Olhando pra Lisboa, ali tão perto ............... lá no alto, de cabelos ao vento................................ o Cristo-Rei foi pregar para o deserto ..................... e deixou os camelos em... «Belém»!

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FRASES INTEMPORAIS APLICADAS À POLÍTICA

1 - O cigarro adverte:

"o governo faz mal à saúde!"

2 - Não roube,

“o governo detesta concorrência.”

3 - Errar é humano.

“Culpar outra pessoa é política.”
4 - Autarcas portugueses
"São os mais católicos do mundo. Não assinam nada sem levar um terço.

5 - Se bem que…

"o salário mínimo deveria chamar-se gorjeta máxima".

6 - Feliz foi Ali-Babá que:
"não viveu em Portugal e só conheceu 40 ladrões!!!..."

7 - Não deixe de assistir

"ao horário político na TV:

Talvez seja a única oportunidade de ver políticos portugueses em "cadeia nacional".

8 – O maior castigo

"para quem não se interessa por política é que será governado pelos que se interessam."

9 - Os políticos
"são como as fraldas... Devem ser trocados com frequência, e sempre pelo mesmo motivo...

10 - Os líderes

"das últimas três décadas ou sucedem a si próprios ou então criam clones dos seus tiques."

11 - Os partidos
"
tomaram conta do Estado e puseram o Estado ao seu serviço."

12 - A frase do dia é de Alberto João Jardim:
- O que penso sobre o aborto?!...

- Considero-o um péssimo Primeiro-ministro e está a governar muito mal o País.

13 - Notícia de última hora!!!

- “Fiscais da ASAE, (brigada de inspecção da higiene alimentar), acabam de encerrar a Assembleia da República.“
Motivo: Comiam todos no mesmo tacho!

14 – Bom para Portugal!!!!!

"Sou totalmente a favor do casamento gay entre os políticos.

Tudo que possa contribuir para que eles não se reproduzam é bom para o país..."

15 - Candidatos:

"Antigamente os cartazes nas ruas, com rostos de criminosos, ofereciam recompensas;
hoje em dia, pedem votos".

16 - País desenvolvido:

"não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos usam transporte público".

17 - Austeridade é quando

"o Estado nos tira dinheiro para pagar as suas contas até deixarmos de ter dinheiro para pagar as nossas".

18 - O governo esclare:

"Os cortes aos reformados só se aplicam a quem tiver 2 pensões. Quem tiver 2 hotéis ou 2 residenciais está safo".

19 - A força do Fisco:

"O estado arranca-me tudo à força e depois diz que sou contribuinte".

20 - País desenvolvido

não é onde o pobre tem carro, é onde os políticos, usam transporte público.

21 - Austeridade é quando

o Estado nos tira dinheiro para pagar as suas contas até nós deixarmos de ter dinheiro para pagar as nossas.

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17
Fev 15

"A Verdade sobre a DESPESA do ESTADO" de Miguel Matos Chaves (Economista do CDS/PP) e auditor de Defesa Nacional  

Em lugar de colar aqui o artigo, decidi colar apenas o link. Assim, aproveitam e lêem o artigo por inteiro para saberem como andamos todos enganados, espoliados e como os deputados de Bruxelas se divertem às n/custas.

http://quintalusitana.blogspot.pt/2014/05/v-behaviorurldefaultvmlo_26.html  

Meus Prezados Amigos,

Um pouco farto de ver e ouvir certas histórias, que pressentia, mal contadas, decidi-me a fazer as minhas contas a partir das Fontes Oficiais (INE e EUROSTAT). Tem sido dito que os Pensionistas e os Reformados, junto com as Despesas de Pessoal do Estado, significariam, em conjunto, cerca de 75% a 78% das Receitas Públicas. Fui então verificar.

Ora sendo eu um cidadão preocupado com o desenvolvimento do meu País e com o Bem-Estar dos portugueses, achei que este número, a ser verdade, seria muito elevado e traria restrições severas a uma Política de Desenvolvimento e de Crescimento a Portugal. Mas depois de tanto ouvir, comecei a achar estranho que estes números fossem repetidos até à exaustão. E decidi investigar eu próprio da veracidade de tais números. Eis os Resultados: (1º) QUADRO nº 1 - Pensões e Reformas (Unidade: mil milhões de euros)

PENSÕES e Reformas

2011

2012

2013

P.I.B.

237,52 €

212,50 €

165,67 €

PENSÕES

13,20 €

13,60 €

14,40 €

Peso % - s/ PIB

5,56%

6,40%

8,69%

Total de Receitas

77,04 €

67,57 €

72,41 €

Peso % - s/ T. Receitas

17,13%

20,13%

19,89%

Meu comentário: Qual não foi o meu espanto quando face a “doutas” opiniões de Economistas do Regime, de Jornalistas (ditos de economia) e de Políticos em que todos coincidiam em que esta Rubrica rondaria os 30% a 35% das Receitas do Estado e cerca de 15% a 17% do PIB, vim a verificar os resultados do Quadro nº 1 que acima publico. Isto é: as Reformas e as Pensões, mesmo numa Economia em Recessão, significaram entre os 20,13% e os 19,89%, sobre as receitas totais do Estado. Muito longe, portanto, dos anunciados 30% a 35%. Mas se a análise for feita sobre o PIB então o seu significado variou, repito num quadro de uma Economia em Recessão, entre os 8,69% e os 5,56%. Portanto muito longe do anunciado pelos “especialistas”. A coberto dessas pretensas “realidades” foram cometidos os mais soezes ataques a esta parte da população portuguesa. Parafraseando o Prof. Doutor Adriano Moreira – “estamos em presença de um esbulho”.

NOTA: Por uma questão de educação não quero adjectivar mais as declarações sobre a matéria da Srª Ministra das Finanças e seu antecessor, nem do Sr. 1º Ministro, já que os restantes declarantes deixaram de me merecer qualquer respeito. (2º) QUADRO nº 2 - Despesas com Pessoal do Estado (Unidade: mil milhões de euros)

PESSOAL

2011

2012

2013

P.I.B.

237,52 €

212,50 €

165,67 €

Despesas c/ Pessoal

11,30 €

10,00 €

10,70 €

Peso % - s/ PIB

4,76%

4,71%

6,46%

Total de Receitas

77,04 €

67,57 €

72,41 €

Peso % - s/ T. Receitas

14,67%

14,80%

14,78%

Meu comentário: Devo confessar que aqui, nesta rubrica, o meu espanto ainda foi maior, dada a prolixa comunicação sobre este tema proferida pelos actores acima referidos. E feitas as contas, (quadro nº 2 acima), e juntando então os dois, os resultados são na verdade os seguintes:  (Quadro nº 3 – Pensões e Reformas + Custos c/ Pessoal) (Unidade: mil milhões de euros)

PENSÕES + Desp. PESSOAL

2011

2012

2013

P.I.B.

237,52 €

212,50 €

165,67 €

PENSÕES + Desp. PESSOAL

24,50 €

23,60 €

25,10 €

Peso % - s/ PIB

10,31%

11,11%

15,15%

Total de Receitas

77,04 €

67,57 €

72,41 €

Peso % - s/ T. Receitas

31,80%

34,92%

34,66%

Ou seja: a SOMA das Pensões e Reformas com as dos Custos de Pessoal do Estado, somam (numa Economia em Recessão) entre os 34,92% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 31,80% sobre as Receitas Totais do Estado; e entre 15,15% (incluindo aqui as indemnizações de mútuo acordo das rescisões então efectuadas) e os 10,31% sobre o Produto Interno Bruto.

OU SEJA: Menos de Metade dos números anunciados pelo Sr. 1º Ministro e seus Ministros das Finanças, para falar de actores políticos relevantes, deixando de lado as personalidades menores que pululam nas Televisões, Rádios e Imprensa escrita que passei assim a tratar dada a sua falta de seriedade intelectual. E a coberto disto se construiu uma Política do agrado do Sistema Financeiro, por razões e números que aqui não vou referir, e dos Credores (por razões que aqui também me dispenso de enumerar).

CONCLUSÃO: Estamos a ser enganados deliberadamente por pessoas que têm e prosseguem uma filosofia política bem identificada e proveniente dos teóricos da Escola de Chicago (a Escola Ultra Liberal), apesar de um dos seus maiores expoentes, o Sr. Alan Greenspan – ex- Governador do FED (Reserva Federal Norte-americana) ter pedido desculpa por ter acreditado nela e ter permitido os desmandos do sector financeiro que nos trouxeram até às crises das Dívidas Soberanas, embora ajudados pela subserviência, incúria e incompetência de boa parte das classes políticas ocidentais. Espero ter sido útil neste meu escrito.

Na verdade sendo um homem da Direita Conservadora o meu primeiro Partido é Portugal. Os Partidos Políticos são, para mim, apenas Instrumentos para o engrandecimento de Portugal. Se não cumprirem esta missão então, para mim, não servem para nada. E vejo, com extremo desgosto, o meu próprio Partido – o CDS-PP, metido nesta situação degradante para Portugal e para os Portugueses sabendo que há alternativas. E acima de tudo odeio a mentira.

Está na hora, na minha opinião, de reformar e modificar o sistema político vigente, sob pena de irmos definhando enquanto Nação Independente.

Com os meus melhores cumprimentos Miguel Mattos Chaves Gestor Doutorado em Estudos Europeus (dominante: Economia) Auditor de Defesa Nacional

publicado por LauraBM às 22:41

05
Fev 15

Que extraordinário artigo, esse aí. Deixou-me a pensar na verdade de tudo quanto diz.

Laura B. Martins 

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Declarações do escritor e dissidente soviéticoVLADIMIR BUKOVSKY, sobre o Tratado de Lisboa.
É surpreendente que, após ter enterrado um monstro, a URSS, se tenha construído outro semelhante: a União Europeia (UE).
O que é, exactamente a União Europeia? Talvez fiquemos a sabê-lo examinando a sua versão soviética.
 
A URSS era governada por quinze pessoas não eleitas que se cooptavam mutuamente e não tinham que responder perante ninguém. A UE é governada por duas dúzias de pessoas que se reúnem à porta fechada e, também não têm que responder perante ninguém, sendo politicamente impunes.
Poderá dizer-se que a UE tem um Parlamento. A URSS também tinha uma espécie de Parlamento, o Soviete Supremo. Nós, (na URSS) aprovámos, sem discussão, as decisões do Politburo, como na prática acontece no Parlamento Europeu, em que o uso da palavra concedido a cada grupo está limitado, frequentemente, a um minuto por cada interveniente.
Na UE há centenas de milhares de eurocratas com vencimentos muito elevados, com prémios e privilégios enormes e, com imunidade judicial vitalícia, sendo apenas transferidos de um posto para outro, façam bem ou façam mal.
Não é a URSS escarrada?
 
A URSS foi criada sob coacção, muitas vezes pela via da ocupação militar. No caso da Europa está a criar-se uma UE, não sob a força das armas, mas pelo constrangimento e pelo terror económicos.
Para poder continuar a existir, a URSS expandiu-se de forma crescente. Desde que deixou de crescer, começou a desabar. Suspeito que venha a acontecer o mesmo com a UE. Proclamou-se que o objectivo da URSS era criar uma nova entidade histórica: o Povo Soviético. Era necessário esquecer as nacionalidades, as tradições e os costumes. O mesmo acontece com a UE, ao
que parece. A UE não quer que sejais ingleses ou franceses, pretende dar-vos uma nova identidade: ser «europeus», reprimindo os vosso sentimentos nacionais e, forçar-vos a viver numa comunidade multinacional. Setenta e três anos deste sistema na URSS acabaram em mais conflitos étnicos, como não aconteceu em nenhuma outra parte do mundo.
Um dos objectivos «grandiosos» da URSS era destruir os estados-nação. É exactamente isso que vemos na Europa, hoje. Bruxelas tem a intenção de fagocitar os estados-nação para que deixem de existir.
 
O sistema soviético era corrupto de alto a baixo. Acontece a mesma coisa na UE. Os procedimentos antidemocráticos que víamos na URSS florescem na UE.
Os que se lhe opõem ou os denunciam são amordaçados ou punidos. Nada mudou.
Na URSS tínhamos o «goulag». Creio que ele também existe na UE. Um goulag intelectual, designado por «politicamente correcto».. Experimentai dizer o que pensais sobre questões como a raça e a sexualidade. Se as vossas opiniões não forem «boas», «politicamente correctas», sereis ostracizados.
É o começo do «goulag». É o princípio da perda da vossa liberdade.
 
Na URSS pensava-se que só um estado federal evitaria a guerra. Dizem-nos exactamente a mesma coisa na UE. Em resumo, é a mesma ideologia em ambos os sistemas. A UE é o velho modelo soviético vestido à moda ocidental. Mas, como a URSS, a UE traz consigo os germes da sua própria destruição.
Desgraçadamente, quando ela desabar, porque irá desabar, deixará atrás de si um imenso descalabro e enormes problemas económicos e étnicos. O antigo sistema soviético era irreformável. Do mesmo modo, a UE também o é. (…)
 
Eu já vivi o vosso «futuro»…"
publicado por LauraBM às 20:25

23
Mai 14

Hoje, só queria deixar esta mensagem:

1 - Não adianta não ir votar porque só traz vantagens aos que já estão no poder.

2 - Não adianta entregar o boletim em branco porque apenas diminui a abstenção.

3 - Não adianta entregar o boletim riscado porque não conta.


ANOTAR: - Os nºs anteriores apenas servem os interesses dos que têm destruído Portugal e os portugueses.

ASSINALAR: - Eles não vêm a sua cara indignada, os boletins riscados vão para o lixo e nem sabem que você existe.

REGISTAR: - Se quer servir Portugal e os seus direitos, vote noutros partidos. Pelo menos penaliza-os.


SABER: A campanha foi má, os candidatos pouco tinham para oferecer e a TV foi uma desilusão. Se está mal informado, consulte a INTERNET E PESQUISE tudo o que possa. A Revista Visão nº 1106 de Maio trouxe alguma luz aos programas dos 8 principais candidatos, já que os restantes poucas hipóteses terão de eleger deputados.


Informe-se, politize-se! A vida é sua, A Europa pode mudar e o destino de Portugal também.


O VOTO É A SUA ARMA, UTILIZE-A!

publicado por LauraBM às 14:18

07
Mai 14

  

https://www.youtube.com/watch?v=_4NMY_9m8hA

 

Neste vídeo, que já foi banido de alguns canais do youtube, explica-se a forma fácil e os passos premeditados para chegar à crise.
Resumo... 
1º - Cria-se uma divida privada. Os bancos investem o dinheiro que não é deles, em mercados financeiros e arriscam.
2º - Os bancos endividam-se sem controlo, usando o dinheiro dos cidadãos.
3º - Cedo se apercebem que a sua divida privada é impossível de pagar.
4º - Assim os estados são obrigados a pedir dinheiro aos mercados financeiros.
5º - E com ele, ajudam os bancos responsáveis pelo desastre, a tapar buracos.
6º - Cresce a divida pública, com pedidos de empréstimos, que será paga pelos contribuintes e seus descendentes.
7º -  Para pagar os buracos desta festa vai-se buscar;
        - algum dinheiro aos ricos, pois não queremos uma minoria dominante zangada
        - muito dinheiro aos pobre e médios pois nem notarão dado que são uma maioria mas sem poder, e divide-se por todos
        - ás empresas também pouco se pede 
        - aos bancos não se pede nada... pois são eles que dão crédito e precisam de os manter aliados
8º - Depois de tudo isto sobra pouco dinheiro para os serviços sociais, já que a maioria dos impostos vai para os juros das dividas.
9º - Finalmente conseguirão convencer os contribuintes que os serviços públicos são muito dispendiosos e medíocres... e os cidadão acreditam que é melhor privatizá-los.
10º - E esta será a desculpa perfeita para os entregar ás grandes empresas privadas. Vende-se o estado e a soberania.
11º - Et voilá ... o objectivo final foi alcançado "Tudo para uns poucos... e nada para o resto"

ARTIGO COMPLETO: http://goo.gl/LDOumr

publicado por LauraBM às 23:50

18
Abr 14
publicado por LauraBM às 00:47

15
Abr 14

 

https://www.youtube.com/watch?v=_4NMY_9m8hA

Neste vídeo, que já foi banido de alguns canais do youtube, explica-se a forma fácil e os passos premeditados para chegar à crise.
Resumo... 
1º - Cria-se uma divida privada. Os bancos investem o dinheiro que não é deles, em mercados financeiros e arriscam.
2º - Os bancos endividam-se sem controlo, usando o dinheiro dos cidadãos.
3º - Cedo se apercebem que a sua divida privada é impossível de pagar.
4º - Assim os estados são obrigados a pedir dinheiro aos mercados financeiros.
5º - E com ele, ajudam os bancos responsáveis pelo desastre, a tapar buracos.
6º - Cresce a divida pública, com pedidos de empréstimos, que será paga pelos contribuintes e seus descendentes.
7º -  Para pagar os buracos desta festa vai-se buscar;
        - algum dinheiro aos ricos, pois não queremos uma minoria dominante zangada
        - muito dinheiro aos pobre e médios pois nem notarão dado que são uma maioria mas sem poder, e divide-se por todos.
        - ás empresas também pouco se pede 
        - aos bancos não se pede nada... pois são eles que dão crédito e precisam de os manter aliados.
8º - Depois de tudo isto sobra pouco dinheiro para os serviços sociais, já que a maioria dos impostos vai para os juros das dividas.
9º - Finalmente conseguirão convencer os contribuintes que os serviços públicos são muito dispendiosos e medíocres... e os cidadão acreditam que é melhor privatiza-los.
10º - E esta será a desculpa perfeita para os entregar ás grandes empresas privadas. Vende-se o estado e a soberania.
11º - Et voilá ... o objectivo final foi alcançado "Tudo para uns poucos... e nada para o resto"

ARTIGO COMPLETO: http://goo.gl/LDOumr

 

publicado por LauraBM às 00:32

07
Abr 14

https://www.youtube.com/watch?v=UP1T49HVFPY

 

publicado por LauraBM às 22:55

29
Mar 14

publicado por LauraBM às 00:18

28
Mar 14

… Este manifesto limita-se a olhar a realidade de frente: o País caminha para o suicídio, e é preciso mudar o rumo …

Os homens não são todos iguais

 

Por:VIRIATO SOROMENHO MARQUES - DIÁRIO DE NOTÍCIAS 13/03/14 ...
O manifesto propondo a reestruturação da dívida foi conhecido no mesmo dia em que o INE revelava os resultados da política levada a cabo pela troika com a cumplicidade entusiástica deste governo.
Como se fosse uma lista de baixas numa guerra, ficámos a saber que o PIB do país recuou ao nível do ano 2000 e o emprego tombou até ao ano de 1996. Em dois anos e meio foram destruídos 328 mil empregos.
Tudo isto para combater uma dívida pública bruta excessiva, que, no mesmo período, subiu de 94% para quase 130% (ultrapassando em 15% as previsões da troika)!
Este manifesto limita-se a olhar a realidade de frente: o País caminha para o suicídio, e é preciso mudar o rumo. No quadro europeu. Pesando o interesse de Portugal, mas também o interesse comum do projecto europeu, de que muita gente, em Bruxelas e Berlim, parece ter-se esquecido. Perante isso, o primeiro-ministro, e uma escassa legião de escribas auxiliares, acusam os subscritores do manifesto de "pôr em causa o financiamento do país", de "inoportunidade", e, até, de falta de patriotismo.
No século XIX, dois grandes europeus, Antero de Quental e Nietzsche escreveram, ao mesmo tempo, quase a mesma coisa: o que separa os homens é a maior ou menor capacidade que têm de "suportar" a verdade de que depende a dignidade da vida. A verdade dói, mas a mentira mata.
Tenho muito orgulho em ter assinado este manifesto ao lado de Manuela Ferreira Leite, ou Bagão Félix, pois a diferença crucial não é entre esquerda e direita, mas entre a verdade e a mentira.
O que une este governo, e o atual diretório europeu, é a ligação umbilical entre o seu poder e a mentira organizada.
O país e a Europa só poderão sobreviver se forem resgatados de líderes medíocres, com fobia da verdade.
publicado por LauraBM às 00:03

13
Mar 14

Cada vez mais fundo... Revoltante e triste...

Ontem à noite fomos fazer uma visita aos nossos amigos, mais uma vez a revolta e indignação é enorme.

...

 

Encontramos um senhor que estava internado e recebeu alta ontem do hospital, como não tinha para onde ir, seu destino certo foi uma calçada em uma das ruas no Porto. Sem Agasalho, cobertor ou coisa alguma…

O que lhe valeu foi um outro Sem-Abrigo, que na semana passada recebeu de nós um saco cama e ofereceu ao novo amigo que chegava.

 

Onde esta a assistência social deste país que permite que um doente que recebe alta do Hospital vá direto se deitar em um passeio????

 

Quando grito por Justiça social e por mais respeito e dignidade humana e posto uma foto para comprovar o que digo, vem certos falsos moralistas a dizer que estou a faltar com respeito a estas pessoas…

Aí me pergunto, ONDE ESTA O RESPEITO DESTE PAÍS PELOS SEUS CIDADÃOS?

Será que não há assistência social nos hospitais para encaminhar estas situações para que um doente possa se recuperar com o mínimo de conforto e cuidado…

Ou já pensam que é normal que um ser humano faça das ruas a sua casa?

Quando é “SENHORES RESPONSÁVEIS POR ESTE PAÍS” que vão compreender que pobre também é gente e como gente também sente.

 

"Um Governo que não olha pelo seu povo devia ser expulso pelo próprio povo do cargo que exerce."

 

Mais não digo, porque caso contrário vou de facto ofender muita gente.

 

https://www.facebook.com/MovimentoDosIndignadosDePortugal?ref=stream

 


publicado por LauraBM às 22:38

03
Mar 14

Sociólogo Boaventura de Sousa Santos da Universidade de Coimbra

 

Já assisti a diversos programas do dr. Medina Carreira e é raro o programa em que ele não fala destas mesmas reduções, especialmente nos luxos do estado.
Uma boa parte das ditas «gorduras que deveriam ser eliminadas» situa-se precisamente aí.
Costuma dizer que se não fosse pela poupança seria, ao menos, por uma questão moral perante o povo e os sacrifícios que lhe estão a ser exigidos.
Será que o primeiro ministro não sabe disto ou não lhe convém saber?
Afinal, ainda há gente séria e com  cabeça, neste país. Que pena não se poder trocar esta cambada de corruptos por um punhado de gente séria.
Seria preciso correr com todo o governo e começar tudo de novo com outra equipa. Só assim as pessoas sérias se candidatariam; caso contrário, perder-se-iam no meio dos burlões. E eles sabem disso!
Resultado: continuaremos a afundar-nos por conta dos mesmos e a servir o capital com mais do mesmo.
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Laura B. Martins
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Alternativa à Austeridade
Querem melhor receita para sobrevivermos a 2013?!...
Proposta DE ALTERNATIVA à austeridade, que tudo está a mirrar, isto no que toca a CORTE DE DESPESA nas ditas gorduras.
Por isso:
- Reduzam 50% do Orçamento da Assembleia da República e vão poupar +- 43.000.000,00€
- Reduzam 50% do Orçamento da Presidência da República e vão poupar +- 7.600.000,00€
- Cortem as Subvenções Vitalícias aos Políticos deputados e vão poupar +- 8.000.000,00€
- Cortem 30% nos vencimentos e outras mordomias dos políticos, seus assessores, secretários e companhia e vão poupar +- 2.000.000.00€
- Cortem 50% das subvenções estatais aos partidos políticos e pouparão +- 40.000.000,00€.
- Cortem, com rigor, os apoios às Fundações e bem assim os benefícios fiscais às mesmas e irão poupar +- 500.000.000,00€.
- Reduzam, em média, 1,5 Vereador por cada Câmara e irão poupar +- 13.000.000,00€
- Negoceiem, a sério, as famosas Parcerias Público Privadas e as Rendas Energéticas e pouparão + 1.500.000.000,00€.
 
Só aqui nestas “coisitas”, o país reduz a despesa em mais de 2 MIL e CEM MILHÕES de Euros.
Mas nas receitas também se pode melhorar e muito a sua cobrança.
- Combatam eficazmente a tão desenvolvida ECONOMIA PARALELA e as Receitas aumentarão mais de 10.000.000.000,00€
- Procurem e realizem o dinheiro que foi metido no BPN e encontrarão mais de 9.000.000.000,00€
- Vendam 200 das tais 238 viaturas de luxo do parque do Estado e as receitas aumentarão +- 5.000.000,00€
- Façam o mesmo a 308 automóveis das Câmaras, 1 por cada uma, e as receitas aumentarão +- 3.000.000,00€.
- Fundam a CP com a Refer e outras empresas do grupo e ainda com a Soflusa e pouparão em Administrações +- 7.000.000,00€
 
Nestas “coisitas” as receitas aumentarão cerca de VINTE MIL MILHÕES DE EUROS, sendo certo que não se fazem contas à redução das despesas com combustíveis, telemóveis e outras mordomias, por força da venda das viaturas, valores esses que não são desprezíveis.
 
Sendo assim, é ou não possível, reduzir o défice, reduzir a dívida pública, injetar liquidez na economia, para que o país volte a funcionar?
 
Há, ou não HÁ, alternativas?
 
Se concordarem, façam circular!!!!!!!!!
publicado por LauraBM às 17:42

27
Fev 14

De Carlos Garcia

A UE E O FMI FOGEM DO 2º RESGATE POR QUE ESTE OS OBRIGARIA A ANULAR PARTE DA DÍVIDA!

Está tudo preparado, o FMI já não tem pachorra para nos aturar, e a UE não tem outro remédio senão aturar-nos.Vamos por isso candidatar-nos ao "Plano Cautelar Pós-Troika" !

O caso não é para m...enos: a UE e o FMI com o apoio tresloucado do PSD e do CDS subiram-nos impostos, cortaram-nos os rendimentos, mandaram para o galheiro dezenas de milhares de PME, criaram 450 000 novos desempregados, e como se isso não fosse suficiente, aumentaram a nossa dívida soberana dos 90% para os 130% do nosso Produto Interno Bruto (PIB). E tudo isso em apenas dois anos!

Chegados aqui, nada mais há a fazer pois, senão ter cautela (já imaginaram o prejuízo económico que a UE/FMI e o PSd/CDS causaram ao nosso país, para além do prejuízo financeiro direto de cerca de 60 mil milhões de euros relativos ao diferencial das taxas de juro do BCE cobrados pela Banca aos contribuintes?). É que se o povo português acordar irá exigir a anulação da dívida soberana por contrapartida dos incalculáveis prejuízos que a UE/FMI PSD/CDS nos causaram (pensem só nos 120 mil jovens qualificados que saem por ano de Portugal!).

O governo também já esgotou o único caminho que conhecia: impostos e cortes de rendimentos:

- os impostos já têm uma produtividade marginal negativa, ou seja se sobe mais o IRS, a recessão económica induzida, gera mais falências e mais desemprego, de tal forma que a subida das despesas socias supera o acréscimo da receita fiscal esperada, mas nem sequer conseguida;

- mas não faltava mais nada, reduzir o IRS para parâmetros adequados é que não: quem quiser que feche as suas empresas, quem quiser que emigre, mas o IRS é mesmo para continuar a doer, até que não reste a mínima dúvida de que casa própria, e filhos a estudar na universidade, é só para os donos de empresas;

- por isso o Governo resolveu baixar o IRC, não para reduzir os impostos às PME (as quais sempre conseguiram não pagar qualquer IRC), mas para reduzir os impostos às Grandes Empresas!

- descer o IVA da restauração, não se percebe bem porquê, já que quem frequenta os restaurantes são os empresários, à custa da própria empresa, que depois deduz essas despesas no IRC (não há IRC, há sim ISL - imposto sobre os lucros, já que todos os custos de laboração das empresas são deduzidos às suas vendas, o que não acontece no IRS em que os cidadãos pagam imposto sobre a totalidade do seu rendimento, sem direito a deduzir um "pintelho" que seja).

Por isso chegou a vez de os funcionários públicos e os reformados pagarem a fava: o parafuso sobre os seus vencimentos e reformas vai apertar, até que amaldiçoem o dia em que resolveram servir o país como funcionários públicos. Vão amargar e amargar cada vez mais, até por que as centrais sindicais também são cúmplices do governo (se não fossem faziam imediatamente uma greve geral ilimitada, okay?).

Fazer pagar os barões fraudulentos do BPN (com os seus milhões nos off shores), ou considerar nulas as PPP consideradas fraudulentas pelo TContas, ou acabar com a mama das rendas da EDP e quejandos, ou considerar nulos os SWAP, ... isso está fora de causa pois é essa gente que manda no governo PSD/CDS.

Entretanto o que resta das empresas públicas será privatizado: CTT, Águas, CGD, Escolas, Hospitais, Segurança Social, ... A excepção vai para os submarinos que tal como o BPN foram nacionalizados e pagos pelo Zé Povinho Parvinho! Como a dívida soberana e o défice teimam em não descer, o melhor é preparar-nos para vendermos também a nossa Zona Marítima Exclusiva à China , ou à Rússia (a quem der mais claro).

É a reforma do Estado no seu melhor, e que quer o Cavaco, quer Durão Barroso, querem a todo o custo obrigar o PS a aceitar e a consensualisar, não vá o Tribunal Constitucional continuar com a sua mania de defender os direitos e garantias fundamentais dos cidadãos, bem como a soberania nacional!

Mas não deixa de ser engraçado que, agora que estamos tecnicamente falidos (dívida soberana maior que o PIB), com desempregados a fugirem do país para sobreviverem, sem empresas públicas (já vendadas) , com a economia no fundo, ..., nos venham oferecer um plano cautelar!

São uns manhosos, pois a UE e o FMI sabem muito bem que o plano cautelar é um 2º resgate em substância sem formalmente o ser, e preferem o plano cautelar, por que um 2º resgate implicaria a renegociação da dívida com anulação de parte da mesma (de que se souberam aproveitar os gregos) , e isso é o que eles UE e FMI não querem de forma alguma!

publicado por LauraBM às 22:32

09
Fev 14

E a saga continua…

Não minto, veio no jornal.

http://expresso.sapo.pt/nao-e-piada-roubou-o-bpn-para-gastar-em-meninas=f775958

 

José Mário Pereira era gerente da agência do BPN das Amoreiras e prometia juros de 30% a quem investisse nas suas aplicações financeiras. Como era impossível pagar aqueles juros de forma legal, o Dr. Pereira sacava dinheiro de outras contas, daquelas contas de gente rica que nunca são mexidas.

O esquema durou 10 anos, deu um rombo de 10 milhões ao banco e 1 milhão de lucro ao Dr. Pereira.

O jornal (JN) diz que grande parte desta soma "terá sido gasta na prostituição e em casas de alterne".

Não, o Dr. Pereira não entrou no empreendedorismo da alcova.

Não, o Dr. Pereira não quis ser empresário do sexo.

O sujeito em apreço limitou-se a gastar um milhão em serviços sexuais. Um milhão em servicinhos: se não é record do Guiness, deve andar lá perto.

Entretanto, o Dr. Pereira andou fugido durante dois anos e lá acabou por ser preso pela PJ no ano passado. Já foi julgado? Não.

Aquando da revisão das medidas de coação, o Dr. Pereira foi libertado.

Pelo que percebo, o Dr. Pereira está livre. E nós continuamos a pagar o BPN e, já agora, aos magistrados que já deviam ter julgado o Dr. Pereira.

 

Juntos, BPN e justiça portuguesa, só podiam dar esta comédia. Tivesse Portugal uma indústria de cinema e estava aqui um argumento pronto para entrar no forno.

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Henrique Raposo (www.expresso.pt )

8:00   Quinta feira, 27 de dezembro de 2012

 
publicado por LauraBM às 00:34

08
Fev 14

http://www.publico.pt/politica/noticia/carta-aberta-ao-presidente-da-jsd-e-seus-compagnons-de-route-1620073

 

Hesitei em decidir a quem me dirigir: não sei quem hoje é o mandante da JSD, nem a quem prestam vassalagem. Assim, terei de me dirigir ao presidente formal da JSD – e a quem deu publicamente a cara por uma das maiores indignidades que se registaram na história parlamentar da República.

Para vocês, que certamente não me conhecem, permitam-me que me apresente: sou militante do PSD, com o n.º 10757. Na JSD onde me filiei aos 16 anos, fui quase tudo: vice-presidente, director do gabinete de estudos, encabecei o conselho nacional, fui quem exerceu funções por mais tempo como presidente da distrital de Lisboa, fui dirigente académico na Faculdade de Direito de Lisboa, eleito com a bandeira da JSD, fui membro da comissão política nacional presidida por Pedro Passos Coelho, de quem, de resto, fui um leal colaborador. Quando saí da JSD, elegeram-me em congresso como vosso militante honorário.

Por isso julgo dever dirigir-me a vocês, para vos dizer que a vossa actuação me cobre de vergonha. E que deslustra tudo o que eu, e tantos outros, fizemos no passado, para a emancipação cívica, económica, cultural e política, da juventude e da sociedade.

Com a vossa proposta de um referendo sobre a co-adopção e a adopção de crianças por casais de pessoas do mesmo sexo, vocês desceram a um nível inimaginável, ao sujeitarem a plebiscito o exercício de direitos humanos. A democracia não deve referendar direitos humanos de minorias, porque esta não se pode confundir com o absolutismo das maiorias. Porque a linha que separa a democracia do totalitarismo é ténue – é por isso que a democracia não dispensa a mediação dos seus representantes – e é por isso que historicamente as leis que garantem direitos, liberdade e garantias andam à frente da sociedade. Foi assim com a abolição da escravatura, com o direito de voto das mulheres, com a instituição do casamento civil, com a autorização dos casamentos inter-raciais, com o instituto jurídico do divórcio, com o alargamento de celebração de contratos de casamento entre pessoas do mesmo sexo. Estes direitos talvez ainda hoje não existissem se sobre eles tivessem sido feitos plebiscitos.

Abstenho-me de fundamentar aqui a ilegalidade do procedimento que se propõem levar avante: a violação da lei orgânica do referendo é grosseira e evidente – misturaram numa mesma proposta de referendo duas matérias diferentes e nem sequer conexas. Porque adopção e co-adopção são matérias que vocês pretendem imoralmente enfiar no mesmo saco.

Em matéria de co-adopção vocês ignoram ostensivamente o superior interesse das crianças já criadas em famílias já existentes e a quem hoje falta a devida segurança jurídica e protecção legal. Ao invés, vocês querem que os seus direitos sejam referendáveis. Confesso que me sinto embaraçado e transido de vergonha pela vossa atitude: dispostos a atropelarem o direito de umas poucas crianças e dos seus pais e mães, desprotegidos, e em minoria, em nome de uma manobra política. E isto é uma vergonha.

Mas é também com estupefacção que vejo a actual JSD tornar-se numa coisa que nunca foi – uma organização conservadora, reaccionária e atávica. Vocês empurram, com enorme desgosto meu, a JSD para uma fronteira ideológica em contradição com a nossa História e ao arrepio do nosso património de ideias e valores: o humanismo em matéria de liberdades individuais sempre foi nossa trave mestra. O que vocês propõem é uma inversão de rumo: conservadores na vida familiar mas liberais na economia. Eu e alguns preferimos o contrário. Porque o PSD, em que nos revimos, sempre foi o partido mais liberal em matéria de costumes e em matérias de consciência.

Registo, indignado, o vosso silêncio cúmplice perante questões sacrificiais para a juventude portuguesa. Não vos vejo lutar contra o corporativismo crescente das ordens profissionais e a sua denegação do direito dos jovens a aceder às profissões que escolheram. Não vos vejo falar sobre a emigração maciça que nos assola. Não vos vejo preocupados com muitas outras questões.

Mas vejo-vos a querer que eu decida o destino dos filhos dos outros.

Na JSD em que eu militei sempre fomos generosos: queríamos mais direitos para todos. Propusemos, entre tantas coisas, a legalização do nudismo em Portugal, o fim do SMO, a despenalização do consumo das drogas leves, a emancipação dos jovens menores e o seu direito ao associativismo. Nunca nos passaria pela cabeça querer limitar direitos.

Hoje vocês não se distinguem do CDS e alguns de vocês nem sequer se distinguem da Mocidade Portuguesa, ou melhor, distinguem-se, mas para pior.

A juventude já vos não liga nenhuma. E eu também deixei de vos ligar.

Jurista, militante do PSD n.º 10757 e militante honorário da JSD

Por Carlos Reis dos Santos

18/01/2014 - 01:10

publicado por LauraBM às 21:50

20
Jan 14

publicado por LauraBM às 23:55

Trata-se de um artigo escrito e publicado por Concha Caballero, em meados de 2013, mas que mantém toda a sua actualidade, perspicácia e objectividade. Não deixem de ler.

 

 Quando terminar a recessão teremos perdido 30 anos de direitos e salários.

 

Um dia no ano 2014 vamos acordar e vão anunciar-nos que a crise terminou. Correrão rios de tinta escrita com as nossas dores, celebrarão o fim do pesadelo, vão fazer-nos crer que o perigo passou embora nos advirtam que continua a haver sintomas de debilidade e que é necessário ser muito prudente para evitar recaídas. Conseguirão que respiremos aliviados, que celebremos o acontecimento, que dispamos a atitude critica contra os poderes e prometerão que, pouco a pouco, a tranquilidade voltará à nossas vidas.

Um dia no ano 2014, a crise terminará oficialmente e ficaremos com cara de tolos agradecidos, darão por boas as politicas de ajuste e voltarão a dar corda ao carrocel da economia. Obviamente a crise ecológica, a crise da distribuição desigual, a crise da impossibilidade de crescimento infinito permanecerá intacta mas essa ameaça nunca foi publicada nem difundida e os que de verdade dominam o mundo terão posto um ponto final a esta crise fraudulenta (metade realidade, metade ficção), cuja origem é difícil de decifrar mas cujos objetivos foram claros e contundentes

 

- Fazer-nos retroceder 30 anos em direitos e em salários - 

 

Um dia no ano 2014, quando os salários tiverem descido a níveis terceiro-mundistas; quando o trabalho for tão barato que deixe de ser o fator determinante do produto; quando tiverem feito ajoelhar todas as profissões para que os seus saberes caibam numa folha de pagamento miserável; quando tiverem amestrado a juventude na arte de trabalhar quase de graça; quando dispuserem de uma reserva de uns milhões de pessoas desempregadas dispostas a ser polivalentes, descartáveis e maleáveis para fugir ao inferno do desespero, então a crise terá terminado.

 

Um dia do ano 2014, quando os alunos chegarem às aulas e se tenha conseguido expulsar do sistema educativo 30% dos estudantes sem deixar rastro visível da façanha; quando a saúde se compre e não se ofereça; quando o estado da nossa saúde se pareça com o da nossa conta bancária; quando nos cobrarem por cada serviço, por cada direito, por cada benefício; quando as pensões forem tardias e raquíticas; quando nos convençam que necessitamos de seguros privados para garantir as nossas vidas, então terá acabado a crise.

 

Um dia do ano 2014, quando tiverem conseguido nivelar por baixo todos e toda a estrutura social (exceto a cúpula posta cuidadosamente a salvo em cada sector), pisemos os charcos da escassez ou sintamos o respirar do medo nas nossas costas; quando nos tivermos cansado de nos confrontarmos uns aos outros e se tenham destruído todas as pontes de solidariedade. Então anunciarão que a crise terminou.

Nunca em tão pouco tempo se conseguiu tanto. Somente cinco anos bastaram para reduzir a cinzas direitos que demoraram séculos a ser conquistados e a estenderem-se. Uma devastação tão brutal da paisagem social só se tinha conseguido na Europa através da guerra.

Ainda que, pensando bem, também neste caso foi o inimigo que ditou as regras, a duração dos combates, a estratégia a seguir e as condições do armistício.

Por isso, não só me preocupa quando sairemos da crise, mas como sairemos dela. O seu grande triunfo será não só fazer-nos mais pobres e desiguais, mas também mais cobardes e resignados já que sem estes últimos ingredientes o terreno que tão facilmente ganharam entraria novamente em disputa.

Neste momento puseram o relógio da história a andar para trás e ganharam 30 anos para os seus interesses. Agora faltam os últimos retoques ao novo marco social: Um pouco mais de privatizações por aqui, um pouco menos de gasto público por ali e“voila”: A sua obra estará concluída.

Quando o calendário marcar um qualquer dia do ano 2014, mas as nossas vidas tiverem retrocedido até finais dos anos setenta, decretarão o fim da crise e escutaremos na rádio as condições da nossa rendição.

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(***) -Concha Caballero é licenciada em Filologia Espanhola e professora de literatura num instituto público.

 Abandonou a politica decepcionada com a coligação eleitoral do seu partido.

 Há anos que passou do exercício da politica activa para analista e articulista, social e politica, de vários meios de comunicação, com destaque para o EL PAÍS.

 É uma amante da literatura e firmemente humana com as questões sociais.

 

Clique no link abaixo e leia o artigo Original em Castelhano

http://teatrevesadespertar.wordpress.com/2013/06/20/el-dia-que-acabo-la-crisis-por-concha-caballero/

publicado por LauraBM às 00:22

publicado por LauraBM às 00:14

13
Jan 14

"E quando o leitor pensava que já tinha ouvido tudo acerca da crise, de repente fica a saber que, gramaticalmente, é muito difícil que Portugal vá à falência. E, enquanto for gramaticalmente impossível, eu acredito.

Justifico esta ideia com a seguinte teoria fascinante: normalmente, considera-se que o verbo falir é defectivo. Significa isto que lhe faltam algumas pessoas, designadamente a primeira, a segunda e a terceira do singular, e a terceira do plural do presente do indicativo, e todas as do presente do conjuntivo. Não se diz "eu falo", "tu fales", nem "ele fale". Não se diz "eles falem". Todos os modos e tempos verbais do verbo falir se admitem, com excepção de quatro pessoas do presente do indicativo e todo o presente do conjuntivo.

Em que medida é que isto são boas notícias?

O facto de o verbo falir ser defectivo faz com que, no presente, nenhum português possa falir. Não é possível falir, presentemente, em Portugal.

"Eu falo" é uma declaração ilegítima.

Podemos aventar a hipótese de vir a falir, porque "eu falirei" é uma forma aceitável do verbo falir. E quem já tiver falido não tem salvação, porque também é perfeitamente legítimo afirmar: "eu fali".

Mas ninguém pode dizer que, neste momento, "fale".

Acaba por ser justo que o verbo falir registe estas falências na conjugação. Justo e útil, sobretudo em tempos de crise.

Basta que os portugueses vivam no presente - que, além do mais, é dos melhores tempos para se viver - para que não "falam"

(outra conjugação impossível).

Não deixa de ser misterioso que a língua portuguesa permita que, no passado, se possa ter falido, e até que se possa vir a falir, no futuro, ao mesmo tempo que inviabiliza que se "fala", no presente.

Se eu nunca "falo", como posso ter falido?

Se ninguém "fale", porquê antever que alguém falirá?

Talvez a explicação esteja nos negócios de import/export. Nas outras línguas, é possível falir no presente, pelo que os portugueses que têm negócios com estrangeiros podem ver-se na iminência de falir.

Mas basta que os portugueses não falem (do verbo falar, não do verbo falir) acerca de negócios com estrangeiros para que não "falam" (do verbo falir, não do verbo falar).

Eu tenho esse cuidado, e por isso não falo (do verbo falir e do verbo falar).

Bem sei que o prof. Rodrigo Sá Nogueira, assim como outros linguistas, se opõe a que o verbo falir seja considerado defectivo. Mas essa é uma posição que tem de se considerar antipatriótica.

É altura de a gramática se submeter à economia.

Tudo o resto já se submeteu. "

publicado por LauraBM às 16:37

12
Jan 14

Bote a boca no trombone, pois então!

 

O BCE (Banco Central Europeu), explicado de FORMA INFANTIL.

 

- O BCE é o banco central dos Estados da UE que pertencem à zona euro, como é o caso de Portugal.

 

E donde veio o dinheiro do BCE? - O dinheiro do BCE, ou seja o capital social, é dinheiro de nós todos, cidadãos da UE, na proporção da riqueza de cada país. Assim, à Alemanha correspondeu 20% do total.

Os 17 países da UE que aderiram ao euro entraram no conjunto com 70% do capital social e os restantes 10 dos 27 Estados da UE contribuíram com 30%.

E é muito, esse dinheiro? - O capital social era 5,8 mil milhões de euros, mas no fim do ano passado foi decidido fazer o 1º aumento de capital desde que há cerca de 12 anos o BCE foi criado, em três fases. No fim de 2010, no fim de 2011 e no fim de 2012 até elevar a 10,6 mil milhões o capital do banco.

 

Então, se o BCE é o banco destes Estados pode emprestar dinheiro a Portugal, ou não? Como qualquer banco pode emprestar dinheiro a um ou outro dos seus accionistas. - Não, não pode. Porquê?! - Porquê?

Porque... porque, bem... são as regras.

Então, a quem pode o BCE emprestar dinheiro?

- A outros bancos, a bancos alemães, bancos franceses ou portugueses.

 

Ah percebo, então Portugal, ou a Alemanha, quando precisa de dinheiro emprestado não vai ao BCE, vai aos outros bancos que por sua vez vão ao BCE. - Pois.

 

Mas para quê complicar? Não era melhor Portugal ou a Grécia ou a Alemanha irem directamente ao BCE? - Bom... sim.... quer dizer... em certo sentido... mas assim os banqueiros não ganhavam nada nesse negócio! Agora não percebi!!.. - Sim, os bancos precisam de ganhar alguma coisinha. O BCE de Maio a Dezembro de 2010 emprestou cerca de 72 mil milhões de euros a países do euro, a chamada dívida soberana, através de um conjunto de bancos, a 1%, e esse conjunto de bancos emprestaram ao Estado português e a outros Estados a 6 ou 7%.

Mas isso assim é um "negócio da China"! Só para irem a Bruxelas buscar o dinheiro! - Não têm sequer de se deslocar a Bruxelas. A sede do BCE é na Alemanha, em Frankfurt. Neste exemplo, ganharam com o empréstimo a Portugal uns 3 ou 4 mil milhões de

euros.

Isso é um verdadeiro roubo... com esse dinheiro escusava-se até de cortar nas pensões, no subsídio de desemprego ou de nos tirarem parte do 13º mês. As pessoas têm de perceber que os bancos têm de ganhar bem, senão como é que podiam pagar os dividendos aos accionistas e aqueles ordenados aos administradores que são gente muito especializada.

Mas quem é que manda no BCE e permite um escândalo destes?

- Mandam os governos dos países da zona euro. A Alemanha em primeiro lugar que é o país mais rico, a França, Portugal e os outros países. Então, os Governos dão o nosso dinheiro ao BCE para eles emprestarem aos bancos a 1%, para depois estes emprestarem a 5 e a 7% aos Governos que são donos do BCE? - Bom, não é bem assim. Como a Alemanha é rica e pode pagar bem as dívidas, os bancos levam só uns 3%. A nós ou à Grécia ou à Irlanda que estamos de corda na garganta e a quem é mais arriscado emprestar, é que levam juros a 6%, a 7 ou mais.

Então nós somos os donos do dinheiro e não podemos pedir ao nosso próprio banco!...

- Nós, qual nós?! O país, Portugal ou a Alemanha, não é só composto por gente vulgar como nós. Não se queira comparar um borra-botas qualquer que ganha 400 ou 600 euros por mês ou um calaceiro que anda para aí desempregado, com um grande accionista que recebe 5 ou 10 milhões de dividendos por ano, ou com um administrador duma grande empresa ou de um banco que ganha, com os prémios a que tem direito, uns 50, 100, ou 200 mil euros por mês. Não se pode comparar. Mas, e os nossos Governos aceitam uma coisa dessas? - Os nossos Governos... Por um lado, são, na maior parte, amigos dos banqueiros ou estão à espera dos seus favores, de um empregozito razoável quando lhes faltarem os votos.

Mas então eles não estão lá eleitos por nós?

- Em certo sentido, sim, é claro, mas depois.... quem tem a massa é quem manda. É o que se vê nesta actual crise mundial, a maior de há um século para cá. Essa coisa a que chamam sistema financeiro transformou o mundo da finança num casino mundial, como os casinos nunca tinham visto nem suspeitavam, e levou os EUA e a Europa à beira da ruína. É claro, essas pessoas importantes levaram o dinheiro para casa e deixaram a gente como nós, que tinha metido o dinheiro nos bancos e nos fundos, a ver navios. Os governos, então, nos EUA e na Europa, para evitar a ruína dos bancos tiveram de repor o dinheiro.

E onde o foram buscar?

- Onde havia de ser!? Aos impostos, aos ordenados, às pensões. De onde havia de vir o dinheiro do Estado?...

Mas meteram os responsáveis na cadeia?

- Na cadeia? Que disparate! Então, se eles é que fizeram a coisa, engenharias financeiras sofisticadíssimas, só eles é que sabem aplicar o remédio, só eles é que podem arrumar a casa. É claro que alguns mais comprometidos, como Raymond McDaniel, que era o presidente da Moody's, uma dessas agências de rating que classificaram a credibilidade de Portugal para pagar a dívida como lixo e atiraram com o país ao tapete, foram... passados à reforma. Como McDaniel é uma pessoa importante, levou uma indemnização de 10 milhões de dólares a que tinha direito.

E então como é? Comemos e calamos?

- Isso já não é comigo, eu só estou a explicar... 

publicado por LauraBM às 16:14

30
Set 13

É para ser lido apenas por quem se interessa pela política e quer familiarizar-se com os desmandos das grandes potências mundiais, desta vez – ALIMENTOS E FOME!

LEMBRE-SE: se vc não tratar da política, a política trata de si. (e de que maneira!)

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Laura B. Martins

 

Um achado de 2008...será que, em relação à fome mundial e nacional,  alterou alguma coisa??? o versejo indignado comentava o fim do Projeto Multimistura da cidadã brasileira, médica, cientista Clara Brandão, utilizado com  êxito pela Pastoral da Criança coordenada pela saudosa Zilda Arns para acabar com  a subnutrição infantil, e com a proposta de se tornar nacional pelo governo federal jogada no lixo pelo Ministro da Saúde da época.

Repasso abaixo o texto enviado com o título  O QUE É A FOME? e acrescento a minha contribuição,  rsrs! só rindo para não chorar amigos (as), porque é certo termos a visão da situação mundial, mas é triste viver com a realidade nossa, com crianças que ainda passam fome. E onde estão os governantes???? em encontros, saindo em páginas de jornais nacionais, rindo, em festas de comemoração, em viagens. E onde está o povo que não reage?

 

O  QUE É A FOME ?

A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afeta uma ampla extensão de um território e um grande número de pessoas. A fome nos tempos atuais tem relação direta com a "estabilização macroeconômica" e os programas de "ajustamento estrutural" impostos  pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento, portanto, tem relação direta com as várias formas de capitalismo que são fomentados nesses países.   

A fome no mundo   1.. Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;   2.. 1 bilhão de analfabetos;   3.. 1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capta anual bem menor que 275 dólares;   4.. 1,5 bilhão de pessoas sem água potável;   5.. 1 bilhão de pessoas passando fome;   6.. 150 milhões de crianças subnutridas com menos de 5 anos (uma para cada três no mundo);   7.. 12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida;   8.. No Brasil, os 10% mais ricos detêm quase toda a renda nacional.

 

Com a existência de grandes setores da população mundial já muito abaixo do limiar da pobreza, esta subida a curto-prazo dos preços dos produtos alimentares é devastadora. Há milhões de pessoas em todo o mundo que se encontram impossibilitadas de adquirir alimentos para a sua sobrevivência. Estes aumentos brutais estão a contribuir verdadeiramente para a "eliminação dos pobres" através da "morte pela fome". Nas palavras de Henry Kissinger: "Quem controla o petróleo, controla as nações; quem controla os alimentos, controla as pessoas". A "estabilização macroeconômica" e os programas de ajustamento estrutural impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para a renegociação da sua dívida externa) conduziram ao empobrecimento de centenas de milhões de pessoas. As cruéis realidades econômicas e sociais subjacentes à intervenção do FMI são a subida dos preços dos alimentos, as fomes a nível local, os despedi mentos maciços de trabalhadores urbanos e domésticos e a destruição de programas sociais. O poder de compra interna caiu, foram fechadas escolas e clínicas de cuidados de saúde contra a fome, há centenas de milhões de crianças a quem tem sido negada o direito à educação básica. Esta é de longe a crise econômica mais grave da história moderna. (Michel Chossudovsky, The Globalization of Poverty, First Edition, 1997)

Fome global

Michel Chossudovsky* 15/05/2008

 

INTRODUÇÃO

A fome é a conseqüência do processo de reestruturação do "mercado livre" da economia global que tem as suas raízes na crise de endividamento do início dos anos 80. Não é um fenômeno recente como é sugerido em vários artigos dos meios de comunicação ocidentais. Estes se concentram apenas na oferta e procura em curto prazo dos produtos agrícolas, e ignoram as causas estruturais muito mais amplas da fome global.

A pobreza e a subnutrição crônica são condições preexistentes. As recentes subidas dos preços alimentares contribuíram para exacerbar e agravar a crise alimentar. A subida dos preços tem flagelado uma população empobrecida, que quase não tem meios para sobreviver.

Têm ocorrido motins por causa do pão quase simultaneamente em todas as principais regiões do mundo:

"Os preços dos alimentos no Haiti subiram em média 40 por cento em menos de um ano, em que o custo de produtos como o arroz duplicou? No Bangladesh, [nos finais de Abril de 2008], cerca de 20 mil trabalhadores têxteis saíram para a rua a protestar contra a terrível subida dos preços dos alimentos e a exigir salários mais altos. O preço do arroz neste país duplicou em relação ao ano passado, ameaçando com a fome os trabalhadores, que ganham um salário mensal de apenas 25 dólares? No Egipto, os protestos dos trabalhadores contra os preços dos alimentos abalaram o centro têxtil de Mahalla al-Kobra, a norte do Cairo, durante dois dias na semana passada, em que duas pessoas foram mortas a tiro pelas forças de segurança. Foram presas centenas de pessoas e o governo enviou polícias à paisana para as fábricas para obrigar os trabalhadores a retomar o trabalho. Os preços dos alimentos no Egipto subiram 40 por cento desde o ano passado? No princípio deste mês, na Costa do Marfim, centenas de pessoas manifestaram-se em frente da casa do presidente Laurent Gbagbo, cantando "temos fome" e "a vida está cara demais, vocês estão a matar-nos.

Manifestações, greves e confrontos semelhantes ocorreram na Bolívia, no Peru, no México, na Indonésia, nas Filipinas, no Paquistão, no Uzbequistão, na Tailândia, no Iémen, na Etiópia, e em quase toda a Africa subsaariana". (Bill Van Auken, Amid mounting food crisis, governments fear revolution of the hungry, Global Research, April 2008)

 

A ELIMINAÇÃO DOS POBRES"

Com a existência de grandes setores da população mundial já muito abaixo do limiar da pobreza, esta subida a curto-prazo dos preços dos produtos alimentares é devastadora. Há milhões de pessoas em todo o mundo que se encontram impossibilitadas de adquirir alimentos para a sua sobrevivência.

Estes aumentos brutais estão a contribuir verdadeiramente para a "eliminação dos pobres" através da "morte pela fome". Nas palavras de Henry Kissinger: "Quem controla o petróleo, controla as nações; quem controla os alimentos, controla as pessoas".

Quanto a isto, Kissinger já tinha dado a entender no contexto do Memorando 200 do Estudo de Segurança Nacional de 1974; "Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests" (Consequências do Crescimento Mundial da População para a Segurança dos EUA e seus Interesses Ultramarinos), que a ocorrência repetida de fomes podia constituir de facto um instrumento de controlo da população.

Segundo a FAO, o preço dos cereais aumentou 88 % desde Março de 2008. O preço do trigo aumentou 181 % num período de três anos. O preço do arroz aumentou 50% nos últimos três meses (ver Ian Angus, Food Crisis: " The greatest demonstration of the historical failure of the capitalist model", Global Research, April 2008):

"A qualidade mais popular do arroz da Tailândia vendia-se a 198 dólares por tonelada há cinco anos e a 323 dólares por tonelada o ano passado. Em Abril de 2008, o preço chegou aos 1 000 dólares. Os aumentos ainda são maiores nos mercados locais ? no Haiti, o preço de mercado dum saco de arroz de 50 quilos duplicou numa só semana em finais de Março de 2008. Estes aumentos são catastróficos para os 2,6 mil milhões de pessoas em todo o mundo que vivem com menos de 2 dólares por dia e gastam 60 a 80% dos seus rendimentos na alimentação. Há centenas de milhões que não têm posses para comer". (Ibid).

 

DUAS DIMENSÕES INTERRELACIONADAS

Há duas dimensões interrelacionadas para a atual crise alimentar global, que estão a lançar milhões de pessoas em todo o mundo na fome e na privação crônica, uma situação em que grupos inteiros de populações deixaram de ter meios para adquirir alimentos.

Em primeiro lugar, é o processo histórico a longo prazo de reforma política macroeconômica e de reestruturação econômica global que tem contribuído para baixar os padrões de vida mundiais, tanto nos países em desenvolvimento como nos países desenvolvidos.

Em segundo lugar, estas condições históricas preexistentes de pobreza de massas têm sido exacerbadas e agravadas pela recente subida nos preços dos cereais que, nalguns casos, chegaram à duplicação do preço de retalho dos produtos alimentares. Estas brutais subidas de preços resultam sobretudo do comércio especulativo nos produtos alimentares.

 

A EXPLOSÃO ESPECULATIVA DOS PREÇOS DOS CEREAIS

Os meios de comunicação têm enganado levianamente a opinião pública quanto às causas destas subidas brutais de preços, concentrando-se quase exclusivamente nas questões dos custos de produção, do clima e de outros factores que resultam numa oferta reduzida e que podem contribuir para aumentar o preço dos produtos alimentares. Se bem que esses factores possam contribuir para tal, têm uma relevância limitada para explicar os aumentos brutais e dramáticos nos preços destes produtos.

Os preços em espiral dos alimentos são sobretudo conseqüência da manipulação do mercado. São atribuíveis sobretudo ao comércio especulativo no mercado. Os preços dos cereais são inflacionados artificialmente por operações especulativas em grande escala nas bolsas mercantis de Nova Iorque e Chicago. Vale a pena assinalar que, em 2007, assistimos à fusão do Chicago Board of Trade (CBOT) com o Chicago Mercantile Exchange (CME), de que resultou a maior entidade mundial de comércio de produtos de consumo, incluindo uma ampla gama de instrumentos especulativos (opções, opções a prazo, fundos indexados, etc.)

O comércio especulativo sobre o trigo, o arroz ou o milho, pode fazer-se na ausência de transações reais de bens. As instituições que especulam no mercado dos cereais não têm que estar obrigatoriamente envolvidas na venda ou na entrega dos cereais.

As transações podem utilizar fundos indexados das mercadorias, ou seja, apostas sobre os movimentos gerais de subida ou descida dos preços das mercadorias. Uma "opção de venda" é uma aposta de que o preço vai descer, uma "opção de compra" é uma aposta de que o preço vai subir. Através duma manipulação concertada, os comerciantes institucionais e as instituições financeiras fazem o preço subir e depois fazem as suas apostas num movimento de subida do preço duma determinada mercadoria.

A especulação gera a volatilidade do mercado. Por seu turno, a instabilidade que daí resulta encoraja uma maior atividade especulativa.

Geram-se lucros quando os preços sobem. Em contrapartida, se o especulador está a descoberto no mercado, ganha dinheiro quando os preços entram em queda.

Esta recente explosão especulativa nos preços dos alimentos tem vindo a provocar um processo mundial de formação de fome a uma escala sem precedentes.

 

A FALTA DE MEDIDAS REGULADORAS DESENCADEIA A FOME

Estas operações especulativas não provocam a fome deliberadamente.

O que provoca a fome é a ausência de procedimentos reguladores em relação ao comércio especulativo (opções, opções a prazo, fundos indexados). No atual contexto, o congelamento do comércio especulativo sobre produtos alimentares, decidido politicamente, contribuiria imediatamente para a baixa dos preços dos alimentos.,

Nada impede que estas transações sejam neutralizadas e impedidas através de um conjunto de medidas reguladoras cuidadosamente concebidas.

Mas, é visível que não é isso o que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional estão a propor.

O papel do FMI e do Banco Mundial

O Banco Mundial e o FMI apareceram com um plano de emergência, para incentivo à agricultura em resposta à "crise alimentar". No entanto, não querem saber das causas desta crise.

O presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick, descreve esta iniciativa como um "novo contrato", um plano de ação "para o desenvolvimento a longo prazo da produção agrícola", que consiste, entre outras coisas, na duplicação dos empréstimos para a agricultura aos agricultores africanos.

"Temos que colocar o nosso dinheiro onde está hoje a nossa boca para que possamos levar comida às bocas famintas". (Robert Zoellick, diretor do Banco Mundial, citado pela BBC, 2.Maio.2008)

A "medicina econômica" do FMI/Banco Mundial não é uma "solução" mas é sobretudo a "causa" da fome nos países em desenvolvimento. Mais empréstimos do FMI-Banco Mundial para "incentivos à agricultura" só servirão para aumentar os níveis de endividamento e exacerbar a pobreza em vez de a diminuir.

Os "empréstimos baseados nesta política" do Banco Mundial são concedidos na condição de que os países obedeçam à agenda política neoliberal que, desde o início dos anos 80, tem vindo a conduzir ao colapso da agricultura alimentar a nível local.

A "estabilização macroeconômica" e os programas de ajustamento estrutural impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para a renegociação da sua dívida externa) conduziram ao empobrecimento de centenas de milhões de pessoas.

As cruéis realidades econômicas e sociais subjacentes à intervenção do FMI são a subida dos preços dos alimentos, as fomes a nível local, os despedimentos maciços de trabalhadores urbanos e domésticos e a destruição de programas sociais. O poder de compra interno caiu, foram fechadas escolas e clínicas de cuidados de saúde contra a fome, há centenas de milhões de crianças a quem tem sido negado o direito à educação básica.

 

TRATAMENTO DE CHOQUE DO FMI

Historicamente, os preços em espiral dos alimentos a nível retalhista foram sempre provocados pelas desvalorizações da moeda, que resultaram invariavelmente numa situação hiper inflacionária. No Peru em Agosto de 1990, por exemplo, por ordem do FMI, os preços dos combustíveis aumentaram 30 vezes de um dia para o outro. O preço do pão aumentou 12 vezes de um dia para o outro:

"Em todo o Terceiro Mundo, a situação é de desespero social e de desânimo social numa população empobrecida pelos jogos das leis do mercado. Em 1989, os motins anti-SAP [Programa de Ajustamento Estrutural] e os levantamentos populares são reprimidos brutalmente: em Caracas, o presidente Carlos Andres Perez, depois de ter denunciado retoricamente o FMI por praticar 'um totalitarismo econômico que mata não apenas com balas mas pela fome', declara o estado de emergência e envia unidades regulares de infantaria e de fuzileiros para as áreas pobres ( barrios de ranchos) nas colinas circundantes da capital. Os motins em Caracas anti-FMI foram ateados por um aumento de 200 por cento no preço do pão. Foram alvejados indiscriminadamente homens, mulheres e crianças: 'Noticiou-se que a morgue de Caracas tinha mais de 200 corpos de pessoas mortas nos três primeiros dias? e esta avisou que estava a ficar sem caixões'. Não oficialmente foram mortas mais de mil pessoas. Tunis, Janeiro de 1984, os motins pelo pão foram instigados sobretudo pela juventude desempregada protestando contra o aumento dos produtos alimentares; Nigéria, 1989: os motins estudantis anti-SAP levaram ao encerramento de seis universidades do país pelo Conselho Governamental das Forças Armadas; Marrocos, 1990: uma greve geral e um levantamento popular contra as reformas do governo, patrocinadas pelo FMI". (Michel Chossudovsky, op cit.)

 

A DESREGULAMENTAÇÃO DOS MERCADOS DE CEREAIS

A partir dos anos 80, os mercados de cereais foram isentos de regulamentação sob a supervisão do Banco Mundial, e os excedentes de cereais dos Estados Unidos e da União Europeia (EUA/UE) são utilizados sistematicamente para destruir os agricultores e desestabilizar a agricultura alimentar nacional. Os empréstimos do Banco Mundial exigem o levantamento das barreiras comerciais sobre os produtos agrícolas importados, levando ao abaixamento de preços dos excedentes de cereais dos EUA/UE nos mercados locais. Estas e outras medidas atiraram os produtores agrícolas locais para a falência.

O "mercado livre" dos cereais ? imposto pelo FMI e pelo Banco Mundial ? destrói a economia dos agricultores e põe em risco a "segurança alimentar". O Malawi e o Zimbabué já foram países prósperos com excedentes de cereais. O Ruanda era praticamente auto-suficiente quanto a alimentos até 1990, quando o FMI ordenou a introdução dos excedentes de cereais dos EUA e da UE a preços baixos no mercado interno, provocando a falência dos pequenos agricultores. Em 1991- 92, a fome atingiu o Quénia, a economia do pão com maior êxito da Africa oriental. O governo de Nairobi fora colocado na lista negra por não obedecer às prescrições do FMI. A ausência de regulamentação do mercado dos cereais tinha sido exigida como uma das condições para a reforma da dívida externa de Nairobi com o Clube de Paris de credores autorizados. (Michel Chossudovsky, The Globalization of Poverty and the New World Order, Second Edition, Montreal 2003)

Por toda a Africa, assim como no sudeste asiático e na América Latina, o padrão do "ajustamento sectorial" na agricultura sob a custódia das instituições do Bretton Woods tem sido inequivocamente no sentido da destruição da segurança alimentar. Tem-se reforçado a dependência vis-à-vis o mercado mundial, o que conduz a uma explosão nas importações comerciais de cereais assim como à subida no influxo da "ajuda alimentar".

Os produtores agrícolas foram encorajados a abandonar as culturas alimentares e a virarem-se para culturas de exportação de "alto valor", quase sempre em detrimento da auto-suficiência alimentar. Os produtos de alto valor assim como as culturas para ganhar dinheiro com a exportação foram apoiados por empréstimos do Banco Mundial.

As fomes na era da globalização são o resultado desta política. A fome não é conseqüência da falta de alimentos, muito pelo contrário: os excedentes globais de alimentos são utilizados para desestabilizar a produção agrícola nos países em desenvolvimento.

Fortemente regulamentada e controlada pelas indústrias agrícolas internacionais, esta sobre-produção acaba por conduzir à estagnação tanto da produção como do consumo dos produtos alimentares essenciais e ao empobrecimento dos agricultores em todo o mundo. Além disso, na era da globalização, o programa de ajustamento estrutural do FMI-Banco Mundial tem uma relação direta com a formação do processo da fome porque corrói sistematicamente todas as áreas da atividade econômica, quer urbana quer rural, que não sirvam diretamente os interesses do sistema do mercado global.

Os rendimentos dos agricultores, tanto nos países ricos como nos países pobres, são espremidos por um punhado de empresas globais agro-industriais que controlam simultaneamente os mercados de cereais, os abastecimentos agrícolas, as sementes e os alimentos processados. É uma firma gigantesca, a Cargill Inc., com mais de 140 filiais e subsidiárias em todo o mundo, que controla grande parte do comércio internacional de cereais. A partir dos anos 50, a Cargill tornou-se o principal fornecedor da "ajuda alimentar" americana financiada pela Lei Pública 480 (1954).

A agricultura mundial tem, pela primeira vez na história, a capacidade de satisfazer as necessidades alimentares de todo o planeta; no entanto, a própria natureza do sistema de mercado global impede que isso aconteça. A capacidade de produzir alimentos é enorme, mas os níveis do consumo de alimentos mantêm-se extraordinariamente baixos porque uma enorme porção da população mundial vive em condições de pobreza e de privação extremas. Além disso, o processo de "modernização" da agricultura levou à espoliação dos agricultores, aumentou a falta de terras disponíveis e a degradação ambiental. Por outras palavras, as próprias forças que encorajam a expansão da produção global de alimentos estão também a provocar contraditoriamente uma contração nos padrões de vida e o declínio na procura de alimentos.

 

SEMENTES GENETICAMENTE MODIFICADAS

Coincidindo com a instituição da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 1995, ocorreu outra importante mudança histórica na estrutura da agricultura global.

Ao abrigo dos artigos do acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC), os gigantes alimentares têm uma liberdade sem restrições para entrar nos mercados de sementes dos países em desenvolvimento. A aquisição de "direitos de propriedade intelectual" exclusivos sobre variedades de plantas pelos interesses agro-industriais internacionais, também favorece a destruição da biodiversidade.

Agindo em benefício de um punhado de conglomerados da biotecnologia, as sementes geneticamente modificadas (GMO) têm vindo a ser impostas aos agricultores, frequentemente no contexto de "programas de ajuda alimentar". Na Etiópia, por exemplo, na seqüência de uma grande seca, foram entregues conjuntos de sementes GMO a agricultores empobrecidos, com vista à reabilitação da produção agrícola. As sementes GMO foram plantadas, permitindo uma boa colheita. Mas depois os agricultores vieram a saber que as sementes não podiam voltar a ser plantadas, sem o pagamento de royalties à Monsanto, ao Arch Daniel Midland e a outros. A seguir, os agricultores descobriram que as sementes só dariam uma boa colheita se usassem os produtos adequados, incluindo o fertilizante, o insecticida e o herbicida, produzidos e distribuídos pelas companhias agro-industriais de biotecnologia. Economias rurais inteiras ficaram presas nas garras dos conglomerados agro-industriais.

 

A QUEBRA DO CICLO AGRÍCOLA

Com o alastramento da adopção de sementes GMO, ocorreu uma importante mudança na estrutura e na história da agricultura tradicional desde a sua origem há 10 000 anos.

A reprodução de sementes a nível da aldeia em viveiros locais foi interrompida pelo uso de sementes geneticamente modificadas. O ciclo agrícola, que possibilita aos agricultores armazenar as suas sementes orgânicas e a plantá-las para conseguir as suas colheitas seguintes, foi interrompido. Este padrão destrutivo ? que resulta invariavelmente na fome ? é repetido país atrás de país levando à morte mundial da economia rural.

http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/fome-global

*Michel Chossudovsky, canadense, é Professor de Economia na Universidade de Otava e Diretor do Centro para Investigação sobre a Globalização. É colaborador da Enciclopédia Britânica. Os seus escritos estão traduzidos em mais de 20 línguas.

 

Esse link acima, não seu em nada, mas o texto faz muito sentido e o teor é o mesmo que já se começa a ouvir falar mundialmente.

Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 00:05

16
Out 12

Estou a ler isto:

 

Um artigo deveras interessante, para ser repensado.
Até aqui, os comunistas também têm os seus quês: parece que quando se trata de dividir com eles o que é dos outros, tudo bem.
Mas, quando se trata de dividir o que é deles com os outros... tudo mal!
Se deixarmos de fora os comunistas e socialistas, o que é que fica? A direita? Mas esses só pugnam pelo que é deles e nem querem saber dos outros para nada.

Será preciso, urgentemente, abrir as portas a um novo partido sério, trabalhador e que seja caridoso. Isso equivale a querer que todo o mundo fique bem.
Algum dia existirá algo assim? E até lá?
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Laura B. Martins

 

A DAMA DE FERRO TINHA RAZÃO

 

Margaret Thatcher não estava errada!

 

Sabe quantos países com governo socialista restam agora em toda a União Europeia?
Apenas 3: 1.Grécia, 2.Portugal, 3.Espanha.
Os 3 estão endividados até o pescoço, quase arrastando todo o bloco de países para a crise. Por que será?

A esquerda não diz que o socialismo é a solução p/o mundo?

Como bem disse Margaret Thatcher quando 1ª Ministra da Grã-Bretanha:
"o socialismo dura até acabar o dinheiro dos outros"

 

A frase abaixo foi dita no ano de 1931, por Adrian Rogers:
"É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações que punem os ricos pela prosperidade. Para cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber. O governo não pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém. Quando metade da população entende a ideia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação. É impossível multiplicar riqueza dividindo-a.”

publicado por LauraBM às 00:41

10
Out 12

Não percam este vídeo, por amor de Deus, portugueses!

Cliquem nesse link:
http://www.youtube.com/watch?v=tJj0H5C-uhc&feature=colike

 

 

A vergonha do empobrecimento dos portugueses por causa das parcerias público-privadas magicadas em 2005 pelo 1º ministro Sócrates c/o aval de presidente Cavaco Silva.

 

Estas parcerias enriqueceram alguns políticos enquanto nos condenavam à miséria a partir de 2013 quando os pagamentos destas mesmas parcerias dispararem já em 2013.


E é esta gente que diz que nos governa mas nos condena à fome!
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Jornalista José Gomes Ferreira na Sic c/ Clara de Sousa
Não percam os vídeos deste jornalista para sabermos o que nos vai acontecer após 2013!
E tudo com a assinatura da múmia paralítica Presidente Cavaco Silva (desde 2005) enquanto o maldito Sócrates engendrava a nossa ruína!

 

ACORDEM PORTUGUESES!!!!!!!!!!!!

Ainda não está tudo perdido!

publicado por LauraBM às 18:38

15
Set 12

Finalmente, a «Comunidade dos Burros Mansos»
https://www.facebook.com/#!/pages/Comunidade-dos-burros-mansos/121230264634572 
entendeu retirar a venda e escoicear para alijar a canga que lhe querem pôr no lombo.
Congratulo-me com essa resolução e espero que a comunidade dê muitos e fortes coices mas... em quem os merece.
Que os coices de hoje sejam os primeiros duma longa lista; pelo menos enquanto durar a burrice ou a canalhice do burro-mor deste país.
Estão a vender-nos o país às grandes potências e ao capital para que se apoderem da nossa economia e dêem os nossos postos de trabalho aos estrangeiros.
Escoiceiem ou desistam do futuro das nossas crianças!
publicado por LauraBM às 22:47

13
Set 12

publicado por LauraBM às 21:19

10
Set 12

E serão precisas mais palavras do que estas?

 

Apenas verificar as semelhanças com a política de hoje!!!!!!!!!!

 

publicado por LauraBM às 23:31

09
Set 12

 

O quêêêê?????? Ainda há políticos destes? Ainda há gente assim???????
Acabem com eles para não fazerem sombra aos outros. Era o que faltava – POLÍTICO HONESTO!!!!!
Mas onde é que já se viu???????

Pois é, mas fazer este tipo de política não é coisa que se aprenda nos livros, nasce com a pessoa!

Laura Martins

 

O uruguaio Pepe Mujica é o presidente mais pobre do mundo

Como prometido antes da eleição, o presidente do Uruguai José Pepe Mujica ainda mora em sua pequena fazenda em Rincón del Cerro, nos arredores de Montevidéu.

A moradia não poderia deixar de ser modesta, já que o dirigente acaba de ser apontado como o presidente mais pobre do mundo.

 

Pepe recebe 12.500 dólares mensais por seu trabalho à frente do país, mas doa 90% de seu salário, ou seja, vive com 1.250 dólares ou 2.538 reais ou ainda 25.824 pesos uruguaios. O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham com habitação.

"Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com menos", diz o presidente.

 

Aos 77 anos, Mujica vive de forma simples, usando as mesmas roupas e desfrutando a companhia dos mesmos amigos de antes de chegar ao poder.

 

Além de sua casa, seu único patrimônio é um velho Volkswagen, cor celeste, avaliado em pouco mais de mil dólares. Como transporte oficial, usa apenas um Chevrolet Corsa. Sua esposa, a senadora Lucía Topolansky também doa a maior parte de seus rendimentos.

Sem contas bancárias ou dívidas, Mujica disse ao jornal El Mundo, da Espanha, que espera concluir seu mandato para descansar sossegado em Rincón del Cerro.

 

Mujica oferece residência oficial para abrigar moradores de rua.

 

O presidente do Uruguai, José Mujica, ofereceu nesta quinta-feira (31 de maio) sua residência oficial para abrigar moradores de rua durante o próximo inverno caso faltem vagas em abrigos oficiais do governo.

Ele pediu que fosse feito um relatório listando os edifícios públicos disponíveis para serem utilizados pelos desabrigados e, após os resultados, avaliará se há a necessidade da concessão da sede da Presidência.

De acordo com a revista semanal Búsqueda, Mujica disponibilizou ainda o Palácio de Suarez y Reyes, prédio inabitado onde ocorrem apenas reuniões de governo.

No último dia 24 de maio, uma moradora de rua e seu filho foram instalados na residência presidencial por sugestão de Mujica ao Ministério de Desenvolvimento Social. Logo após o convite, contudo, encontraram outro local para se alojar.

 

O presidente não mora em sua residência oficial, pois escolheu viver em seu sítio, localizado em uma área de classe média nas redondezas de Montevidéu.

 

Nem mesmo seu antecessor, o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), ocupou o palácio durante seu mandato. Ambos representam os dois primeiros governos marcadamente progressistas da história do Uruguai.

 

No inverno do ano passado, pelo menos cinco moradores de rua morreram por hipotermia. O fato causou uma crise no governo e acarretou na destituição da ministra de Desenvolvimento Social, Ana Vignoli.

 

Moradias populares

 

Em julho de 2011, Mujica assinou a venda da residência presidencial de veraneio, localizada em Punta del Este, principal balneário turístico do país, para o banco estatal República. A operação rendeu ao governo 2,7 milhões de dólares e abrirá espaço para escritórios e um espaço cultural.

A venda dessa residência estava nos planos de Mujica desde que assumiu a Presidência em março de 2010.

Com os fundos amealhados, será incrementado o orçamento do Plano Juntos de Moradias.

Também é planejado o financiamento de uma escola agrária na região, onde jovens de baixa renda poderão ter acesso a cursos técnicos.

publicado por LauraBM às 18:03

08
Set 12

Esse discurso é de 2009, mas parece que nenhum dos presentes na refinada platéia, (Chavez,Morales, Lula, Rafael Correa, Kirchner e outros mais apagados), conseguiu entender!

 

DEPOIMENTO DO PRESIDENTE DA COSTA RICA, QUE MERECE SER LIDO E REFLETIDO

Discurso proferido na presença do Lula e demais presidentes latino-americanos, incluído o "manequim" do Equador, o caloteiro Corrêa, abaixo nominalmente citado.

"ALGO HICIMOS MAL"


Palavras do Presidente Oscar Arias da Costa Rica na Cúpula das Américas em Trinidad e Tobago, 18 de abril de 2009

"Tenho a impressão de que cada vez que os países caribenhos e latino-americanos se reúnem com o presidente dos Estados Unidos da América, é para pedir-lhe coisas ou para reclamar coisas.
Quase sempre, é para culpar os Estados Unidos de nossos males passados, presentes e futuros.
Não creio que isso seja de todo justo.
Não podemos esquecer que a América Latina teve universidades antes de que os Estados Unidos criassem Harvard e William & Mary, que são as primeiras universidades desse país.
Não podemos esquecer que nesse continente, como no mundo inteiro, pelo menos até 1750 todos os americanos eram mais ou menos iguais:
todos eram pobres.

Ao aparecer a Revolução Industrial na Inglaterra, outros países sobem nesse vagão:
Alemanha, França, Estados Unidos, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e aqui a Revolução Industrial passou pela América Latina como um cometa, e não nos demos conta.
Certamente perdemos a oportunidade.

 

Há também uma diferença muito grande.
Lendo a história da América Latina, comparada com a história dos Estados Unidos, compreende-se que a América Latina não teve um John Winthrop espanhol, nem português, que viesse com a Bíblia em sua mão disposto a construir uma Cidade sobre uma Colina, uma cidade que brilhasse, como foi a pretensão dos peregrinos que chegaram aos Estados Unidos.

 

Faz 50 anos, o México era mais rico que Portugal.
Em 1950, um país como o Brasil tinha uma renda per capita mais elevada que o da Coréia do Sul.
Faz 60 anos, Honduras tinha mais riqueza per capita que Cingapura, e hoje Cingapura em questão de 35 a 40 anos é um país com $40.000 de renda anual por  habitante.
Bem, algo nós fizemos mal, os latino-americanos.

 

Que fizemos errado?
Nem posso enumerar todas as coisas que fizemos mal.
Para começar, temos uma escolaridade de 7 anos.
Essa é a escolaridade média da América Latina e não é o caso da maioria dos países asiáticos.
Certamente não é o caso de países como Estados Unidos e Canadá, com a melhor educação do mundo, similar a dos europeus.
De cada 10 estudantes que ingressam no nível secundário na América Latina, em alguns países, só um termina esse nível secundário.

 

Há países que têm uma mortalidade infantil de 50 crianças por cada mil, quando a média nos países asiáticos mais avançados é de 8, 9 ou 10.
Nós temos países onde a carga tributária é de 12% do produto interno bruto e não é responsabilidade de ninguém, exceto nossa, que não cobremos dinheiro das pessoas mais ricas dos nossos países.
Ninguém tem a culpa disso, a não ser nós mesmos.

 

Em 1950, cada cidadão norte-americano era quatro vezes mais rico que um cidadão latino-americano.
Hoje em dia, um cidadão norte-americano é 10, 15 ou 20 vezes mais rico que um latino-americano.
Isso não é culpa dos Estados Unidos, é culpa nossa.

 

No meu pronunciamento desta manhã, me referi a um fato que para mim é grotesco e que somente demonstra que o sistema de valores do século XX, que parece ser o que estamos pondo em prática também no século XXI, é um sistema de valores equivocado.
Porque não pode ser que o mundo rico dedique 100.000 milhões de dólares para aliviar a pobreza dos 80% da população do mundo "num planeta que tem 2,5 bilhões de seres humanos com uma renda de $2 por dia" e que gaste 13 vezes mais ($1.300.000.000.000) em armas e soldados.

 

*Como disse esta manhã, não pode ser que a América Latina gaste $50 bilhões em armas e soldados.
Eu me pergunto: quem é o nosso inimigo?
Nosso inimigo, presidente Correa, desta desigualdade que o Sr. aponta com muita razão, é a falta de educação; é o analfabetismo; é que não gastamos na saúde de nosso povo; gastamos em funcionários públicos.
que não criamos a infra-estrutura necessária, os caminhos, as estradas, os portos, os aeroportos;
que não estamos dedicando os recursos necessários para deter a degradação do meio ambiente;
é a desigualdade que temos que nos envergonhar realmente;
é produto, entre muitas outras coisas, certamente, de que não estamos educando nossos filhos e nossas filhas.

 

Vá alguém a uma universidade latino-americana e parece no entanto que estamos nos anos sessenta, setenta ou oitenta.

 

Parece que nos esquecemos de que em 9 de novembro de 1989 aconteceu algo de muito importante, ao cair o Muro de Berlim, e que o mundo mudou.

 

Temos que aceitar que este é um mundo diferente, e nisso francamente penso que os acadêmicos, que toda gente pensante, que todos os economistas, que todos os historiadores, quase concordam que o século XXI é um século dos asiáticos não dos latino-americanos.

E eu, lamentavelmente, concordo com eles.
Porque enquanto nós continuamos discutindo sobre ideologias, continuamos discutindo sobre todos os "ismos" (qual é o melhor? capitalismo, socialismo, comunismo, liberalismo, neoliberalismo, socialcristianismo...) os asiáticos encontraram um "ismo" muito realista para o século XXI e o final do século XX, que é o *pragmatismo*.

 

Para só citar um exemplo, recordemos que quando Deng Xiaoping visitou Cingapura e a Coréia do Sul, depois de ter-se dado conta de que seus próprios  vizinhos estavam enriquecendo de uma maneira muito acelerada, regressou a Pequim e disse aos velhos camaradas maoístas que o haviam acompanhado na Grande Marcha:
"Bem, a verdade, queridos camaradas, é que a mim não importa se o gato é branco ou negro, só o que me interessa é que cace ratos".

 

E se Mao estivesse vivo, teria morrido de novo quando disse que "a verdade é que enriquecer é glorioso".

 

E enquanto os chineses fazem isso, e desde 1979 até hoje crescem a 11%, 12% ou 13%, e tiraram 300 milhões de habitantes da pobreza, nós continuamos discutindo sobre ideologias que devíamos ter enterrado há muito tempo atrás.
A boa notícia é que isto Deng Xiaoping o conseguiu quando tinha 74 anos.
Olhando em volta, queridos presidentes, não vejo ninguém que esteja perto dos 74 anos.
Por isso só lhes peço que não esperemos completá-los para fazer as mudanças que temos que fazer.
Muchas gracias."

publicado por LauraBM às 18:26

16
Dez 11
NOTA:
Pelo menos, quanto mais observam as visões estrangeiras, melhor os europeus entendem a crise que estão a passar e porque poderiam sair dela se o BCE (Banco Central Europeu) quisesse e as políticas MerKozy (Angela Merkel e Nicolas Sarkozy) não actuassem apenas em proveito próprio.
A Europa e o Euro afundam porque a Alemanha, escudada com a França, não querem perder sequer um cêntimo neste negócio.
Não vai ser com políticas de austeridade impostas aos povos que a crise será debelada. Essa mesma austeridade só vai limitar o crescimento dos diversos países e empobrecê-los.
O resultado será, realmente, uma diminuição do crescimento, o desaparecimento progressivo da classe média e o aumento e agravamento das condições de vida da classe pobre.
Os governos que não abarcam isso, incorrem num erro fatal, de consequências desastrosas, para os próprios países.
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Laura B. Martins
O que acham diversos jornalistas estrangeiros acerca da queda do Euro:

 
Paulo Moreira Leite - Jornalista desde os 17 anos, foi diretor de redação de ÉPOCA e do Diário de S. Paulo. Foi redator chefe da Veja, correspondente em Paris e em Washington.
ÉPOCA – Paulo Moreira Leite » Guerra sem canhões nem cadáveres na Europa » Arquivo

 
mais crónicas de Paulo Moreira Leite e de outros conceituados jornalistas brasileiros e americanos
publicado por LauraBM às 00:45

20
Nov 11

Estou farta de ouvir tanta gente a falar em sacrifícios.

Querem à força incutir-nos a ideia de que devemos abster-nos de tudo para ficarmos bem vistos pela troika. Prescindimos da saúde, dos transportes, dos subsídios; baixamos a qualidade da alimentação e de tanta coisa que poderia trazer alguma felicidade às nossas vidas.

 

Quantos políticos agora vêm à TV comentar e incutir-nos essa mesma ideia dos sacrifícios tão necessários esquecendo que nos últimos 35 anos, muitos ocuparam cargos públicos e  contribuíram para o descalabro do país. No entanto, falam e comentam, pedem sacrifícios mas vivem de ordenados substanciais ou pensões milionárias – quando não acumulam.

 

Tal como na informática se formata um disco, em Portugal tenta-se a todo o transe formatar a opinião pública enquanto se retiram os subsídios às crianças, aos estudantes e à 3ª idade.

Para isso servem-se de toda e qualquer pessoa que imaginem ter alguma influência no povo. E quem melhor para o fazer senão políticos bem falantes ou figuras públicas?

É um vale-tudo a toda a hora para nos fazerem a cabeça e mudarem a opinião; ou seja, submeterem-nos incondicionalmente.

 

Não gosto de greves, claro que não. Não gosto mas entendo que é preciso mostrar a esta gente o descontentamento do povo português e, mais ainda, seria preciso perguntar-lhes:

 

- Porque perdoa a Europa 50% da dívida à Grécia e os outros países, igualmente em dificuldades, têm que cumprir na íntegra?

- Não oiço ninguém levantar essa questão nem perguntar se na União Europeia não estava prevista a união dos países envolvidos, na riqueza ou na desgraça, tal como em qualquer casamento.

- E também não oiço perguntar se quando se formou a União Europeia, ficou em ata que algum país envolvido tivesse o direito de se impor a outro ou mesmo tentar alguma forma de ingerência.

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14/11/2011

Laura Martins

publicado por LauraBM às 22:52

01
Nov 11

1. O que são os eurobonds e que repercussões teria a sua aprovação?
São títulos que representam todos os países da zona euro, cujo juro associado seria uma média ponderada de cada país. Desta forma, somar-se-ia o nível de dívida e os défices conjuntos, ou seja, todos responderiam por todos. A uma só voz. Mas também teriam consequências pouco simpáticas para alguns estados. É que a criação dos eurobonds obriga à criação de uma Agência de Dívida Europeia e a uma política fiscal comum.

2. Que vantagens oferecem?

Se houvesse uma união fiscal na zona euro, a maior vantagem dos eurobonds, a curto prazo, é que os os países em dificuldades ganhariam tempo para resolver os seus problemas e os mercados acalmavam. Ao mesmo tempo, a factura paga pelos resgates a países como Portugal, a Irlanda ou a Grécia descia substancialmente, os custos de financiamento para os países mais frágeis caía e o euro fortalecia-se, podendo tornar-se numa verdadeira alternativa ao dólar.

 

3. Quais são os inconvenientes?
O principal efeito negativo dos eurobonds reflecte-se na economias mais fortes, que iam ter uma aumento visível nos seus custos de financiamento. Por isso, os países com mais solvência recusam tomar a seu cargo as perdas dos restantes. Um emissão massiva de eurobonds aconselhava ainda a ter um governo europeu, algo que actualmente é impossível.

 

4. Quem são os principais adversários dos eurobonds?
Alemanha e França rejeitam liminarmente os eurobonds, até porque seriam os países mais prejudicados. mas não são os únios. Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, também não é adepto da ideia, lembrando que a zona euro já pode emitir dívida através do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Trichet é ainda favorável à nomeação de um ministro das Finanças europeu.

5. Alguma vez os eurobonds serão aprovados?

Sem uma união fiscal é difícil. Além de que, sustentam os especialistas, não resolveria os problemas que afectam a zona euro. Mais realista será a emissão de títulos para problemas concretos, como a recapitalização da banca, por exemplo. E quando a Alemanha e a França são hostis a esta solução muito pouco haverá a fazer a não ser prosseguir com os programas de ajustamento que já estão no terreno.

publicado por LauraBM às 23:09

12
Ago 11
É extenso mas elucidativo pelas comparações de antes e depois do FMI e da sua entrada nos países.
Como foi possível que todos os países aderissem a esta calamidade e tantas cabeças pensantes fossem alienadas por um pequeno grupo?
Que iludidos foram e que ilusões acalentaram para assim se deixarem enredar neste negócio sujo da Banca Internacional?
É urgente que todas as nações compreendam a necessidade de, rápidamente, se subtraírem a este estado de coisas ou todos soçobrarão enquanto enriquecem uns quantos manipuladores e «iluminados» banqueiros.
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Laura B. Martins
 
A fome é a escassez de alimentos que, em geral, afeta uma ampla extensão de um território e um grande número de pessoas.
A fome nos tempos atuais tem relação direta com a "estabilização macroeconômica" e os programas de "ajustamento estrutural" impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento, portanto, tem relação direta com as várias formas de capitalismo que são fomentados nesses países.
 
A fome no mundo
  1. Cerca de 100 milhões de pessoas estão sem teto;
  2. 1 bilhão de analfabetos;
  3. 1,1 bilhão de pessoas vivem na pobreza, destas, 630 milhões são extremamente pobres, com renda per capta anual bem menor que 275 dólares;
  4. 1,5 bilhão de pessoas sem água potável;
  5. 1 bilhão de pessoas passando fome;
  6. 150 milhões de crianças subnutridas com menos de 5 anos (uma para cada três no mundo);
  7. 12,9 milhões de crianças morrem a cada ano antes dos seus 5 anos de vida;
  8. No Brasil, os 10% mais ricos detêm quase toda a renda nacional.
Com a existência de grandes setores da população mundial já muito abaixo do limiar da pobreza, esta subida a curto-prazo dos preços dos produtos alimentares é devastadora. Há milhões de pessoas em todo o mundo que se encontram impossibilitadas de adquirir alimentos para a sua sobrevivência. Estes aumentos brutais estão a contribuir verdadeiramente para a "eliminação dos pobres" através da "morte pela fome". Nas palavras de Henry Kissinger: "Quem controla o petróleo, controla as nações; quem controla os alimentos, controla as pessoas". A "estabilização macroeconômica" e os programas de ajustamento estrutural impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para a renegociação da sua dívida externa) conduziram ao empobrecimento de centenas de milhões de pessoas. As cruéis realidades econômicas e sociais subjacentes à intervenção do FMI são a subida dos preços dos alimentos, as fomes a nível local, os despedi mentos maciços de trabalhadores urbanos e domésticos e a destruição de programas sociais. O poder de compra interna caiu, foram fechadas escolas e clínicas de cuidados de saúde contra a fome, há centenas de milhões de crianças a quem tem sido negada o direito à educação básica. Esta é de longe a crise econômica mais grave da história moderna. (Michel Chossudovsky, The Globalization of Poverty, First Edition, 1997)
 
Fome global
Michel Chossudovsky*
15/05/2008
INTRODUÇÃO
 
A fome é a conseqüência do processo de reestruturação do "mercado livre" da economia global que tem as suas raízes na crise de endividamento do início dos anos 80. Não é um fenômeno recente como é sugerido em vários artigos dos meios de comunicação ocidentais. Estes se concentram apenas na oferta e procura em curto prazo dos produtos agrícolas, e ignoram as causas estruturais muito mais amplas da fome global.
 
A pobreza e a subnutrição crônica são condições preexistentes. As recentes subidas dos preços alimentares contribuíram para exacerbar e agravar a crise alimentar. A subida dos preços tem flagelado uma população empobrecida, que quase não tem meios para sobreviver.
Têm ocorrido motins por causa do pão quase simultaneamente em todas as principais regiões do mundo:
"Os preços dos alimentos no Haiti subiram em média 40 por cento em menos de um ano, em que o custo de produtos como o arroz duplicou… No Bangladesh, [nos finais de Abril de 2008], cerca de 20 mil trabalhadores têxteis saíram para a rua a protestar contra a terrível subida dos preços dos alimentos e a exigir salários mais altos. O preço do arroz neste país duplicou em relação ao ano passado, ameaçando com a fome os trabalhadores, que ganham um salário mensal de apenas 25 dólares… No Egipto, os protestos dos trabalhadores contra os preços dos alimentos abalaram o centro têxtil de Mahalla al-Kobra, a norte do Cairo, durante dois dias na semana passada, em que duas pessoas foram mortas a tiro pelas forças de segurança. Foram presas centenas de pessoas e o governo enviou polícias à paisana para as fábricas para obrigar os trabalhadores a retomar o trabalho. Os preços dos alimentos no Egipto subiram 40 por cento desde o ano passado… No princípio deste mês, na Costa do Marfim, centenas de pessoas manifestaram-se em frente da casa do presidente Laurent Gbagbo, cantando "temos fome" e "a vida está cara demais, vocês estão a matar-nos.
Manifestações, greves e confrontos semelhantes ocorreram na Bolívia, no Peru, no México, na Indonésia, nas Filipinas, no Paquistão, no Uzbequistão, na Tailândia, no Iémen, na Etiópia, e em quase toda a Africa subsaariana". (Bill Van Auken, Amid mounting food crisis, governments fear revolution of the hungry, Global Research, April 2008)
"A ELIMINAÇÃO DOS POBRES"
 
Com a existência de grandes setores da população mundial já muito abaixo do limiar da pobreza, esta subida a curto-prazo dos preços dos produtos alimentares é devastadora. Há milhões de pessoas em todo o mundo que se encontram impossibilitadas de adquirir alimentos para a sua sobrevivência.
Estes aumentos brutais estão a contribuir verdadeiramente para a "eliminação dos pobres" através da "morte pela fome". Nas palavras de Henry Kissinger: "Quem controla o petróleo, controla as nações; quem controla os alimentos, controla as pessoas".
Quanto a isto, Kissinger já tinha dado a entender no contexto do Memorando 200 do Estudo de Segurança Nacional de 1974; "Implications of Worldwide Population Growth for U.S. Security and Overseas Interests" (Consequências do Crescimento Mundial da População para a Segurança dos EUA e seus Interesses Ultramarinos), que a ocorrência repetida de fomes podia constituir de facto um instrumento de controlo da população.
Segundo a FAO, o preço dos cereais aumentou 88 % desde Março de 2008. O preço do trigo aumentou 181 % num período de três anos. O preço do arroz aumentou 50% nos últimos três meses (ver Ian Angus, Food Crisis: " The greatest demonstration of the historical failure of the capitalist model", Global Research, April 2008):
"A qualidade mais popular do arroz da Tailândia vendia-se a 198 dólares por tonelada há cinco anos e a 323 dólares por tonelada o ano passado. Em Abril de 2008, o preço chegou aos 1 000 dólares. Os aumentos ainda são maiores nos mercados locais – no Haiti, o preço de mercado dum saco de arroz de 50 quilos duplicou numa só semana em finais de Março de 2008. Estes aumentos são catastróficos para os 2,6 mil milhões de pessoas em todo o mundo que vivem com menos de 2 dólares por dia e gastam 60 a 80% dos seus rendimentos na alimentação. Há centenas de milhões que não têm posses para comer". (Ibid).
DUAS DIMENSÕES INTERRELACIONADAS
 
Há duas dimensões interrelacionadas para a atual crise alimentar global, que estão a lançar milhões de pessoas em todo o mundo na fome e na privação crônica, uma situação em que grupos inteiros de populações deixaram de ter meios para adquirir alimentos.
Em primeiro lugar, é o processo histórico a longo prazo de reforma política macroeconômica e de reestruturação econômica global que tem contribuído para baixar os padrões de vida mundiais, tanto nos países em desenvolvimento como nos países desenvolvidos.
Em segundo lugar, estas condições históricas preexistentes de pobreza de massas têm sido exacerbadas e agravadas pela recente subida nos preços dos cereais que, nalguns casos, chegaram à duplicação do preço de retalho dos produtos alimentares. Estas brutais subidas de preços resultam sobretudo do comércio especulativo nos produtos alimentares.
A EXPLOSÃO ESPECULATIVA DOS PREÇOS DOS CEREAIS
 
Os meios de comunicação têm enganado levianamente a opinião pública quanto às causas destas subidas brutais de preços, concentrando-se quase exclusivamente nas questões dos custos de produção, do clima e de outros factores que resultam numa oferta reduzida e que podem contribuir para aumentar o preço dos produtos alimentares. Se bem que esses factores possam contribuir para tal, têm uma relevância limitada para explicar os aumentos brutais e dramáticos nos preços destes produtos.
Os preços em espiral dos alimentos são sobretudo conseqüência da manipulação do mercado. São atribuíveis sobretudo ao comércio especulativo no mercado. Os preços dos cereais são inflacionados artificialmente por operações especulativas em grande escala nas bolsas mercantis de Nova Iorque e Chicago. Vale a pena assinalar que, em 2007, assistimos à fusão do Chicago Board of Trade (CBOT) com o Chicago Mercantile Exchange (CME), de que resultou a maior entidade mundial de comércio de produtos de consumo, incluindo uma ampla gama de instrumentos especulativos (opções, opções a prazo, fundos indexados, etc.)
O comércio especulativo sobre o trigo, o arroz ou o milho, pode fazer-se na ausência de transações reais de bens. As instituições que especulam no mercado dos cereais não têm que estar obrigatoriamente envolvidas na venda ou na entrega dos cereais.
As transações podem utilizar fundos indexados das mercadorias, ou seja, apostas sobre os movimentos gerais de subida ou descida dos preços das mercadorias. Uma "opção de venda" é uma aposta de que o preço vai descer, uma "opção de compra" é uma aposta de que o preço vai subir. Através duma manipulação concertada, os comerciantes institucionais e as instituições financeiras fazem o preço subir e depois fazem as suas apostas num movimento de subida do preço duma determinada mercadoria.
A especulação gera a volatilidade do mercado. Por seu turno, a instabilidade que daí resulta encoraja uma maior atividade especulativa.
Geram-se lucros quando os preços sobem. Em contrapartida, se o especulador está a descoberto no mercado, ganha dinheiro quando os preços entram em queda.
Esta recente explosão especulativa nos preços dos alimentos tem vindo a provocar um processo mundial de formação de fome a uma escala sem precedentes.
A FALTA DE MEDIDAS REGULADORAS DESENCADEIA A FOME
 
Estas operações especulativas não provocam a fome deliberadamente.
O que provoca a fome é a ausência de procedimentos reguladores em relação ao comércio especulativo (opções, opções a prazo, fundos indexados). No atual contexto, o congelamento do comércio especulativo sobre produtos alimentares, decidido politicamente, contribuiria imediatamente para a baixa dos preços dos alimentos.,
Nada impede que estas transações sejam neutralizadas e impedidas através de um conjunto de medidas reguladoras cuidadosamente concebidas.
Mas, é visível que não é isso o que o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional estão a propor.
O papel do FMI e do Banco Mundial
 
O Banco Mundial e o FMI apareceram com um plano de emergência, para incentivo à agricultura em resposta à "crise alimentar". No entanto, não querem saber das causas desta crise.
O presidente do Banco Mundial, Robert B. Zoellick, descreve esta iniciativa como um "novo contrato", um plano de ação "para o desenvolvimento a longo prazo da produção agrícola", que consiste, entre outras coisas, na duplicação dos empréstimos para a agricultura aos agricultores africanos.
"Temos que colocar o nosso dinheiro onde está hoje a nossa boca para que possamos levar comida às bocas famintas". (Robert Zoellick, diretor do Banco Mundial, citado pela BBC, 2.Maio.2008)
A "medicina econômica" do FMI/Banco Mundial não é uma "solução" mas é sobretudo a "causa" da fome nos países em desenvolvimento. Mais empréstimos do FMI-Banco Mundial para "incentivos à agricultura" só servirão para aumentar os níveis de endividamento e exacerbar a pobreza em vez de a diminuir.
Os "empréstimos baseados nesta política" do Banco Mundial são concedidos na condição de que os países obedeçam à agenda política neoliberal que, desde o início dos anos 80, tem vindo a conduzir ao colapso da agricultura alimentar a nível local.
A "estabilização macroeconômica" e os programas de ajustamento estrutural impostos pelo FMI e pelo Banco Mundial aos países em desenvolvimento (como condição para a renegociação da sua dívida externa) conduziram ao empobrecimento de centenas de milhões de pessoas.
As cruéis realidades econômicas e sociais subjacentes à intervenção do FMI são a subida dos preços dos alimentos, as fomes a nível local, os despedimentos maciços de trabalhadores urbanos e domésticos e a destruição de programas sociais. O poder de compra interno caiu, foram fechadas escolas e clínicas de cuidados de saúde contra a fome, há centenas de milhões de crianças a quem tem sido negado o direito à educação básica.
TRATAMENTO DE CHOQUE DO FMI
 
Historicamente, os preços em espiral dos alimentos a nível retalhista foram sempre provocados pelas desvalorizações da moeda, que resultaram invariavelmente numa situação hiper inflacionária. No Peru em Agosto de 1990, por exemplo, por ordem do FMI, os preços dos combustíveis aumentaram 30 vezes de um dia para o outro. O preço do pão aumentou 12 vezes de um dia para o outro:
"Em todo o Terceiro Mundo, a situação é de desespero social e de desânimo social numa população empobrecida pelos jogos das leis do mercado. Em 1989, os motins anti-SAP [Programa de Ajustamento Estrutural] e os levantamentos populares são reprimidos brutalmente: em Caracas, o presidente Carlos Andres Perez, depois de ter denunciado retoricamente o FMI por praticar 'um totalitarismo econômico que mata não apenas com balas mas pela fome', declara o estado de emergência e envia unidades regulares de infantaria e de fuzileiros para as áreas pobres ( barrios de ranchos) nas colinas circundantes da capital. Os motins em Caracas anti-FMI foram ateados por um aumento de 200 por cento no preço do pão. Foram alvejados indiscriminadamente homens, mulheres e crianças: 'Noticiou-se que a morgue de Caracas tinha mais de 200 corpos de pessoas mortas nos três primeiros dias… e esta avisou que estava a ficar sem caixões'. Não oficialmente foram mortas mais de mil pessoas. Tunis, Janeiro de 1984, os motins pelo pão foram instigados sobretudo pela juventude desempregada protestando contra o aumento dos produtos alimentares; Nigéria, 1989: os motins estudantis anti-SAP levaram ao encerramento de seis universidades do país pelo Conselho Governamental das Forças Armadas; Marrocos, 1990: uma greve geral e um levantamento popular contra as reformas do governo, patrocinadas pelo FMI". (Michel Chossudovsky, op cit.)
A DESREGULAMENTAÇÃO DOS MERCADOS DE CEREAIS
 
A partir dos anos 80, os mercados de cereais foram isentos de regulamentação sob a supervisão do Banco Mundial, e os excedentes de cereais dos Estados Unidos e da União Europeia (EUA/UE) são utilizados sistematicamente para destruir os agricultores e desestabilizar a agricultura alimentar nacional. Os empréstimos do Banco Mundial exigem o levantamento das barreiras comerciais sobre os produtos agrícolas importados, levando ao abaixamento de preços dos excedentes de cereais dos EUA/UE nos mercados locais. Estas e outras medidas atiraram os produtores agrícolas locais para a falência.
O "mercado livre" dos cereais – imposto pelo FMI e pelo Banco Mundial – destrói a economia dos agricultores e põe em risco a "segurança alimentar". O Malawi e o Zimbabué já foram países prósperos com excedentes de cereais. O Ruanda era praticamente auto-suficiente quanto a alimentos até 1990, quando o FMI ordenou a introdução dos excedentes de cereais dos EUA e da UE a preços baixos no mercado interno, provocando a falência dos pequenos agricultores. Em 1991- 92, a fome atingiu o Quénia, a economia do pão com maior êxito da Africa oriental. O governo de Nairobi fora colocado na lista negra por não obedecer às prescrições do FMI. A ausência de regulamentação do mercado dos cereais tinha sido exigida como uma das condições para a reforma da dívida externa de Nairobi com o Clube de Paris de credores autorizados. (Michel Chossudovsky, The Globalization of Poverty and the New World Order, Second Edition, Montreal 2003)
Por toda a Africa, assim como no sudeste asiático e na América Latina, o padrão do "ajustamento sectorial" na agricultura sob a custódia das instituições do Bretton Woods tem sido inequivocamente no sentido da destruição da segurança alimentar. Tem-se reforçado a dependência vis-à-vis o mercado mundial, o que conduz a uma explosão nas importações comerciais de cereais assim como à subida no influxo da "ajuda alimentar".
Os produtores agrícolas foram encorajados a abandonar as culturas alimentares e a virarem-se para culturas de exportação de "alto valor", quase sempre em detrimento da auto-suficiência alimentar. Os produtos de alto valor assim como as culturas para ganhar dinheiro com a exportação foram apoiados por empréstimos do Banco Mundial.
As fomes na era da globalização são o resultado desta política. A fome não é conseqüência da falta de alimentos, muito pelo contrário: os excedentes globais de alimentos são utilizados para desestabilizar a produção agrícola nos países em desenvolvimento.
Fortemente regulamentada e controlada pelas indústrias agrícolas internacionais, esta sobre-produção acaba por conduzir à estagnação tanto da produção como do consumo dos produtos alimentares essenciais e ao empobrecimento dos agricultores em todo o mundo. Além disso, na era da globalização, o programa de ajustamento estrutural do FMI-Banco Mundial tem uma relação direta com a formação do processo da fome porque corrói sistematicamente todas as áreas da atividade econômica, quer urbana quer rural, que não sirvam diretamente os interesses do sistema do mercado global.
Os rendimentos dos agricultores, tanto nos países ricos como nos países pobres, são espremidos por um punhado de empresas globais agro-industriais que controlam simultaneamente os mercados de cereais, os abastecimentos agrícolas, as sementes e os alimentos processados. É uma firma gigantesca, a Cargill Inc., com mais de 140 filiais e subsidiárias em todo o mundo, que controla grande parte do comércio internacional de cereais. A partir dos anos 50, a Cargill tornou-se o principal fornecedor da "ajuda alimentar" americana financiada pela Lei Pública 480 (1954).
A agricultura mundial tem, pela primeira vez na história, a capacidade de satisfazer as necessidades alimentares de todo o planeta; no entanto, a própria natureza do sistema de mercado global impede que isso aconteça. A capacidade de produzir alimentos é enorme, mas os níveis do consumo de alimentos mantêm-se extraordinariamente baixos porque uma enorme porção da população mundial vive em condições de pobreza e de privação extremas. Além disso, o processo de "modernização" da agricultura levou à espoliação dos agricultores, aumentou a falta de terras disponíveis e a degradação ambiental. Por outras palavras, as próprias forças que encorajam a expansão da produção global de alimentos estão também a provocar contraditoriamente uma contração nos padrões de vida e o declínio na procura de alimentos.
SEMENTES GENETICAMENTE MODIFICADAS
 
Coincidindo com a instituição da Organização Mundial do Comércio (OMC) em 1995, ocorreu outra importante mudança histórica na estrutura da agricultura global.
Ao abrigo dos artigos do acordo da Organização Mundial do Comércio (OMC), os gigantes alimentares têm uma liberdade sem restrições para entrar nos mercados de sementes dos países em desenvolvimento. A aquisição de "direitos de propriedade intelectual" exclusivos sobre variedades de plantas pelos interesses agro-industriais internacionais, também favorece a destruição da biodiversidade.
Agindo em benefício de um punhado de conglomerados da biotecnologia, as sementes geneticamente modificadas (GMO) têm vindo a ser impostas aos agricultores, frequentemente no contexto de "programas de ajuda alimentar". Na Etiópia, por exemplo, na seqüência de uma grande seca, foram entregues conjuntos de sementes GMO a agricultores empobrecidos, com vista à reabilitação da produção agrícola. As sementes GMO foram plantadas, permitindo uma boa colheita. Mas depois os agricultores vieram a saber que as sementes não podiam voltar a ser plantadas, sem o pagamento de royalties à Monsanto, ao Arch Daniel Midland e a outros. A seguir, os agricultores descobriram que as sementes só dariam uma boa colheita se usassem os produtos adequados, incluindo o fertilizante, o insecticida e o herbicida, produzidos e distribuídos pelas companhias agro-industriais de biotecnologia. Economias rurais inteiras ficaram presas nas garras dos conglomerados agro-industriais.
A QUEBRA DO CICLO AGRÍCOLA
 
Com o alastramento da adopção de sementes GMO, ocorreu uma importante mudança na estrutura e na história da agricultura tradicional desde a sua origem há 10 000 anos.
A reprodução de sementes a nível da aldeia em viveiros locais foi interrompida pelo uso de sementes geneticamente modificadas. O ciclo agrícola, que possibilita aos agricultores armazenar as suas sementes orgânicas e a plantá-las para conseguir as suas colheitas seguintes, foi interrompido. Este padrão destrutivo – que resulta invariavelmente na fome – é repetido país atrás de país levando à morte mundial da economia rural.
*Michel Chossudovsky, canadense, é Professor de Economia na Universidade de Otava e Diretor do Centro para Investigação sobre a Globalização.
É colaborador da Enciclopédia Britânica. Os seus escritos estão traduzidos em mais de 20 línguas.
publicado por LauraBM às 22:23

01
Ago 11
Amigos portugueses e brasileiros: Quem tiver alguma curiosidade acerca das tão faladas agências de «rating», pode esclarecer-se neste link.
 
"Moody`s, avalia isto! As decisões da Moody`s, nas últimas semanas, tocaram no orgulho pátrio de muitos portugueses...."
 
Que tal entender duma vez o que se passa com as agências de «rating», na questão Europa/América?

http://www.youtube.com/watch?v=DYXYBj1K9C4&feature=related

É fácil dar opiniões e dizer mal, mas entender é ainda mais fácil. Basta ver o vídeo acima: preto no branco!
Vamos entender duma vez este jogo sujo dos mercados e agências? Um pouco de cultura?????????
  1. Então o negócio é descer o euro a todo o custo, senhores americanos?
  2. Ganhar com os seguros da compra da dívida de países que enfrentam problemas, senhores da banca?
  3. Durão Barroso e a União Europeia não fazem o que deviam para salvar os seus países? Ganham ordenados de luxo para quê?
(Durão Barroso sempre foi uma treta enquanto esteve no governo português. Esperavam o quê, dele? É salvar O SEU e não fazer muitas ondas!!!!!!!)
 
publicado por LauraBM às 22:15

25
Abr 11

Os verdadeiros socialistas deviam ponderar bem o seu voto nas próximas eleições e aproveitarem para mandarem o pacóvio para a terra assinar projectos de barracas.
Uma certeza podem ter, acabaram-se os tachos porque já acabou o caroço, gastaram-no até aos próximos 40 anos.
Este Primeiro-Ministro não tem competência, não tem carácter, não tem palavra.
É um falso engenheiro pacóvio mentiroso compulsivo e só tem temperamento di capo.
Desgovernou com mentiras sucessivas, a cavalo na propaganda paga com o nosso dinheiro bem como com a Imprensa paga que tanto o apoia, como um produto obsoleto do séc. XX.
Atacou, um a um, todos os pilares do Estado de Direito: a independência dos tribunais, a liberdade de imprensa, a separação de poderes, o respeito institucional.

Instalou-se no poder espalhando o seu séquito de Varas, Penedos e Ruis Pedros Soares, dos Silvas (Santos e Pereira).
Afundou 40 anos do nosso futuro em parcerias público-privadas com consórcios e empresas onde pululam milhares de amigos e ex-ministros socialistas com vencimentos obscenos.
Passou o mandato de buraco em buraco, sempre a tentar tapar e sempre a tentar esconder, sem estratégia de crescimento ou projecto de país.

E deixou-nos na banca rota oculta. Oculta, sim. Porque tudo no país está mais oculto e opaco, porque os números do Governo já não são fiáveis como vai acontecer com a revisão do défice de 2010.
Como se está a descobrir, no que é só o princípio de um buraco que, se descoberto, será maior, e que o Presidente e os partidos pretendem ocultar para evitar males maiores.
Esse altíssimo preço da perda global de credibilidade e soberania - é o que já estamos a pagar e vamos pagar mais ainda.

E sai, falso ofendido, com um discurso de vitimização, a acusar os outros da crise que ele próprio criou, urdiu e nos levou à bancarrota.
Votem em quem quiserem mas nunca votem em Sócrates.
É demasiado mau, sai demasiado caro.

Em último caso, votem em branco mas não deixem de ir votar.

(tudo menos isso porque os deixa livres para fazerem como querem)

publicado por LauraBM às 15:05

19
Abr 11

(Bote a boca no mundo, bote!!!!)

 Sabiam que o voto em BRANCO é o mais eficiente?

SE VOTAREM EM BRANCO, ou seja, se não escreverem absolutamente nada no boletim de voto, é muito mais eficiente do que riscá-lo.
Nenhum politico fala nisto... porquê?
Porque se a maioria da votação for de votos em branco eles são obrigados a anular as eleições e fazer novas, mas com outras pessoas diferentes nas listas.

Imaginem só a bronca!

A legislação eleitoral tem esta opção para correr com quem não nos agrada, mas ninguém fala disso.
Não risquem os votos, porque serão anulados e não contam para nada.
VOTEM EM BRANCO.


A maioria de votos em BRANCO anula as eleições..... e demonstra que não queremos ESTES políticos!!!
Espalhem para se obter a maioria.
 

publicado por LauraBM às 00:16

09
Abr 11

 

TAMBÉM CÁ SE DEVIA FAZER O MESMO!!!!!!!!!!! TINHAM MAIS RESPEITO PELO POVÃO!!!

  

Suspeitos de afundarem finanças islandesas começam a ser detidos dois ex-directores do banco islandês Kaupthing, nacionalizado de urgência em 2008, foram presos esta quinta-feira.
Mas a lista de possíveis detidos envolve mais de 125 personalidades, segundo a imprensa.
Os directores de bancos islandeses que arrastaram o país para a bancarrota em finais de 2009 foram presos por ordem das autoridades, sob a acusação de conduta bancária criminosa e cumplicidade na bancarrota da Islândia.
Os dois arriscam-se a uma pena de pelo menos oito anos de cadeia, bem como à confiscação de todos os bens a favor do Estado e ao pagamento de grandes indemnizações.
A imprensa islandesa avança que estas são as primeiras de uma longa lista de detenções de responsáveis pela ruína do país, na sequência do colapso bancário e financeiro da Islândia.
Na lista de possíveis detenções nos próximos dias e semanas estão mais de 125 personalidades da antiga elite política, bancária e financeira, com destaque para o ex-ministro da Banca, o ex-ministro das Finanças, dois antigos primeiros-ministros e o ex-governador do banco central.
A hipótese de cadeia e confiscação de bens paira também sobre uma dezena de antigos deputados, cerca de 40 gestores e administradores bancários, o antigo director da Banca, os responsáveis pela direcção-geral de Crédito e vários gestores de empresas que facilitaram a fuga de fortunas para o estrangeiro nos dias que antecederam a declaração da bancarrota.
Em Outubro de 2008, o sistema bancário islandês, cujos activos representavam o equivalente a dez vezes o Produto Interno Bruto do país, implodiu, provocando a desvalorização acentuada da moeda e uma crise económica inédita.
 
E … nós por cá… todos bem!?!?!? 
publicado por LauraBM às 23:48

19
Mar 11
Faz-me um pouco de confusão este tipo de petição em que não é inserido e verificado o nº do B.I.
Quer dizer que se eu quiser assinar com 20 nomes diferentes, posso fazê-lo.
Não me parece correcto nem credível! Acho que há modo de se fazer a coisa com mais veracidade. Enfim, assim seja! Antes isto que coisa nenhuma.
No entanto, louvo a campanha e apenas lamento a pasmaceira do costume, apanágio do povo português.
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Laura B. Martins

 

Mais uma vez, vimos apelar para assinatura no Abaixo assinado da Inter- Reformados/CGTP-IN, contra o congelamento das pensões e a pobreza.
Assina e reenvia para os teus amigos!!!
http://www.cgtp.pt/peticoes/2011/ir/index.php
Quantos mais, melhor !!!

publicado por LauraBM às 18:55

15
Mar 11

 

Os PECS são sempre os mesmos que pagam porque os outros...
Não se lhes pode tocar porque os que lá estão em cima têm telhados de vidro e temem o apedrejamento.
Já não há humor que valha aos portugueses!
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Laura B. Martins
publicado por LauraBM às 18:42

14
Mar 11

É uma notícia um tanto atrazada mas achei que ficava bem aqui.

Ministro das Relações Exteriores pede que oposição e governo se unam para lidar com 'situação extrema'

13 de novembro de 2010 | 13h 47
 
 
São notícias alarmistas, embora estejamos numa situação péssima.
O facto é que Portugal não pode abandonar o euro senão seria o descalabro total.
Às vezes esta história do euro parece-me como aquelas pessoas que devem tanto que resolvem mudar de casa para que os credores lhes percam o rasto.
Será que Bruxelas também nos perderia de vista, mais as n/dívidas, se saíssemos desta casa superlotada do Euro?
Se sair do euro fosse uma coisa boa e solução para os problemas financeiros de alguns países, não seríamos nós, certamente, os iniciadores da evasão.
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Laura B. Martins
publicado por LauraBM às 18:28

13
Mar 11

Não passou duma brincadeira de estudantes a manifestação em Portugal.

Os jovens são os que sempre protestam em todos os países, com tudo e com todos.
São manifestações sem importância de maior porque somos demasiado mansos.
Não vai levar a nada, nem a outras manifestações.
Os portugueses não são de ir para as ruas protestar, têm receio da cacetada e não confiam na polícia nem no exército.
Os portugueses não têm quem os ajude!
 
O 25 de Abril fez-se porque foi organizado e posto em prática por militares, não pelo povo.
Com as notícias que circulam pelos jornais e televisões do que se passa nos outros países, os portugueses receiam dar o corpo ao manifesto e não se mexem.
Embora as forças policiais tenham motivos de sobra para estarem descontentes, e já o demonstraram em algumas manifestações, não têm um comando à altura; daí que o povo as receia.
O exército, não tem chefes organizados para este fim.
 
Os portugueses estão entregues à sua própria sorte como povo pacífico.
Nada os move do seu bem-estar caseiro, embora o bem estar esteja transformado em mal estar devido às inúmeras restrições, carestia de todos os produtos (mesmo os essenciais), falta de meios na saúde, combustíveis caríssimos, impostos demasiados, cortes nos ordenados e agora até nas pensões.
 
A pouca vergonha é tanta que até o primeiro ministro já actua sózinho, sem dar cavaco ao Cavaco (presidente Cavaco Silva), nem aos partidos; enceta negociações em Bruxelas como se fosse o dono e senhor deste país.
 
Até onde iremos aguentar este caos de compadrios e combinações entre banqueiros, multinacionais, grandes fortunas, empresários que saltam de chefia para chefia, e todos os políticos a comer à nossa custa e a reformarem-se principescamente?????
Ninguém sabe!!!!!!!
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Laura B. Martins
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/03/110312_portugal_protestos_jr.shtml?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter 
publicado por LauraBM às 22:20

05
Mar 11

Concentração - 12 de Março de 2011 -

Um milhão de pessoas na Avenida da Liberdade pela demissão de toda a classe política

Este e-mail vai circular hoje e será lido por centenas de milhares de pessoas. A guerra contra a "chulisse", está a começar.

Não subestimem o povo que começa a ter conhecimento do que nos têm andado a fazer, do porquê de chegar ao ponto de ter de cortar na comida dos filhos! Estamos de olhos bem abertos e dispostos a fazer -quase-tudo, para mudar o rumo deste abuso.

Todos os ''governantes'' [a saber, os que se governam...] de Portugal falam em cortes de despesas - mas não dizem quais - e aumentos de impostos a pagar.
Nenhum governante fala em:

1. Reduzir as mordomias (gabinetes, secretárias, adjuntos, assessores, suportes burocráticos respectivos, carros, motoristas, etc.) dos três Presidentes da República retirados;
2. Redução dos deputados da Assembleia da República e seus gabinetes, profissionalizando-os como nos países a sério. Reforma das mordomias na Assembleia da República, como almoços opíparos, com digestivos e outras libações, tudo à custa do pagode;
3. Acabar com centenas de Institutos Públicos e Fundações Públicas que não servem para nada e, têm funcionários e administradores com 2º e 3º emprego;
4. Acabar com as empresas Municipais, com Administradores a auferir milhares de euro/mês e que não servem para nada, antes, acumulam funções nos municípios, para aumentarem o bolo salarial respectivo.
5. Por exemplo as empresas de estacionamento não são verificadas porquê? E os aparelhos não são verificados porquê? É como um táxi, se uns têm de cumprir porque não cumprem os outros?s e não são verificados como podem ser auditados?
6. Redução drástica das Câmaras Municipais e Assembleias Municipais, numa reconversão mais feroz que a da Reforma do Mouzinho da Silveira, em 1821, etc...;
7. Redução drástica das Juntas de Freguesia.. Acabar com o pagamento de 200 euros por presença de cada pessoa nas reuniões das Câmaras e 75 euros nas Juntas de Freguesia.
8. Acabar com o Financiamento aos partidos, que devem viver da quotização dos seus associados e da imaginação que aos outros exigem, para conseguirem verbas para as suas actividades;
9. Acabar com a distribuição de carros a Presidentes, Assessores, etc, das Câmaras, Juntas, etc., que se deslocam em digressões particulares pelo País;
10. Acabar com os motoristas particulares 20 h/dia, com o agravamento das horas extraordinárias... para servir suas excelências, filhos e famílias e até, os filhos das amantes...
11. Acabar com a renovação sistemática de frotas de carros do Estado;
12. Colocar chapas de identificação em todos os carros do Estado. Não permitir de modo algum que carros oficiais façam serviço particular tal como levar e trazer familiares e filhos, às escolas, ir ao mercado a compras, etc;
13. Acabar com o vaivém semanal dos deputados dos Açores e Madeira e respectivas estadias em Lisboa em hotéis de cinco estrelas pagos pelos contribuintes
14. Controlar o pessoal da Função Pública (todos os funcionários pagos por nós) que nunca está no local de trabalho. Então em Lisboa é o regabofe total. HÁ QUADROS (directores gerais e outros) QUE, EM VEZ DE ESTAREM NO SERVIÇO PÚBLICO, PASSAM O TEMPO NOS SEUS ESCRITÓRIOS DE ADVOGADOS A CUIDAR DOS SEUS INTERESSES....;
15. Acabar com as administrações numerosíssimas de hospitais públicos que servem para garantir tachos aos apaniguados do poder - há hospitais de província com mais administradores que pessoal administrativo. Só o de PENAFIEL TEM SETE ADMINISTRADORES PRINCIPESCAMENTE PAGOS... pertencentes ás oligarquias locais do partido no poder...
16. Acabar com os milhares de pareceres jurídicos, caríssimos, pagos sempre aos mesmos escritórios que têm canais de comunicação fáceis com o Governo, no âmbito de um tráfico de influências que há que criminalizar, autuar, julgar e condenar;
17. Acabar com as várias reformas por pessoa, de entre o pessoal do Estado e entidades privadas, que passaram fugazmente pelo Estado.
18. Pedir o pagamento dos milhões dos empréstimos dos contribuintes ao BPN e BPP;
19. Perseguir os milhões desviados por Rendeiros, Loureiros e Quejandos, onde quer que estejam e por aí fora.
20. Acabar com os salários milionários da RTP e os milhões que a mesma recebe todos os anos.
21. Acabar com os lugares de amigos e de partidos na RTP que custam milhões ao erário público.
22. Acabar com os ordenados de milionários da TAP, com milhares de funcionários e empresas fantasmas que cobram milhares e que pertencem a quadros do Partido Único (PS + PSD).
23. Assim e desta forma Sr. Ministro das Finanças recuperaremos depressa a nossa posição e sobretudo, a credibilidade tão abalada pela corrupção que grassa e pelo desvario dos dinheiros do Estado;
24. Acabar com o regabofe da pantomina das PPP (Parcerias Público Privadas), que mais não são do que formas habilidosas de uns poucos patifes se locupletarem com fortunas à custa dos papalvos dos contribuintes, fugindo ao controle seja de que organismo independente for e fazendo a "obra" pelo preço que "entendem"...;
25. Criminalizar, imediatamente, o enriquecimento ilícito, perseguindo, confiscando e punindo os biltres que fizeram fortunas e adquiriram patrimónios de forma indevida e à custa do País, manipulando e aumentando preços de empreitadas públicas, desviando dinheiros  segundo esquemas pretensamente "legais", sem controlo, e vivendo à tripa forra à custa dos dinheiros que deveriam servir para o progresso do país e para a assistência aos que efectivamente dela precisam;
26. Controlar a actividade bancária por forma a que, daqui a mais uns anitos, não tenhamos que estar, novamente, a pagar "outra crise";
27. Não deixar um único malfeitor de colarinho branco impune, fazendo com que paguem efectivamente pelos seus crimes, adaptando o nosso sistema de justiça a padrões civilizados, onde as escutas VALEM e os crimes não prescrevem com leis à pressa, feitas à medida;
28. Impedir os que foram ministros de virem a ser gestores de empresas que tenham beneficiado de fundos públicos ou de adjudicações decididas pelos ditos.
29. Fazer um levantamento geral e minucioso de todos os que ocuparam cargos políticos, central e local, de forma a saber qual o seu património antes e depois.
30. Pôr os Bancos a pagar impostos.

Ao "povo", pede-se o reencaminhamento deste e-mail e a sua presença no local acima descrito.

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Sylvia Cohin

publicado por LauraBM às 13:13

02
Mar 11
(Em 27/10/2010, uma conversa com uma amiga brasileira foi assim)
 
Cara Laura, bom dia!
Boa noite, Tânia!
 
Preocupa-me (como a mais tantos outros) a situação que vivenciamos aqui, quanto às eleições. Já se fala até numa insurreição (da qual certamente participarei!).
Essas coisas nunca são boas mas, se tiver que ser!... Violência só gera violência, mas a gente tem que se defender!
 
Diga-me a verdade: Portugal está rindo de nós, não está?
Acredite que não!
Para os portugueses estarem a rir dos brasileiros era preciso que tivessem tido «tomates» para porem na rua, enquanto era tempo, o malandro que aqui temos como primeiro ministro – o Sócrates!
Agora quem ri é ele pois não o podemos dispensar e ainda temos que lhe aprovar o orçamento de estado por causa da comunidade internacional.
Quer dizer: Os portugueses têm que obedecer aos donos da Europa globalizada e isso dói!
Esses ditos senhores, querem um governo sólido e um orçamento de estado credível, mesmo que impossível para a maioria dos portugueses que vão pedir esmola.
Portugal está a ser gerido por um malandro dum primeiro ministro e por um presidente lesma.
Para não falar nos ministros aproveitadores e nos deputados que tanto dinheiro nos custam e nos roubam descaradamente.
Este Estado gasta milhões em luxo e oferece miséria aos portugueses.
 
O que se ouve por aí?
Não temos tempo para falar dos outros que se encontram em más situações, Tânia. Temos o ano de 2011 à porta com os respectivos aumentos de tudo, incluindo Iva, IRS e produtos indispensáveis numa casa como pão, leite, etc.
Vai ser um descalabro para as famílias portuguesas.

Diga-me, pois quero repassar, para ver se conseguimos conscientizar mais pessoas a não apoiar o desgoverno do PT!
O que lhe posso dizer é que o Lula é tido, internacionalmente, como um palhaço e ninguém sabe qual o motivo que vos fez elegê-lo pela segunda vez. Aliás, nem da primeira.
 
Mas asneiras todos fazemos, não é? Os portugueses têm telhados de vidro, não podem atirar pedras!
O que os outros países fazem é rir desse tal Lula como pessoa e como presidente, pois é um palhaço.
Mas é um palhaço que soube levar a água ao seu moinho durante 8 anos, está podre de rico, (ele e a família) e ainda tem nacionalidade italiana para passar o dinheirinho roubado aos brasileiros.
 
QUE PARVOS SE ME APRESENTAM TANTO OS BRASILEIROS COMO OS PORTUGUESES QUE TAMBÉM ELEGERAM O SÓCRATES POR DUAS VEZES!!!!!!!!!!!!
(Não contentes com isso, agora até o presidente já fez da cadeira presidencial um belo maple onde se refastelou, por nossa conta e risco)
Beijos,
Bjs
Laura B. Martins 
publicado por LauraBM às 23:34

20
Mar 10

Quando tomei posse como presidente da Câmara de Santarém fui confrontado com a quantidade de prendas que chegavam ao meu gabinete.
Era a véspera de Natal. Para um velho polícia, desconfiado e vivido, a hecatombe de presuntos, leitões, garrafas de vinho muito caro, cabazes luxuosos e dezenas de bolos-rei cheirou-me a esturro.

Também chegaram coisas menores. E coisas nobres: recebi vários ramos de flores, a única prenda que não consigo recusar.

Decidi que todas as prendas seriam distribuídas por instituições de solidariedade social, com excepção das flores.

No segundo Natal a coisa repetiu-se. E então percebi que as prendas se distribuíam por três grupos.

O primeiro claramente sedutor e manhoso que oferecia um chouriço para nos pedir um porco.

O segundo, menos provocador, resultava de listas que grandes empresas ligadas a fornecimento de produtos, mesmo sem relação directa com o município, que enviam como se quisessem recordar que existem.

O terceiro grupo é aquele que decorre dos afectos, sem valor material mas com significado simbólico:
flores, pequenos objectos sem valor comercial, lembranças de Natal.
Além de tudo isto, o correio é encharcado com milhares de postais de boas-festas que instituições públicas e privadas enviam numa escala inimaginável.

Acabei com essa tradição. Não existe tempo para apreciar um cartão de boas--festas quando se recebem milhares e se expedem milhares.

Quanto às restantes prendas, por não conseguir acabar com o hábito, alterei-o. Foi enviada nova carta em que informámos que agradecíamos todas as prendas que enviassem. Porém, pedíamos que fosse em géneros
de longa duração para serem ofertados ao Banco Alimentar contra a Fome. Teve um duplo efeito: aumentou a quantidade de dádivas que agora têm um destino merecido. E assim, nos últimos dois Natais recebemos
cerca de 8 toneladas de alimentos.

Conto isto a propósito da proposta drástica que o PS quer levar ao Parlamento que considera suborno qualquer oferta feita a funcionário público. Se ao menos lhe pusessem um valor máximo de 20 ou 30 euros,
ainda se compreendia e seria razoável. Em vários países do mundo é assim. Aqui não. Quer passar-se do 8 para o 80. O que significa que nada vai mudar.

Por isso, fica já claro que não cumprirei essa lei enquanto funcionário público.

Enquanto autarca aceitarei prendas que possam ser encaminhadas para o Banco Alimentar.

E jamais devolverei uma flor que me seja oferecida.
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Francisco Moita Flores, Professor Universitário

 - Correio da Manhã, 21-03-2010

 

 

NOTA:

Ai se todos os políticos e funcionários públicos assim procedessem… que bom seria para o Banco Alimentar!

publicado por LauraBM às 00:58

15
Mar 10
Fernando Canzian
  
WASHINGTON - Em julho de 2008, conheci com um misto de incredulidade e surpresa uma das praias mais lindas que já vi na vida. Chama-se Comporta e fica no Alentejo, em Portugal. Está a pouco mais de uma hora ao sul de Lisboa, numa região banhada por águas represadas (daí o nome), plantações de arroz e cegonhas com seus ninhos enormes construídos sobre casas e postes.

Além dos quilômetros de praias vazias, largas e lindas de areia branca e ondas fortes, o que mais me impressionou na época foi a quantidade de empreendimentos imobiliários à venda para a classe média portuguesa e europeia.

Havia centenas deles. Ao desembarcar de um ferry boat vindo de Setúbal, chegava-se a um canto de praia que parecia um mundo em construção. Com a paisagem dominada por guindastes, prédios ainda inacabados, trabalhadores e caminhões circulando furiosamente na área.

 

Uma grande ilusão.

Depois da Grécia, o mercado financeiro internacional se volta para Portugal como "bola da vez" da crise de endividamento do mundo rico. A origem é a mesma que assolou os EUA, a Irlanda, o Reino Unido e outros tantos países: passos maiores do que as pernas, materializados em dívidas recordes.

A dívida pública grega equivale hoje a 113% de seu PIB, e o país tem um dos déficits fiscais mais altos do mundo, de 12,7% do PIB. Isso significa que a Grécia teria de usar mais do que todas as riquezas que produz em um ano (cerca de 240 bilhões de euros) para zerar seu endividamento; e que arrecada em impostos quase 13% a menos do que gasta.

Portugal está um pouco melhor, mas não muito. Irlanda e Espanha também não.

 

O que todos esses países têm em comum, além das dívidas, é que passaram por um frenesi de desenvolvimento insustentável nos últimos anos.

Com o advento do euro como moeda comum na região, muitos investidores ofereceram dinheiro barato a eles. Calculavam que a União Europeia e seus membros mais ricos (como Alemanha e França) segurariam as pontas em caso de crise e que, de uma certa maneira, a prosperidade europeia estaria garantida pelo mercado comum.

Os países morderam a isca. Embalados pela oferta descomunal de dinheiro, governos e famílias foram às compras, não para sair da miséria como em muitos países emergentes. Mas para gastos insustentáveis, principalmente no setor imobiliário.

É a conta dessa farra que chegou.

 

Na sexta, o mundo assistiu a uma cena constrangedora. Só faltou ao primeiro ministro grego, George Papandreou, ficar de joelhos ao pedir 45 bilhões de euros à União Europeia e ao FMI. "A Grécia é um navio afundando", disse com o azul do Egeu ao fundo.

A Grécia afunda e os outros países começam a fazer água porque precisam refinanciar montanhas de dívidas assumidas no passado. O mercado está disposto a isso, mas quer juros cada vez mais elevados _colocando-os em um beco sem saída.

Com a atividade europeia no chão (a região deve crescer só 1% em 2010, contra 3% nos EUA, por exemplo), os países contarão com poucos recursos de impostos para pagar o que já deviam. O que dizer de uma dívida que engordará rapidamente se tiverem de bancar juros mais altos?

Ao mesmo tempo, eles terão de cortar violentamente gastos públicos tanto para receber ajuda externa quanto para gerar dinheiro para as dívidas, deprimindo ainda mais suas economias.

Para romper essa armadilha, a única saída é o crescimento. No passado, esses países poderiam desvalorizar suas moedas e crescer exportando. Amarrados ao euro, isso é agora impossível. Daí a sombria perspectiva.

E o mercado é o mercado. Se as vezes baixa o porrete até em quem anda na linha, o que dirá dos que desfrutavam "con gusto" de algo além de suas possibilidades?

 

Fernando Canzian, 42 anos, é repórter especial da Folha. Foi secretário de Redação, editor de Brasil e do Painel e correspondente em Washington e Nova York. Ganhou um Prêmio Esso em 2006 e é autor do livro "Desastre Global - Um ano na pior crise desde 1929". Escreve às segundas-feiras na Folha Online.

publicado por LauraBM às 23:32

10
Mar 10

Para v/informação a Inglaterra tem menos deputados que Portugal.

E quantas vezes lá cabe este cantinho????????? Quem sabe?

E depois dizem que a função pública tem que fazer sacrifícios??????? E prescindir de aumentos!!!!!!!!

 

Atentem BEM no valor que o Bolso dos Portugueses ( ou seja, TODOS NÓS !) terá de suportar para GARANTIR a existência e funcionamento (???) daquilo a que se chama ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA.

Seguem-se ALGUMAS das rubricas Existentes no Orçamento que acaba de ser publicado em Diário da República.

 

Caso queiram consultar essa peça MARAVILHOSA e de  SONHO só terão de ir ao site WWW.dre.pt

e acederem ao Diário da República nº 28 - I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 - RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010.

 

Então DELICIEM-SE:

 

 1 - Vencimento de Deputados ..................................... 12 milhões e 349 mil Euros

 2- Ajudas de Custo de Deputados...............................   2 milhões e 724 mil Euros

 3 - Transportes de Deputados ....................................  3 milhões 869 mil Euros

 4 - Deslocações e Estadas ..........................................  2 milhões e 363 mil Euros

 5 - Assistência Técnica (?????) ....................................  2 milhões e 948 mil Euros

 6 - Outros Trabalhos Especializados (???????) .............  3 milhões e 593 mil Euros

 7 - SERVIÇO RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA....  961 mil Euros

 8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares..................  970 mil Euros 

 9 - Equipamento de Informática .................................   2 milhões e 110 mil Euros

 10 - Outros Investimentos (??????) ............................. 2 milhões e 420 mil Euros

 11 - Edificios ............................................................... 2 milhões e 686 mil Euros

 12 - Transfer's (???????) Diversos (????)...................... 13 milhões e 506 mil Euros

 13 - SUBVENÇÃO aos PARTIDOS representados na Assemb.da República..... 16 milhões e 977 mil Euros

 14 - SUBVENÇÕES ESTATAIS PARA CAMPANHAS ELEITORAIS...........   73 milhões e 798 mil Euros

 

Isto são, então, ALGUMAS das rubricas do orçamento da ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA !

 

Em resumo e NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA p/"aquela casinha", relativamente ao ANO de 2010, é: :

 

191 405 356, 61 Cêntimos (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos)

- Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 - 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

 

Nos termos do disposto no Artigo 148º. da Constituição da República Portuguesa :

 "(...) A Assembleia da República tem o MINIMO de cento e oitenta deputados

e o MÁXIMO de duzentos e trinta deputados, nos termos da Lei Eleitoral (...) ".

 Acho desnecessário dizer se, EFECTIVAMENTE, a dita Assembleia funciona com 180 ou 230 deputados... 

 

Façam uma "contitas" e tirem CONCLUSÕES quanto ao valor que suportamos, POR CADA DEPUTADO.

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Ainda lhes recordo que nunca estão todos presentes na Assembleia e, dos que lá estão, é só contar os que lêem o jornal ou dormem.

E ao fim de dois mandatos… aquela continha calada e vitalícia sempre a cair... mensalmente… Na conta!!!!!

 

Português paga pra burro!

Não, português paga porque é BURRO!!!!!!!!!!! 

publicado por LauraBM às 23:24

10
Mar 09

abafaocaso_az.gifO jornal electrónico "Mudar de vida" http://www.jornalmudardevida.net/?p=1368 , em 30/12/2008, publica a seguinte e inacreditável notícia duma Lei que vinga com a complacência de todos os portugueses:

Direitos ou esmolas?
As Pensões e o Complemento Solidário para Idosos
Pedro Goulart - Terça-feira, 30 Dezembro, 2008

O governo do PS é um governo que não respeita os direitos de quem trabalha nem os direitos de quem vive das suas pensões, respondendo habitualmente às justas reivindicações de trabalhadores e pensionistas com arrogância e prepotência. Mas, a par disto, a propaganda, a encenação e as preocupações eleitoralistas, que estão sempre presentes na actuação governamental, acabam por se traduzir, muitas vezes, em actos demagógicos, caso da atribuição do Complemento Solidário para Idosos.

Como 92,5% dos pensionistas (cerca de 2,6 milhões de pessoas) recebem, no máximo, cerca de 629 euros, uma fraca pensão para fazer face ao elevado custo de vida, e destes ainda são muitos os que apenas recebem cerca 250 euros mensais (para que dá esta miséria?), o governo, em vez de subir as pensões, concede então um Complemento Solidário para Idosos.

Em vez de respeitar direitos fundamentais do homem, como o direito à alimentação, o governo pratica a caridadezinha. Mesmo assim, para aceder a esta esmola, estão estabelecidas condições tais, que poucos a conseguem receber e alguns a rejeitam.
A lei impõe que, para a receber, o pensionista tenha recursos inferiores a 4800 euros anuais, sendo que na contabilidade destes recursos entram não só os recursos do referido pensionista e os do respectivo cônjuge, mas também, pasme-se, os rendimentos dos próprios filhos.

Até quando estes governos do capital, como o de José Sócrates, continuarão a abusar da nossa paciência, a ditar as suas leis, sem que os trabalhadores e o povo se revoltem a sério e os ponham na rua?
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Palavras para quê? Somos um país de mansos!
Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 23:47

15
Set 08

macaco_roxo.GIFUma vez, num vilarejo, apareceu um homem anunciando aos aldeões que compraria macacos por $10 cada. Os aldeões sabendo que havia muitos macacos na região, foram à floresta e iniciaram a caça aos macacos.
O homem comprou centenas de macacos a $10 e então os aldeões diminuíram seu esforço na caça.
Aí, o homem anunciou que agora pagaria $20 por cada macaco e os aldeões renovaram seus esforços e foram novamente à caça.
Logo, os macacos foram escasseando cada vez mais e os aldeões foram desistindo da busca. A oferta aumentou para $25 e a quantidade de macacos ficou tão pequena que já não havia mais interesse na caça.
O homem então anunciou que agora compraria cada macaco por $50! Entretanto, como iria à cidade grande, deixaria seu assistente cuidando da compra dos macacos.
Na ausência do homem, seu assistente disse aos aldeões: "Olhe todos estes macacos na jaula que o homem comprou. Eu posso vender por $35 a vocês e quando o homem retornar da cidade, vocês podem vender-lhe por $50 cada."
Os aldeões, espertos, pegaram todas as suas economias e compraram todos os macacos do assistente.
Eles nunca mais viram o homem ou seu assistente, somente macacos por todos os lados.
Agora você entendeu como funciona o mercado de acções.

publicado por LauraBM às 01:24

02
Jun 08

AS REFORMAS POLÉMICAS DOS MINISTROS

Para além de ter previsto, no próprio dia em que tomou posse, um inevitável aumento dos impostos, Luís Campos e Cunha protagonizou um dos episódios mais marcantes nos primeiros 100 dias do Governo de José Sócrates.
A revelação de que o ministro das Finanças aufere uma reforma vitalícia no valor de oito mil euros por mês por ter sido vice-governador do Banco de Portugal, durante seis anos, surpreendeu o País.
Mas Campos e Cunha não foi o único ministro apanhado nesta situação: Mário Lino, ministro das Obras Públicas, acumula também duas reformas com o salário de membro do Governo. Um fundo privado, do extinto IPE, e uma pensão de reforma da Segurança Social, somam uma quantia de 5600 euros brutos mensais.

AS MEDIDAS DO PLANO DE ACÇÃO DE COMBATE AO DÉFICE

IMPOSTOS: Aumento da taxa máxima de IVA, de 19 para 21 por cento. Aumento dos impostos sobre tabaco e produtos petrolíferos. Introdução, em 2006, de um novo escalão de IRS (42%) para rendimentos superiores a 60 mil euros.

FRAUDE: Intensificar cruzamento de dados entre o Fisco e a Segurança Social. Agravar sanções por incumprimento. Levantamento do sigilo bancário em situações especiais. Levantamento do sigilo fiscal, publicando as declarações.

BENEFÍCIOS: Rever isenção de IVA na reestruturação do sector bancário. Eliminar benefícios fiscais injustificados ou excessivos. Novos limites aos benefícios em sede de IRC. Eliminar redução do lucro na Zona Franca da Madeira.

DESPESAS: Dois ministérios alvo de auditoria, em cada três meses, para melhoria da eficiência, eficácia e contenção de despesa. Cativação imediata de cinco por cento das verbas dos hospitais, que não respeitem a ordenados.

MEDICAMENTOS: Medidas para prevenir fraudes e abusos na comparticipação de medicamentos. Proteger interesses do Estado na margem de lucro do circuito produção-distribuição, prevendo a redução dos preços no consumidor em seis por cento.

FUNCIONÁRIOS: Revisão do actual sistema de carreiras e remunerações na função pública e a entrada em vigor, até final de 2006, de um novo regime. Suspensão das progressões automáticas, sem tocar nas progressões por mérito.

REGALIAS: Limitação das regalias dos administradores de empresas de capitais maioritariamente públicos, como prémios anuais de gestão, restrição da escolha de viatura de serviço e limite à acumulação de vencimentos.
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Rui Arala Chaves / PORTUGALCLUB

publicado por LauraBM às 18:34

01
Jun 08

Era uma vez uma sociedade de «off-shore» sedeada em Gibraltar: Crystal Waters era o seu nome e Filipe Jardim Gonçalves o seu sócio principal.

 

A Crystal Waters detinha a "Passo a Passo", que por sua vez também controlava a "Vasconcelos & Vasconcelos (SPRINT)".

 

Bem... Filipe Jardim Gonçalves é filho de Jorge Jardim Gonçalves , irmão de Rodrigo Jardim Gonçalves e primo de Francisco Miguel Vasconcelos Pereira. Para expandir e desenvolver os negócios, Filipe Jardim Gonçalves contraiu diversos empréstimos junto de uma instituição bancária que lhe era familiar: o BCP.

Filipe tinha um homem em quem confiava: Tiago André Tico Coelho, gestor de várias empresas e sociedades em que Filipe participava. De algumas empresas, Tiago chegou mesmo a ser sócio.

Um belo dia, quando tudo começou a correr mal e as dívidas acumuladas eram já mais que muitas, a conta/corrente de Tiago, entretanto caucionada, foi alvo de procedimento jurídico por parte da instituição BCP.

A família está para o que der e vier, já sabemos. Contudo... Eis que Filipe, preocupado, procura um escritório de gente da sua confiança: o "AM&JG".

Para seu advogado escolhe José António Alves Mendes, membro supranumerário da Opus Dei...

Ora, o seu sócio é, nem mais nem menos, o Rodrigo.

Rodrigo quê? Rodrigo Jardim Gonçalves, seu irmão.

Sim, é isso que está a pensar, caro leitor: a sociedade de advogados do seu irmão irá defendê-lo numa questão relacionada com o banco do seu pai.

 

Alípio Dias e Filipe Pinhal, à data dos acontecimentos (finais de 2004), membro do conselho de Administração e vice-presidente do BCP, respectivamente, sentaram-se à mesa de negociações com Alves Mendes.

Verificando que se tratava de gente que não tinha onde cair morta o Departamento Jurídico, na pessoa do seu Director, Carlos Picoito (membro supranumerário do Opus Dei), propôs que as dívidas contraídas por aquelas sociedades fossem declaradas... hum, créditos incobráveis.

A decisão tomada pela Direcção do BCP foi prontamente favorável à proposta de Carlos Picoito.

 

Enfim, pouco tempo depois, o pai babado Jorge Jardim Gonçalves deixou o cargo que ocupava no Banco.

E o que declarou Jorge Jardim Gonçalves sobre o assunto? "Não sei de nada, as questões com clientes não passaram por mim!"

E você? Já reparou que, muito provavelmente, anda a votar nos partidos que há mais de 30 anos se alternam no Governo, praticamente só para defender estes gajos?

publicado por LauraBM às 18:26

10
Mar 08

carao_dentedouro.gifUma história ouvida recentemente:

Um cidadão português, que sempre desejou ter uma casa com vista para o Tejo, descobriu finalmente umas águas-furtadas algures numa das colinas de Lisboa que cumpria essa condição. No entanto, uma das assoalhadas não tinha janela.
Falou então com um arquitecto amigo para que ele fizesse o projecto e o entregasse à câmara de Lisboa, para obter a respectiva autorização para a obra.

 

O amigo dissuadiu-o logo: que demoraria bastantes meses ou mesmo anos a obter uma resposta e que, no final, ela seria negativa. No entanto, acrescentou, ele resolveria o problema.
Assim, numa sexta-feira ao fim da tarde, uma equipa de pedreiros entrou na referida casa, abriu a janela, colocou os vidros e pintou a fachada. O arquitecto tirou então fotos do exterior, onde se via a nova janela e endereçou um pedido à CML, solicitando que fosse permitido ao proprietário fechar a dita cuja janela.

Passado alguns meses, a resposta chegou e era avassaladora: invocando um extenso número de artigos dos mais diversos códigos, os serviços da câmara davam um rotundo não à pretensão do proprietário de fechar a dita cuja janela.

E assim, o dono da casa não só ganhou uma janela nova, como ficou com toda a argumentação jurídica para rebater alguém que, algum dia, se atreva a vir dizer-lhe que tem de fechar a janela! [....]

publicado por LauraBM às 16:55

10
Jun 07

As opiniões são diversas. As contestações são muitas. Mas o que realmente interessa saber é para que é que os portugueses querem um TGV que não tem espaço para andar como um TGV. Mal arranca já está em Espanha!   rsssssss
Ah, desculpem! Os portugueses não querem? Já têm bons comboios?
Ó sr, primeiro Ministro, então como é que é? Em democracia não se impõem TGVs às populações que não os querem, ouviu?
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Laura B. Martins
locomotiva_azulvermelha.gif 

"Há uns meses optei por  ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.
Comprado o bilhete, dei comigo num comboio que só se diferenciava dos nossos Alfa por ser menos luxuoso e dotado de menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora ser crítico do projecto TGV e conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemas únicos dos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.
Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade. Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, porque não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais .
O TGV é um transporte adaptado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, que existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).
É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos.
Tirar 20 ou 30 minutos ao Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.
Para além de que, dado hoje ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se mil escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma), mais mil creches inexistentes (a 1 milhão de euros cada uma), mais mil centros de dia para os nossos idosos (a 1 milhão de euros cada um).
Ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências, como a urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

CABE ao Governo REFLECTIR.
CABE à Oposição CONTRAPOR.
CABE AOS CIDADÃOS MANIFESTAREM-SE!!!
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artigo recebido via Internet, s/autoria

publicado por LauraBM às 10:56

20
Mar 07

Esta é a terceira carta que lhe dirijo. As duas primeiras motivadas por um convite que formulou mas não honrou, ficaram descortesmente sem resposta. A forma escolhida para a presente é obviamente retórica e assenta NUM DIREITO QUE O SENHOR AINDA NÃO ELIMINOU: o de manifestar publicamente indignação perante a mentira e as opções injustas e erradas da governação.

Por acção e omissão, o Senhor deu uma boa achega à ideia, que ultimamente ganhou forma na sociedade portuguesa, segundo a qual os funcionários públicos seriam os responsáveis primeiros pelo descalabro das contas do Estado e pelos malefícios da nossa economia. Sendo a administração pública a própria imagem do Estado junto do cidadão comum, é quase masoquista o seu comportamento.
Desminta, se puder, o que passo a afirmar:

1.º Do Statics in Focus n.º 41/2004, produzido pelo departamento oficial de estatísticas da União Europeia, retira-se que a despesa portuguesa com os salários e benefícios sociais dos funcionários públicos é inferior à mesma despesa média dos restantes países da Zona Euro.
2.º Outra publicação da Comissão Europeia, L´Emploi en Europe 2003, permite comparar a percentagem dos empregados do Estado em relação à totalidade dos empregados de cada país da Europa dos 12. E o que vemos? Que em média nessa Europa 25,6 por cento dos empregados são empregados do Estado, enquanto em Portugal essa percentagem é de apenas 18 por cento. Ou seja, a mais baixa dos 12 países, com excepção da Espanha.
As ricas Dinamarca e Suécia têm quase o dobro, respectivamente 32 e 32,6 por cento. Se fosse directa a relação entre o peso da administração pública e o défice, como estaria o défice destes dois países?
3º. Um dos slogans mais usados é do peso das despesas da saúde. A insuspeita OCDE diz que na Europa dos 15 o gasto médio por habitante é de 1458. Em Portugal esse gasto é  758. Todos os restantes países, com excepção da Grécia, gastam mais que nós. A França 2730, a Austria 2139, a Irlanda 1688, a Finlândia 1539, a Dinamarca 1799, etc.

Com o anterior não pretendo dizer que a administração pública é um poço de virtudes. Não é. Presta serviços que não justificam o dinheiro que consome. Particularmente na saúde, na educação e na justiça. É um santuário de burocracia, de ineficiência e de ineficácia. Mas infelizmente os mesmos paradigmas são transferíveis para o sector privado. Donde a questão não reside no maniqueísmo em que o Senhor e o seu ministro das Finanças caíram, lançando um perigoso anátema sobre o funcionalismo público. A questão reside em corrigir o que está mal, seja público, seja privado. A questão reside em fazer escolhas acertadas. O Senhor optou pelas piores. De entre muitas razões que o espaço não permite, deixe-me que lhe aponte duas:

1.º Sobre o sistema de reformas dos funcionários públicos têm-se dito barbaridades . Como é sabido, a taxa social sobre os salários cifra-se em 34,75 por cento (11 por cento pagos pelo trabalhador, 23,75 por cento pagos pelo patrão ).
OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS PAGAM OS SEUS 11 POR CENTO.
Mas O SEU PATRÃO ESTADO NÃO ENTREGA MENSALMENTE À CAIXA GERAL DE APOSENTAÇÕES, COMO LHE COMPETIA E EXIGE AOS DEMAIS EMPREGADORES, os seus 23,75 por cento. E é assim que as "transferências" orçamentais assumem perante a opinião pública não esclarecida o odioso de serem formas de sugar os dinheiros públicos.
Por outro lado, todos os funcionários públicos que entraram ao serviço em Setembro de 1993 já verão a sua reforma ser calculada segundo os critérios aplicados aos restantes portugueses. Estamos a falar de quase metade dos activos. E o sistema estabilizará nessa base em pouco mais de uma década.
Mas o seu pior erro, Senhor Engenheiro, foi ter escolhido para artífice das iniquidades que subjazem á sua política o ministro Campos e Cunha, que não teve pruridos políticos, morais ou éticos por acumular aos seus 7.000 Euros de salário, os 8.000 de uma reforma conseguida aos 49 anos de idade e com 6 anos de serviço. E com a agravante de a obscena decisão legal que a suporta ter origem numa proposta de um colégio de que o próprio fazia parte.

2.º Quando escolheu aumentar os impostos, viu o défice e ignorou a economia. Foi ao arrepio do que se passa na Europa. A Finlândia dos seus encantos, baixou-os em 4 pontos percentuais, a Suécia em 3,3 e a Alemanha em 3,2.

3º Por outro lado, fala em austeridade de cátedra, e é apologista juntamente com o presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, da implosão de uma torre ( Prédio Coutinho ) onde vivem mais de 300 pessoas. Quanto vão custar essas indemnizações, mais a indemnização milionária que pede o arquitecto que a construiu, além do derrube em si?

4º Por que não defende V. Exa a mesma implosão de uma outra torre, na Covilhã ( ver ' Correio da Manhã ' de 17/10/2005 ) , em tempos defendida pela Câmara, e que agora já não vai abaixo? Será porque o autor do projecto é o Arquitecto Fernando Pinto de Sousa, por acaso pai do Senhor Engenheiro, Primeiro Ministro deste país?

•Por que não optou por cobrar os 3,2 mil milhões de Euros que as empresas privadas devem à Segurança Social ?
•Por que não pôs em prática um plano para fazer a execução das dívidas fiscais pendentes nos tribunais Tributários e que somam 20 mil milhões de Euros ?
•Por que não actuou do lado dos benefícios fiscais que em 2004 significaram 1.000 milhões de Euros ?
•Por que não modificou o quadro legal que permite aos bancos, que duplicaram lucros em época recessiva, pagar apenas13 por cento de impostos ?
•Por que não renovou a famigerada Reserva Fiscal de Investimento que permitiu à PT não pagar impostos pelos prejuízos que teve no Brasil, o que, por junto, representará cerca de 6.500 milhões de Euros de receita perdida ?

A Verdade e a Coragem foram atributos que Vossa Excelência invocou para se diferenciar dos seus opositores.
QUANDO SUBIU OS IMPOSTOS, QUE PERANTE MILHÕES DE PORTUGUESES GARANTIU QUE NÃO SUBIRIA, FICÁMOS TODOS ESCLARECIDOS SOBRE A SUA VERDADE.
QUANDO ELEGEU OS DESEMPREGADOS , OS REFORMADOS E OS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS COMO PRINCIPAIS INSTRUMENTOS DE COMBATE AO DÉFICE,  PERCEBEMOS DE QUE TEOR É A SUA CORAGEM!
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Santana Castilho (Professor Ensino Superior)
29/12/2006

publicado por LauraBM às 00:33

15
Mar 07

cidade_norueguesa.jpg"Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez."

"A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário. Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros."

"É tempo dos empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica."

"Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos.
Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes."

"Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa."

"Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.
Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social."

"Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por Messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios."
É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós.
Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
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22/07/2006
artigo recebido via Internet, s/autoria

NOTA:
E já que o nosso Primeiro gosta de citar exemplos de países estrangeiros, o melhor é fazer uma boa comparação entre eles e a realidade portuguesa ou, o que seria bem melhor para todos nós, mudar-se para lá, se gosta assim tanto.
Outra hipótese, era aprender a gerir este pequeno país tal como são geridos esses paraísos de gente séria e cumpridora, a quem são dadas regalias em função da óptima gerência dos seus governantes.
Pensando bem, o melhor seria ir lá e fazer um daqueles cursos de Formação Profissional que apregoa por cá a fim de elevar a graduação alfabética dos portugueses. Vamos passar a doutores sem termos cursado a Universidade. (nem mesmo a de Cacilhas que é como quem diz «a Universidade dos Burros».
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Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 23:56

10
Mar 07

PARA ACABAR COM O TERRORISMO DE UMA VEZ POR TODAS...olhos_vermelhos.gif

 

Sr. Bush, proponha ao G-7 o seguinte:
1 - A Inglaterra libera a Irlanda.
2 - A França e a Espanha devolvem as terras dos bascos.
3 - A Turquia e o Irã atendem aos curdos.
4 - A Rússia libera a Chechênia.
5 - A China desocupa o Tibete.
6 - Já que Israel é menor que Sergipe, os EUA podem doar terras e transferir o Estado de Israel, sem armas, para um local sem conflitos e sem terroristas.
Um prazo de 5 anos é o bastante para construir e urbanizar uma área desse tamanho.
7 - Reconhecer finalmente o Estado Palestino, com capital em Gaza. Os judeus que desejarem permanecer na região voltam à cidadania palestina como era antes da II Guerra.
8 - Declarar Jerusalém como santuário mundial e cidade aberta sob administração da ONU.
9 - O FMI e o BIRD devem reconsiderar ou cancelar as dívidas dos países pobres.
10 - A OMS deve enviar medicamentos grátis para os aidéticos africanos.
Essas medidas acabam com a razão de ser do Eta, Ira, Herzbollah, Al Qaeda e outras organizações terroristas.
Isso feito, o Sr. pode tirar uma bela foto, abraçado com Gorbatchev e Mandela, entrando para a galeria dos grandes homens deste planeta.
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Saudações dos pacifistas

publicado por LauraBM às 00:36

25
Fev 07

militares_cravos.jpgA Revolução de Abril de 1974 em Portugal

De 24 para 25 de Abril...

- Cronologia dos acontecimentos


24 de Abril de 1974: 22h55 - A primeira senha para o início da Revolução é ouvida na Rádio dos Emissores Associados de Lisboa. A voz do locutor João Paulo Diniz anuncia a canção: "E Depois do Adeus"  de Paulo de Carvalho.
É a palavra de ordem combinada para que o 10.º Grupo de Comandos assalte o Rádio Clube Português, na Rua Sampaio Pina, em Lisboa, para transformá-lo no posto de comando do Movimento das Forças Armadas.

25 de Abril de 1974: 00h20 - É hora da segunda senha. A Rádio Renascença passa o tema "Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso. Por esta hora, o movimento revolucionário do MFA já está em marcha!
Os movimentos de tropas começam um pouco por todo o lado.

Em Vendas Novas, na Escola Prática de Artilharia (EPA), um grupo de capitães e tenentes prende no seu gabinete o coronel que comanda a unidade, ocupa a central telefónica e a central rádio e controla as entradas do quartel.
No Lumiar, (Lisboa) na Escola Prática de Administração Militar (EPAM), os capitães e subalternos preparam-se para a ocupação dos estúdios da Radiotelevisão Portuguesa (RTP), na Alameda das Linhas de Torres.
Em Campolide (Lisboa), uma coluna militar apeada sai do Batalhão de Caçadores 5 para reforçar o comando de assalto ao Rádio Clube Português, entretanto já tomado pelo 10.º Grupo de Comandos.

Pouco depois das 02h00 - Uma coluna motorizada sai do Campo de Tiro da Serra da Carregueira (CTSC) com o objectivo de ocupar a Emissora Nacional, na Rua do Quelhas (Lisboa).

Entre as 03h15 e as 03h25 - Vão chegando as mensagens de êxito das operações ao posto de comando, instalado no Regimento de Engenharia 1, na Pontinha. O major Otelo Saraiva de Carvalho, encarregue da coordenação das operações, recebe as mensagens de que Mónaco (nome de código para a RTP), México (nome de código para o Rádio Clube Português) e Tóquio (nome de código para a Emissora Nacional) já foram tomados. Estavam conseguidos os objectivos prioritários dos canais de informação.

03h30 - Da Escola Prática de Cavalaria (EPC) de Santarém sai uma coluna militar composta por dez viaturas blindadas, doze viaturas de transporte, duas ambulâncias, um jipe e uma viatura civil de exploração.
A liderar a coluna estava aquele que viria a ser a figura mais importante da revolução: o capitão Salgueiro Maia.
O objectivo principal desta coluna era o Terreiro do Paço e os seus ministérios (cujo nome de código era Toledo).
Ao mesmo tempo, as forças do regime começavam a aperceber-se do que se iria passar.

03h40 - A coluna do Regimento de Infantaria 10, de Aveiro, chega ao Regimento de Artilharia Pesada da Figueira da Foz. É preso o comandante.
Para que o Agrupamento Norte esteja completo, falta a chegada das forças do CICA 2, da Figueira da Foz, e do Regimento de Infantaria 14, de Viseu.
O Agrupamento Norte tem como objectivos o controlo de um segmento da fronteira com Espanha, a ocupação do Forte de Peniche e a PIDE/DGS (Polícia Política) do Porto.
Entretanto, outras forças dirigem-se para outros alvos: quartéis da Legião Portuguesa, unidades da GNR e da PSP, fronteiras com Espanha, antenas de rádio, etc.

04h20 - Apesar do atraso das forças da Escola Prática de Infantaria (EPI) de Mafra, que deveria ter atacado o alvo às 03h00, o Aeroporto da Portela (com o nome de código de "Nova Iorque") é tomado e controlado.

04h26 - É emitido o primeiro comunicado à população pelo posto de comando do Movimento das Forças Armadas (MFA), instalado no Rádio Clube Português. Neste comunicado, o MFArmadas apela à calma e ao recolher da população às suas casas, para que se evitem confrontos com as Forças Armadas.

04h45 - Outro comunicado aconselha as forças militarizadas e policiais a recolherem aos seus quartéis e aí aguardarem as ordens do MFA.

05h00 - Silva Pais, director-geral da PIDE telefona a Marcello Caetano (o Primeiro-Ministro na época, sucessor de Salazar) a informá-lo de que a revolução está na rua. Para salvaguardar a segurança do chefe de Governo, é decidida a sua ida para o quartel do Carmo.

05h15 - O MFA adverte as forças do regime para a responsabilização que lhes será imputada caso enveredem pela luta armada.

05h45 - Mais um comunicado do MFA, desta vez para reforçar o que fora dito nos anteriores e apelar ao civismo de todos os portugueses para que se evite um confronto armado.
Nos intervalos destes comunicados, o Rádio Clube Português vai passando canções de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, José Jorge Letria, Francisco Fanhais, Luís Cília e José Mário Branco.

06h00 - A coluna militar que partira de Santarém sob a liderança de Salgueiro Maia chega ao Terreiro do Paço. Os carros de combate cercam os ministérios, a divisão da PSP aquartelada no Governo Civil, a Câmara Municipal, a Rádio Marconi e o Banco de Portugal.
O posto de comando é estabelecido no centro da praça com uma chaimite e uma autometralhadora EBR.
À frente das operações continua Salgueiro Maia, que comunica a Otelo Saraiva de Carvalho o sucesso na ocupação de Toledo (Terreiro do Paço) e no controlo de Bruxelas (Banco de Portugal) e Viena (Rádio Marconi).

Pouco depois das 06h00 - As forças do regime enviam para o Terreiro do Paço um pelotão de AML/Chaimites do Regime de Cavalaria 7. O alferes em comando adere à revolução. Entretanto, outros dois pelotões, desta vez de Lanceiros 2, aderem também às forças da revolução.
Entretanto, o ministro do Exército e outros elementos do Governo reúnem de emergência no Ministério do Exército para encontrar uma solução que faça face à rebelião militar.
A fragata "Almirante Gago Coutinho", que na altura participava num exercício militar da NATO, recebe ordens para abandonar as manobras no Atlântico e entrar no Tejo, com o objectivo de abrir fogo contra as forças revolucionárias estacionadas no Terreiro do Paço.

Cerca das 09h00 - A fragata surge no estuário do Tejo, em frente ao Terreiro do Paço.
No morro do Cristo-Rei, uma bateria da Escola Prática de Artilharia segue todos os seus movimentos.
Sob a ameaça de tal poder de fogo, Otelo ordena a Salgueiro Maia que proteja os militares e os tanques debaixo das arcadas da Praça do Comércio.

Cerca das 12h00 - O comandante Vítor Crespo consegue que seja anulada a ordem de abrir fogo e que a fragata vá fundear em frente ao Alfeite.
Depois de vencida a ameaça da "Gago Coutinho", Salgueiro Maia vê-se a braços com um novo ataque das forças do regime.
Cinco carros de combate M/47 de Cavalaria 7, atiradores do Regimento de Infantaria 1 da Amadora e alguns soldados da PM de Lanceiros 2 são as novas armas enviadas pelo Governo. A coluna é comandada por um brigadeiro que recusa o diálogo com Salgueiro Maia e manda abrir fogo.
Salgueiro Maia avança a pé, enfrenta, sózinho e de peito nu, os carros de combate das forças da reacção.
Neste momento crucial, de tensão, defrontam-se na rua militares subalternos de um lado e do outro.
O comandante do regime está em cima do tanque.
O comandante da revolução está num quartel.
O alferes miliciano que comanda o pelotão reaccionário pensou rápidamente que seria morto fosse qual fosse a decisão que tomasse.
E decidiu: desce do seu tanque e vai a pé em direcção a Salgueiro Maia.
Adere ao movimento revolucionário.
Nenhum militar obedece às ordens do brigadeiro para disparar.
A coluna acaba por se juntar a Salgueiro Maia.
Depois de ser informado, pelo posto de comando, de que Marcello Caetano está refugiado no quartel do Carmo, Salgueiro Maia deixa as suas forças a guardar os ministérios e dirige-se para o Carmo. No Rossio, depara-se com mais uma coluna militar enviada pelo regime para fazer frente aos revoltosos.
Também esta coluna acaba por se juntar a Salgueiro Maia, já que o próprio comandante da mesma está com a Revolução, apesar de ter recebido ordens para prender o capitão Salgueiro Maia.

Cerca das 12h30 - Toda a baixa de Lisboa está repleta de populares que encorajam os soldados e lhes colocam cravos vermelhos nos canos das G-3.
Por isso esta revolução ficou conhecida como a "Revolução dos Cravos".
Salgueiro Maia já está no Carmo e recebe ordens do posto de comando para abrir fogo sobre o quartel do Carmo, já que a guarnição que guarda Marcello recusa a render-se e a entregar o chefe de Governo. Mas o capitão sabe que o disparo das autometralhadoras num largo repleto de populares iria provocar muitas mortes. Assim, opta por disparar armas automáticas para a parte superior do quartel.
Maia entra no edifício duas vezes. Da primeira vez, consegue entrar mas não consegue a rendição. Da segunda vez, exige falar com o Presidente do Conselho.
Salgueiro Maia pede a Marcello Caetano a sua rendição formal e imediata.
O chefe de Governo declara já o ter feito ao general Spínola, pelo telefone.
Diz ainda que está apenas a aguardar a chegada do General Spínola para lhe transferir o poder, para que este não caia na rua.
Marcello pede para ser tratado com dignidade e pergunta para onde vai.
Pergunta também pelos destinos do Ultramar.

Cerca das 18h00 - O general Spínola chega ao quartel do Carmo.

19h30 - Marcello Caetano, e os Ministros Moreira Baptista e Rui Patrício são conduzidos a uma viatura blindada. A multidão apupa-os com o grito de "assassinos!".
Mesmo depois da rendição de Marcello Caetano, e a consequente vitória da revolução, na sede da PIDE, na Rua António Maria Cardoso, os agentes do regime disparavam das janelas, facto que resultou em cinco mortes - as únicas de toda a revolução!

À noite - Os portugueses assistem pela televisão às declarações da Junta de Salvação Nacional, composta pelo general Spínola, Rosa Coutinho, Pinheiro de Azevedo, Costa Gomes, Jaime Silvério Marques, Galvão de Melo e Diogo Neto.
Na sombra dos cargos políticos ficavam os capitães de Abril...
Entre os capitães de Abril, na sua maioria vivos, graduados hoje como Generais, estão muitos reaccionários.
A Revolução dos Cravos foi feita por militares de esquerda e direita.
O Capitão Salgueiro Maia nunca foi reconhecido oficialmente como o herói desta revolução sem sangue derramado.
Morreu prematuramente por doença e foi condecorado, mais tarde, pelo Presidente da República, a título póstumo.

As duas canções que foram a senha da Revolução dos Cravos:
"E Depois do Adeus"  de Paulo de Carvalho
"Grândola Vila Morena" de Zeca Afonso

publicado por LauraBM às 00:39

23
Mar 06

O blogueiro egípcio Sandmonkey (macaco d'areia), um defensor do livre-arbítrio, finalmente se lembrou porque lhe pareceram familiares as recentes famigeradas charges ditas anti-islâmicas, publicadas num jornal dinamarquês, e que tanta confusão têm causado. Acontece que ele se lembrou que as tais charges já tinham sido publicadas em Outubro de 2005 no jornal egípcio Al Fagr, durante o Ramadão. Ele escreveu ontem em seu blog [ http://egyptiansandmonkey.blogspot.com/ ] um post intitulado "Freedom For Egyptians" (Liberdade para os egípcios) com esta revelação bombástica.

Apesar de as charges, (clique aqui para vê-las - 

 http://oglobo.globo.com/online/blogs/arquivos/2006-02-09_13h01_As_charges_e_a_fajuta_revolta_islamica_-_charges.jpg ) terem sido publicadas ( http://freedomforegyptians.blogspot.com/2006/02/cartoons-were-published-five-months.html ) há tanto tempo no jornal de um país muçulmano, para toda a população ler, não houve a menor manifestação de escândalo, sofrimento, revolta ou ira da população. E não era um jornaleco não, o Al Faqr tem uma circulação respeitável no Egipto. Pois bem, para matar a cobra e mostrar o pau, Sandmonkey procurou em casa, encontrou a edição do referido dia e escaneou o jornal, estampando as imagens em seu blog. Resumindo -- os terríveis cartoons que têm sido motivo de baderna, destruição e morte, já tinham sido publicados há quatro meses, ou seja, durante o mês sagrado do Ramadão e não houve qualquer revolta. Ninguém pensou por um momento em boicotar o Egipto nem seus produtos. No entanto, quando as mesmas charges foram publicadas num jornal dinamarquês... deu no que deu.
Grande sacada do Sandmonkey, parabéns. Vale a pena visitar o blog do homem e clicar nos links que ele oferece. Esperemos que o Sandmonkey mantenha sua real identidade bem guardada, caso contrário vai levar uma bela escovada. Muitos estão acreditando que a intensa revolta que temos visto diariamente na TV e nos jornais é coisa orquestrada. No Líbano, há quem creia que os protestos em Beirute tenham sido apoiados por forças sírias e que o fato de este movimento irado ter irrompido depois dos lamentáveis incidentes durante o Hajj é algo significativo.
O post do Sandmonkey está ganhando avassaladora fama mundial, quase estourando a banda do servidor do pobre mancebo. Mais de 70 milhões de blogueiros já postarem links apontando para o blog do cara, gerando mais de 30 mil hits desde o post.
Segundo Sandmonkey, enquanto a população islâmica árabe estava enlouquecida pela revolta criada pela mídia oficial, seus governos estavam se beneficiando dessa distracção do povo. A família real saudita, por exemplo, usou esta revolta para distrair a população que ficou tiririca da vida com o estouro das massas de fiéis ocorrida no evento do Hajj em Meca e que resultou em centenas de mortos.

Já o governo da Jordânia usou a revolta para distrair o povo com relação às novas leis locais sobre o salário mínimo exigidas pelos sindicatos. O governo da Síria, por sua vez, se aproveitou do levante para criar uma divisão sectária no Líbano e para mudar o foco no assassinato de Hariri.
E finalmente o governo egípcio está usando a baderna para fazer passar na surdina certas reformas no judiciário e na segurança social. que terão como efeito cortes de mais de US$ 300 milhões nos benefícios das famílias mais necessitadas do Egipto.

O povão desses países citados não está prestando atenção aos seus problemas mais imediatos, pois estão ocupados demais defendendo o profeta, enviando milhões de emails e mensagens SMS, boicotando queijo e manteiga dinamarqueses, brinquedos Lego e queimando a bandeira dinamarquesa em suas praças públicas. Isso sem mencionar os mais exaltados que atribuem as charges a uma conspiração judaica visando a denegrir a imagem do Islão. Segundo Sandmonkey "eles provaram novamente que o mundo árabe é retardado e não merece nada melhor que os líderes que têm".
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Obrigado ao amigo Sidney Simões pela óptima dica.
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22/03/2006
Vera Perdigão

Comentário: Uaaaaauuuuuuuuu! Que estouro! Se estiver realmente bem documentado e comprovado, isto vai dar uma reviravolta, apesar das massas estarem empolgadas e não quererem desistir nem aceitar. Esses fanáticos não cedem, por nada deste mundo, nem querem deixar morrer os motivos para as lutas sangrentas e desordeiras. O moço que se cuide porque vai ter à porta uma possível avalanche de revoltados sanguinários danados para lhe acabarem com a vida e lhe calarem a boca. E não estou falando apenas das populações enraivecidas, mas sim dos sistemas de espionagem avançada e acobertada por alguns países pouco interessados em que termine a luta. Só costumamos ver isso na TV, mas filmes como «A Vingadora» mostram bem o que poderá estar por detrás disso.
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Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 00:35

05
Mar 06

leiac.atencao.gifDeixo aqui este texto sobre como se vive na Noruega e depois cada um que compare com a vida em Portugal.

- Na Noruega, o horário de trabalho começa cedo (às 8 horas) e acaba cedo (às 15.30). As mães e os pais noruegueses têm uma parte significativa dos seus dias para serem pais, para proporcionar aos filhos algo mais do que um serão de televisão ou videojogos. Têm um ano de licença de maternidade e nunca ouviram falar de despedimentos por gravidez.

- A riqueza que produzem nos seus trabalhos garante-lhes o maior nível salarial da Europa. Que é também, desculpem-me os menos sensíveis ao argumento, o mais igualitário.

Todos descontam um IRS limpo e transparente que não é depois desbaratado em rotundas e estatuária kitsh, nem em auto-estradas (só têm 200 quilómetros dessas «alavancas de progresso»), nem em Expos e Euros.

- É tempo de os empresários portugueses constatarem que, na Noruega, a fuga ao fisco não é uma «vantagem competitiva». Ali, o cruzamento de dados «devassa» as contas bancárias, as apólices de seguros, as propriedades móveis e imóveis e as «ofertas» de património a familiares que, em Portugal, país de gentes inventivas, garantem anonimato aos crimes e «confundem» os poucos olhos que se dedicam ao combate à fraude económica.

- Mais do que os costumeiros «bons negócios», deviam os empresários portugueses pôr os olhos naquilo que a Noruega tem para nos ensinar. E, já agora, os políticos.

- Numa crónica inspirada, o correspondente da TSF naquele país, afiança que os ministros não se medem pelas gravatas, nem pela alta cilindrada das suas frotas. Pelo contrário, andam de metro, e não se ofendem quando os tratam por tu. Aqui, cada ministério faz uso de dezenas de carros topo de gama, com vidros fumados para não dar lastro às ideias de transparência dos cidadãos. Os ministros portugueses fazem-se preceder de batedores motorizados, poluem o ambiente, dão maus exemplos e gastam a rodos o dinheiro que escasseia para assuntos verdadeiramente importantes.

- Mais: os noruegueses sabem que não se «projecta o nome do país» com despesismos faraónicos, basta ser-se sensato e fazer da gestão das contas públicas um exercício de ética e responsabilidade. Arafat e Rabin assinaram um tratado de paz em Oslo. E, que se saiba, não foi preciso desbaratarem milhões de contos para que o nome da capital norueguesa corresse mundo por uma boa causa.

- Até os clubes de futebol noruegueses, que pedem meças aos seus congéneres lusos em competições internacionais, nunca precisaram de pagar aos seus jogadores 400 salários mínimos por mês para que estes joguem à bola.

- Nas gélidas terras dos vikings conheci empresários portugueses que ali montaram negócios florescentes. Um deles, isolado numa ilha acima do círculo polar Árctico, deixava elogios rasgados à «social-democracia nórdica». Ao tempo para viver e à segurança social.

- Ali, naquele país, também há patos-bravos. Mas para os vermos precisamos de apontar binóculos para o céu. Não andam de jipe e óculos escuros. Não clamam por Messias nem por prebendas. Não se queixam do «excessivo peso do Estado», para depois exigirem isenções e subsídios.

- É tempo de aprendermos que os bárbaros somos nós. Seria meio caminho andado para nos civilizarmos.
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7/02/2006
artigo recebido via Internet, s/autoria

publicado por LauraBM às 01:02

05
Jan 06

(Escrito por Maiakovski, poeta russo falecido em 1930)

mao_carimbo.gifNa primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Nos dias que correm a ninguém é dado
repousar a cabeça alheia ao terror.
Os humildes baixam a cerviz;
e nós, que não temos pacto algum
com os senhores do mundo,
por temor nos calamos.
No silêncio de meu quarto
a ousadia me afogueia as faces
e eu fantasio um levante;
mas amanhã, diante do juiz,
talvez meus lábios calem a verdade
como um foco de germes
capaz de me destruir.
Olho ao redor e o que vejo
e acabo por repetir são mentiras.
Mal sabe a criança dizer mãe
e a propaganda lhe destrói a consciência.
A mim, quase me arrastam
pela gola do paletó à porta do templo
e me pedem que aguarde
até que a Democracia
se digne a aparecer no balcão
Mas eu não sei,
porque não estou amedrontado.
a ponto de cegar, que ela tem uma espada
a lhe espetar as costelas e o riso que nos mostra
é uma ténue cortina lançada sobre os arsenais.
Vamos ao campo e não os vemos ao nosso lado,
no plantio.
Mas ao tempo da colheita
lá estão e acabam por nos roubar
até o último grão de trigo.
Dizem-nos que de nós emana o poder
mas sempre o temos contra nós.
Dizem-nos que é preciso
defender nossos lares
mas se nos rebelamos contra a opressão
é sobre nós que marcham os soldados.
E por temor eu me calo,
por temor aceito a condição
de falso democrata e rotulo meus gestos
com a palavra liberdade, procurando, num sorriso,
esconder minha dor diante de meus superiores.
Mas dentro de mim,
com a potência de um milhão de vozes,
o coração grita - MENTIRA!

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Maiakovski

publicado por LauraBM às 21:42

23
Nov 05

MarioSoares_PS.jpgMário Soares recebe apoio em São Paulo

Foi divulgado em São Paulo um programa baptizado como “MASP” - Movimento de Apoio Soares Presidente. Este grupo (já organizado) se prepara para receber o candidato à presidência de Portugal. Para tanto o MASP convida a estar presente no almoço/encontro com o Dr. Mário Soares, que se realiza no próximo dia 22 de Setembro, às 12H30, na Casa de Portugal de São Paulo (Av. da Liberdade, 602).
A adesão é de R$ 100,00 (Cem Reais). Interessados podem confirmar presença com retirada de convite/adesão até ao dia 20/09/05 - Tel. 81383802 – 32096155 (José) – 69090488.
Mário Soares no Programa do Jô- Segundo os organizadores, o ex-presidente estará, dia21 no programa do Jô Soares – da TV Globo.
Além da Casa de Portugal também haverá (dia 22) encontro com a comunidade na Portuguesa.
Dia 23 encontro com o Governador Geraldo lckmin e com a imprensa e ainda uma visita à Baixada Santista e ao Rio de Janeiro.
Definitivamente – o Dr. Mário Soares está em campanha!
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12/09/2005
www.mundolusiada.com.br


NOTA:
Vai tentar trazer votos do Brasil, porque em Portugal está um bocado queimado.  rssssss


É um PS envelhecido, a tentar que os portugueses vivam de recordações, que nos apresenta hoje um candidato de 80 anos para o cargo de Presidente de Portugal.
Mário Soares teve o seu «tempo de antena» durante largos anos, apoiado pela história de combatente/sofredor contra o regime Salazarista.
Para quem já não se recorda, não convém “tapar o sol com a peneira” e esquecer a alcunha de vira-casacas que tão bem lhe assentava. Sempre teve uma certa tendência para dizer e se desdizer logo em seguida, com a maior sem cerimónia. Há casos flagrantes, em toda a sua vida política.
Ainda agora deu provas disso quando se ofereceu para apoiar o candidato à presidência – Manuel Alegre (um amigo de muitos anos, das lides fascistas) – afirmando que jamais se candidataria, para logo em seguida se desdizer e apresentar-se como candidato.
O ser humano não muda nunca. Cada um é como é!
Será um homem de 80 anos e com um tal perfil que os portugueses desejam ver de novo sentado na cadeira de Presidente do país? Só se estiverem todos doidos!!!!!!
Quantas mais promessas fará para logo em seguida as desfazer sem qualquer espécie de pejo ou vergonha? Só se estivermos todos doidos!!!!!!
O meu voto é que ele não vê, nem por um canudo!.......
Não se vive de saudosismo e sim de realidades; e a realidade é bem triste no panorama português.
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12/09/2005
Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 15:16

08
Mar 05

Boas Vidas  no Fundo de DESEMPREGO PARLAMENTAR!?!?!?
virus_aoataque-2.jpg
Nem tudo vai mal nesta nossa República ( para alguns)
Com as eleições legislativas de 20/Fevereiro, metade dos 230 deputados não foram eleitos.
Os que saíram regressaram às suas anteriores actividades sem, contudo saírem tristes ou cabisbaixos.
Quando terminam as funções, os deputados e governantes têm o direito, por Lei (deles) a um subsídio que dizem de reintegração:
- um mês de salário (3.449 euros) por cada seis meses de Assembleia ou governo.
Desta maneira um deputado que o tenha sido durante um ano recebe dois salários (6.898 euros).

Se o tiver sido durante 10 anos, recebe vinte salários (68.980 euros).
Feitas as contas aos deputados que saíram, o Erário Público desembolsou mais de 2.500.000 euros.
No entanto, há ainda aqueles que têm direito a subvenções vitalícias ou pensões de reforma (mesmo que não tenham 60 anos).

Estas são atribuídas aos titulares de cargos políticos com mais de 12 anos.

Entre os ilustres reformados do Parlamento encontramos figuras como:

- Almeida Santos ...........................   4.400, euros;
- Medeiros Ferreira ........................   2.800, euros;
- Manuela Aguiar ..........................    2.800, euros;
- Pedro Roseta ...............................  2.800, euros;
- Helena Roseta .............................  2.800, euros;
- Narana Coissoró ........................... 2.800, euros;
- Álvaro Barreto .............................. 3.500, euros;
-Vieira de Castro ............................. 2.800, euros;
- Leonor Beleza ............................... 2.200, euros;
- Isabel Castro ...............................  2.200, euros;
- José Leitão ..................................  2.400, euros;
- Artur Penedos ............................... 1.800, euros;
- Bagão Félix ................................... 1.800, euros.
(mais a reforma que usufruiu antes dos 60 anos).

Quanto aos ilustres reintegrados, encontramos os seguintes:

- Luís Filipe Pereira  .................  26.890, euros / 9 anos   de serviço;
- Sónia Fortuzinhos ..................  62.000, euros / 9 anos  e meio de serviço;
- Maria Santos .........................  62.000, euros /9  anos de Serviço;
- Paulo Pedroso .......................  48.000, euros /7 anos  e meio de serviço;
- David Justino ......................... 38.000, euros /5  anos e meio de
serviço;
- Ana Benavente .....................   62.000, euros/9 anos  de serviço;
- Mª Carmo Romão .................   62.000, euros /9 anos de  serviço;
- Luís Nobre Guedes .................  62.000, euros/ 9 anos e  meio de serviço.

A  maioria dos outros deputados que não regressaram estiveram lá somente a última legislatura, isto é, 3 anos, o suficiente para terem recebido cerca de 20.000, euros cada.

É assim a nossa República (das bananas) !!!!!!!!!!!!!

Os bananas somos nós que não nos manifestamos para acabar com este estado de coisas, onde os deputados auto legislam.
É esta a classe política e os "paraquedistas" clientelares por eles metidos em cargos dirigentes da administração pública, que tem a lata de pedir sacrifícios aos restantes portugueses para debelar a crise...e os autênticos funcionários públicos são o "bode expiatório" do despesismo!!!!!
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PORTUGALCLUB

http://groups.msn.com/assembleiadarepublica

publicado por LauraBM às 13:34

03
Mar 05

professor-quadro.gif Porquê pedir sempre um recibo?

Porque não devemos continuar a dar dinheiro a quem não paga os impostos que deveria pagar!

Quando não pede um recibo - que por lei lhe devia ser sempre entregue, ou quando responde que não precisa de recibo quando lhe fazem aquela habitual pergunta viperina "Quer recibo?" - está, de facto, a dar "de borla" ao infractor os 19% de IVA mais a parcela dos 20 a 40% de IRC que deveria pagar mas não o fará porque, obviamente, se esquivou aos documentos respectivos.

Em números médios quem não passa recibo tem uma vantagem injusta - na fuga aos impostos - de 25 a 30% do total que você lhe pagou além de, neste preço, já estar incluída a respectiva margem de lucro.

E nós, que não podemos fugir aos impostos, pagamos os nossos e, como ao Estado esse dinheiro já não chega, vamos também sofrer a sós o agravamento dos mesmos porque, as pessoas que diariamente nos vendem refeições, livros, perfumes, fatos, sapatos, portas, janelas..., nunca passam recibos!

Ou seja, pagamos os nossos impostos e temos de pagar também o que outros - vivendo das nossas compras - não pagam, por se esquivarem aos devidos recibos.

Vamos, a partir de hoje exigir sempre recibos. De tudo. Veremos se o deficit se reduz ou não...

Passa este mail. Sensibiliza a tua família. Defende o teu futuro.

COLABOREM! PEÇAM SEMPRE RECIBO!
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Artigo recebido via Internet, s/autoria

publicado por LauraBM às 18:15

20
Fev 05

mulhervotar.gifVote!
Vote, mas não se esqueça que:
"A escolha é entre os que não nos tiraram da crise,
os que lá nos meteram
e os que fariam pior se lá estivessem."
-------------------------------------------------
João César das Neves in Diário de Noticias

NOTA:
Pela primeira vez, desde que me conheço e voto

- vou votar em branco!
O meu descontentamento é geral.
Não há nenhum partido que se me afigure digno de crédito e confiança
ou que, simplesmente, disponha de programa capaz e coerente!
----------------
20/02/2005
Laura


Continua indeciso?
Olhe que está na hora de ir votar!!!!!!!

 mulher-votaemmim.jpg

publicado por LauraBM às 00:47

17
Jan 05

Merece a pena rever para sabermos até onde vai a maneira de ser de algumas pessoas...
A estupidez de alguns ao máximo!

Na SIC Notícias deu uma reportagem onde entrevistaram portugueses que partiram depois da tragédia para a Tailândia, mantendo as férias marcadas como antes de tudo acontecer.

Dulce Ferreira respondeu que já tinha as férias marcadas, que não tinha ficado nada preocupada com o que tinha acontecido, porque os pais, que lá estavam, tinham enviado uma mensagem a dizer que tinha havido "uns tsunamis e umas coisas", mas estavam bem.
Quando a jornalista lhe perguntou se estava triste com toda a situação, Dulce Ferreira respondeu:
«Sim, claro, agora já não vou ter todas as condições de férias que iria ter se por acaso não tivesse acontecido nada disto. Por outro lado, estou contente, porque vejo as coisas mais ao natural, como elas são».

Aqui segue a fotografia da inteligente do ano 2004.

DulceFerreira_estupida.jpg
-------------------
31-12-2004
Henrique Furtado


NOTA:
Pode parecer que esta notícia está fora do contexto deste blog... mas isso é puro engano: Se tiverem em atenção a inteligência, humanismo e perspicácia dos n/políticos em relação ao país... verão que está no sítio certo. rsssss
É tal e qual!!!!!!!
--------------
Laura B. Martins

publicado por LauraBM às 22:37

02
Mar 04

Votos Brancos X Nulos: Diferenças que alguns desconhecem

Se você não sabe em quem votar nas próximas eleições, vale a pena saber sobre
voto BRANCO e NULO!

Isto é um acto de cidadania !


Não se queixe nem queira depois ver-se assim.

homem_bolsosvazios.gif
O voto em BRANCO, ao contrário do que parece, não significa que o eleitor não escolheu nenhum candidato, mas sim que ele abdica de seu voto. Não é um ato de contestação e sim um ato de CONFORMISMO!

Os votos em BRANCO significam "TANTO FAZ" e são acrescentados ao candidato de maior votação no último turno. Ou seja, se existem dois candidatos Tubarão e Galinha, Tubarão termina com 52% dos votos, Galinha recebe 35% dos votos, 10% são votos em branco 3% são nulos, isso significa que 3% dos eleitores não querem nem Tubarão nem Galinha no poder, mas 10% dos eleitores estão satisfeitos tanto com Tubarão como com Galinha, o que vencer está bom. Neste exemplo, Tubarão tem uma aceitação de 62% do eleitorado  (ele "ganha" os 10% dos votos em branco!

O problema é que existe muita pressão para a escolha de um candidato e pouca explicação do que escolher.

Já o voto NULO é um protesto válido. Ele quer dizer que o eleitor não está satisfeito com a proposta de nenhum candidato e se recusa a votar em um ou outro. Esse tipo de voto é importante e é o que efectivamente faz a democracia, pois a existência dele permite que o eleitor manifeste a sua insatisfação.

O voto NULO, ao contrário do que parece, é um voto válido. Ninguém fala dele, nem mesmo nas instruções para votação. Explicam como votar em um candidato ou como votar em branco, mas ninguém explica como anular um voto.

Pois bem, para anular um voto é preciso digitar um número inexistente no número do candidato.
Se um eleitor experimenta votar em branco, o terminal electrónico avisa "Você está votando em branco" e então o eleitor pode confirmar, ou corrigir.

Mas se o eleitor coloca um número inexistente num terminal, ele acusa "Número incorrecto, corrija seu voto". Assim, os votos NULOS são desencorajados.

Por que os votos nulos são desencorajados?
Por que ninguém fala deles?
E por que eu falo deles?

Porque, se na eleição entre Tubarão e Galinha, o Tubarão terminasse as eleições com 42% dos votos e a Galinha com 30%, 7% de brancos e 21% nulos as eleições teriam que ser repetidas e nem os Tubarões e nem as Galinhas poderiam participar das eleições naquele ano.

Ou seja, o voto nulo, do qual ninguém fala e que o terminal acusa como "incorrecto", é o único voto que pode anular uma eleição inteira e remover do cenário todos os candidatos daquela eleição de uma só vez".

Se nenhum dos candidatos conseguir maioria (mais de 50%) no último turno, as eleições têm que ser canceladas! Os candidatos são trocados e novas eleições têm que ocorrer.

Então, contribuindo para a campanha do voto consciente, se alguém estiver votando em Tubarão ou em Galinha, mas preferia não votar em nenhum dos dois, pode optar pelo voto INCORRETO, o voto NULO.

Quem sabe um dia Tubarão e Galinha saem do cenário e os eleitores podem votar em um candidato COMPETENTE.

Não seja obrigado a votar em quem você não quer no poder!!!
QUE TAL DIVULGAR ISSO ANTES DESSAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES?

Permita que os outros também saibam este detalhe, que faz a diferença.

Lute pela ORDEM e pelo PROGRESSO do nosso PAÍS!
---------------------------------------------------
23/09/2004
Sara-Rafael
http://geocities.yahoo.com.br/jerusalem_13/sararafael.html

publicado por LauraBM às 17:03

01
Mar 04

ANTES DA POSSE:

Nosso partido cumpre o que promete.
Só os tolos podem crer que
não lutaremos contra a corrupção.
Porque, se há algo certo para nós, é que
a honestidade e a transparência são fundamentais
para alcançar nossos ideais
Mostraremos que é grande estupidez crer que
as máfias continuarão no governo, como sempre.
Asseguramos sem dúvida que
a justiça social será o alvo de nossa acção.
Apesar disso, há idiotas que imaginam que
se possa governar com as manchas da velha política.
Quando assumirmos o poder, faremos tudo para que
se termine com os marajás e as negociatas.
Não permitiremos de nenhum modo que
nossas crianças morram de fome.
Cumpriremos nossos propósitos mesmo que
os recursos económicos do país se esgotem
Exerceremos o poder até que
Compreendam que
Somos a nova política.
APÓS A POSSE:
homem_calcascaem.gif
LEIA DE BAIXO PARA CIMA - E APRENDA PORQUE EU NÃO DURO SEMPRE. rsssss
---------------------------------
15/10/2004
artigo recebido via Internet sem autoria

publicado por LauraBM às 20:33

"O Congresso Nacional é um local que:
se gradear vira zoológico,
se murar vira presídio,
se colocar uma lona em cima vira circo,
se colocar lanternas vermelhas vira prostíbulo
e se der descarga não sobra ninguém."

======================

Frase do Dia, do Mês, do Ano e do Século

“Portugal é hoje um paraíso criminal onde alguns inocentes imbecis se levantam para ir trabalhar, recebendo por isso dinheiro que depois lhes é roubado pelos criminosos e ajuda a pagar ordenados aos iluminados que bolçam certas leis.”


===================================

"Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo.
Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista.
E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso".

-------------------------------------------

General Olímpio Mourão Filho
(in A Verdade de um Revolucionário de 1978)



ESSA FRASE DEVE CONTINUAR CIRCULANDO....

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa:


“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada”.


Qualquer semelhança com o Brasil e o Portugal de hoje, não é mera coincidência...


"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas...”

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Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896

O problema de Portugal é que quem elege os governantes
não é o pessoal que lê o jornal, mas quem limpa o traseiro com ele!


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