou dez anos a fazer o que não devia, convencendo países do terceiro mundo a embarcar em projectos megalómanos, financiados com empréstimos gigantescos de bancos do primeiro mundo.

Um dia, estava nas Caraíbas, percebeu que estava farto de negócios sujos e mudou de vida. Regressou a Boston e, para compensar os estragos que tinha feito, decidiu usar os seus conhecimentos para revelar ao mundo o jogo que se joga nos bastidores financeiros.

- Como se passa de assassino económico a activista?

Em primeiro lugar é preciso passar-se por uma forte mudança de consciência e entender o papel que se andou a desempenhar. Levei algum tempo a compreender tudo isto. Fui um assassino económico durante dez anos e durante esse período achava que estava a agir bem. Foi o que me ensinaram e o que ainda ensinam nas faculdades de Gestão: planear grandes empréstimos para os países em desenvolvimento para estimular as suas economias.

Mas o que vi foi que os projectos que estávamos a desenvolver, centrais hidroeléctricas, parques industriais, e outras coisas idênticas, estavam apenas a ajudar um grupo muito restrito de pessoas ricas nesses países, bem como as nossas próprias empresas, que estavam a ser pagas para os coordenar.

Não estávamos a ajudar a maioria das pessoas desses países porque não tinham dinheiro para ter acesso à energia eléctrica, nem podiam trabalhar em parques industriais, porque estes não contratavam muitas pessoas. Ao mesmo tempo, essas pessoas estavam a tornar--se escravos, porque o seu país estava cada mais afundado em dívidas. E a economia, em vez de investir na educação, na saúde ou noutras áreas sociais, tinha de pagar a dívida. E a dívida nunca chega a ser paga na totalidade.

No fim, o assassino económico regressa ao país e diz-lhes “Uma vez que não conseguem pagar o que nos devem, os vossos recursos, petróleo, ou o que quer que tenham, vão ser vendidos a um preço muito baixo às nossas empresas, sem quaisquer restrições sociais ou ambientais”.

Ou então, “Vamos construir uma base militar na vossa terra”. E à medida que me fui apercebendo disto a minha consciência começou a mudar. Assim que tomei a decisão de que tinha de largar este emprego tudo foi mais fácil. E para diminuir o meu sentimento de culpa senti que precisava de me tornar um activista para transformar este mundo num local melhor, mais justo e sustentável através do conhecimento que adquiri.

Nessa altura a minha mulher e eu tivemos um bebé. A minha filha nasceu em 1982 e costumava pensar como seria o mundo quando ela fosse adulta, caso continuássemos neste caminho. Hoje já tenho um neto de quatro anos, que é uma grande inspiração para mim e me permite compreender a necessidade de viver num sítio pacífico e sustentável.

- Houve algum momento em particular em que tenha dito para si mesmo “não posso fazer mais isto”?

Sim, houve. Fui de férias num pequeno veleiro e estive nas Ilhas Virgens e nas Caraíbas. Numa dessas noites atraquei o barco e subi às ruínas de uma antiga plantação de cana-de-açúcar.

O sítio era lindo, estava completamente sozinho, rodeado de buganvílias, a olhar para um maravilhoso pôr do Sol sobre as Caraíbas e sentia-me muito feliz. Mas de repente cheguei à conclusão que esta antiga plantação tinha sido construída sobre os ossos de milhares de escravos. E depois pensei como todo o hemisfério onde vivo foi erguido sobre os ossos de milhões de escravos. E tive também de admitir para mim mesmo que também eu era um esclavagista, porque o mundo que estava a construir, como assassino económico, consistia, basicamente, em escravizar pessoas em todo o mundo. E foi nesse preciso momento que me decidi a nunca mais voltar a fazê-lo. Regressei à sede da empresa onde trabalhava em Boston e demiti-me.

- E qual foi a reacção deles?

De início ninguém acreditou em mim. Mas quando se aperceberam de que estava determinado tentaram demover-me. Fizeram-me propostas muito interessantes. Mas fui-me embora à mesma e deixei por completo de me envolver naquele tipo de negócios.

- Diz que os assassinos económicos são profissionais altamente bem pagos que enganam os países subdesenvolvidos, recorrendo a armas como subornos, relatórios falsificados, extorsões, sexo e assassinatos. Pode explicar às pessoas que não leram o seu livro como tudo isto funciona?

Basicamente, aquilo que fazíamos era escolher um país, por exemplo a Indonésia, que na década de 70 achávamos que tinha muito petróleo do bom. Não tínhamos a certeza, mas pensávamos que sim. E também sabíamos que estávamos a perder a guerra no Vietname e acreditávamos no efeito dominó, ou seja, se o Vietname caísse nas mãos dos comunistas, a Indonésia e outros países iriam a seguir.

Também sabíamos que a Indonésia tinha a maior população muçulmana do mundo e que estava prestes a aliar-se à União Soviética, e por isso queríamos trazer o país para o nosso lado.

Fui à Indonésia no meu primeiro serviço e convenci o governo do país a pedir um enorme empréstimo ao Banco Mundial e a outros bancos, para construir o seu sistema eléctrico, centrais de energia e de transmissão e distribuição. Projectos gigantescos de produção de energia que de forma alguma ajudaram as pessoas pobres, porque estas não tinham dinheiro para pagar a electricidade, mas favoreceram muito os donos das empresas e os bancos e trouxeram a Indonésia para o nosso lado.

Ao mesmo tempo, deixaram o país profundamente endividado, com uma dívida que, para ser refinanciada pelo Fundo Monetário Internacional, obrigou o governo a deixar as nossas empresas comprarem as empresas de serviços básicos de utilidade pública, as empresas de electricidade e de água, construir bases militares no seu território, entre outras coisas. Também acordámos algumas condicionantes, que garantiam que a Indonésia se mantinha do nosso lado, em vez de se virar para a União Soviética ou para outro país que hoje em dia seria provavelmente a China.

- Trabalhou de muito perto com o Banco Mundial?

Muito, muito perto. Muito do dinheiro que tínhamos vinha do Banco Mundial ou de uma coligação de bancos que era, geralmente, liderada pelo Banco Mundial.

- Sugere no seu livro que os líderes do Equador e do Panamá foram assassinados pelos Estados Unidos. No entanto, existem vários historiadores que defendem que isso não é verdade. O que acha que aconteceu com Jaime Roldós e Omar Torrijos?

Não existem provas sólidas quer do que aconteceu no Equador, com Roldós, quer do que se passou no Panamá, com Torrijos.

Porém, existem muitas provas circunstanciais. Por exemplo, Roldós foi o primeiro a morrer, num desastre de avião em Maio de 1981, e a área do acidente foi vedada, ninguém podia ir ao local onde o avião se despenhou, excepto militares norte-americanos ou membros do governo local por eles designados. Nem a polícia podia lá entrar.

Algumas testemunhas-chave do desastre morreram em acidentes estranhos antes de serem chamadas a depor. Um dos motores do avião foi enviado para a Suíça e os exames mostram que parou de funcionar quando estava ainda no ar e não ao chocar contra a montanha. Isto é, existem provas circunstanciais tremendas em torno desta morte, e além disso todos estavam à espera que Jaime Roldós fosse derrubado ou assassinado porque não estava a jogar o nosso jogo. Logo depois de o seu avião se ter despenhado, Omar Torrijos juntou a família toda e disse: “O meu amigo Jaime foi assassinado e eu vou ser o próximo, mas não se preocupem, alcancei os objectivos que queria alcançar, negociei com sucesso os tratados do canal com Jimmy Carter e esse canal pertence agora ao povo do Panamá, tal como deve ser. Por isso, depois de eu ser assassinado, devem sentir-se bem por tudo aquilo que conquistei.”

A verdade é que os EUA, a CIA e pessoas como o Henry Kissinger admitiram que o nosso país tinha derrubado Salvador Allende, no Chile; Jacobo Arbenz, na Guatemala; Mohammed Mossadegh, no Irão; participámos no afastamento de Patrice Lumumba, no Congo; de Ngô Dinh Diem, no Vietname. Existem inúmeros documentos sobre a história dos EUA que provam que fizemos estas coisas e continuamos a fazê-las.

Sabe-se que estivemos profundamente envolvidos, em 2009, no derrube no presidente Manuel Zelaya, nas Honduras, e na tentativa de afastar Rafael Correa, no Equador, também há não muito tempo. Os EUA admitiram muitas destas coisas e pensar que eles não estiveram envolvidos nos homicídios de Roldós e Torrijos... Estes dois homens foram assassinados quase da mesma forma, num espaço de três meses. Ambos tinham posições contrárias aos EUA e às suas empresas e estavam a assumir posições fortes para defender os seus povos – é pouco razoável pensar o contrário.

- Algumas pessoas acusam-no de ser um teórico da conspiração. O que tem a dizer sobre isso?

Bem, não sou, de modo nenhum, um teórico da conspiração. Não acredito que exista uma pessoa ou um grupo de pessoas sentadas no topo a tomar todas as decisões. Mas torno muito claro no meu último livro, “Hoodwinked” (2009), e também em “Confessions of an Economic Hit Man” (2004) – editado em Portugal pela Pergaminho em 2007 com o título “Confissões de Um Mercenário Económico: a Face Oculta do Imperialismo Americano” –, que as multinacionais são movidas por um único objectivo que é maximizar os lucros, independentemente das consequências sociais e ambientais.

Estes últimos são novos objectivos que não eram ensinados quando estudei Gestão, no final dos anos 60. Ensinaram-me que havia apenas este objectivo entre muitos outros, por exemplo tratar bem os funcionários, dar-lhes uma boa assistência na saúde e na reforma, ter boas relações com os clientes e os fornecedores, e também ser um bom cidadão, pagar impostos e fazer mais que isso, ajudar a construir escolas e bibliotecas.

Tudo se agravou nos anos 70, quando Milton Friedman, da escola de economia de Chicago, veio dizer que a única responsabilidade no mundo dos negócios era maximizar os lucros, independentemente dos custos sociais e ambientais.

E Ronald Reagan, Margaret Thatcher e muitos outros líderes mundiais convenceram-se disso desde então. Todas estas empresas são orientadas segundo este objectivo e quando alguma coisa o ameaça, seja um acordo de comércio multilateral seja outra coisa qualquer, juntam--se para garantir que o mesmo é protegido. Isto não é uma conspiração, uma conspiração é ilegal, isto que fazem não é. No entanto, é extremamente prejudicial para a economia mundial.

- Também escreveu que o objectivo último dos EUA é construir um império global. Como vê a recente estratégia norte-americana contra a China e o Irão?

Actualmente, podemos dizer que o novo império não é tanto americano como formado por multinacionais. Penso que a ditadura das grandes empresas e dos seus líderes forma hoje a versão moderna desse império. Repito, isto não é uma conspiração, mas todos eles são movidos por esse objectivo de que falámos anteriormente.

- Mas vários especialistas defendem que estamos num cenário de terceira guerra mundial, com a China, a Rússia e o Irão de um lado e os EUA, a União Europeia (UE) e Israel do outro. E que toda a conversa de Washington em torno do programa nuclear iraniano não passa de uma grande mentira.

Não acredito que todo este conflito seja motivado por armas nucleares. Na verdade, vários estudos recentes, alguns deles das mais respeitadas agências de informações norte-americanas, mostram que não existem armas nucleares no Irão. E acredito que tudo isto não se deve apenas aos recursos iranianos mas também à ameaça de Teerão de vender petróleo no mercado internacional numa moeda que não o dólar, uma ameaça também feita por Muammar Kadhafi, na Líbia, e Saddam Hussein, no Iraque.

Os norte-americanos não gostam que ameacem o dólar e não gostam que ameacem o seu sistema bancário, algo que todos esses líderes fizeram – o líder do Irão, o líder do Iraque, o líder da Líbia. Derrubaram dois deles e o terceiro ainda lá está. Penso que é disto que se trata. Não tenho dúvidas de que a Rússia está a gostar de ver a agitação entre a UE e o Irão, porque Moscovo tem muito petróleo e, se os fornecedores iranianos deixarem de vender, o preço do petróleo vai subir, o que será uma grande ajuda para a Rússia. É difícil acreditar que qualquer destes países queira mesmo entrar numa terceira guerra mundial. No fundo, o que querem é estar constantemente a confundir as pessoas, parecendo que querem entrar em conflito e ajudar a alimentar as máquinas de guerra, porque isso ajuda uma série de grandes empresas.

- Como durante a Guerra Fria?

Sim, como durante a Guerra Fria, porque isso é bom para os negócios. No fundo, estes países estão todos a servir os interesses das grandes empresas. Há algumas centenas de anos, a geopolítica era maioritariamente liderada por organizações religiosas; depois os governos assumiram esse poder. Agora chegámos à fase em que a geopolítica é conduzida em primeiro lugar pelas grandes multinacionais. E elas controlam mesmo os governos de todos os países importantes, incluindo a Rússia, a China e os EUA.

A economia da China nunca poderia ter crescido da forma que cresceu se não tivesse estabelecido fortes parcerias com grandes multinacionais. E todos estes países são muito dependentes destas empresas, dos presidentes destas empresas, que gostam de baralhar as pessoas, porque constroem muitos mísseis e todo o tipo de armas de guerra. É uma economia gigante. A economia norte-americana está mais baseada nas forças armadas que noutra coisa qualquer. Representa a maior fatia do nosso orçamento oficial e uma parte maior ainda do nosso orçamento não oficial. Por isso tanto a guerra como a ameaça de guerra são muito boas para as grandes multinacionais. Mas não acredito que haja alguém que nos queira ver de facto entrar em guerra, dada a natureza das armas. Penso que todas as pessoas sabem que seria extremamente destrutivo.

- Como avalia o trabalho de Barack Obama enquanto presidente dos EUA?

Penso que se esforçou muito por agir bem, mas está numa posição extremamente vulnerável. Assim que alguém entra na Casa Branca, sejam quais forem as suas ideias políticas, os seus motivos ou a sua consciência, sabe que é muito vulnerável e que o presidente dos EUA, ou de outro país importante, pode ser facilmente afastado.

Nalgumas partes do mundo, como a Líbia ou o Irão, talvez só com balas o seu poder possa ser derrubado, mas em países como os EUA um líder pode ser afastado por um rumor ou uma acusação.

O presidente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, ver a sua carreira destruída por uma empregada de quarto de um hotel, que o acusou de violação, foi um aviso muito forte a Obama e a outros líderes mundiais. Não estou a defender Strauss-Kahn – não faço a mínima ideia de qual é a verdade por trás do que aconteceu, mas o que sei é que bastou uma acusação de uma empregada de quarto para destruir a sua carreira, não só como director do FMI mas também como potencial presidente francês. Bill Clinton também foi afastado por um escândalo sexual, mas no tempo de John Kennedy estas coisas não derrubavam presidentes. Só as balas. Porém, descobrimos com Bill Clinton que um escândalo sexual – e não é preciso ser uma coisa muito excitante, porque aparentemente ele nem sequer teve sexo com a Monica Lewinsky, fizeram uma coisa qualquer com um charuto que já não me lembro – foi o suficiente para o descredibilizar. Por isso Obama está numa posição muito vulnerável e tem de jogar o jogo e fazer o melhor que pode dentro dessas limitações. Caso contrário, será destruído.

- No fim do ano passado escreveu um artigo onde afirmava que a Grécia estava a ser atacada por assassinos económicos. Acha que Portugal está na mesma situação?

Sim, absolutamente, tal como aconteceu com a Islândia, a Irlanda, a Itália ou a Grécia. Estas técnicas já se revelaram eficazes no terceiro mundo, em países da América Latina, de África e zonas da Ásia, e agora estão a ser usadas com êxito contra países como Portugal.

E também estão a ser usadas fortemente nos EUA contra os cidadãos e é por isso que temos o movimento Occupy. Mas a boa notícia é que as pessoas em todo o mundo estão a começar a compreender como tudo isto funciona. Estamos a ficar mais conscientes.

As pessoas na Grécia reagiram, na Rússia manifestam-se contra Putin, os latino-americanos mudaram o seu subcontinente na última década ao escolher presidentes que lutam contra a ditadura das grandes empresas. Dez países, todos eles liderados por ditadores brutais durante grande parte da minha vida, têm agora líderes democraticamente eleitos com uma forte atitude contra a exploração. Por isso encorajo as pessoas de Portugal a lutar pela sua paz, a participar no seu futuro e a compreender que estão a ser enganadas. O vosso país está a ser saqueado por barões ladrões, tal como os EUA e grande parte do mundo foi roubado. E nós, as pessoas de todo o mundo, temos de nos revoltar contra os seus interesses. E esta revolução não exige violência armada, como as revoluções anteriores, porque não estamos a lutar contra os governos mas contra as empresas. E precisamos de entender que são muito dependentes de nós, são vulneráveis, e apenas existem e prosperam porque nós lhes compramos os seus produtos e serviços.

Assim, quando nos manifestamos contra elas, quando as boicotamos, quando nos recusamos a comprar os seus produtos e enviamos emails a exigir-lhes que mudem e se tornem mais responsáveis em termos sociais e ambientais, isso tem um enorme impacto. E podemos mudar o mundo com estas atitudes e de uma forma relativamente pacífica.

- Mas as próprias empresas deviam ver que a ditadura das multinacionais é um beco sem saída.

Bem, penso que está absolutamente certa. Há alguns meses estive a falar numa conferência para 4 mil CEO da indústria das telecomunicações em Istambul e vou regressar lá, dentro de um mês, para uma outra conferência de CEO e CFO de grandes empresas comerciais, e digo-lhes a mesma coisa. Falo muitas vezes com directores-executivos de empresas e sou muitas vezes chamado a dar palestras em universidades de Gestão ou para empresários e também lhes digo o mesmo. Aquilo que fizemos com esta economia mundial foi um fracasso. Não há dúvida. Um exemplo disso: 5% da população mundial vive nos EUA e, no entanto, consumimos cerca de 30% dos recursos mundiais, enquanto metade do mundo morre à fome ou está perto disso.

Isto é um fracasso. Não é um modelo que possa ser replicado em Portugal, ou na China ou em qualquer lado. Seriam precisos mais cinco planetas sem pessoas para o podermos copiar. Estes países podem até querer reproduzi-lo, mas não conseguiriam. Por isso é um modelo falhado e você tem razão, porque vai acabar por se desmoronar. Por isso o desafio é como mudamos isto e como apelar às grandes empresas para fazerem estas mudanças. Obrigando-as e convencendo-as a ser mais sustentáveis em termos sociais e ambientais. Porque estas empresas somos basicamente nós, a maioria de nós trabalha para elas e todos compramos os seus produtos e serviços. Temos um enorme poder sobre elas. Por definição, uma espécie que não é sustentável extingue-se. Vivemos num sistema falhado e temos de criar um novo. O problema é que a maior parte dos executivos só pensa a curto prazo, não estão preocupados com o tipo de planeta que os seus filhos e os seus netos vão herdar.

- Podemos afirmar que esta crise mundial foi provocada por assassinos económicos e rotular os líderes da troika como serial killers?

Penso que é justo dizer que os assassinos económicos são os homens de mão, nós, os soldados, e os presidentes das grandes multinacionais e de organizações como o Banco Mundial, o FMI ou Wall Street, os generais.

- Ainda há dias o “Financial Times” divulgou que os gestores financeiros de Wall Street andavam a tomar testosterona para se tornarem ainda mais competitivos. Isto faz parte do beco sem saída de que está a falar?

A sério?! Ainda não tinha ouvido isso, mas não me surpreende nada. No entanto, aquilo que precisamos hoje em dia é de um lado feminino, temos de caminhar na direcção oposta e livrar-nos dessa testosterona. Precisamos de mais líderes mulheres, mulheres reais – não homens vestidos com roupas de mulher, por assim dizer – para trazerem com elas os valores de receptividade e do apoio e encorajarem os homens a cultivar isso neles próprios. Nós, homens, temos de estar muito mais ligados ao nosso lado feminino.

- Se fôssemos apresentar esta crise económica à polícia, quem seriam os criminosos a acusar?

Pense em qualquer grande multinacional e à frente dessa multinacional estará alguém responsável pela ditadura empresarial, seja a Goldman Sachs, em Wall Street, seja a Shell, a Monsanto ou a Nike. Todos os líderes dessas empresas estão profundamente envolvidos em tudo isto e, da mesma forma, estão os líderes do FMI, do Banco Mundial e de outras grandes instituições bancárias. Detesto estar a dar nomes, estas pessoas estão sempre a mudar de emprego, por isso prefiro apontar os cargos. Eles estão sempre em rotação, por exemplo, o nosso antigo presidente, George W. Bush, veio da indústria petrolífera. A sua secretária de Estado, Condoleezza Rice, também veio da indústria petrolífera. Já Obama tem a sua política financeira concebida por Wall Street, maioritariamente pela Goldman Sachs. Mudaram-se da empresa para a actual administração norte-americana. A sua política de agricultura é feita por pessoas da Monsanto e de outras grandes empresas do sector. E a parte triste é que assim que o seu tempo expirar em Washington voltam para essas empresas.

Vivemos num sistema incrivelmente corrupto. Aquilo a que chamamos política das portas giratórias é só uma outra designação de corrupção extrema.

publicado por LauraBM às 23:31

06
Fev 14

 

Tudo isto é dum tal ridículo que passa a surrealista e depois a pouca vergonha.

 

Só me pergunto como é possível que tanta gente não veja isto.

 

É difícil acreditar que neste governo não exista uma única pessoa de bem ou com algum pingo de vergonha na cara.

publicado por LauraBM às 22:51

26
Jan 14

A revelação de Manuela Ferreira Leite, em programa televisivo na 5ª feira à noite, foi seguida por um silêncio quase sepulcral. Nenhum dos jornais que se auto-proclamam como "referência" mencionou o assunto. A excepção honrosa foi o jornal i .

 

Pela boca da ex-ministra das Finanças e antiga dirigente do PSD ficou-se a saber que: 

  1. o governo P.Coelho-P.Portas fez uma reserva oculta de 533 milhões no Orçamento de Estado de 2014; 
  2. que tal reserva daria para cobrir folgadamente as consequências do chumbo no Tribunal Constitucional ? "ainda sobrariam 200 milhões", disse ela;
  3.  que portanto a sanha persecutória do governo contra os reformados, com cortes drásticos nas pensões, não tem qualquer razão de ser; 
  4.  que desconhece a que se destina o enorme "fundo de maneio" de 533 milhões à disposição da actual ministra das Finanças ? "no meu tempo este fundo era apenas de 150 milhões", disse Ferreira Leite.

Verifica-se assim que a infâmia do governo Coelho-Portas é ainda maior do que se pensava.

Há recursos orçamentais vultosos que são sonegados, reservados a finalidades desconhecidas do público.

E, apesar disso, o governo pratica uma nova e brutal punção sobre os magros rendimentos dos pensionistas.

http://resistir.info

http://www.ionline.pt/artigos/portugal/ferreira-leite-pede-explicacoes-sobre-533-milhoes-oe-davam-cobrir-chumbo-tc

publicado por LauraBM às 01:21

14
Fev 13

E assim vai o panorama político português!

 

http://www.noticiasaominuto.com/politica/45672/governo-respeita-o-tomar-no-cu-de-antigo-secret%C3%A1rio-de-estado

 

O ministro Miguel Relvas disse esta quinta-feira que respeita "as opiniões de quaisquer ex-membros do Governo", reagindo à crítica que o antigo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas (na foto à esquerda), divulgou esta quinta-feira em relação às medidas de controlo de facturas por parte do Fisco. Escreveu o antigo governante no seu blogue que se for abordado "por algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira" terá de responder-lhe para "ir tomar no cu".

 

14,23 - 14/02/2013 - por notícias ao Minuto 

 

No seu blogue, o antigo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, escreveu hoje que "se por acaso, algum senhor da Autoridade Tributária e Aduaneira tentar 'fiscalizar-me' à saída de uma loja, um café, um restaurante ou um bordel (quando forem legalizados) com o simpático objectivo de ver se eu pedi factura das despesas realizadas, lhe responderei que, com pena minha pela evidente má criação, terei de lhe pedir para ir tomar no cu".

 

No final da reunião do Conselho de Ministros de hoje, o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, foi questionado sobre esta questão, respondendo que, apesar de não ter lido as declarações de Francisco José Viegas, o Governo respeita todas as opiniões. "Respeito e respeitamos as opiniões de quaisquer ex-membros do Governo", afirmou.

publicado por LauraBM às 23:07

18
Out 12
publicado por LauraBM às 15:50

22
Jan 12

 

Sem palavras, não é verdade?

 

Acabei de deixar na página na página do Facebook do Presidente Cavaco Silva o seguinte recado:

Senhor Presidente: tendo em conta as suas dificuldades, gostaria de o ajudar aconselhando o digno casal a frequentar a Assembleia da República para as refeições todas. Olhe que seria uma poupança!!!!!! Não interessa se prevêm p/2012 «Despesas correntes de 743.665
euros» e de «Receitas Correntes com a venda de senhas de Refeição o valor de 216.100 euros». Alguém pagará ou, quem sabe, talvez mesmo todos nós para que os senhores poupem uns trocos.

Mas aproveite, senhor Presidente!

Quem é amiga, quem é?

 

Página no Facebook:

https://www.facebook.com/CavacoSilva#!/CavacoSilva?sk=wall

publicado por LauraBM às 00:00

03
Jan 12

É esta a triste realidade dos reformados e da pobreza em Portugal!

publicado por LauraBM às 01:01

04
Dez 11

Publicado às 19.00 no Jornal de Notícias de 3/12/2011

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=2165376

 

O empresário Joe Berardo diz que o presidente da República não tem conseguido manter o compromisso de "defender os portugueses", nem explicar o seu envolvimento em algumas situações polémicas, pelo que deve "pedir a resignação" do cargo.

foto Orlando Almeida/GLOBAL IMAGENS

 

Joe Berardo

 

"O presidente da Republica é um pouco responsável por muita coisa que aconteceu até agora", disse o comendador à agência Lusa, acrescentando: "Acho que o presidente da República devia pedir a resignação".

"O nosso Presidente da República, não sei por quanto tempo, vai ficar muito zangado, mas não estou preocupado com o Presidente, estou preocupado é com o que está a acontecer a Portugal, que não há maneira de dar a volta por cima", acrescentou Joe Berardo.

O empresário justifica o pedido de resignação, dizendo que Cavaco Silva está "relacionado com o BPN, ganhou dinheiro, e isso nunca foi bem explicado aos portugueses", e tinha encontros com Oliveira e Costa (antigo responsável do BPN), um "amigo de longa data e homem do fisco do tempo" dos seus governos.

"Vi o presidente da República dizer publicamente que o Dias Loureiro (antigo ministro e responsável do BPN) era uma pessoa honesta, em quem tinha confiança, mas já saiu", referiu ainda o comendador.

Segundo Joe Berardo, enquanto governante, Cavaco Silva, defendeu também medidas que prejudicaram o sector das pescas de Portugal e "agora diz que o Governo devia lançar-se pelo mar".

 

NOTA:

Ao mar, ao mar, sr. Joe Berardo! O que o governo devia era lançar-se ao mar e não pelo mar; já que  os portugueses não têm coragem para tal.

Somos um povo amistoso e afeiçoado aos seus (mesmo que sejam dos governos que nos têm tramado e de que maneira!!!!!).

Fazer o quê se somos mansos????????

Os seus telhados de vidro não me incomodam. Pelo menos tem a coragem de falar aberta e claramente o que pensa do actual estado do país e dos culpados de falinhas mansas.

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Laura Martins

publicado por LauraBM às 22:08

24
Nov 11

 Vejam este desfalque 9 .710.539.940,09 ? (Nove mil setecentos e dez milhões de euros+uns trocos)

 

*A burla cometida no BPN não tem precedentes na história de Portugal !!!*

 

O montante do desvio atribuído a *Oliveira e Costa, Luís Caprichoso, Francisco Sanches e Vaz Mascarenhas* é algo de tão elevado, que só a sua
comparação com coisas palpáveis nos pode dar uma ideia da sua grandeza.

 

Com *9.710.539.940,09** * *(NOVE MIL SETECENTOS E DEZ MILHÕES DE EUROS.....)
* poderíamos:
Comprar *48* *aviões Airbus A380* (o maior avião comercial do mundo).
Comprar *16 **plantéis de futebol* iguais ao do Real Madrid.
Construir *7 **TGV* de Lisboa a Gaia.
Construir *5 **pontes* para travessia do Tejo.
Construir *3* *aeroportos** *como o de Alcochete.

Para transportar os 9,7 MIL MILHÕES DE EUROS seriam necessárias *4.850* *carrinhas de transporte de valores*!

 

*Assim, talvez já se perceba melhor o que está em causa.*

*Distribuído pelos 10 milhões de portugueses, *
*caberia a cada um cerca de 971 ?  !!!*

*Então e os Dias Loureiro e os Arlindos de Carvalho onde andam?!*
*E que tamanho deveria ter a prisão para albergar esta gente?!*

*Pequenina, mesmo muito piquenina, tipo gaiola de galinaceos*

publicado por LauraBM às 22:52

12
Ago 11
É extenso mas elucidativo pelas comparações de antes e depois do FMI e da sua entrada nos países.
Como foi possível que todos os países aderissem a esta calamidade e tantas cabeças pensantes fossem alienadas por um pequeno grupo?
Que iludidos foram e que ilusões acalentaram para assim se deixarem enredar neste negócio sujo da Banca Internacional?
É urgente que todas as nações compreendam a necessidade de, rápidamente, se subtraírem a este estado de coisas ou todos soçobrarão enquanto enriquecem uns quantos manipuladores e «iluminados» banqueiros.
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Laura B. Martins
 
A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afeta uma ampla extensão de um território e um grande número de pessoas.
A fome nos tempos atuais tem relação direta com a "estabilização macroeconômica" e os programas de "ajustamento estrutural" impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento, portanto, tem relação direta com as várias formas de capitalismo que são fomentados nesses países.
 
A fome no mundo
  1. Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;
  2. 1 bilhão de analfabetos;
  3. 1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capta anual bem menor que 275 dólares;
  4. 1,5 bilhão de pessoas sem água potável;
  5. 1 bilhão de pessoas passando fome;
  6. 150 milhões de crianças subnutridas com menos de 5 anos (uma para cada três no mundo);
  7. 12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida;
  8. No Brasil, os 10% mais ricos detêm quase toda a renda nacional.
Com a existência de grandes setores da população mundial já muito abaixo do limiar da pobreza, esta subida a curto-prazo dos preços dos produtos alimentares é devastadora. Há milhões de pessoas em todo o mundo que se encontram impossibilitadas de adquirir alimentos para a sua sobrevivência. Estes aumentos brutais estão a contribuir verdadeiramente para a "eliminação dos pobres" através da "morte pela fome". Nas palavras de Henry Kissinger: "Quem controla o petróleo, controla as nações; quem controla os alimentos, controla as pessoas". A "estabilização macroeconômica" e os programas de ajustamento estrutural impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para a renegociação da sua dívida externa) conduziram ao empobrecimento de centenas de milhões de pessoas. As cruéis realidades econômicas e sociais subjacentes à intervenção do FMI são a subida dos preços dos alimentos, as fomes a nível local, os despedi mentos maciços de trabalhadores urbanos e domésticos e a destruição de programas sociais. O poder de compra interna caiu, foram fechadas escolas e clínicas de cuidados de saúde contra a fome, há centenas de milhões de crianças a quem tem sido negada o direito à educação básica. Esta é de longe a crise econômica mais grave da história moderna. (Michel Chossudovsky, The Globalization of Poverty, First Edition, 1997)
 
Fome global
Michel Chossudovsky*
15/05/2008
INTRODUÇÃO
 
A fome é a conseqüência do processo de reestruturação do "mercado livre" da economia global que tem as suas raízes na crise de endividamento do início dos anos 80. Não é um fenômeno recente como é sugerido em vários artigos dos meios de comunicação ocidentais. Estes se concentram apenas na oferta e procura em curto prazo dos produtos agrícolas, e ignoram as causas estruturais muito mais amplas da fome global.
 
A pobreza e a subnutrição crônica são condições preexistentes. As recentes subidas dos preços alimentares contribuíram para exacerbar e agravar a crise alimentar. A subida dos preços tem flagelado uma população empobrecida, que quase não tem meios para sobreviver.
Têm ocorrido motins por causa do pão quase simultaneamente em todas as principais regiões do mundo:
"Os preços dos alimentos no Haiti subiram em média 40 por cento em menos de um ano, em que o custo de produtos como o arroz duplicou… No Bangladesh, [nos finais de Abril de 2008], cerca de 20 mil trabalhadores têxteis saíram para a rua a protestar contra a terrível subida dos preços dos alimentos e a exigir salários mais altos. O preço do arroz neste país duplicou em relação ao ano passado, ameaçando com a fome os trabalhadores, que ganham um salário mensal de apenas 25 dólares… No Egipto, os protestos dos trabalhadores contra os preços dos alimentos abalaram o centro têxtil de Mahalla al-Kobra, a norte do Cairo, durante dois dias na semana passada, em que duas pessoas foram mortas a tiro pelas forças de segurança. Foram presas centenas de pessoas e o governo enviou polícias à paisana para as fábricas para obrigar os trabalhadores a retomar o trabalho. Os preços dos alimentos no Egipto subiram 40 por cento desde o ano passado… No princípio deste mês, na Costa do Marfim, centenas de pessoas manifestaram-se em frente da casa do presidente Laurent Gbagbo, cantando "temos fome" e "a vida está cara demais, vocês estão a matar-nos.
Manifestações, greves e confrontos semelhantes ocorreram na Bolívia, no Peru, no México, na Indonésia, nas Filipinas, no Paquistão, no Uzbequistão, na Tailândia, no Iémen, na Etiópia, e em quase toda a Africa subsaariana". (Bill Van Auken, Amid mounting food crisis, governments fear revolution of the hungry, Global Research, April 2008)
"A ELIMINAÇÃO DOS POBRES"
 
Com a existência de grandes setores da população mundial já muito abaixo do limiar da pobreza, esta subida a curto-prazo dos preços dos produtos alimentares é devastadora. Há milhões de pessoas em todo o mundo que se encontram impossibilitadas de adquirir alimentos para a sua sobrevivência.
Estes aumentos brutais estão a contribuir verdadeiramente para a "eliminação dos pobres" através da "morte pela fome". Nas palavras de Henry Kissinger: "Quem controla o petróleo, controla as nações; quem controla os alimentos, controla as pessoas".
Quanto a isto, Kissinger já tinha dado a entender no contexto do Memorando 200 do Estudo de Segurança Nacional de 1974; "Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests" (Consequências do Crescimento Mundial da População para a Segurança dos EUA e seus Interesses Ultramarinos), que a ocorrência repetida de fomes podia constituir de facto um instrumento de controlo da população.
Segundo a FAO, o preço dos cereais aumentou 88 % desde Março de 2008. O preço do trigo aumentou 181 % num período de três anos. O preço do arroz aumentou 50% nos últimos três meses (ver Ian Angus, Food Crisis: " The greatest demonstration of the historical failure of the capitalist model", Global Research, April 2008):
"A qualidade mais popular do arroz da Tailândia vendia-se a 198 dólares por tonelada há cinco anos e a 323 dólares por tonelada o ano passado. Em Abril de 2008, o preço chegou aos 1 000 dólares. Os aumentos ainda são maiores nos mercados locais – no Haiti, o preço de mercado dum saco de arroz de 50 quilos duplicou numa só semana em finais de Março de 2008. Estes aumentos são catastróficos para os 2,6 mil milhões de pessoas em todo o mundo que vivem com menos de 2 dólares por dia e gastam 60 a 80% dos seus rendimentos na alimentação. Há centenas de milhões que não têm posses para comer". (Ibid).
DUAS DIMENSÕES INTERRELACIONADAS
 
Há duas dimensões interrelacionadas para a atual crise alimentar global, que estão a lançar milhões de pessoas em todo o mundo na fome e na privação crônica, uma situação em que grupos inteiros de populações deixaram de ter meios para adquirir alimentos.
Em primeiro lugar, é o processo histórico a longo prazo de reforma política macroeconômica e de reestruturação econômica global que tem contribuído para baixar os padrões de vida mundiais, tanto nos países em desenvolvimento como nos países desenvolvidos.
Em segundo lugar, estas condições históricas preexistentes de pobreza de massas têm sido exacerbadas e agravadas pela recente subida nos preços dos cereais que, nalguns casos, chegaram à duplicação do preço de retalho dos produtos alimentares. Estas brutais subidas de preços resultam sobretudo do comércio especulativo nos produtos alimentares.
A EXPLOSÃO ESPECULATIVA DOS PREÇOS DOS CEREAIS
 
Os meios de comunicação têm enganado levianamente a opinião pública quanto às causas destas subidas brutais de preços, concentrando-se quase exclusivamente nas questões dos custos de produção, do clima e de outros factores que resultam numa oferta reduzida e que podem contribuir para aumentar o preço dos produtos alimentares. Se bem que esses factores possam contribuir para tal, têm uma relevância limitada para explicar os aumentos brutais e dramáticos nos preços destes produtos.
Os preços em espiral dos alimentos são sobretudo conseqüência da manipulação do mercado. São atribuíveis sobretudo ao comércio especulativo no mercado. Os preços dos cereais são inflacionados artificialmente por operações especulativas em grande escala nas bolsas mercantis de Nova Iorque e Chicago. Vale a pena assinalar que, em 2007, assistimos à fusão do Chicago Board of Trade (CBOT) com o Chicago Mercantile Exchange (CME), de que resultou a maior entidade mundial de comércio de produtos de consumo, incluindo uma ampla gama de instrumentos especulativos (opções, opções a prazo, fundos indexados, etc.)
O comércio especulativo sobre o trigo, o arroz ou o milho, pode fazer-se na ausência de transações reais de bens. As instituições que especulam no mercado dos cereais não têm que estar obrigatoriamente envolvidas na venda ou na entrega dos cereais.
As transações podem utilizar fundos indexados das mercadorias, ou seja, apostas sobre os movimentos gerais de subida ou descida dos preços das mercadorias. Uma "opção de venda" é uma aposta de que o preço vai descer, uma "opção de compra" é uma aposta de que o preço vai subir. Através duma manipulação concertada, os comerciantes institucionais e as instituições financeiras fazem o preço subir e depois fazem as suas apostas num movimento de subida do preço duma determinada mercadoria.
A especulação gera a volatilidade do mercado. Por seu turno, a instabilidade que daí resulta encoraja uma maior atividade especulativa.
Geram-se lucros quando os preços sobem. Em contrapartida, se o especulador está a descoberto no mercado, ganha dinheiro quando os preços entram em queda.
Esta recente explosão especulativa nos preços dos alimentos tem vindo a provocar um processo mundial de formação de fome a uma escala sem precedentes.
A FALTA DE MEDIDAS REGULADORAS DESENCADEIA A FOME
 
Estas operações especulativas não provocam a fome deliberadamente.
O que provoca a fome é a ausência de procedimentos reguladores em relação ao comércio especulativo (opções, opções a prazo, fundos indexados). No atual contexto, o congelamento do comércio especulativo sobre produtos alimentares, decidido politicamente, contribuiria imediatamente para a baixa dos preços dos alimentos.,
Nada impede que estas transações sejam neutralizadas e impedidas através de um conjunto de medidas reguladoras cuidadosamente concebidas.
Mas, é visível que não é isso o que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional estão a propor.
O papel do FMI e do Banco Mundial
 
O Banco Mundial e o FMI apareceram com um plano de emergência, para incentivo à agricultura em resposta à "crise alimentar". No entanto, não querem saber das causas desta crise.
O presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick, descreve esta iniciativa como um "novo contrato", um plano de ação "para o desenvolvimento a longo prazo da produção agrícola", que consiste, entre outras coisas, na duplicação dos empréstimos para a agricultura aos agricultores africanos.
"Temos que colocar o nosso dinheiro onde está hoje a nossa boca para que possamos levar comida às bocas famintas". (Robert Zoellick, diretor do Banco Mundial, citado pela BBC, 2.Maio.2008)
A "medicina econômica" do FMI/Banco Mundial não é uma "solução" mas é sobretudo a "causa" da fome nos países em desenvolvimento. Mais empréstimos do FMI-Banco Mundial para "incentivos à agricultura" só servirão para aumentar os níveis de endividamento e exacerbar a pobreza em vez de a diminuir.
Os "empréstimos baseados nesta política" do Banco Mundial são concedidos na condição de que os países obedeçam à agenda política neoliberal que, desde o início dos anos 80, tem vindo a conduzir ao colapso da agricultura alimentar a nível local.
A "estabilização macroeconômica" e os programas de ajustamento estrutural impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para a renegociação da sua dívida externa) conduziram ao empobrecimento de centenas de milhões de pessoas.
As cruéis realidades econômicas e sociais subjacentes à intervenção do FMI são a subida dos preços dos alimentos, as fomes a nível local, os despedimentos maciços de trabalhadores urbanos e domésticos e a destruição de programas sociais. O poder de compra interno caiu, foram fechadas escolas e clínicas de cuidados de saúde contra a fome, há centenas de milhões de crianças a quem tem sido negado o direito à educação básica.
TRATAMENTO DE CHOQUE DO FMI
 
Historicamente, os preços em espiral dos alimentos a nível retalhista foram sempre provocados pelas desvalorizações da moeda, que resultaram invariavelmente numa situação hiper inflacionária. No Peru em Agosto de 1990, por exemplo, por ordem do FMI, os preços dos combustíveis aumentaram 30 vezes de um dia para o outro. O preço do pão aumentou 12 vezes de um dia para o outro:
"Em todo o Terceiro Mundo, a situação é de desespero social e de desânimo social numa população empobrecida pelos jogos das leis do mercado. Em 1989, os motins anti-SAP [Programa de Ajustamento Estrutural] e os levantamentos populares são reprimidos brutalmente: em Caracas, o presidente Carlos Andres Perez, depois de ter denunciado retoricamente o FMI por praticar 'um totalitarismo econômico que mata não apenas com balas mas pela fome', declara o estado de emergência e envia unidades regulares de infantaria e de fuzileiros para as áreas pobres ( barrios de ranchos) nas colinas circundantes da capital. Os motins em Caracas anti-FMI foram ateados por um aumento de 200 por cento no preço do pão. Foram alvejados indiscriminadamente homens, mulheres e crianças: 'Noticiou-se que a morgue de Caracas tinha mais de 200 corpos de pessoas mortas nos três primeiros dias… e esta avisou que estava a ficar sem caixões'. Não oficialmente foram mortas mais de mil pessoas. Tunis, Janeiro de 1984, os motins pelo pão foram instigados sobretudo pela juventude desempregada protestando contra o aumento dos produtos alimentares; Nigéria, 1989: os motins estudantis anti-SAP levaram ao encerramento de seis universidades do país pelo Conselho Governamental das Forças Armadas; Marrocos, 1990: uma greve geral e um levantamento popular contra as reformas do governo, patrocinadas pelo FMI". (Michel Chossudovsky, op cit.)
A DESREGULAMENTAÇÃO DOS MERCADOS DE CEREAIS
 
A partir dos anos 80, os mercados de cereais foram isentos de regulamentação sob a supervisão do Banco Mundial, e os excedentes de cereais dos Estados Unidos e da União Europeia (EUA/UE) são utilizados sistematicamente para destruir os agricultores e desestabilizar a agricultura alimentar nacional. Os empréstimos do Banco Mundial exigem o levantamento das barreiras comerciais sobre os produtos agrícolas importados, levando ao abaixamento de preços dos excedentes de cereais dos EUA/UE nos mercados locais. Estas e outras medidas atiraram os produtores agrícolas locais para a falência.
O "mercado livre" dos cereais – imposto pelo FMI e pelo Banco Mundial – destrói a economia dos agricultores e põe em risco a "segurança alimentar". O Malawi e o Zimbabué já foram países prósperos com excedentes de cereais. O Ruanda era praticamente auto-suficiente quanto a alimentos até 1990, quando o FMI ordenou a introdução dos excedentes de cereais dos EUA e da UE a preços baixos no mercado interno, provocando a falência dos pequenos agricultores. Em 1991- 92, a fome atingiu o Quénia, a economia do pão com maior êxito da Africa oriental. O governo de Nairobi fora colocado na lista negra por não obedecer às prescrições do FMI. A ausência de regulamentação do mercado dos cereais tinha sido exigida como uma das condições para a reforma da dívida externa de Nairobi com o Clube de Paris de credores autorizados. (Michel Chossudovsky, The Globalization of Poverty and the New World Order, Second Edition, Montreal 2003)
Por toda a Africa, assim como no sudeste asiático e na América Latina, o padrão do "ajustamento sectorial" na agricultura sob a custódia das instituições do Bretton Woods tem sido inequivocamente no sentido da destruição da segurança alimentar. Tem-se reforçado a dependência vis-à-vis o mercado mundial, o que conduz a uma explosão nas importações comerciais de cereais assim como à subida no influxo da "ajuda alimentar".
Os produtores agrícolas foram encorajados a abandonar as culturas alimentares e a virarem-se para culturas de exportação de "alto valor", quase sempre em detrimento da auto-suficiência alimentar. Os produtos de alto valor assim como as culturas para ganhar dinheiro com a exportação foram apoiados por empréstimos do Banco Mundial.
As fomes na era da globalização são o resultado desta política. A fome não é conseqüência da falta de alimentos, muito pelo contrário: os excedentes globais de alimentos são utilizados para desestabilizar a produção agrícola nos países em desenvolvimento.
Fortemente regulamentada e controlada pelas indústrias agrícolas internacionais, esta sobre-produção acaba por conduzir à estagnação tanto da produção como do consumo dos produtos alimentares essenciais e ao empobrecimento dos agricultores em todo o mundo. Além disso, na era da globalização, o programa de ajustamento estrutural do FMI-Banco Mundial tem uma relação direta com a formação do processo da fome porque corrói sistematicamente todas as áreas da atividade econômica, quer urbana quer rural, que não sirvam diretamente os interesses do sistema do mercado global.
Os rendimentos dos agricultores, tanto nos países ricos como nos países pobres, são espremidos por um punhado de empresas globais agro-industriais que controlam simultaneamente os mercados de cereais, os abastecimentos agrícolas, as sementes e os alimentos processados. É uma firma gigantesca, a Cargill Inc., com mais de 140 filiais e subsidiárias em todo o mundo, que controla grande parte do comércio internacional de cereais. A partir dos anos 50, a Cargill tornou-se o principal fornecedor da "ajuda alimentar" americana financiada pela Lei Pública 480 (1954).
A agricultura mundial tem, pela primeira vez na história, a capacidade de satisfazer as necessidades alimentares de todo o planeta; no entanto, a própria natureza do sistema de mercado global impede que isso aconteça. A capacidade de produzir alimentos é enorme, mas os níveis do consumo de alimentos mantêm-se extraordinariamente baixos porque uma enorme porção da população mundial vive em condições de pobreza e de privação extremas. Além disso, o processo de "modernização" da agricultura levou à espoliação dos agricultores, aumentou a falta de terras disponíveis e a degradação ambiental. Por outras palavras, as próprias forças que encorajam a expansão da produção global de alimentos estão também a provocar contraditoriamente uma contração nos padrões de vida e o declínio na procura de alimentos.
SEMENTES GENETICAMENTE MODIFICADAS
 
Coincidindo com a instituição da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 1995, ocorreu outra importante mudança histórica na estrutura da agricultura global.
Ao abrigo dos artigos do acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC), os gigantes alimentares têm uma liberdade sem restrições para entrar nos mercados de sementes dos países em desenvolvimento. A aquisição de "direitos de propriedade intelectual" exclusivos sobre variedades de plantas pelos interesses agro-industriais internacionais, também favorece a destruição da biodiversidade.
Agindo em benefício de um punhado de conglomerados da biotecnologia, as sementes geneticamente modificadas (GMO) têm vindo a ser impostas aos agricultores, frequentemente no contexto de "programas de ajuda alimentar". Na Etiópia, por exemplo, na seqüência de uma grande seca, foram entregues conjuntos de sementes GMO a agricultores empobrecidos, com vista à reabilitação da produção agrícola. As sementes GMO foram plantadas, permitindo uma boa colheita. Mas depois os agricultores vieram a saber que as sementes não podiam voltar a ser plantadas, sem o pagamento de royalties à Monsanto, ao Arch Daniel Midland e a outros. A seguir, os agricultores descobriram que as sementes só dariam uma boa colheita se usassem os produtos adequados, incluindo o fertilizante, o insecticida e o herbicida, produzidos e distribuídos pelas companhias agro-industriais de biotecnologia. Economias rurais inteiras ficaram presas nas garras dos conglomerados agro-industriais.
A QUEBRA DO CICLO AGRÍCOLA
 
Com o alastramento da adopção de sementes GMO, ocorreu uma importante mudança na estrutura e na história da agricultura tradicional desde a sua origem há 10 000 anos.
A reprodução de sementes a nível da aldeia em viveiros locais foi interrompida pelo uso de sementes geneticamente modificadas. O ciclo agrícola, que possibilita aos agricultores armazenar as suas sementes orgânicas e a plantá-las para conseguir as suas colheitas seguintes, foi interrompido. Este padrão destrutivo – que resulta invariavelmente na fome – é repetido país atrás de país levando à morte mundial da economia rural.
*Michel Chossudovsky, canadense, é Professor de Economia na Universidade de Otava e Diretor do Centro para Investigação sobre a Globalização.
É colaborador da Enciclopédia Britânica. Os seus escritos estão traduzidos em mais de 20 línguas.
publicado por LauraBM às 22:23

02
Mai 11

Fernando Dacosta

Quando cumpria o seu segundo mandato, Ramalho Eanes viu ser-lhe apresentada pelo Governo uma lei especialmente congeminada contra si.

 

O texto impedia que o vencimento do Chefe do Estado fosse acumulado com quaisquer pensões de reforma ou de sobrevivência» públicas que viesse a receber.

Sem hesitar, o visado promulgou-o, impedindo-se de auferir a aposentação de militar para a qual descontara durante toda a carreira.

 

O desconforto de tamanha injustiça levou-o, mais tarde, a entregar o caso aos tribunais que, há pouco, se pronunciaram a seu favor.

Como consequência, foram-lhe disponibilizadas as importâncias não pagas durante catorze anos, com retroactivos, num total de um milhão e trezentos mil euros.

 

Sem de novo hesitar, o beneficiado decidiu, porém, prescindir do benefício, que o não era pois tratava-se do cumprimento de direitos escamoteados - e não aceitou o dinheiro.

 

Num país dobrado à pedincha, ao suborno, à corrupção, ao embuste, à traficância, à ganância, Ramalho Eanes ergueu-se e, altivo, desferiu uma esplendorosa bofetada de luva branca no videirismo, no arranjismo que o imergem, nos imergem por todos os lados.

 

As pessoas de bem logo o olharam empolgadas: o seu gesto era-lhes uma luz de conforto, de ânimo em altura de extrema pungência cívica, de dolorosíssimo abandono social.

Antes dele só Natália Correia havia tido comportamento afim, quando se negou a subscrever um pedido de pensão por mérito intelectual que a secretaria da Cultura (sob a responsabilidade de Pedro Santana Lopes) acordara, ante a difícil situação económica da escritora, atribuir-lhe. «Não, não peço. Se o Estado português entender que a mereço», justificar-se-ia, «agradeço-a e aceito-a. Mas pedi-la, não. Nunca!»

 

O silêncio caído sobre o gesto de Eanes (deveria, pelo seu simbolismo, ter aberto telejornais e primeiras páginas de periódicos) explica-se pela nossa recalcada má consciência que não suporta, de tão hipócrita, o espelho de semelhantes comportamentos.

“A política tem de ser feita respeitando uma moral, a moral da responsabilidade e, se possível, a moral da convicção”, dirá. Torna-se indispensável “preservar alguns dos valores de outrora, das utopias de outrora”.

Quem o conhece não se surpreende com a sua decisão, pois as questões da honra, da integridade, foram-lhe sempre inamovíveis. Por elas, solitário e inteiro, se empenha, se joga, se acrescenta - acrescentando os outros.

“Senti a marginalização e tentei viver”, confidenciará, “fora dela. Reagi como tímido, liderando”.

 

O acto do antigo Presidente («cujo carácter e probidade sobrelevam a calamidade moral que por aí se tornou comum», como escreveu numa das suas notáveis crónicas Baptista-Bastos) ganha repercussões salvíficas da nossa corrompida, pervertida ética.

Com a sua atitude, Eanes (que recusara já o bastão de Marechal) preservou um nível de dignidade decisivo para continuarmos a
respeitar-nos, a acreditar-nos - condição imprescindível

ao futuro dos que persistem em ser decentes.

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82 TempoLivre | OUT 2008 

publicado por LauraBM às 15:41

10
Abr 11

http://gaia.org.pt/sosementes 

Aqui vai o link onde se pode assinar uma petição sobre a livre reprodução e circulação de sementes.

Eu assinei, pois quero mostrar o meu desagrado sobre esta proposta.

Começaram a fazer isto com animais, agora é com as plantas, amanhã será… com humanos, ah pois!

 

Sabem, por acaso, que no próximo dia 18 de Abril será aprovado em Bruxelas uma directiva sobre as sementes para a agricultura?

Que, por exemplo, 75% das sementes que são lançadas à terra em cada ano são sementes guardadas pelos próprios agricultores e que isso será absolutamente proibido a partir de então?

Que vão ficar certificadas meia dúzia de marcas/empresas para fornecer à agricultura, acabando com identidades nacionais nessa área?

Que apenas podem chegar ao mercados, couves, alfaces e outros verdes, por exemplo, espécies provenientes dessa certificação?

Que para poder-se produzir, a exploração terá de ter um mínimo de 10 hectares?

Que tudo isso se faz com base no interesse de algumas empresas produtoras de sementes que afirmam não ter o rendimento do investimento feito em tecnologia e outros meios de produção, esquecendo que os seu investigadores foram formados em universidades públicas e a tecnologia é sempre um esforço do País e sempre colocada à disposição da iniciativa privada?

Que a maioria dessas empresas beneficiaram de apoios económicos e financeiros em larga escala, que de programas oficiais da comunidade, que em empréstimos da banca que hoje pagam os contribuintes à conta de tornar pública uma dívida que é privada?

 

Sabem que iremos ter a ASAE de novo a correr mercados municipais a analisar, a apreender e a inutilizas as couves que sempre comemos no nosso cozido à portuguesa?

Isto não é a Europa porque a própria Europa não passou da nossa ilusão e não é mais do que uma ferramenta mais para os desígnios da luta global pelo poder.

publicado por LauraBM às 00:17

15
Fev 11

Mário Soares e os seus guarda-costas

 

Para quem não sabia... Para quem desconhece certas histórias.....

Contos Proibidos de Rui Mateus - livro que desapareceu do mercado

Pode-se fazer o download do livro neste site abaixo; mas rápido (antes que o tirem)

Aqui: http://ferrao.org/2008/03/rui-mateus-contos-proibidos/#comments

 

Dizem que a Fundação Mário Soares comprou os exemplares quase todos, mas aí está a verdade nua e crua escrita por uma pessoa muito próxima de Mário Soares - seu conselheiro e amigo

http://ferrao.org/documentos/Livro_Contos_Proibidos.pdf

 

ORA TOMEM LÁ ESTA... É PRECISO SABEREM-SE AS VERDADES!...

 

Expresso

"Este é o maior fracasso da democracia portuguesa"

por Clara Ferreira Alves

Eis parte do enigma:

Mário Soares, num dos momentos de lucidez que ainda vai tendo, veio chamar a atenção do Governo, na última semana, para a voz da rua.

A lucidez, uma das suas maiores qualidades durante uma longa carreira politica.

A lucidez que lhe permitiu escapar à PIDE e passar um bom par de anos, num exílio dourado, em hotéis de luxo de Paris.

A lucidez que lhe permitiu conduzir da forma "brilhante" que se viu o processo de descolonização.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que os Estados Unidos financiassem o PS durante os primeiros anos da Democracia.

A lucidez que o fez meter o socialismo na gaveta durante a sua experiência governativa.

A lucidez que lhe permitiu tratar da forma despudorada amigos como Jaime Serra, Salgado Zenha, Manuel Alegre e tantos outros.

A lucidez que lhe permitiu governar sem ler os "dossiers".

A lucidez que lhe permitiu não voltar a ser primeiro-ministro depois de tão fantástico desempenho no cargo.

A lucidez que lhe permitiu pôr-se a jeito para ser agredido na Marinha Grande e, dessa forma, vitimizar-se aos olhos da opinião pública e vencer as eleições presidenciais.

A lucidez que lhe permitiu, após a vitória nessas eleições, fundar um grupo empresarial, a Emaudio, com "testas de ferro" no comando e um conjunto de negócios obscuros que envolveram grandes magnatas internacionais.

A lucidez que lhe permitiu utilizar a Emaudio para financiar a sua segunda

campanha presidencial.

A lucidez que lhe permitiu nomear para Governador de Macau Carlos Melancia, um dos homens da Emaudio.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume ao caso Emaudio e ao caso Aeroporto de Macau e, ao mesmo tempo, dar os primeiros passos para uma Fundação na sua fase pós-presidencial.

A lucidez que lhe permitiu ler o livro de Rui Mateus, "Contos Proibidos", que contava tudo sobre a Emaudio, e ter a sorte de esse mesmo livro, depois de esgotado, jamais voltar a ser publicado.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume as "ligações perigosas" com Angola , ligações essas que quase lhe roubaram o filho no célebre acidente de avião na Jamba (avião esse carregado de diamantes, no dizer do Ministro da Comunicação Social de Angola).

A lucidez que lhe permitiu, durante a sua passagem por Belém, visitar 57 países ("record" absoluto para a Espanha - 24 vezes - e França - 21), num total equivalente a 22 voltas ao mundo (mais de 992 mil quilómetros).

A lucidez que lhe permitiu visitar as Seychelles , esse território de grande importância estratégica para Portugal.

A lucidez que lhe permitiu, no final destas viagens, levar para a Casa-Museu João Soares uma grande parte dos valiosos presentes oferecidos oficialmente ao Presidente da República Portuguesa.

A lucidez que lhe permitiu guardar esses presentes numa caixa-forte blindada daquela Casa, em vez de os guardar no Museu da Presidência da Republica.

A lucidez que lhe permite, ainda hoje, ter 24 horas por dia de vigilância paga pelo Estado nas suas casas de Nafarros, Vau e Campo Grande.

A lucidez que lhe permitiu, abandonada a Presidência da Republica, constituir a Fundação Mário Soares. Uma fundação de Direito privado, que, vivendo à custa de subsídios do Estado, tem apenas como única função visível: ser depósito de documentos valiosos de Mário Soares. Os mesmos que, se são valiosos, deviam estar na Torre do Tombo.

A lucidez que lhe permitiu construir o edifício-sede da Fundação violando o PDM de Lisboa, segundo um relatório do IGAT, que decretou a nulidade da licença de obras.

A lucidez que lhe permitiu conseguir que o processo das velhas construções que ali existiam e que se encontrava no Arquivo Municipal fosse requisitado pelo filho e que acabasse por desaparecer convenientemente num incêndio dos Paços do Concelho.

A lucidez que lhe permitiu receber do Estado, ao longo dos últimos anos, donativos e subsídios superiores a um milhão de contos.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre os vários subsídios, um de quinhentos mil contos, do Governo Guterres, para a criação de um auditório, uma biblioteca e um arquivo num edifico cedido pela Câmara de Lisboa.

A lucidez que lhe permitiu receber, entre 1995 e 2005, uma subvenção anual da Câmara Municipal de Lisboa, na qual o seu filho era Vereador e Presidente.

A lucidez que lhe permitiu que o Estado lhe arrendasse e lhe pagasse um gabinete, a que tinha direito como ex-presidente da República, na... Fundação Mário Soares.

A lucidez que lhe permite que, ainda hoje, a Fundação Mário Soares receba quase 4 mil euros mensais da Câmara Municipal de Leiria.

A lucidez que lhe permitiu fazer obras no Colégio Moderno, propriedade da família, sem licença municipal, numa altura em que o Presidente era... João Soares (seu filho).

A lucidez que lhe permitiu silenciar, através de pressões sobre o director do "Público", José Manuel Fernandes, a investigação jornalística que José António Cerejo começara a publicar sobre o tema.

A lucidez que lhe permitiu candidatar-se a Presidente do Parlamento Europeu e chamar dona de casa, durante a campanha, à vencedora Nicole Fontaine.

A lucidez que lhe permitiu considerar José Sócrates "o pior do guterrismo" e ignorar hoje em dia tal frase como se nada fosse.

A lucidez que lhe permitiu passar por cima de um amigo, Manuel Alegre, para concorrer às eleições presidenciais uma última vez.

A lucidez que lhe permitiu, então, fazer mais um frete ao Partido Socialista.

A lucidez que lhe permitiu ler os artigos "O Polvo" de Joaquim Vieira na "Grande Reportagem", baseados no livro de Rui Mateus, e assistir, logo a seguir, ao despedimento do jornalista e ao fim da revista.

A lucidez que lhe permitiu passar incólume depois de apelar ao voto no filho, em pleno dia de eleições, nas últimas Autárquicas.

No final de uma vida de lucidez, o que resta a Mário Soares? Resta um punhado de momentos em que a lucidez vem e vai. Vem e vai. Vem e vai.

Vai... e não volta mais.

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publicado por LauraBM às 17:54

10
Fev 11

Portugal precisa de jactos executivos para transporte de governantes?

Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou.

Não precisamos de nada disso.
Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África".
Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.

Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique.
Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal.
Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota. Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha.
Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa.
Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin.
Depois de nos mimar, como por magia, desaparecia no seu armário.

Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como "obsceno". Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.

Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência.
O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde.
Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel.

Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão.
Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares.

Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter. Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France.
Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso.
E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo.
Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em aviões de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.
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Mário Crespo. Jornalista

publicado por LauraBM às 14:06

10
Fev 10

Quem escreveu isto é um GÉNIO! Retrata muito bem a classe política.

 

**ANTES DA POSSE** *

*O nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais.
para alcançar os nossos ideais
Mostraremos que é uma grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo da nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
as nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos os nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem.
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.*

**DEPOIS DA POSSE**

Basta ler o mesmo texto acima, DE BAIXO PARA CIMA

publicado por LauraBM às 13:32

05
Fev 10

Só podem estar a brincar comigo.

Vá, digam-me que isso é uma piada porque senão é, ao primeiro/a que me escrever a dizer mal do Brasil e do funcionamento das suas empresas, estatais ou não, eu vou contar em pormenor como é que tudo funciona em Portugal.
E vamos parar de emigrar para Portugal, sim? Chegou a altura dos portugueses voltarem a emigrar para o Brasil.
Lá vou eu de armas e bagagens!!!!!!

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Laura B. Martins

 

Da Folha Online, em Brasília LORENNA RODRIGUES 28/11/2008 - 18h17

 

Novas regras para call center As novas regras para o atendimento ao consumidor pelos call centers das empresas passam a valer a partir dessa segunda-feira (1º de dezembro). A principal delas é o prazo máximo de um minuto para o contato direto com o atendente. Para bancos e cartões de créditos o tempo é de 45 segundos, exceto nas segundas-feiras, dias anteriores ou posteriores a feriados e no 5º dia útil do mês, quando a espera poderá ser de até 1,5 minuto.

 

Além dos serviços financeiros, as novas regras alcançam os call centers de empresas de telefonia, televisão por assinatura, planos de saúde, aviação civil, empresas de ônibus e energia elétrica.

 

Outras mudanças são o cancelamento do serviço imediatamente após o pedido do cliente e a opção de falar com o atendente no primeiro menu eletrônico e em todas as subdivisões. Qualquer informação requerida pelo consumidor terá que ser dada no mesmo momento e todas as reclamações terão que ser resolvidas em até cinco dias. O número de atendimento terá que ser gratuito e divulgado pelas empresas.

 

O atendimento aos consumidores deverá ser feito 24h por dia, todos os dias da semana. O consumidor também só terá que explicar o que deseja uma vez e não precisará repetir a história para todos os atendentes. Além disso, ele só poderá ser transferido uma única vez, o que significa que os atendentes terão que ser qualificados para resolver os problemas. Outra medida é que o consumidor poderá receber em casa, por e-mail ou SMS um recibo do atendimento. Ele terá que solicitar ao atendente para que isso ocorra.

 

O decreto com as novas regras foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de outubro, mas só entrará em vigor agora para que as empresas tivessem prazo de se adaptar. Antes disso, as novas regras foram discutidas por quatro meses entre o Ministério da Justiça e representantes dos consumidores, empresas e associações.

 

Empresas que descumprirem as medidas e forem denunciadas aos Procons sofrerão processos e podem ser multadas em até R$ 3 milhões.

 

Veja quais são as novas regras:

 - O cliente deverá ser atendido em até um minuto;

- O call center deve funcionar 24 horas, 7 dias por semana;

- A empresa deve garantir, no primeiro menu eletrônico e em todas suas subdivisões, o contato direto com o atendente;

- As opções de reclamações e de cancelamento têm de estar entre as primeiras alternativas;

- No caso de reclamação e cancelamento, é proibido transferir a ligação. Todos os atendentes deverão ter atribuição para executar essas funções;

- As reclamações terão que ser resolvidas em até cinco dias úteis. O consumidor será informado sobre a resolução de sua demanda; - O pedido de cancelamento de um serviço será imediato;

- É proibido, durante o atendimento, exigir a repetição da demanda do consumidor;

- Ao selecionar a opção de falar com o atendente, o consumidor não poderá ter sua ligação finalizada sem que o contato seja concluído;

- Só é permitida a veiculação de mensagens publicitárias durante o tempo de espera se o consumidor permitir;

- O acesso ao atendente não poderá ser condicionado ao prévio fornecimento de dados pelo consumidor;

- O cidadão que não receber o atendimento adequado poderá denunciar ao SNDC (Sistema Nacional de Defesa do Consumidor), Ministérios Públicos, Procons, Defensorias Públicas e entidades civis que representam a área.

publicado por LauraBM às 13:43

15
Fev 09

repass.verm.gif Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial
"Vou fazer um slideshow para você. Está preparado?

É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.

Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras. Gente faminta. Gente pobre. Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem. São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs. Criam entidades. Criam movimentos sociais.

A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.

Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce? Extinguir.

Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número. Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro. Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.

Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ONG, lobby ou pressão que resolvesse.

Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia. Bancos e investidores.

Como uma pessoa comentou, é uma pena que esse texto só esteja em blogs e não na mídia de massa, essa mesma que sabe muito bem dar tapa e afagar.
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NOTA:

Não repassei ontem, apesar da importância que lhe achei, porque fiquei a pensar no assunto.
Sem dúvida o autor está cheio de razão mas há pormenores importantes a considerar:
Não importa tirar a fome um dia a quem morre por falta de alimento; o que importa é encontrar a fórmula para as populações conseguirem subsistir durante toda uma vida minimamente alimentadas.
O que está mal não são os nababos da finança, são as guerras e a cobiça pelas riquezas de cada país. E essas, invista-se o dinheiro que se investir, ninguém vai conseguir parar e os nababos vão continuar.
Então, o bilhões e trilhões não são importantes, os sentimentos sim.
Quando os homens compreenderem que os mandamentos são para cumprir, aí tudo se clarificará e todos voltarão a viver com as reservas e condições de cada país, como dantes.
Só a PAZ e o AMOR resolverão os problemas humanos e ambientais do planeta.
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Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 01:15

10
Fev 09

boca_rir2.gifO Primeiro-ministro José Sócrates num momento de alucinação dirigindo-se a Francisco Louçã disse:

" Você não tem idade nem curriculum ...".

Uma boa piada, diz o jornalista do Portugal Diário! Eu fui à Internet verificar o curriculum e não resisto a publicar:

Actividade política:

*Louçã, nasceu em 12 de Novembro de 1956. Participou na luta contra a Ditadura e a Guerra no movimento estudantil dos anos setenta, foi preso em Dezembro de 1972 com apenas 16 anos e libertado de Caxias sob caução, aderindo à LCI/PSR em 1972 e em 1999 fundou o Bloco de Esquerda. Foi eleito deputado em 1999 e reeleito em 2002 e 2005.
É membro das comissões de economia e finanças e antes comissão de liberdades, direitos e garantias. Foi candidato presidencial em 2006.

Actividades académicas:

Frequentou a escola em Lisboa no Liceu Padre António Vieira (prémio Sagres para os melhores alunos do país), o Instituto Superior de Economia (prémio Banco de Portugal para o melhor aluno de economia), onde ainda fez o mestrado (prémio JNICT para o melhor aluno) e onde concluiu o doutoramento em 1996.

Em 1999 fez as provas de agregação (aprovação por unanimidade) e em 2004 venceu o concurso para Professor Associado, ainda por unanimidade do júri. É professor no ISEG (Universidade Técnica de Lisboa), onde tem continuado a dar aulas e onde preside a um dos centros de investigação científica (Unidade de Estudos sobre a Complexidade na Economia).

Recebeu em 1999 o prémio da History of Economics Association para o melhor artigo publicado em revista científica internacional. É membro da American Association of Economists e de outras associações internacionais, tendo tido posições de direcção em algumas; membro do conselho editorial de revistas científicas em Inglaterra, Brasil e Portugal; "referee" para algumas das principais revistas científicas internacionais (American Economic Review, Economic Journal, Journal of Economic Literature, Cambridge Journal of Economics, Metroeconomica, History of Political Economy, Journal of Evolutionary Economics, etc.).

Foi professor visitante na Universidade de Utrecht e apresentou conferências nos EUA, Inglaterra, França, Itália, Grécia, Brasil, Venezuela, Noruega, Alemanha, Suíça, Polónia, Holanda, Dinamarca, Espanha.

Publicou artigos em revistas internacionais de referência em economia e física teórica e é um dos economistas portugueses com mais livros e artigos publicados (traduções em inglês, francês, alemão, italiano, russo, turco, espanhol, japonês).

Em 2005, foi convidado pelo Banco Mundial para participar com quatro outros economistas, incluindo um Prémio Nobel, numa conferência científica em Pequim, foi desconvidado por pressão directa do governo chinês alegando razões políticas.

Terminou em Agosto um livro sobre "The Years of High Econometrics" que será publicado brevemente nos EUA e em Inglaterra.

Obras publicadas:
Ensaios políticos
Ensaio para uma Revolução (1984, Edição CM)
Herança Tricolor (1989, Edição Cotovia)
A Maldição de Midas – A Cultura do Capitalismo Tardio (1994, Edição Cotovia)
A Guerra Infinita, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2003)
A Globalização Armada – As Aventuras de George W. Bush na Babilónia, com Jorge Costa (Edições Afrontamento, 2004)
Ensaio Geral – Passado e Futuro do 25 de Abril, co-editor com Fernando Rosas (Edições D. Quixote, 2004)

Livros de Economia
Turbulence in Economics (edição Edward Elgar, Inglaterra e EUA, 1997), traduzido como Turbulência na Economia (edição Afrontamento, 1997)
The Foundations of Long Wave Theory, com Jan Reinjders, da Universidade de Utrecht (edição Elgar, 1999), dois volumes
Perspectives on Complexity in Economics, editor, 1999 (Lisboa: UECE-ISEG)
Is Economics an Evolutionary Science?, com Mark Perlman, Universidade de Pittsburgh (edição Elgar, 2000)
Coisas da Mecânica Misteriosa (Afrontamento, 1999)
Introdução à Macroeconomia, com João Ferreira do Amaral, G. Caetano, S. Santos, Mº C. Ferreira, E. Fontainha (Escolar Editora, 2002)
As Time Goes By, com Chris Freeman (2001 e 2002, Oxford University Press, Inglaterra e EUA); já traduzido para português (Ciclos e Crises no Capitalismo Global - Das revoluções industriais à revolução da informação, edições Afrontamento, 2004) e chinês (Edições Universitárias de Pequim, 2005)
* Fonte Wikipédia

Sobre sócrates, sabe-se que é engenheiro civil tirado na Universidade Independente, ainda sob suspeita de ilegalidades.
Que assinava como Engenheiro quando era Engenheiro-Técnico.
Que elaborou ou pelo menos assinou uns projectos de habitação caricatos.
Que a sua actividade política se deu com o 25 de Abril na JSD/PSD e depois no PS como deputado e como governante.
Do seu curriculum sabe-se ainda (embora ele o desconhecesse) que teve uma incursão fugaz como empresário-sócio de uma empresa de venda de combustíveis.

Quanto a curriculuns estamos conversados!

Quanto à idade devem ter diferença de meses...

publicado por LauraBM às 01:00

05
Fev 09

O Governo democrático e maioritário do PS tem por hábito quando é confrontado com realidades, apontar os canhões para o PSD, seu parceiro do «Bloco Central de Interesses».
Mas agora, todos ficam a saber : os que têm iates e embarcações de recreio que através do Artº 29 do Cap. II da Portaria 117-A de 8 de Fevereiro de 2008, beneficiam de gasóleo ao preço do que pagam os armadores e os pescadores.

Assim todos os portugueses são iguais perante a Lei, desde que tenham iates…

É da mais elementar justiça que os trabalhadores e as empresas que tenham carro a gasóleo o paguem a 1,42€, e os banqueiros e empresários do 'Compromisso Portugal'o paguem a 0,80€, e é justo, porque estes não têm culpa que os trabalhadores não comprem iates!!!

É a verdade nua e crua, infelizmente!
Quanto mais este país se degrada mais os nossos (des)governantes fazem porcarias, perdão, portarias para se governarem bem.
Aliás, este estado de sítio em que Portugal se encontra é óptimo porque propicia as negociatas de uns quantos malandros com o aval de outros tantos.
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Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 00:39

11
Fev 08

A democracia já deixou de ser uma realidade.
Os responsáveis das organizações que exercem o poder real não são eleitos e o público não está informado das suas decisões.
A mergem de acção dos estados é cada vez mais e mais reduzida pelos acordos económicos internacionais, para os quais os cidadões não são consultados nem dos quais são informadas.
Todos esses tratados elaborados nos ultimos cinco anos visam um único objectivo: a transferência do poder dos estados para as organizações não-eleitas, por meio de um processo chamado "mundialização."
Uma suspensão proclamada da democracia não teria deixado de provocar uma revolução. E por isso que foi decidido manter uma democracia de fachada e deslocar o poder real para novos centros.
Os cidadãos continuam a votar, mas o seu voto é vazio de conteúdo. Eles votam em responsáveis que já não têem o poder real.
E é por isso que nada mais há para decidir senão os programas políticos de "direita" e "esquerda" para que eles se assemelhem em todos os paises ocidentais.
Em resumo: não temos escolha do "prato" mas apenas do "molho". O "prato" chama-se a "Nova Escravatura", com "molho de direita apimentada" ou "molho de esquerda agri-doce".
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11/02/2008
tradução: Sara Rafael
fonte: Syti.net

publicado por LauraBM às 16:43

08
Fev 08

Não dá para crer!!!!!!!!!!!!!!!!!
Em Portugal é realmente uma palhaçada digna de circo, este Serviço de Saúde e estas opiniões antiquadas e malcriadas dos n/médicos.
Infelizmente, para eles, os doentes são gado e não gente. Talvez o governo queira pagar-lhes como veterinários!!!!!!!

Também no dia 27 de Janeiro, igualmente na SIC, entrevistaram uma senhora paraplégica, casada, que devido a uns medicamentos tomados acabou por engravidar.
Com 4 semanas de gravidez, dirigiu-se ao seu médico de família que, ao abrigo da Lei portuguesa, de imediato lhe passou um documento para ser apresentado na Maternidade a fim de abortar, já que não possui condições de cuidar dum filho.
Foi grande a decepção e o desespero quando a médica da Maternidade, apesar do documento apresentado, a encarou de mau modo e lhe disse:
- Não sei o que é que a senhora vem aqui fazer. Aqui é para parir e não para desfazer! (exactamente assim)
Ah, não fora uma doente de cadeira de rodas e talvez a médica tivesse recebido uma resposta de mão, bem  merecida.

Dirigiu-se a senhora a Badajoz, uma cidade espanhola da fronteira Portugal/Espanha e resolveu o problema.
É que em Espanha os médicos sabem das Leis e estão habituados a tratar os doentes nacionais ou estrangeiros com cortesia e bondade.

Quando é que mandam para lá os nossos médicos para estagiarem e fazerem uma reciclagem à cabeça e ao coração?  No Dia de S. Nunca, à tarde!!!!!!!!!!!!!!!
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Laura B. Martins

...MEDICOS EM PORTUGAL!....

Divulguem a palhaçada deste "nosso" serviço nacional de saúde.

"No dia 03/10/2006 num daqueles programas da manhã da SIC ou TVI  esteve como convidado um senhor, humilde, a contar uma história que ultrapassa a compreensão:
Faz três anos ficou COMPLETAMENTE CEGO fazendo uns trabalhos de soldadura. Fartou-se de ir aos médicos do serviço nacional de saúde,  médicos e mais médicos, horas e horas de espera para as consultas, etc. Os médicos tinham dito que o caso não tinha cura, e que só  poderia ser observado para obter ALGUMA MELHORIA em Cuba ou Espanha.
Resumindo: ele é pobre, e o nosso serviço nacional de saúde não se preocupou em canalizar o homem para ser visto no estrangeiro (é um direito consagrado).  Queria suicidar-se, pois não queria mais viver assim. Por coisas da vida, o seu filho é casado com uma UCRANIANA, (um  país pobre??? !) e ela através de familiares na UCRANIA tentou levar o
sogro por CONTA DELES para ver se poderia haver esperança.
CONCLUSÃO:
Chegou à UCRANIA de manhã e foi levado de IMEDIATO para o serviço médico para dar entrada. NESSE MESMO DIA . Às duas da tarde, fez uma cirurgia com LASER. ACONTECEU UM MILAGRE!!!
Quando ele acabou a sessão laser, JA ESTAVA A VER O MÉDICO.
MILAGRE?????? NÃO!!! A ISTO CHAMA-SE MEDICINA E  (NOVAS) TECNOLOGIA!!!
EU ACRESCENTARIA QUE ALÉM DE SE EXERCER MEDICINA , HÁ RESPEITO PELO "SER HUMANO". AS PESSOAS SÃO RESPEITADAS COMO TAL.
EM PORTUGAL O DESGRAÇADO NUNCA MAIS RECUPERARIA A VISÃO! TRES ANOS CEGO E RECUPEROU A VISTA EM MINUTOS!!!!! O homem chorava ao contar isto (ele chegou de lá há cerca de um mês)

MAIS... NÃO PAGARAM NADA........ RIGOROSAMENTE NADA
APENAS  pagou as gotas que tem que deitar nos olhos! O homem ainda foi falar ao Ministério da Saúde (Português), mais foi deitar água num cesto...

Que vergonha este nosso s.n.s. (serviço nacional de saúde) !!! que deveria ser escrito com maiúsculas ( S.N.S.), mas não merece sê-lo.

Divulguem. É PRECISO QUE OS NOSSOS GOVERNANTES  (SE É QUE EXISTEM NA OLIGARQUIA EM QUE VIVEMOS)  SE SINTAM ENVERGONHADOS.

TALVEZ ASSIM TOMEM MEDIDAS, PARA QUE TODOS  (E NÃO APENAS OS QUE EM FÉRIAS SE ALEIJAM NA SUÍÇA) TENHAMOS DIREITO A SER TRATADOS DIGNAMENTE NAS HORAS EM QUE MAIS INFELIZES NOS SENTIMOS - QUANDO NOS FALTA A SAÚDE.

Nota muito Importante
Acrescento que a vacina para o Cancro do colem do útero que em Portugal foi colocada agora a venda pelo preço de + ou - 500€ . "Exemplo de referencia em França é gratuita ".

publicado por LauraBM às 01:07

05
Fev 08

Já se suspeitava, mas agora é público: o Ministério da Educação quer mesmo acabar com a Escola de Música do Conservatório Nacional.
Se depender do Governo, a instituição de quase 180 anos, que já nos deu Maria João Pires, Bernardo Sassetti e tantos outros, tem os dias contados.
Já não se trata de destruí-la devagarinho, como até aqui – deixando-a cair aos bocados, com o órgão do século 18 a deteriorar-se ou o Salão Nobre quase a ruir sobre a plateia.
Desta vez, a Ministra quer fazer o serviço de uma só vez. Com três golpes tão rápidos e certeiros que, espera ela, ninguém vai sequer perceber o que se passa.
O primeiro golpe é acabar com os Cursos de Iniciação. Crianças dos 6 aos 9 anos de idade vão deixar de ter acesso às 6 horas semanais de instrumento, orquestra, formação musical, coro e expressão dramática hoje ministradas pelo Conservatório.
O segundo golpe é matar o Ensino Articulado. Adolescentes com talento musical já não poderão conciliar a formação artística de alto nível do
Conservatório com a frequência às outras matérias da sua escola habitual.
Quem quiser ser músico, a partir de agora, tem que decidir profissionalizar-se aos 10 anos de idade – sem poder voltar atrás.
Por fim, o golpe de misericórdia é dar cabo do Ensino Supletivo – o regime que tem formado, ao longo dos anos, a maior parte dos músicos portugueses.
De Alfredo Keil a Pedro Abrunhosa, passando por centenas e centenas de outros.

Sem músicos, sem público educado para a música, já se vê o que a Ministra pretende: reduzir-nos ao silêncio.
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11/02/2008
Sara Rafael
http://geocities.yahoo.com.br/jerusalem_13/sararafael.html

publicado por LauraBM às 16:36

25
Fev 07

militares_cravos.jpgA Revolução de Abril de 1974 em Portugal

De 24 para 25 de Abril...

- Cronologia dos acontecimentos


24 de Abril de 1974: 22h55 - A primeira senha para o início da Revolução é ouvida na Rádio dos Emissores Associados de Lisboa. A voz do locutor João Paulo Diniz anuncia a canção: "E Depois do Adeus"  de Paulo de Carvalho.
É a palavra de ordem combinada para que o 10.º Grupo de Comandos assalte o Rádio Clube Português, na Rua Sampaio Pina, em Lisboa, para transformá-lo no posto de comando do Movimento das Forças Armadas.

25 de Abril de 1974: 00h20 - É hora da segunda senha. A Rádio Renascença passa o tema "Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso. Por esta hora, o movimento revolucionário do MFA já está em marcha!
Os movimentos de tropas começam um pouco por todo o lado.

Em Vendas Novas, na Escola Prática de Artilharia (EPA), um grupo de capitães e tenentes prende no seu gabinete o coronel que comanda a unidade, ocupa a central telefónica e a central rádio e controla as entradas do quartel.
No Lumiar, (Lisboa) na Escola Prática de Administração Militar (EPAM), os capitães e subalternos preparam-se para a ocupação dos estúdios da Radiotelevisão Portuguesa (RTP), na Alameda das Linhas de Torres.
Em Campolide (Lisboa), uma coluna militar apeada sai do Batalhão de Caçadores 5 para reforçar o comando de assalto ao Rádio Clube Português, entretanto já tomado pelo 10.º Grupo de Comandos.

Pouco depois das 02h00 - Uma coluna motorizada sai do Campo de Tiro da Serra da Carregueira (CTSC) com o objectivo de ocupar a Emissora Nacional, na Rua do Quelhas (Lisboa).

Entre as 03h15 e as 03h25 - Vão chegando as mensagens de êxito das operações ao posto de comando, instalado no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha. O major Otelo Saraiva de Carvalho, encarregue da coordenação das operações, recebe as mensagens de que Mónaco (nome de código para a RTP), México (nome de código para o Rádio Clube Português) e Tóquio (nome de código para a Emissora Nacional) já foram tomados. Estavam conseguidos os objectivos prioritários dos canais de informação.

03h30 - Da Escola Prática de Cavalaria (EPC) de Santarém sai uma coluna militar composta por dez viaturas blindadas, doze viaturas de transporte, duas ambulâncias, um jipe e uma viatura civil de exploração.
A liderar a coluna estava aquele que viria a ser a figura mais importante da revolução: o capitão Salgueiro Maia.
O objectivo principal desta coluna era o Terreiro do Paço e os seus ministérios (cujo nome de código era Toledo).
Ao mesmo tempo, as forças do regime começavam a aperceber-se do que se iria passar.

03h40 - A coluna do Regimento de Infantaria 10, de Aveiro, chega ao Regimento de Artilharia Pesada da Figueira da Foz. É preso o comandante.
Para que o Agrupamento Norte esteja completo, falta a chegada das forças do CICA 2, da Figueira da Foz, e do Regimento de Infantaria 14, de Viseu.
O Agrupamento Norte tem como objectivos o controlo de um segmento da fronteira com Espanha, a ocupação do Forte de Peniche e a PIDE/DGS (Polícia Política) do Porto.
Entretanto, outras forças dirigem-se para outros alvos: quartéis da Legião Portuguesa, unidades da GNR e da PSP, fronteiras com Espanha, antenas de rádio, etc.

04h20 - Apesar do atraso das forças da Escola Prática de Infantaria (EPI) de Mafra, que deveria ter atacado o alvo às 03h00, o Aeroporto da Portela (com o nome de código de "Nova Iorque") é tomado e controlado.

04h26 - É emitido o primeiro comunicado à população pelo posto de comando do Movimento das Forças Armadas (MFA), instalado no Rádio Clube Português. Neste comunicado, o MFArmadas apela à calma e ao recolher da população às suas casas, para que se evitem confrontos com as Forças Armadas.

04h45 - Outro comunicado aconselha as forças militarizadas e policiais a recolherem aos seus quartéis e aí aguardarem as ordens do MFA.

05h00 - Silva Pais, director-geral da PIDE telefona a Marcello Caetano (o Primeiro-Ministro na época, sucessor de Salazar) a informá-lo de que a revolução está na rua. Para salvaguardar a segurança do chefe de Governo, é decidida a sua ida para o quartel do Carmo.

05h15 - O MFA adverte as forças do regime para a responsabilização que lhes será imputada caso enveredem pela luta armada.

05h45 - Mais um comunicado do MFA, desta vez para reforçar o que fora dito nos anteriores e apelar ao civismo de todos os portugueses para que se evite um confronto armado.
Nos intervalos destes comunicados, o Rádio Clube Português vai passando canções de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Jorge Letria, Francisco Fanhais, Luís Cília e José Mário Branco.

06h00 - A coluna militar que partira de Santarém sob a liderança de Salgueiro Maia chega ao Terreiro do Paço. Os carros de combate cercam os ministérios, a divisão da PSP aquartelada no Governo Civil, a Câmara Municipal, a Rádio Marconi e o Banco de Portugal.
O posto de comando é estabelecido no centro da praça com uma chaimite e uma autometralhadora EBR.
À frente das operações continua Salgueiro Maia, que comunica a Otelo Saraiva de Carvalho o sucesso na ocupação de Toledo (Terreiro do Paço) e no controlo de Bruxelas (Banco de Portugal) e Viena (Rádio Marconi).

Pouco depois das 06h00 - As forças do regime enviam para o Terreiro do Paço um pelotão de AML/Chaimites do Regime de Cavalaria 7. O alferes em comando adere à revolução. Entretanto, outros dois pelotões, desta vez de Lanceiros 2, aderem também às forças da revolução.
Entretanto, o ministro do Exército e outros elementos do Governo reúnem de emergência no Ministério do Exército para encontrar uma solução que faça face à rebelião militar.
A fragata "Almirante Gago Coutinho", que na altura participava num exercício militar da NATO, recebe ordens para abandonar as manobras no Atlântico e entrar no Tejo, com o objectivo de abrir fogo contra as forças revolucionárias estacionadas no Terreiro do Paço.

Cerca das 09h00 - A fragata surge no estuário do Tejo, em frente ao Terreiro do Paço.
No morro do Cristo-Rei, uma bateria da Escola Prática de Artilharia segue todos os seus movimentos.
Sob a ameaça de tal poder de fogo, Otelo ordena a Salgueiro Maia que proteja os militares e os tanques debaixo das arcadas da Praça do Comércio.

Cerca das 12h00 - O comandante Vítor Crespo consegue que seja anulada a ordem de abrir fogo e que a fragata vá fundear em frente ao Alfeite.
Depois de vencida a ameaça da "Gago Coutinho", Salgueiro Maia vê-se a braços com um novo ataque das forças do regime.
Cinco carros de combate M/47 de Cavalaria 7, atiradores do Regimento de Infantaria 1 da Amadora e alguns soldados da PM de Lanceiros 2 são as novas armas enviadas pelo Governo. A coluna é comandada por um brigadeiro que recusa o diálogo com Salgueiro Maia e manda abrir fogo.
Salgueiro Maia avança a pé, enfrenta, sózinho e de peito nu, os carros de combate das forças da reacção.
Neste momento crucial, de tensão, defrontam-se na rua militares subalternos de um lado e do outro.
O comandante do regime está em cima do tanque.
O comandante da revolução está num quartel.
O alferes miliciano que comanda o pelotão reaccionário pensou rápidamente que seria morto fosse qual fosse a decisão que tomasse.
E decidiu: desce do seu tanque e vai a pé em direcção a Salgueiro Maia.
Adere ao movimento revolucionário.
Nenhum militar obedece às ordens do brigadeiro para disparar.
A coluna acaba por se juntar a Salgueiro Maia.
Depois de ser informado, pelo posto de comando, de que Marcello Caetano está refugiado no quartel do Carmo, Salgueiro Maia deixa as suas forças a guardar os ministérios e dirige-se para o Carmo. No Rossio, depara-se com mais uma coluna militar enviada pelo regime para fazer frente aos revoltosos.
Também esta coluna acaba por se juntar a Salgueiro Maia, já que o próprio comandante da mesma está com a Revolução, apesar de ter recebido ordens para prender o capitão Salgueiro Maia.

Cerca das 12h30 - Toda a baixa de Lisboa está repleta de populares que encorajam os soldados e lhes colocam cravos vermelhos nos canos das G-3.
Por isso esta revolução ficou conhecida como a "Revolução dos Cravos".
Salgueiro Maia já está no Carmo e recebe ordens do posto de comando para abrir fogo sobre o quartel do Carmo, já que a guarnição que guarda Marcello recusa a render-se e a entregar o chefe de Governo. Mas o capitão sabe que o disparo das autometralhadoras num largo repleto de populares iria provocar muitas mortes. Assim, opta por disparar armas automáticas para a parte superior do quartel.
Maia entra no edifício duas vezes. Da primeira vez, consegue entrar mas não consegue a rendição. Da segunda vez, exige falar com o Presidente do Conselho.
Salgueiro Maia pede a Marcello Caetano a sua rendição formal e imediata.
O chefe de Governo declara já o ter feito ao general Spínola, pelo telefone.
Diz ainda que está apenas a aguardar a chegada do General Spínola para lhe transferir o poder, para que este não caia na rua.
Marcello pede para ser tratado com dignidade e pergunta para onde vai.
Pergunta também pelos destinos do Ultramar.

Cerca das 18h00 - O general Spínola chega ao quartel do Carmo.

19h30 - Marcello Caetano, e os Ministros Moreira Baptista e Rui Patrício são conduzidos a uma viatura blindada. A multidão apupa-os com o grito de "assassinos!".
Mesmo depois da rendição de Marcello Caetano, e a consequente vitória da revolução, na sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, os agentes do regime disparavam das janelas, facto que resultou em cinco mortes - as únicas de toda a revolução!

À noite - Os portugueses assistem pela televisão às declarações da Junta de Salvação Nacional, composta pelo general Spínola, Rosa Coutinho, Pinheiro de Azevedo, Costa Gomes, Jaime Silvério Marques, Galvão de Melo e Diogo Neto.
Na sombra dos cargos políticos ficavam os capitães de Abril...
Entre os capitães de Abril, na sua maioria vivos, graduados hoje como Generais, estão muitos reaccionários.
A Revolução dos Cravos foi feita por militares de esquerda e direita.
O Capitão Salgueiro Maia nunca foi reconhecido oficialmente como o herói desta revolução sem sangue derramado.
Morreu prematuramente por doença e foi condecorado, mais tarde, pelo Presidente da República, a título póstumo.

As duas canções que foram a senha da Revolução dos Cravos:
"E Depois do Adeus"  de Paulo de Carvalho
"Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso

publicado por LauraBM às 00:39

16
Fev 07

aviao_passar.gifSubscrevo na íntegra o que o Miguel de Sousa Tavares escreve, que devemos todos ler!
Afinal todos os portugueses vão ser "metidos ao barulho".
Até "eles"! ... só que, antes, metem uns milhares ao bolso...

EXPRESSO - ( Edição 1788 )

À medida que os estudos sobre a Ota vão sendo feitos e que mais e mais vou lendo sobre o assunto, as minhas dúvidas vão-se progressivamente dissipando. Receio que estejamos na iminência do maior embuste jamais vendido aos portugueses

O Governo agradece que o país ande tão entretido a discutir o aborto e que tudo o resto lhe passe, entretanto, ao lado. Neste resto, inclui-se o aeroporto da Ota, que lá vai fazendo o seu caminho através dos estudos preparatórios e da promoção junto da opinião pública, confiada a uma conhecida agência especializada em campanhas políticas e defesa da imagem de empresas públicas ou semi-públicas mal geridas. No final, a ideia é apresentar-nos a Ota como necessidade vital e facto consumado.
É preciso, pois, que os portugueses percebam, enquanto ainda é tempo, o que nos estão a preparar. A Ota é um projecto ruinoso, errado e prejudicial, sobretudo para Lisboa e para os utentes do seu aeroporto. Nem Lisboa nem Portugal precisam de um novo e gigantesco aeroporto. Precisam, quanto muito, apenas de um aeroporto alternativo, pequeno e barato, para as «low cost» - de forma a desanuviar a Portela e deixá-la simplesmente para as companhias regulares, assim assegurando, por exemplo, a sobrevivência da TAP face à concorrência imbatível das «low cost». É isto que se está a fazer em Espanha, em França, na Alemanha, na Inglaterra, países onde os grandes aeroportos 'regulares' têm um movimento muito para além daquilo que a supostamente 'saturada' Portela jamais teve ou terá.
A construção da Ota juntamente com o TGV vai liquidar as ligações aéreas Porto-Lisboa e Lisboa-Madrid, que representam actualmente 12% do movimento da Portela. Vai retirar de Lisboa turistas e viajantes de negócios. Vai pôr a capital uma hora mais longe da Europa e do mundo. Vai dificultar a vida a todos os passageiros de Lisboa e do Porto. E vai, fatalmente, custar uma fortuna incalculável ao país - que o Governo disfarçará, através da privatização da ANA e das receitas do novo aeroporto e do de Faro (os únicos rentáveis), de que o Estado vai abdicar a favor dos privados durante gerações, para assim se poder enganar os tolos dizendo que praticamente não há custos públicos envolvidos.

O 'Relatório Final da Análise de Terraplenagens', encomendado à empresa de construção californiana Parsons, actualmente com grandes obras em curso no Iraque. São 59 páginas de 'engenharia pesada' para um leigo na matéria, como eu. Mas, avançando devagar e em esforço, é possível reter as principais conclusões.

Já se sabia que o futuro aeroporto da Ota tem um 'problemazinho' com a existência de uma serra com 660 metros de altura a norte do enfiamento da pista principal - o que só consente duas soluções: ou se arrasa a serra ou se põe os aviões a fazer manobras escapatórias assim que levantem do chão. Já se sabia que, em termos de segurança de voo na aproximação às pistas, a Ota, devido aos ventos dominantes e outras condicionantes, irá ter fatalmente uma baixa classificação de segurança, em contraste com a Portela, que tem uma excelente certificação internacional. Agora, através do relatório da Parsons, ficamos a saber outras coisas sobre a Ota. Por exemplo, que "a área do novo aeroporto se situa numa região de forte risco sísmico, na Zona A do zoneamento sísmico nacional (falha do Vale Interior do Tejo)". Por exemplo, que será necessário desmatar 1100 hectares de terreno arborizado e remover biliões de metros cúbicos de terras. Bem pior, que o terreno é todo ele alagadiço e atravessado por três ribeiras (uma das quais terá de ser desviada), o que leva os engenheiros a afirmar que "pelas suas características geomecânicas desfavoráveis e condições hidrológicas associadas, é particularmente condicionante do tipo de ocupação prevista, delimitando a sua ocorrência zona de risco e exigindo a adopção de disposições de estabilização". Acontece, de facto, que, para azar dos obreiristas, os terrenos da Ota são integralmente compostos por areia, argilas e lamas, fazendo prever que, após as obras de terraplenagem, "o tempo de consolidação, sem contar com o factor sísmico, possa variar entre 25 e 110 anos". Mas, há solução: os engenheiros chamam-lhe "colunas de brita" - é cara, complicada e vai durar, só ela, dois anos e meio.
E assim vai a Ota. Quando comecei a seguir de perto a questão, a minha grande dúvida era saber se Lisboa e o país precisavam realmente de um novo aeroporto ou se estávamos perante um gigantesco negócio de favor, em benefício de poucos e com prejuízo de todos. À medida que os estudos vão sendo feitos e que mais e mais vou lendo sobre o assunto, as minhas dúvidas vão-se progressivamente dissipando. Receio que estejamos na iminência do maior embuste jamais vendido aos portugueses.
Oxalá eu esteja enganado!
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16/02/2007

publicado por LauraBM às 01:07

23
Nov 06

cigarroaceso-mao.jpghttp://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI540967-EI298,00.html
Tabaco e Saúde
Segunda, 30 de maio de 2005, 13h02
OMS: médicos devem ser exemplo contra o tabagismo

O director da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que médicos e outros profissionais da área da saúde parem de fumar, afirmando que eles devem dar o exemplo na luta contra doenças e mortes causadas pelo tabagismo.
"O tabagismo continua sendo uma das principais causas de morte ao nível local, com cerca de cinco milhões de óbitos ao ano", disse o director-geral da OMS, Lee Jong-wook.

"A comunidade sanitária desempenha um papel no esforço global para combater esta epidemia", disse Lee em uma declaração emitida na véspera do Dia Mundial sem Tabaco.
"Profissionais da área da saúde estão na linha de frente. Eles precisam ter a habilidade de ajudar as pessoas a pararem de fumar e precisam dar o exemplo e abandonar o cigarro eles mesmos", acrescentou.

Segundo a OMS, as doenças relacionadas com o tabagismo matam uma pessoa a cada seis segundos e meio e o número de mortes ao ano deve dobrar para 10 milhões até 2020, com a maioria das vítimas localizadas nos países em desenvolvimento.
Segundo a agência da ONU, de acordo com os números atuais, o número de fumantes no mundo subirá dos 1,3 bilhão atuais para 1,7 bilhão até 2025.

Profissionais sanitários, entre os quais médicos, dentistas, farmacêuticos, enfermeiras e parteiras podem ser a chave para ajudar as pessoas a mudarem seus hábitos, destacou a organização.
Estudos mostram que o aconselhamento de profissionais de saúde pode aumentar as taxas de abandono do fumo em até 50%. No entanto, as pesquisas também mostram que poucos profissionais realmente recebem qualquer treinamento para ajudá-las a abandonar o tabaco.
Além disso, segundo a OMS, o fumo entre a comunidade médica representa uma barreira nas campanhas antitabagistas.
Um estudo da OMS revelou que sete de cada 10 países registraram uma prevalência de fumantes entre profissionais de saúde superior a 20%.
Este percentual varia entre 0,5% e 47%, sendo o menor registrado entre estudantes de enfermagem em Uganda e o maior entre estudantes de farmácia na Albânia.

No ano passado, 168 governos concluíram um tratado de controle do tabaco depois de anos de negociações patrocinados pela OMS. O tratado, o primeiro acordo sanitário ao nível global, entrará em vigor em fevereiro.
Conhecido oficialmente como Convenção da Estrutura sobre o Controle do Fumo (Framework Convention on Tobacco Control), o tratado defende a proibição da propaganda e do patrocínio de empresas de tabaco, além da venda de cigarro a menores de idade.
O documento inclui ainda restrições ao fumo em locais públicos, maiores alertas sanitários nos maços de cigarro e promove a taxação como forma de reduzir o consumo e combater o contrabando.
O tratado enfrentou a forte oposição de multinacionais produtoras de cigarros, bem como de governos com importantes indústrias e fazendas de tabaco.
Mas as gigantes produtoras de cigarros aceitaram algumas das suas determinações, entre as quais a adopção de alertas sanitários nos maços e medidas de combate ao contrabando, enquanto ainda expressam sua preocupação sobre a elevação de taxas.
AFP
NOTA:
Enquanto isso, Portugal prepara-se para proibir o uso de tabaco em locais públicos mas, apenas em  locais de trabalho. Ex.: Instituições bancárias, juntas de freguesia, Câmaras, Finanças, etc.
Para espanto meu, os n/governantes cedem às pressões dos donos e gerentes dos estabelecimentos ditos de restauração, tais como restaurantes, pastelarias, cafés, discotecas, etc.
Então e o público não fumante vai fazer o quê quando tiver que almoçar fora? E quase todos os trabalhadores hoje, almoçam fora por morarem demasiado longe dos empregos.
Já nem falo nas discotecas porque, essas, só lá vai quem quer. Mas restaurantes, cafés, pastelarias? Como é que é, meus senhores? Já nem uma sopinha com um mísero pastel se pode comer em paz e sem fumo?

Essa decisão não serve o público nem os empregados da restauração porque, talvez não saibam mas,,, muitos deles também não fumam; a não ser do tabaco exalado pelos clientes.
E os Super e Hipermercados? E os Centros Comerciais, verdadeiros antros da cigarrada onde tanto passeiam os jovens e crianças?
Sempre que lá entro até a roupa fica impregnada daquele horror. A garganta, então, nem se fala! Os pulmões, esses não se vêem. Valha Deus aos fumantes com tanta falta de educação e respeito pelos outros.
Do que eu gosto mais é de ver os pais fumantes à mesa com os filhos: o braço portador do cigarro pendurado da mesa, do lado oposto às crianças. Devem estar convencidos que assim elas escapam aos malefícios do tabaco!!!!! Valha-os Deus por nem saberem que o fumo exalado perdura durante horas e horas em qualquer ambiente, prejudicando todos que lá se encontrem; mesmo com as janelas abertas.
Deus acuda aos governos e a nós também por permitirmos tamanhos desmandos aos fumadores!

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30/05/2005
Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 15:52

15
Fev 06

sinalStop.gif Quercus considera cimeira do G8 como oportunidade perdida    (2005-07-18)
A associação ambientalista Quercus considerou hoje que a cimeira dos líderes mundiais do G8 foi uma oportunidade perdida no que respeita às alterações climáticas, devido à inflexibilidade dos EUA que recusou assumir qualquer meta.
"Os resultados conhecidos da cimeira foram claramente uma oportunidade perdida", afirmam os ambientalistas num comunicado.
Para a Quercus, embora os EUA tenham reconhecido a necessidade de investimento nas energias renováveis, continuam inflexíveis em relação a assumir qualquer meta(...)
Veja a noticia completa em http://www.rtp.pt/index.php?article=186548&visual=16
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QUERCUS contra central nuclear    (2005-07-18)
A Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) exige que o Governo recuse a proposta do empresário Patrick Monteiro de Barros de construir uma central nuclear em Portugal.
Em comunicado, a Quercus alega que vários países europeus (como Suécia, Alemanha e Espanha) não pretendem investir em novas centrais nucleares, nucleares, "dando prioridade às energias renováveis". (...)
Veja a noticia completa em http://www.rtp.pt/index.php?article=184782&visual=16
Governo lança três concursos para eólicas    (2005-07-13)
A criação de um ‘cluster’ industrial em Portugal é um das condições impostas aos candidatos.
Veja a noticia completa em http://www.diarioeconomico.com/edicion/noticia/0,2458,652593,00.html
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Ensino Superior: UTAD abre primeira licenciatura de Engenharia das Energias    (2005-07-18)
A primeira licenciatura do país em Engenharia das Energias, destinada a colmatar a falta de profissionais no ramo das energias renováveis, vai começar a ser leccionada na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) no próximo ano lectivo.
O professor Salvador Malheiro, responsável pelo novo curso, disse hoje que esta licenciatura vai abrir com 15 vagas e pretende ir de encontro aos "actuais desafios da Europa e do Mundo" em matéria de energia de origem renovável. (...)
Veja a noticia completa em http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1228011&idCanal=58
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Energia renovável entrou na maioridade em Portugal, afirma o presidente da APREN Diário Económico   (2005-07-19)
O presidente da Associação para as Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa, afirmou hoje que o novo concurso para as eólicas lançado pelo Governo prova que a energia renovável já entrou na maioridade em Portugal. (…)
Veja a noticia completa em http://www.diarioeconomico.com/edicion/noticia/0,2458,654918,00.html
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Sócrates: aposta em energias renováveis vai reduzir dependência do petróleo até 2010    (2005-07-19)
O primeiro-ministro, José Sócrates, afirmou hoje que o investimento português até 2010 em energias renováveis, no valor de três mil
milhões de euros, contribuirá para o equilíbrio do quadro macroeconómico e para uma redução da dependência do petróleo.
"Com a economia estagnada há quatro anos, Portugal enfrenta problemas sérios. O caminho é fazermos bons investimentos na direcção certa", declarou José Sócrates na sessão de lançamento do Novo Concurso Eólico, na Culturgest, em Lisboa. (...)
Veja a noticia completa em http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1228456&idCanal=12
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http://www.diarioeconomico.com/edicion/noticia/0,2458,654963,00.html
Energia 2005-07-18 17:40
Iberdrola na corrida à atribuição dos 1.700 megawatts de energia eólica ________________________________________

publicado por LauraBM às 01:07

12
Fev 06

Até tenho receio de comentar esta notícia!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Pelo menos, em Portugal, os n/estadistas são bem falantes (não sei se a escrever também são bons). Até cá temos quem seja capaz de proferir um discurso sem cábula. Ora toma!!!!!!!!
Mas na prática, as coisas assemelham-se ao Brasil, já que a carestia de vida vai subindo em flecha, os impostos idem, e o crime, organizado ou não, vai de vento em popa.
Numa coisa os brasileiros têm que concordar: o homem e os seus acólitos, foram perfeitos a enganar o povo, já que tanta gente votou nele. Bem sei que o povo brasileiro estava farto de  golpistas bem falantes e bem vestidos. Sempre é uma desculpa!!!!!!!
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Laura B. Martins

Lula Não estudou por preguiça… Lulachapeu.jpg

12.01.2006 |  Minutos antes do começo da gravação do Roda Viva no Palácio do Planalto, o jornalista Paulo Markun aproximou-se do presidente Lula para combinar um derradeiro detalhe. Em meio às palavras de encerramento, o âncora diria que estava entregando a Lula uma trilogia com as melhores entrevistas ocorridas desde a estréia do programa da TV Cultura, 18 anos atrás.

Com expressão curiosa, Lula apanhou os livros. Antes que se sentisse logrado, Markun informou que só o primeiro volume fora concluído. Os outros, ainda em preparação, paravam na capa. As páginas estavam em branco. Lula devolveu o que estava pronto e folheou os desprovidos de palavras. “Isso é que é livro bom”, comentou. “A gente nem precisa ler”. O entrevistado parecia feliz. Os entrevistadores exibiam sorrisos constrangidos.

Ninguém no estúdio improvisado aparentou surpresa. Todos conheciam a aversão de Lula à leitura - qualquer tipo de leitura. “Ler é pior que fazer exercício em esteira”, confessou há tempos o presidente de um país atulhado de analfabetos, com um sistema educacional em frangalhos, incapaz de absorver multidões de crianças traídas.

Milhões de meninos no Brasil, tão pobres quanto Lula foi (ou ainda mais miseráveis que o filho do Agreste pernambucano), enfrentam fome crônica e carências inverossímeis para assimilar conhecimentos. Essas crianças valentes não merecem ouvir do presidente o elogio da ignorância.

Lula nunca leu um livro. Não escreve uma só frase sem derrapar em erros graves de Português. Mas os chefes do PT, amparados por intelectuais demagogos, decidiram que um migrante nordestino promovido a líder de massas deve ser dispensado de cobranças elitistas. Lula foi diplomado pela escola da vida. Ganhou o direito de, impunemente, maltratar o idioma e dizer tolices sobre tudo. Pensar o contrário é coisa de conservador, mania de preconceituoso.

Sem trabalhar há quase 30 anos, o presidente teve tempo de sobra para jogar algumas peladas também no campo do conhecimento. Não estudou porque não quis. Não aprendeu lições básicas por pura preguiça. Poderia ter seguido o bom exemplo de companheiros como o deputado Vicentinho. Ex-presidente da CUT, formou-se em Direito já quarentão. Lula não precisa de canudos. É um doutor de nascença.

A bordo do AeroLula, recusa-se a passear os olhos por duas ou três páginas produzidas (com letras gigantescas) por assessores teimosos. São informações elementares sobre o país onde vai pousar horas mais tarde. Lula despreza até esse punhado de registros históricos, geográficos e econômicos. Leitura é pior que exercício em esteira.

Já fomos mais rigorosos com gente que enuncia sandices ou escreve besteiras. Rimos do general Charles de Gaulle ao ouvi-lo declarar que “a China é um grande país habitado por milhões de chineses”. Acompanhamos com merecidas gargalhadas a performance de Dan Quayle, vice-presidente americano entre 1989 e 1993, quando George Bush pai foi inquilino da Casa Branca.

“A perda de vidas é irreversível”, disse Quayle. “Minha mãe nasceu analfabeta”, empatou recentemente Lula. “Fiz uma viagem à América Latina e só lamentei não ter estudado Latim com mais dedicação para poder conversar com aquelas pessoas”, derrapou Quayle. Lula espancou a História ao inventar uma invasão da China por tropas de Napoleão Bonaparte.

Debochamos do presidente Ronald Reagan quando o ilustre forasteiro saudou, em Brasília, o povo da Bolívia. Reagimos com a fleuma de lorde inglês ao discurso em que Lula incluiu a Bolívia entre os países que não mantêm fronteiras com o Brasil. Se tivesse perdido cinco minutos consultando manuais de História, saberia que o Acre foi subtraído à Bolívia. Se tivesse pescado no Rio Paraguai, teria visto logo ali a pátria do amigo Evo Morales.

A carreira política de Quayle terminou numa sala de aula. Ao visitar uma escola, teve a má idéia de ensinar aos alunos como se escreve “batata” em bom inglês. O certo é “potato”. O vice de Bush rabiscou um desconcertante “potatoe” no quadro negro. E consolidou a imagem de quem não está preparado para governar coisa alguma.

Há semanas, Lula chegou para uma reunião sobraçando uma folha de papel com anotações manuscritas. Os garranchos denunciavam o autor: fora o presidente quem escrevera aquilo. Os fotógrafos capturaram os rabiscos com penosa nitidez. Comprovou-se que Lula ignora a grafia de palavras escritas corretamente por crianças de jardim da infância. A maioria dos jornais passou ao largo do escorregão.

A boa formação intelectual não transforma um governante em estadista. Mas nunca houve um estadista que não soubesse ler e escrever.
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13/01/2006
Por Augusto Nunes

Olavo Mello
Tels: 8289-2811 / 5562-8228
(o\_|_/o)
olavo.mello@gmail.como) olavo.mello@gmail.com

publicado por LauraBM às 01:36

10
Fev 06

PORTUGAL PERDEU UM ESTRATEGA POLÍTICO - Álvaro Cunhal

 

AlvaroCunhal.jpgFaleceu hoje Álvaro Cunhal (13 Junho 2005)
Nasceu em Coimbra em 1913 e licenciou-se em Direito em Lisboa.
Fundador do Partido Comunista Português

Dedicou toda a sua vida ao ideal comunista.
Foi  resistente anti-fascista e governante após a revolução de Abril.
Viveu mais de doze anos como prisioneiro político do antigo regime, foi torturado e sobreviveu também na clandestinidade.
Na prisão viveu quase 8 anos dos quais em completo isolamento e seis meses incomunicável.
Em 1960 evadiu-se da prisão-fortaleza de Peniche junto com um grupo de militantes comunistas.

Depois  do derrube da ditadura fascista em 25 de Abril de 1974,
foi Ministro e deputado na Assembleia da República.
Foi membro do Conselho de Estado.

Autor de vasta obra publicada quer no plano político e ideológico, quer no plano literário, nomeadamente com o pseudónimo de "Manuel Tiago", quer ainda no plano das artes plásticas.

O Governo Português decretou um dia de luto nacional.
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14/06/2005

publicado por LauraBM às 22:14

19
Jul 05

Sob o Silêncio Cúmplice do Partido Socialista,
O PS, que dirige a Província, obedece ao Governo Central de Madrid, capital da Ibéria

A Espanha vai tirar ao Tejo 82 milhões de metros cúbicos de água (82 mil milhões de litros) . O desvio será feito na região de Castela-La Mancha e a água encaminhada para o Rio Segura, em Múrcia, no Sul. O caudal desviado ao Tejo dava para abastecer durante um ano o Barlavento algarvio – cujo consumo ronda os 75 milhões de metros cúbicos anuais.
A decisão do Governo espanhol deixou os ambientalistas portugueses em estado de alerta!


O presidente da associação Quercus, Hélder Spínola, afirmou ao Correio da Manhã que “mesmo garantindo o caudal mínimo do Tejo à entrada de Portugal, a Espanha retira recursos àquela bacia ao permitir a trasfega”.
O ambientalista recomendou ao Governo português que se mantenha atento.

O ministro do Ambiente, Nunes Correia, minimizou o impacto do transvase, notando, ontem à saída de um debate na Assembleia da República, que faz parte dos acordos entre os dois países ibéricos. “Temos de aceitá-lo como um direito da Espanha. Vivemos um período de seca muito grave, mas a Espanha também”, sublinhou.  O ministro garantiu que esta transferência de água – em termos que serão definidos na quarta-feira – não vai prejudicar Portugal nem o caudal do rio Tejo.
Informado antes acerca do transvase, Nunes Correia recordou que Portugal exige do país vizinho a manutenção de caudais mínimos dos rios internacionais e está “vigilante”, medindo-os à entrada em território nacional.


O Partido Ecologista ‘Os Verdes’ (PEV) considerou “particularmente imoral que, num período de seca tão acentuada, o Estado espanhol continue a fazer transvases do Tejo para o rio Segura” e qualificou de “escandaloso” o facto de o Governo português entender como legítima tal atitude. O PEV reclamou a revisão urgente dos acordos entre Portugal e Espanha relativamente ao Tejo. 

Recorde-se que, recentemente, a Espanha invocou um regime de excepção que lhe permitiu desrespeitar o caudal mínimo do rio Douro.
Os dois Estados ibéricos firmaram depois novo acordo, comprometendo-se a Espanha a deixar passar para o nosso país um caudal mínimo entre 500 e 550 milhões de metros cúbicos.  Em relação ao Tejo, o ministro do Ambiente Nunes Correia aceitou com tranquilidade uma decisão que em Espanha constituiu motivo de acesa discussão entre os representantes da comunidade autonômica de Castela - La Mancha, que vai ceder a água, e o Governo de Múrcia, região que vai recebê-la. 

Castela–La Mancha não queria dar mais de 35 milhões de metros cúbicos. Múrcia reclamava 120 milhões, de modo a assegurar alguma actividade agrícola. O Conselho de Ministros decidiu-se ontem pelos 82 milhões de metros cúbicos, destinados ao abastecimento público (39) e ao regadio (43). Fê-lo mesmo reconhecendo que o nível das albufeiras na nascente do Tejo é o mais baixo dos últimos 15 anos.

QUEM GASTAR MAIS PAGA TAXA ADICIONAL
O ministro do Ambiente, Nunes Correia, garantiu que com a nova Lei da Água pouco mais de cinco por cento dos consumidores será obrigados a pagar uma taxa de utilização. A nova Lei da Água foi ontem debatida na Assembleia da República. 
O Governo apresentou uma proposta de lei e o PCP, o PSD e o CDS/PP projectos de lei.
A proposta do Governo introduz uma taxa de recursos hídricos sobre a utilização privada.
O ministro explicou, após o debate, que o pequeno agricultor não será afectado com a nova Lei. “Se for um grande agricultor, com muitos hectares, vai ter de pagar”, disse, frisando que cerca de cinco por cento dos utilizadores são responsáveis pelo consumo de 80 a 90 por cento do total usado, sendo esses que irão pagar a taxa.
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2/07/2005
PortugalClub

publicado por LauraBM às 17:20

10
Jun 05

letreiro_leiacomatencao.gif A quem interessar!

Preparei o texto abaixo em fonte Verdana, tamanho 11.
Numa folha A-4, cabem 4 tiras.
Imprimi 200 folhas (800 tiras), gastando R$ 12,00 (papel+tinta).


Cada vez que paro numa esquina e recebo um panfleto de propaganda ou oferta de venda de bugigangas, retribuo com uma tira contendo o texto abaixo:

Permitir venda de armas  NÃO  significa que as compraremos.
Proibir venda de armas  NÃO  impede que o bandido as consiga.
As autoridades  NÃO   estão preparadas para nos dar protecção.
Tentar defender a família  NÃO  é crime.

Referendo de sucesso, será o que permitir o fechamento do Congresso.

Dia 23/10/2005, vote  NÃO.
Nós  podemos  fazer  a  diferença  na  verdade  do  futuro.
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10/2005
Haroldo P .  Barboza  -  Autor do livro: Brinque e cresça feliz.

NOTA:

Em Portugal, também a coisa não está a funcionar muito bem.
Retiraram-me a licença de uso de arma mas permitem que continue a possui-la.
Se atingirmos algum bandido, mesmo dentro da n/propriedade, poderemos enfrentar sérios problemas com a polícia.
A realidade é que preferimos defender-nos dos assaltantes do que morrer indefesos. O resto se verá!
Mas se algum dia nos retirarem a arma, depressa compraremos outra na candonga.

E quem é que não sabe quais os locais onde isso pode ser efectuado?

Só se for a polícia, porque todo mundo sabe!!!!!! E não são presos em flagrante delito porque a polícia não vai lá.
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Olarela!!!!!!!

publicado por LauraBM às 15:15

02
Jun 05

recebi e repasso:

 

Como é sabido de todos foi necessário um político pedir aos portugueses para se unirem durante o EURO 2004 e pôr uma bandeira de Portugal na janela para o povo se unir por uma causa e dignificar o país.

Agora é tempo de nova união. Guardemos essas bandeiras e vamos todos pôr uma bandeira negra 

                      
bandeira_negra.jpg 

 

 

 

luto em forma de protesto em nome de todos nós portugueses vítimas do momento negro que atravessamos e do que ainda virá fruto de uma má gestão por parte dos sucessivos governos que continuam a gastar o que não têm e que é nosso esforço em prol das mordomias sem as quais não querem viver.

Dia 10 de Junho façamos luto por Portugal: bandeira negra na janela por todo o país!

Não deixemos que meia dúzia de políticos gozem com 800 anos de história!

Passe esta mensagem a todos os seus conhecidos pois Portugal é dos Portugueses.

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2/06/2005

artigo recebido via Internet, s/autoria (nem precisa, não é?)

publicado por LauraBM às 00:44

15
Jan 05

ASSOCIAÇÃO ANIMAL
Depois do Bloco de Esquerda ter respondido, também o CDS-PP respondeu positivamente aos apelos a favor de uma política de protecção dos animais...

Por favor, escreva ao CDS-PP agradecendo a resposta, mas lembrando este partido que, até aqui, tem tomado diversas posições e iniciativas em defesa das touradas e da legalização das touradas de morte em Barrancos | Reforce também os seus apelos para o PS e para o PSD

Depois da pronta e muito positiva resposta do Bloco de Esquerda aos muitos apelos que muitos eleitores têm feito chegar aos dirigentes políticos portugueses para que estes, nos seus programas eleitorais e no subsequente exercício dos cargos políticos para que serão eleitos nas eleições legislativas de 20 de Fevereiro, incluam propostas de medidas sérias e eficazes de protecção dos animais, também o CDS-PP dirigiu a seguinte resposta aos muitos eleitores que contactaram esta força política:

Caro(a) Amigo(a),
Sendo o CDS, como é do conhecimento público, um partido democrata-cristão, não poderia deixar de preocupar-se seriamente com os direitos dos animais e também com aquilo que na sua mensagem chama de "objectivo civilizacional de continuar a fazer avançar a protecção dos animais no plano político e legislativo".  Essa defesa tem vindo aliás a ser há muito uma das causas nobres daquele que é um dos nossos deputados mais históricos do CDS, o Dr. Narana Coissoró, neste momento candidato a deputado como cabeça de lista por Faro.

Quero, por isso, garantir-lhe que o CDS não deixará jamais que outros assumam como exclusivas uma bandeira e uma causa que é também a nossa e de todos os portugueses de bem. Não poderemos jamais aceitar que se maltratem os animais, sem que esse comportamento não seja sancionado.

Com os meus melhores cumprimentos,
Pedro Mota Soares
Director Nacional da Campanha do CDS-PP

Por favor, envie a seguinte mensagem de agradecimento ao CDS-PP por uma resposta tão positiva, mas lembre esta força política que as posições e iniciativas que tem assumido em defesa das touradas e da legalização das touradas de morte em Barrancos não são compatíveis com a preocupação que, afinal, afirma relativamente à protecção dos animais.
geral@lisboa.cds-pp.pt e cds-pp@cds.pt
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O Partido Socialista e o Partido Social Democrata, que são os dois maiores partidos políticos em Portugal – tendo, por isso, responsabilidades ainda mais acrescidas, e, além disso, tendo a obrigação de, por terem mais meios, serem capazes de assegurar uma comunicação eficaz e adequada com os eleitores que os contactem – não tenham ainda respondido.
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publicado por LauraBM às 23:06

Animal_associacao.jpgAté agora, o Bloco de Esquerda foi a única força política que respondeu, e de forma positiva, aos apelos de eleitores preocupados com os animais...

Por favor, agradeça ao Bloco de Esquerda a boa resposta e reforce os apelos junto dos outros partidos políticos para que incluam nas suas propostas políticas eleitorais medidas de protecção dos animais

No seguimento da campanha lançada pela ANIMAL há dois dias para levar os partidos políticos que concorrem às próximas eleições legislativas (de 20 de Fevereiro) a incluírem nos seus programas eleitorais medidas sérias e eficazes de protecção dos animais, e depois de muitos eleitores preocupados com os animais terem enviado mensagens aos dirigentes de cada partido político pedindo-lhes que correspondam a este pedido e que elejam a protecção dos animais também como uma prioridade política, o Bloco de Esquerda foi, pela mão de Francisco Louçã, a única força política que, até aqui, respondeu às centenas de pessoas que já enviaram mensagens, tendo, aliás, esta resposta sido positiva, como de seguida se transcreve:

Caros correspondentes

Obrigado pela vossa circular tão detalhada.
Como sabem, o Bloco de Esquerda incluiu na sua proposta de revisão constitucional a obrigatoriedade de protecção dos animais e a punição da violência contra os animais - manteremos sempre essa linha orientadora na nossa actividade no próximo parlamento. Por isso, apresentámos também um projecto de lei contra o tiro aos pombos e batemo-nos contra a tourada de morte. Nunca hesitamos nem hesitaremos nesta matérias, porque fazem parte dos direitos e deveres essenciais da modernidade.
Os cumprimentos fraternos de
Francisco Louçã
========================

Por favor, agradeça ao Bloco de Esquerda a boa resposta que deu a quem, como humano, cidadão e eleitor, se preocupa com os animais e com a sua protecção legislativa e política, enviando mensagens de agradecimento para Francisco.Louca@be.parlamento.pt

Por outro lado, e porque é necessário continuar a exercer uma forte pressão para que outros partidos políticos sigam este excelente exemplo, diga aos dirigentes dos outros partidos políticos que exige que Portugal avance civilizacionalmente e proteja os seus animais e que espera dos dirigentes, candidatos e partidos políticos que concorrem às eleições legislativas que sejam os autores principais deste avanço.

A elegância, a civilidade e uma democracia participativa madura e salutar exigem que os partidos e dirigentes já contactados respondam, pelo menos, às mensagens de apelo. Por favor, copie os seguintes nomes e endereços e envie a nova mensagem proposta (mais abaixo) para:

Exm.º Senhor Eng.º José Sócrates
Digníssimo Secretário-Geral do Partido Socialista
E-mails: portal@ps.pt  forum@novasfronteiras.pt e info@novasfronteiras.pt  com conhecimento a campanhas@animal.org.pt 
Exm.º Senhor Dr. Pedro Santana Lopes
Digníssimo Presidente do Partido Social Democrata
E-mails: psd@psd.pt  com conhecimento a campanhas@animal.org.pt 
Exm.º Senhor Dr. Paulo Portas
Digníssimo Presidente do CDS–Partido Popular
E-mails: cds-pp@cds.pt e geral@lisboa.cds-pp.pt  com conhecimento a campanhas@animal.org.pt 
Exm.º Senhor Jerónimo de Sousa
Digníssimo Secretário-Geral do Partido Comunista Português
E-mails: pcp@pcp.pt com conhecimento a campanhas@animal.org.pt 
Exm.ª Senhora Dr.ª Isabel Castro
Digníssima Dirigente do Partido Ecologista Os Verdes
E-mails: osverdes@mail.telepac.pt com conhecimento a campanhas@animal.org.pt .
Exm.º Senhor Dr. Manuel Monteiro
Digníssimo Presidente do Partido da Nova Democracia
E-mails: info@pnd.pt com conhecimento a campanhas@animal.org.pt  
(Juntar o nome e cargo do dirigente político aqui)

Enquanto o Bloco de Esquerda teve já o gesto elegante e democrático de responder ao apelo que, enquanto cidadão e eleitor, enviei a este partido político, assim como enviei ao partido político que V. Ex.ª dirige – comprometendo-se, de resto, com o objectivo civilizacional de continuar a fazer avançar a protecção dos animais no plano político e legislativo –, não tive, lamentavelmente, até ao momento, resposta de V. Ex.ª.

Contenho ainda a minha desilusão por querer acreditar que um tão importante apelo – porque os apelos que dizem respeito à protecção dos animais são francamente importantes – merecerá a consideração e resposta de V. Ex.ª. Quero, de resto, acreditar que V. Ex.ª e o partido que dirige saberão não só responder ao meu apelo como também responder-lhe positivamente, nomeadamente aceitando incluir nas suas propostas eleitorais para as próximas eleições legislativas medidas sérias e eficazes de protecção dos animais.

Recusando-me a admitir sequer que não terei uma resposta de V. Ex.ª, quero deixar claro que, se tal acontecer, ou se a resposta que tiver não for positiva, saberei compensar com o meu voto as forças políticas que, em justiça e consciência, reconhecerem e apoiarem o dever e a importância de proteger os animais, comprometendo-me, de resto, a aconselhar todos os meus familiares, amigos e conhecidos a votarem apenas nas forças políticas que saibam reconhecer e defender politicamente os animais e o respeito e a protecção que lhes é devida.

Na esperança de muito em breve poder ver este apelo a ser democrática e politicamente atendido,
Com os melhores e mais respeitosos cumprimentos,
De V. Ex.ª,

Nome:
Cidade:
E-mail:
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Torne-se sócia/o da ANIMAL e apoie a organização na defesa dos direitos dos animais. Inscreva-se através de socios@animal.org.pt
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Junte-se ao Grupo de Activismo da ANIMAL. Inscreva-se enviando um e-mail em branco para activismo_animal-subscribe@yahoogroups.com
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Para mais informações, por favor contacte a ANIMAL através do e-mail info@animal.org.pt  ou visite o site www.animal.org.pt
Se não quiser receber mais a Newsletter da ANIMAL, por favor envie um e-mail com a inscrição "Sair" para info@animal.org.pt

publicado por LauraBM às 00:51

01
Fev 04

-Poetisa portuguesa -  NataliaCorreia.jpgNatália Correia nasceu na ilha de São Miguel, Açores, em 13/09/1923 e morreu em Lisboa em 16/03/1993.
Dais maiores escritoras do Sec. XX em Portugal, Natália Correia foi a mais controversa.
Muito ligada à sua terra, distinguiu-se cedo pela sua poesia irreverente e apaixonada, na linha do surrealismo.
Figura proeminente da cultura portuguesa da segunda metade do século XX, notabilizou-se como poetisa e como política.
Foi fundadora da Frente Nacional para a Defesa da Cultura, interveio politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos da mulher.
Apelou sempre à literatura como forma de intervenção na sociedade, tendo tido um papel activo na oposição ao Estado Novo.

Estatura bem constituída, traços fortes, olhos grandes, a sua imagem característica era o cabelo penteado em "banana" e fumando de boquilha.
Interveniente, irreverente, inteligente, tinha uma presença marcante.
Ao contrário de Florbela Espanca, não escreve em submissão ao amor homem-mulher socialmente correcto.
4 Casamentos, balzaquiana, noctívaga, personalidade muito forte.
Não deixava de fazer o que lhe dava prazer, não deixava nada por dizer:
"chamava os nomes às coisas".

Natália Correia foi muito conhecida pela sua poesia e pela truculência das suas intervenções na sociedade portuguesa, antes e depois da instauração da democracia.

Na Assembleia da República ora intervinha nos debates políticos de modo frontal ora respondia com poemas.

Resposta a Mário Cesariny:

VERDADEIRA LITANIA PARA OS TEMPOS DA REVOLUÇÃO

"Burgueses somos nós todos ó literatos
Burgueses somos nós todos ratos e gatos"
(Mário Cesariny)

Mário nós não somos todos burgueses
os gatos e os ratos se quiseres,
os literatos esses são franceses
e todos soletramos malmequeres.

Da vida o verbo intransitivo
não é burguês é ruim;
e eu que nas nuvens vivo
nuvens! O que direi de mim?

Burguês é esse menino extraordinário
que nasce todos os anos em Belém
e a poesia se não diz isto Mário
é burguesa também.

Burguês é o carro funerário.
Os mortos são naturalmente comunistas.
Nós não somos burgueses Mário
o que nós somos todos é sebastianistas.
-------------------
Natália Correia

Com Isabel Meyrelles cria o Botequim (local de encontro,  convívio e tertúlia, onde nasciam ideias culturais efervescentes).
Foi uma figura importante das tertúlias que reuniam nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas dos anos 50 e 60. Ficou conhecida pela sua personalidade vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita.
Em vésperas de Natal de 1969,  Natália brilhou numa noite que ficou célebre em casa de Amália Rodrigues, em Lisboa.  Estava lá Vinícius de Moraes, que declamou poesia sua e cantou Saudades do Brasil em Portugal.
Ficou tudo gravado.
Há 3 anos foi editado o duplo-álbum "Amália e Vinícius", gravado ao vivo nessa noite em casa de Amália Rodrigues, composto por fados interpretados por Amália, à guitarra e à viola, e poemas declamados por Vinicius, por Natália Correia, José Carlos Ary dos Santos, e David Mourão-Ferreira.
Um serão que fez História!

Natália Correia organizou antologias e foi Assessora do Secretário de Estado da Cultura.
Foi Directora Literária e colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras.
A sua obra está traduzida em várias línguas.

AUTO-RETRATO

Espáduas brancas palpitantes:
asas no exílio dum corpo.
Os braços calhas cintilantes
para o comboio da alma.
E os olhos emigrantes
no navio da pálpebra
encalhado em renúncia ou cobardia.
Por vezes fêmea. Por vezes monja.
Conforme a noite. Conforme o dia.
Molusco. Esponja
embebida num filtro de magia.
Aranha de ouro
presa na teia dos seus ardis.
E aos pés um coração de louça
quebrado em jogos infantis.
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Natália Correia

publicado por LauraBM às 22:18

"O Congresso Nacional é um local que:
se gradear vira zoológico,
se murar vira presídio,
se colocar uma lona em cima vira circo,
se colocar lanternas vermelhas vira prostíbulo
e se der descarga não sobra ninguém."

======================

Frase do Dia, do Mês, do Ano e do Século

“Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenados aos iluminados que bolçam certas leis.”


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"Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo.
Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista.
E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".

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General Olímpio Mourão Filho
(in A Verdade de um Revolucionário de 1978)



ESSA FRASE DEVE CONTINUAR CIRCULANDO....

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:


“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada”.


Qualquer semelhança com o Brasil e o Portugal de hoje, não é mera coincidência...


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...”

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Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

O problema de Portugal é que quem elege os governantes
não é o pessoal que lê o jornal, mas quem limpa o traseiro com ele!


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